NOVOS HÁBITOS: QUE TAL TROCAR O PÃO POR SMOOTHIES?

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Foto: Cozinha Nestlé/Sheila Oliveira

Faz um tempo que troquei o pão do café da manhã por smoothies de todos os tipos.
Sem muita regra para combinações de ingredientes, mas sempre com duas frutas
(uma de preferência banana), couve, alguma outra verdura, semente de chia, de linhaça ou amaranto. Fica uma delícia, mas, no início, achei que ia morrer. Mas não (ufa!). Um novo hábito se instaurou e logo eu já acordava pensando no smoothie. Quando chegou o inverno (pensei que ia morrer de novo), resolvi o problema do frio colocando também gengibre e mel para esquentar o corpo.

                                
Smothie de banana, mamão, couve, chia e amaranto. O de coloração rosa tem beterraba também.

Três vezes por semana corro das 7h às 8h da manhã. No início da “era smoothie”, ao voltar para casa depois da corrida, me dava uma fome enorme, e era uma “fome de pão”.  Comentei isso com um amigo, o Fernando Rebelo, que é coach de saúde e nosso principal incentivador e fomentador dessa busca por uma vida mais saudável. Ele me deu uma boa dica: uma receita de chips de batata doce para fazer depois da corrida. Foi a salvação para o buraco no meu estômago.

Receita do meu chips:
Cortar a batata doce crua e com casca em fatias bem finas e colocar direto no grill.
(dá pra ser no forno também). O bom é deixar bem crocante! Em menos de 30 minutos temos uma fonte  nutritiva de carboidratos de baixo índice glicêmico e muita vitamina A,  cálcio e potássio. Uma fonte de fibras excelente que ajuda a regular todo o sistema digestivo. O resultado é uma saciedade prolongada e um menor índice de gordura corporal. Às vezes ao invés de batata doce, faço com aipim descascado, eu acho ainda melhor. 

Aproveitei essa receita para servir de aperitivo para uns amigos. Usei o aipim como se fosse uma torradinha e fiz uma pastinha de tomate, tofu e manjericão (tudo batido no liquidificador com pimenta e sal). Foi o maior sucesso e as gurias nem saíram da dieta!

Uma vida saudável está totalmente ligada à mudança de hábitos. Mas acredito que não adianta simplesmente tentar abandonar o hábito, é preciso substituí-lo por outra coisa que traga aquela mesma sensação que o hábito anterior te trazia. Não adiantou eu simplesmente deixar de comer pão e passar a comer smoothie. Precisei daquela sensação de “aconchego” que o pão me trazia e busquei isso na batata doce. Posso garantir que funcionou.  Hoje em dia nem sinto tanta fome, meu corpo se acostumou e tem dias que nem como nada logo depois da corrida.

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Sempre podemos mudar os hábitos e adquirir outros, mas é preciso persistência. Desde que iniciei uma pós-graduação em Biopsicologia, há um mês, estou tentando meditar todos os dias de manhã cedo. Me dedico para não deixar de fazer, para que vire um hábito e eu nem precise me esforçar para isso. Obviamente tem dias que não dá, que acordo em cima da hora, enfim. O importante é “não sair do trem”, ou seja, não desistir e pensar na mudança dia após dia.

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Estou lendo um livro bem legal sobre isso, O poder do hábito – porque fazemos o que fazemos na vida e nos negócios, de Charles Duhigg. O autor explica através de diversos exemplos como pessoas e empresas podem adquirir maneiras diferentes de levar a vida. Recomendo a leitura, assim como recomendo o chips de aipim, a corrida e a meditação matinal!


Fotos: Arquivo pessoal

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