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Cachorro com rinite? Sim, eles têm. Saiba os cuidados

Cachorro com rinite? Sim, eles têm. Saiba os cuidados

Sim, os cães também sofrem de rinite. Nessa época do ano, o sobe-desce de temperatura também têm seus reflexos  sobre a mucosa nasal dos animais fazendo os cães espirrarem (e muito!) em diferentes momentos do dia, sendo mais frequente na hora do passeio em função do contato com o agente que causa a irritação. Para quem “foge” com o pet em um final de semana para a praia ou serra pode se assustar com o repentino desconforto do cão. Alguns mostram esse incômodo por meio de espirros reversos, aquele em que temos a impressão de que ele  está “puxando” o ar para dentro das narinas, o que o faz com muita força, um quadro grotesco que pode dar a ideia de que o mascote está tendo um ataque de asma.

A rinite é uma inflamação da mucosa das narinas que pode ser provocada por agentes irritantes a ela, e isso vale para pólen e produtos de limpeza, mas também por agentes patogênicos como vírus e bactérias, não raro sendo o primeiro a porta de entrada do segundo.

Foto: Pixabay

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Outros materiais que têm o poder de destroçar o bom humor de seu cão nessa época do ano são cobertores, tapetes, flores e carpetes. Aquele casaco da vovó guardado há um ano e recém retirado do armário também pode desencadear a alergia, sensibilidade que não tem distinção: raças puras, mestiços, machos ou fêmeas, não importa. Quando ela resolve atacar, qualquer cachorro pode se mostrar suscetível, embora animais mais velhos e aqueles cuja anatomia contempla um longo focinho tendem a apresentar o quadro com mais frequência. Por outro lado, rinites também podem vir decorrentes de problemas de conjuntiva, nesse caso afetando os cães que têm o nariz enterrado no meio dos olhos como é o caso do pequinês.

Para entender a extensão do problema, é interessante observar segundos antes da sessão espirra-espirra onde seu pet, literalmente, meteu o nariz. Pessoa fumante ou ambiente onde o fumo é permitido pode ser outra fonte de espirros constantes, ato que pode evoluir para uma secreção transparente que escorre pelo nariz ou até mesmo de coloração amarela ou esverdeada, nesse caso nos mostrando um problema a ser tratado.  E não se surpreenda se a coriza tiver origem em abscessos na raiz de dentes (isso mesmo, dentes) especialmente em cães idosos e com histórico de tártaros.

Foto: Pixabay

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Secreção nasal e espirros formam uma dupla e tanto que justifica uma visita ao veterinário, profissional que pode descartar a possibilidade de haver um corpo estranho no nariz de seu pet, algo que não se mostra tão incomum quando se tem crianças pequenas em casa. Parasitas, como larvas de moscas, podem aparecer, mas sua presença é mais esperada no verão. Tumores, infecções causadas por fungos ou aquelas que afetam a conjuntiva, alergias e abscessos na raiz de dente têm sido as causas mais encontradas.

Além do exame físico, Rinoscopia, Raio-X, exame hematológico e envio da secreção para laboratório são alguns dos procedimentos que podem ser solicitados. Alguns proprietários mais atentos conseguem perceber a hora do dia ou o local que deixa seu pet desconfortável. Isso facilita a vida de todos pois é possível descartar o agente desencadeante ou deixar de  frequentar os locais onde se verifica o comportamento, atitudes preventivas que  reduzem a irritação nasal.

 

Cães peludos em casa? Ácaros e fungos podem prejudicar os ouvidos dos pets

Cães peludos em casa? Ácaros e fungos podem prejudicar os ouvidos dos pets

Famosos por incomodar o bem-estar de nossos mascotes no inverno, ácaros e fungos que vivem nos pavilhões auriculares dos pets – em especial cães peludos com orelhas pendulares – recebem uma ajudinha extra para sua reprodução quando temperaturas de verão aparecem nos meses de inverno. E isso é um prato cheio para proliferar outros micro-organismos que podem fazer com que seu cão coce a orelha o dia todo. Essa atitude às vezes potencializa ferimentos nos tecidos adjacentes que passaram a ser submetidos a constantes agressões promovidas pelas unhas dos animais. Enlouquecidos de coceira, os bichinhos procuram diminuir sua agonia, e assim comprometem ainda mais a área afetada – que pode se contaminar e evoluir para uma otite, inflamação no ouvido que, além de dolorosa, pode prejudicar o equilíbrio e a saúde de seu pet.

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E nada de água no ouvido!! Otite é o vilão do banho caseiro por que nem todos sabem da importância em deixar a área protegida da umidade. Os mascotes companheiros nos esportes e que não se importam em ficar molhados podem apresentar coceira nos ouvidos horas depois da exposição à umidade, ainda mais se os pelos não forem secados de forma apropriada, o que favorece os conhecidos fatores – calor e umidade – que darão início ao problema.

