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É possível adestrar um cão em casa? Veja como começar a ensinar seu pet a obedecer

É possível adestrar um cão em casa? Veja como começar a ensinar seu pet a obedecer

Você pega a guia e com dificuldade coloca a coleira no pescoço de seu mascote, animal que não para um segundo para que você faça isso com tranquilidade. A ansiedade até que tem fundamento: seu cachorro entendeu que vai passear, mas o que para ele é diversão, para o tutor é um verdadeiro martírio.

Essa cena é comum pra você? Pois é, acontece o tempo todo.

Mais de uma vez, testemunhamos pessoas que são, literalmente, puxadas por seus cães, em um jogo de forças que não é agradável nem para o animal, que quer sair correndo e cheirar tudo o que estiver por perto, e nem para o dono, que fica mais preocupado em proteger os dedos e tentar manter seu cão sob controle.

Como resolver o problema?

O adestramento é um treino para que o cachorro obedeça seu dono. Se seu pet já é um animal adulto, o treinamento é mais difícil, porque é um hábito que ele tem de largar.

Quando filhote, época em que começa esse conflito, o animal deve entender que a guia esticada não é prisão, mas um “entendimento” entre ele e seu tutor.

Veja abaixo o que pode ser feito antes de procurar ajuda especializada:

1. Comece cedo com essa regra na vida dele (lembre-se que filhotes tendem a obedecer). Aos três ou quatro meses de idade é o ideal. E dê preferencia a locais mais tranquilos para iniciar os passeios;

2. Prefira o uso de peiteiras, essas que envolvem o corpo e não o pescoço de seu cachorro. Raças pequenas tendem a sofrer e podem até ferir a traqueia se começarem a forçar a coleira. A peiteira favorece o controle sobre todo o dorso do cão e o deixa livre de engasgos.

Foto: Pexels

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3. Quando seu cão começar a puxar, fique parado. Por mais que ele saltite, faça-o entender que não é ele quem manda e que puxar não o levará para lugar nenhum;

4. Na sequência, seu mascote, cansado de não poder ir onde deseja, deve começar a cheirar a grama ou as imediações de onde está. É nesse momento que você deve começar a afrouxar a guia, permitindo que ele chegue ao local desejado, mas sem puxar quem o conduz;

5. Ele pode se entusiasmar e voltar a puxar a guia, e o tutor deve, mais uma vez, diminuir o passo ou até mesmo parar. Assim o cão entende que deve andar no seu passo e não o contrário, e que se insistir no puxão, o passeio se interrompe;

6. Voltou a dar pinotes? Fique parado mais uma vez. O exercício exige muita paciência e deve se prolongar dessa forma durante todo o passeio;

7. Lembre-se de que esse comportamento pode estar acontecendo devido à ansiedade do cão para sair de casa. Nesse caso, quanto maior a frequência com que seu pet sai para passear, menor tende a ser sua ansiedade.

Foto: Pexels

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8. NUNCA! JAMAIS pense em dar um puxão de volta. Agindo assim, você só reforça o comportamento dele, estimulando o jogo de forças entre vocês. Esse é um dos principais erros que os tutores cometem com seus cães indisciplinados;

Dependendo do animal, às vezes a situação se torna insustentável, ainda mais com cães de grande porte, que fazem da hora do passeio um verdadeiro desafio. Nesse caso, existem técnicas mais apuradas aplicadas por adestradores, que estão mais acostumados a vivenciar esse tipo de situação.

Se sair de casa com seu pet é algo que parece ter saído do controle, chegou o momento de contratar gente especializada para não se desgastar e poder contar com a companhia de ser pet em parques e praças de forma tranquila.

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Vegetais para cães? Saiba quais alimentos ajudam na nutrição dos pets

Vegetais para cães? Saiba quais alimentos ajudam na nutrição dos pets

É muito comum ver os cães no seu dia a dia tentando mastigar ou ingerir pedaços de grama ou folhas. Na cultura popular, seu pet estaria procurando alívio para uma dor de barriga. Cães são onívoros, ou seja, consomem carne, mas vegetais também fazem parte da dieta animal.

Por isso, é possível oferecer a eles folhas como gramíneas e até alface, espinafre e couve, que são ricas em vitaminas, água e fibras. Segundo a zootecnista e doutora em produção e nutrição animal, Geruza Silveira Machado, as verduras, quando servidas como petiscos, devem ser consumidas com moderação, para evitar problemas como obesidade ou até mesmo diarreia. É fundamental respeitar o peso e o tamanho do animal.

Geruza preparou uma lista de quais vegetais podem ser consumidos por cães. Veja:

Foto: Pixabay

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1. Espinafre

Rico em ferro, vitamina A e zinco, este último é um cofator para aproximadamente 200 enzimas do organismo e também essencial para o transporte da vitamina A no sangue. Ele também se faz presente para manter a integridade da pele e para a qualidade do pelo, pois é crucial para síntese de colágeno e queratina.

