O PODER DE UM VESTIDO PRETINHO BÁSICO

Larissa Gargaro, colunista do Donna, acredita que, quando a mulher escolhe a peça, está segura e confiando no seu próprio taco

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Foto: NetAPorter, Reprodução

Você já deve ter lido em torno de 534 (mil) (só hoje) listas de “itens essenciais do guarda-roupa feminino” que falam sobre o pretinho básico. “Combina com tudo”, “deixa qualquer mulher elegante”, blá, blá, blá, generalização, blá, blá. Entre a calça jeans-de-dominar-o-mundo, o scarpin preto e a camisa branca, a peça é sempre a mais cotada.

Se é culpa do modelo Givenchy que Audrey Hepburn usou em Bonequinha de Luxo, eu não sei. Mas que há uma força incontestável por trás de cada little black dress, ô se há.

Vamos encarar o fato: a maioria esmagadora das mulheres que estão lendo este post não possui condições financeiras para comprar um Givenchy e colocar no armário. Mas nem por isso o pretinho perde seu valor.

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O grande mérito do vestido – seja ele assinado por um estilista renomado, ou de uma rede de fast fashion – é o poder subliminar que ele carrega.

Ops, eu falei ele? Falha minha.

O X da questão de um LBD é o poder subliminar que a mulher carrega quando o usa. Ela está confortável, elegante, sem excessos. Se sente pronta para conquistar o que quiser. Quando ela opta por vestir-lo, está ciente de que é uma peça plana, sem grandes invenções mirabolantes. Está confiando no seu próprio taco.

E tem coisa mais admirável e sensual do que uma mulher segura de si?

Cada uma de nós têm seu modelo preferido. Há quem prefira os modelos justos, curtos; há quem goste dos soltinhos, mais compridos; há quem use todos os tipos. Mas tem sempre aquela peça única que você usa há meses, anos, e que nunca te decepciona. Nunca te deixa na mão. Nunca esquece de ligar no dia seguinte. Muito pelo contrário, esse vestido te convida para dar um rolê todos os dias. (Tipo o seu cachorrinho, quando você fica um dia sem levá-lo para passear.)

A peça se renova a cada dia, pois abre espaço para que você incorpore diferentes estilos a partir elementos específicos. Um colar poderoso, um casaco de pele fake, uma sapatilha, um espadrille – ou até mesmo, pés descalços e um batom vermelho. O pretinho básico se transforma na mesma velocidade que a sua dona. Ele acompanha sua evolução e seu gosto, de seu estilo de vida, e assina um contrato de até que a morte (ou as traças) os separe.

Se eu pudesse escolher uma única peça de roupa para levar a uma ilha (ou a um cruzeiro, um casamento, uma viagem ao fim do mundo), seria o meu fiel escudeiro LBD. Não que alguém tenha pedido minha opinião, mas, se eu fosse você, faria o mesmo…

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