GRUPO FILHAS DO MAR UNE MULHERES AMANTES DO SURFE

Nascido em Santa Catarina, movimento busca a valorização de um estilo de vida saudável

A gaúcha Bruna Marangon foi convidada para participar do movimento na metade do ano passado e desde então vive nas águas de Santa Catarina
A gaúcha Bruna Marangon foi convidada para participar do movimento na metade do ano passado e desde então vive nas águas de Santa Catarina Foto: Felipe Carneiro

? Oi, nós somos as Filhas do Mar.

É mais ou menos assim que um curioso e descolado grupo de gurias se apresenta a quem quer conhecê-las. O nome é mais do que adequado – ao todo são 12, moram em Garopaba (SC) e têm verdadeira paixão por surfe. Tanto que fundaram, em Santa Catarina, um movimento que busca a valorização de um estilo de vida saudável, da mente sempre aberta e, claro, do esporte que elas tanto amam.

Consolidado em 2011, o movimento tem como representantes mulheres de 20 a 35 anos que defendem uma vida mais natural em meio à natureza. Todas sereias – se não pelo surfe, pela beleza espontânea -, elas conciliaram as profissões mais variadas com a paixão pelos esportes e se engajaram para que o bem-estar sentido ao praticá-los fosse transmitido a outras meninas ao seu redor. Quando criou o movimento como é conhecido hoje, a massoterapeuta Claudia Gianessi, de 32 anos, tinha o objetivo de unir as mulheres que praticavam o surfe, mas tinham pouco espaço em um mar dominado por homens.

? Há 12 anos, o município não tinha nenhuma mulher no mar. A gente o agitou rodando com uma Kombi e chamando meninas para se unir e surfar, junto com os homens.


Manuella Brasil encara a Praia do Moçambique e toca violão em momentos fora d’água

Elas também acreditam que o que é bom deve ser disseminado por aí. Promovem, então, aulas de surfe, ioga e tecidos acrobáticos a pessoas que participam dos eventos anuais organizados pelo grupo em praias catarinenses, todos gratuitos. A gauchada que costuma baixar em praias como o Rosa, por exemplo, deve ter visto ou curtido uma das tardes promovidas pelas gurias. Além disso, o movimento também se organiza para dar aulas às crianças com vulnerabilidade social de Garopaba.

Dividindo com Claudia a responsabilidade pela criação do movimento, Camila Endres, 24 anos, já surfou na Austrália, no Peru e conta que as surfe trips fazem parte da programação do Filhas do Mar – momento em que divulgam a marca e trocam experiências, como um legítimo intercâmbio cultural.

? Queremos fazer o bem. Trabalhamos para surfar e conhecer outros picos de surfe, sempre mostrando o lado social do esporte e os benefícios que ele traz ? conta Camila.

As meninas não deixam de lado as obrigações de trabalho e estudo, mas fazem questão de largar tudo aquilo que lhes faz mal. Para isto, insistem na alimentação saudável, que facilita a prática do surfe. Mas só pegar onda não basta – é necessário complementar com pilates e outras atividades de fortalecimento muscular. O ciclo se fecha, alerta a integrante Bruna Marangon, quando se está em equilíbrio entre o corpo saudável e a mente aberta.

? Precisamos ter um controle do espírito para estar seguras no mar.

Como filhas do mesmo mar, elas são mesmo uma família. Prova é a história de Camila e Bruna. A primeira, nascida em Garopaba, convidou a segunda para participar da organização do grupo na metade de 2013. Bruna, 21 anos, natural do Rio Grande do Sul e sem intimidade com a prancha, aceitou o convite da colega de faculdade. Hoje, já está surfando nas ondas catarinenses.

? Todo mundo que faz parte do movimento se ajuda. Elas emprestaram prancha, roupa para entrar no mar e tu começas a te envolver de uma forma que não quer mais deixar o projeto ? diz Bruna.

Umas das metas para 2014, segundo Bruna, é criar um site e cadastrar as meninas surfistas Filhas do Mar, para que recebam informações sobre moda, saúde, situação das ondas e saúde do corpo. No que depender do estilo das meninas, a moda divulgada pelo lifestyle do surfe tem a ver com roupas e pulseiras vibrantes que escolhem usar. Na pele, a maquiagem dá lugar às sardas naturais e ao bronzeado, com tatuagens (também) coloridas à mostra. E, mesmo pertinho do mar, os aparelhos eletrônicos estão sempre a postos para registrar uma foto da natureza e cativar mais curtidores nas redes sociais, o maior canal de divulgação do movimento.

? As pessoas nos conhecem pelo boca a boca, mas o Facebook tem sido a melhor forma de divulgar o Filhas do Mar ? completa Camila.

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