O espinafre também é uma fonte de polifenóis, potentes antioxidantes presentes em diversos alimentos de origem vegetal, como maçã, uva, cebola, repolho, brócolis, chicória, aipo, chá e vinho
tinto, mas geralmente extraídas da uva e do chá mate verde.

Foto: Pexels

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2. Alface

Além de minerais como zinco e ferro, o alface contém vitaminas A, C, E e K. Mas o maior benefício da folha é ser rica em fibras, o que favorece a saúde intestinal do animal.

Foto: Pexels

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3. Polpa de beterraba

A polpa é um ingrediente amplamente utilizado na alimentação industrial dos pets e traz inúmeros benefícios para a saúde intestinal, pois suas fibras atuam de duas maneiras: ação mecânica no bolo alimentar na parede intestinal e fermentação realizada pelos microrganismos. Também possui baixa solubilidade e moderada fermentação, o que favorece a consistência fecal em gatos e a eliminação de bolas de pelos.

Foto: Pexels

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4. Cenoura

Fonte de betacaroteno e vitamina A, a cenoura possui benefícios para a pele e os pelos, deixando-os mais saudáveis. O betacaroteno é um antioxidante, ou seja, ajuda a proteger as células dos efeitos nocivos dos radicais livres. A cenoura fornece o falcarinol e o falcarindiol – capazes de inibirem o crescimento de células de câncer no cólon.

Foto: Pexels

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5. Brócolis

É rico em fibras e, por isso, contribui ao sistema digestivo. Ele fornece muitas vitaminas (A, C e K), assim como fibras e magnésio.

Foto: Pexels

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6. Abóbora

Rica em vitamina A, a abóbora ajuda na absorção do ferro e proteínas no organismo. Pode ser oferecida ao seu cão cozida na água ou vapor, cortada em cubos.

Quem saber mais sobre o assunto? Envie sua dúvida para alimentacaoenutricaopet@gmail.com

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Cães abandonados: como ajudar a diminuir o problema?

Cães abandonados: como ajudar a diminuir o problema?

Quem aproveitou as férias escolares dos filhos e passeou pelo nosso litoral pode ter observado uma realidade que está mudando bastante ao longo dos anos: a dos cães abandonados. O que era um imenso problema está sendo reduzido aos poucos, graças aos esforços comunitários. As pessoas têm se mobilizado não apenas para evitar a morte sofrida desses animais, mas também para tentar ajudar a dar uma melhor qualidade de vida para eles.

É o que explica as casinhas em algumas calçadas, bebedouros e comedouros distribuídos estrategicamente em locais da cidade.

É claro que deixá-los vivendo nas ruas pode não ser o ideal – um cão abandonado pode ser motivo de acidentes, como mordeduras e atropelamentos. Ainda assim, cuidá-los é melhor e oferece menos riscos, até de doenças. Mas, como ajudar a resolver – ou ao menos diminuir – o problema?

Foto: Daisy Vivian

Foto: Daisy Vivian

 

Mais gente optou por morar na praia e isso é outro fator responsável pela sobrevivência dos abandonados. Além de ter mais gente adotando, outros se dedicam à causa junto a casas de passagens e abrigos para onde os bichinhos são encaminhados, castrados e cuidados, até que alguém venha ao seu encontro.

Mas haja dinheiro para mantê-los! E espaço também. Um cão de médio porte pode custar, nas primeiras semanas, R$ 250 a R$ 300 reais para a associação. E esse valor duplica se ele estiver doente e precisando de tratamento e medicação.

Não é fácil. A questão é que, estatisticamente, existem mais cães sem dono do que lares disponíveis para abrigar mais de um abandonado.

Por isso, cada vez mais, campanhas são organizadas em prol dos animais de rua. A coleta de tampinhas de garrafas plásticas é um exemplo. Mas tem ainda brechó e rifas, cuja renda é revertida para a causa. Com sorte, em algumas cidades, a prefeitura também se mostra atuante.

Para quem não gosta de ver um pote na sua calçada, é preciso um pouco mais de compressão. Todo potinho de comida é o resultado de um par de braços descruzado trabalhando de forma voluntária para o bem-estar comum. E não adianta se revoltar contra os bichos: a culpa nunca é deles.

A situação de abandono e animais soltos nas ruas que ainda vemos por aí, acredite, poderia ser bem pior não fossem os esforços de pessoas dedicadas para resolver uma questão que fere não apenas nossos olhos, mas a saúde pública.