E atenção donos de cockers, goldens, poodles e vira-latas peludinhos: otite não é tudo. As unhas do animal provocam lacerações que deixam a pele da orelha e do pavilhão mais espessas. Além de serem uma das responsáveis pela entrada de micro-organismos na pele, unhas e o constante coça-coça também favorecem o surgimento de otohematoma, ruptura de um vaso sanguíneo entre a cartilagem da orelha e a pele que forma uma pequena bolsa onde se acumula sangue, acidente que exige intervenção profissional.

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Animais com orelhas pequenas e até aqueles que as apresentam bem arguidas acima da cabeça também precisam ser inspecionados pois a questão não é apenas anatômica – orelhas pendulares – mas a quantidade de pelos que existe no pavilhão, terreno fértil para os ácaros.

Manter o local ventilado é uma boa medida preventiva para auxiliar a manter a saúde auricular. Há quem prenda os pelos das orelhas de seu pet no topo na cabeça por algumas horas, algo como rabo de cavalo, para evitar que a região fique abafada. Deixar o local arejado raspando o pelo é outra alternativa.

As pet shops costumam verificar por onde anda a higiene de seu animal, e o mais comum nessa época fica por conta dos ácaros, o que é fácil de ser controlado por meio de produtos específicos para esse fim. Se o coça-coça for mantido, o problema pode evoluir para uma otite bacteriana e poderá ser necessário o uso de antibióticos.

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Vai viajar com seu pet? Fique atento aos documentos necessários e às normas sanitárias

Vai viajar com seu pet? Fique atento aos documentos necessários e às normas sanitárias

Levar seu pet para o interior, litoral ou outro estado pode parecer uma viagem comum, mas não é. Muitos donos que colocam seus pets dentro do carro rumo às férias desconhecem algumas regras necessárias para se transportar animais de um lugar para o outro. O veterinário Álvaro Cézar de Abreu chama a atenção para os documentos cuja ausência podem fazer com que você dê adeus às suas férias e retorne para casa com seu mascote.

♦ Para transitar em território nacional, o proprietário precisa portar a carteira de vacinas do mascote – sempre dentro do prazo de validade, é claro – acompanhada pelo atestado de um médico veterinário, credenciado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que tem validade de até cinco dias.

♦ Intermunicipal e interestadual: quem vai se deslocar de ônibus para outra cidade deve acondicionar o mascote em uma caixa de transporte adequada para seu tamanho. É necessário se informar junto à empresa quais são regras específicas sobre transporte animal (peso e tamanho). De qualquer forma, o pet não embarca se não estiver com um atestado de saúde. Como o documento tem validade de 5 dias, é necessário reavaliar o mascote se o retorno ao local de origem ultrapassar esse período.

♦ O mesmo atestado é necessário para quem viaja de carro próprio que ainda deve observar as regras de segurança do mascote que deve estar viajando no banco traseiro, dentro de sua caixa de transporte ou preso com o adaptador de cinto de segurança para cães. Animais não podem ficar soltos dentro do veículo.

Foto: Pixabay, reprodução

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♦ Se a viagem for de avião, é bom se informar junto às companhias aéreas, pois existem diferenças entre elas quanto às regras de embarque na cabine para seu pet e também a necessidade de sedação.

♦ Quem deseja levar seu pet para o exterior deve obter informações com antecedência, porque cada país tem suas regras próprias. Se o destino for a Europa, os animais precisam fazer exame sorológico para a presença da raiva e só podem embarcar depois de três meses do resultado negativo. Ou seja, se a data pretendida é Réveillon, o mascote já deve estar fazendo exames em setembro. Também é necessário chipar o animal que deixa o Brasil.

Países como Uruguai e Paraguai estão atentos para a leishmaniose, doença para a qual os cães brasileiros precisam apresentar exame sorológico negativo. O atestado de saúde têm validade até o aeroporto internacional e o despacho é realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), mesmo órgão que informa as regras de sanidade animal de outro países.

Foto: Pixabay, reprodução

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Atenção: jeitinho brasileiro não funciona. As regras são sérias porque envolvem a possibilidade de entrada de zoonoses e isso abrange a saúde pública, razão pela qual seu pet não embarca se não estiver com a documentação adequada.

Antes de viajar, a dica do veterinário Álvaro de Abreu é procurar orientação profissional de alguém familiarizado com as regras de transporte de animais para que a pessoa não seja surpreendida. Outra forma é buscar informações direto no MAPA que também pode emitir um passaporte para seu mascote com validade em todo o território nacional. O atendimento se dá por agendamento.

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Os cuidados que os donos devem ter no inverno com os pets recém-nascidos

Os cuidados que os donos devem ter no inverno com os pets recém-nascidos

Ao contrário do que se pensa – que o filhote está protegido do frio por sua mãe – é (e muito!) perigoso para bebês de cães e gatos nascerem em épocas frias, ainda mais se os donos não estão familiarizados com os cuidados necessários para manter a temperatura corporal dos pequenos. Se é desconhecido o dia provável do parto, as chances dos filhotes sofrerem por causa do frio se tornam ainda maiores.