Foto: Daisy Vivian

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Seu cão está com dificuldade de respirar? Ou parece que está com asfixia? Entenda o que é o espirro reverso

Seu cão está com dificuldade de respirar? Ou parece que está com asfixia? Entenda o que é o espirro reverso

Quando o cão apresenta uma inexplicável e súbita dificuldade em respirar e emite sons estranhos, como se estivesse engasgando, é comum o dono se assustar e não saber o que está acontecendo com o bichinho. Uma das possibilidades é que o episódio seja um espirro reverso.

O nome causa estranhamento, mas é exatamente isso que sugere: um espirro invertido. Ou seja, em vez de ser expelido, o ar é puxado para dentro do nariz.

O espasmo é comum em cães e pode acontecer com qualquer raça e de forma aleatória. Pode ser ocasionado por diferentes razões, como uma simples irritação, alergias, infecções e até por causa da mudança na temperatura.

Entenda se isso pode estar ocorrendo com seu pet:

Quando ocorre, o animal abre as patas dianteiras para ampliar sua base de equilíbrio. Isso acontece para ele poder “puxar” o ar e expandir a caixa torácica, sem risco de cair.

É normal se preocupar, mas assim como vem, o espirro reverso desaparece.

Uma das causas mais comuns é quando ocorre uma situação de excitação do cão: a chegada do tutor em casa, por exemplo, a saída para passear ou o reconhecimento de uma visita querida. Mesmo feliz, o pet vai fazer aquele ruído e fazer uma postura de quem está com dificuldade para respirar.

De qualquer forma, o espasmo às vezes pode ser agressivo. Cães que sofrem com rinite e bronquite alérgica, doenças mais graves, também apresentam espirro reverso. Nesse caso, o caso merece atenção.

Nessa época do ano, o sobe e desce das temperaturas também têm seus efeitos sobre a mucosa nasal, laringe e faringe de animais sensíveis. Para entender o que provoca o espasmo, é interessante observar onde seu pet literalmente meteu o nariz. Pessoa fumante, cobertores, tapetes, flores e até florais podem ser os vilões da história.

E não pense que esse é um hábito restrito aos mascotes de raça. Embora os cães braquiocefálicos, como pequinês e pug, apresentem o reflexo com maior freqüência, vira-latas também podem manifestar o espasmo.

Na dúvida, não descarte uma conversa com seu médico veterinário de confiança. Em caso de persistência do espirro, um exame clínico pode ser considerado para orientar os donos sobre o que deve ser feito para amenizar a situação.

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Toxoplasmose e gatos: mitos e verdades sobre a doença e os felinos

Toxoplasmose e gatos: mitos e verdades sobre a doença e os felinos

A doença é antiga, mas o recente surto de toxoplasmose em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, trouxe de volta à tona o temor de muitas pessoas sobre o tema, especialmente quem tem gato em casa. A infecção costuma ser associada diretamente aos felinos, mas existem muitos mitos e verdades sobre a relação entre eles e a doença que é bom esclarecer alguns pontos:

A toxoplasmose é provocada por um parasita, o toxoplasma gondii, e é transmitida através do consumo de água ou de alimentos contaminados, como legumes, verduras e frutas mal lavadas, além de carnes malcozidas, ou ainda pela placenta da mãe para o bebê. Os ovos do protozoário são liberados no ambiente pelas fezes de felinos contaminados – principalmente os gatos.

Foto: Pexels

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A partir daí, a água, o solo, as plantas e outros animais de consumo humano podem se contaminar. E assim contaminar pessoas.

O gato pode ser vetor de toxoplasmose? Pode, já falamos aqui no Animal Print sobre a saúde das gestantes. Elas são as mais vulneráveis, porque a toxoplasmose pode comprometer o desenvolvimento do feto e até levar ao aborto.

Mas antes de sair crucificando seu mascote, saiba que um exame de sangue sepulta de vez as dúvidas sobre a chance de ele estar fazendo mal à sua saúde.

Foto: Pexels

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Cabe lembrar também que a toxoplasmose é um ciclo que se completa em gatos de rua, que se alimentam de caça e de carne crua. Não é o seu animalzinho doméstico, que vive esparramado no sofá e que come ração seca que vai ser fonte de problemas.

Mas atenção: se o gato está doente, ele pode, sim, contaminar o dono. A pessoa se torna suscetível quando troca a areia da caixinha do pet sem estar atenta à higiene adequada.

Foto: Pexels

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Estatisticamente falando, as chances de seu gatinho ser o vilão não é maior do que a falta de informação que permeia o tema. Prevenir a toxoplasmose passa pelos cuidados com a higienização dos alimentos, pelo cozimento das carnes e pelo uso de água de fonte segura ou fervida por pelo menos 10 minutos. Além, é claro, de lavar bem as mãos depois de fazer a limpeza da caixa de areia do seu pet.

Ainda com medo? Procure um veterinário de confiança e tire suas dúvidas. Um profissional vai saber orientá-lo e pode submeter seu mascote a exames sorológicos. É fácil, não é caro e tranquiliza toda a família.

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