Para ter ideia da fragilidade nesse momento, 30 minutos com a barriga em contato com a superfície fria já são suficientes para dar início a um quadro de hipotermia em um filhote de até cinco dias. Episódio que pode resultar na morte do animal mesmo depois de sucessivas tentativas de reverter o processo aplicando-lhe calor.

Esse tipo de acidente costuma acontecer momentos depois do parto não programado, o que explica não terem sido observados os quesitos de proteção à vida dos recém-nascidos em dias frios.

Confira abaixo algumas dicas de como proceder nos primeiros dias de vida de seu filhote.

  • Se você está perdido e não sabe que dia sua cadela ou gata vai dar à luz, comece a deixá-la em observação dentro de casa ou em um abrigo seguro do frio. O período indicado é de 54 dias após a data do primeiro acasalamento.
  • Se sua mascote é de grande porte e dorme na rua, uma casinha já deve ter sido providenciada, embora o melhor a fazer nessa época seja colocá-la dentro de casa.
  • Se a mascote é de sítio ou fazenda, uma área bem protegida significa paredes e cobertura para geada. A parte interna não pode ser negligenciada e deve estar bem forrada com material quente que não apenas folhas de jornal. Essas são boas para manter o chão seco, mas não aquecem os filhotes recém-nascidos.
Foto: Pixabay, reprodução

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  • Cuidado com o uso de cobertores. Embora aqueçam os filhotes, se compridos demais, favorecem pequenos túneis onde o pequeno pode buscar abrigo e acabar se sufocando. Dê preferência para tapetes de fibra longa, firme e que não dobre nele mesmo.
  • Evite carpete. Filhotes de cães e gatos nascem com garras afiadas que frequentemente se engancham no carpete ficando os animais retidos no mesmo lugar.
  • Preveja a possibilidade de o filhote cair da casinha levado até mesmo pela mãe quando ele não larga a teta na hora em que ela levanta. Talvez ela não saiba colocá-lo de volta à casa – o faz com a boca – e assim aumentam as chances de o filhote desgarrado morrer de frio.
  • Uma boa maneira de evitar que um filhote caia da casinha é reduzir a  base da porta de entrada com um obstáculo de 5 a 8cm de altura. Camas de fibra são mais indicadas na maternidade justamente por serem fabricadas em forma de balaio o que dificulta quedas.
  • Esse acidente, queda do filhote e posterior contato dele com ventos e chão frio, ocorre com mais freqüência quando a maternidade é montada na área de serviço ou cozinha.
Foto: Pixabay, reprodução

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  • Conforto térmico para a mãe: o calor materno pode proteger os filhotes  que se abrigam entre as patas e barriga de sua mãe, mas de nada adianta eles estarem em contato com o corpo dela se não estiver protegida dos ventos que a fazem tremer de frio.
  • Cadela e gata que tiveram apenas um filhote, cuidados redobrados no forro da casinha. O bebê não tem irmãos para se aquecer.

E atenção!

Calor demais também pode ser perigoso. Colocar lâmpadas perto dos filhotes pode funcionar, mas se muito abafado pode ser igualmente perigoso. Quando o calor é intenso, eles choram constantemente e procuram se afastar um dos outros em busca de um lugar mais frio. O equilíbrio é encontrado quando se percebe os filhotes dormindo serenamente e dando pequenos “pulinhos”, sinal de que estão confortáveis e até sonhando.

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Espaço do pet pode compor a decoração da casa: veja sugestões

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Com os mais variados tecidos, texturas e acessórios, o mascote pode ganhar um cantinho aconchegante na casa que tem tudo a ver com a decoração.

O cão pode dormir em uma caminha de formato exclusivo ou estar forrada com o mesmo tecido dos sofás, detalhe que traz aquele toque especial à decoração. O gato também pode ganhar um lugar de repouso nas alturas (coisa que eles adoram!) e ter também um espaço térreo colorido para exercitar suas garras e brincar. A imaginação pode ir longe podendo incluir caixas decorativas, gavetas e armarinhos para guardar os pertences de pet, o que inclui roupas e medicamentos.

Em função de dejetos e alimentação, o espaço destinado aos pets costuma ser cozinha ou área de serviço. A imaginação pode ir longe: um móvel antigo ou um mais estreito e moderno pode servir para organizar apetrechos pet, como toalhas, roupas, guias, remédios, escovas e xampus.

Hoje é possível encontrar em lojas do gênero potes, bebedouros, esculturas e tapetes com desenhos bem originais nas mais diversas cores. Para quem tem gato, arranhadores podem vir acompanhados de casinhas suspensas. E, se o apartamento é pequeno, uma boa opção é recorrer às prateleiras nas paredes para que eles brinquem e descansem nas alturas.

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