Coelhinho de estimação? Veja os cuidados básicos para o mascote

Ele apareceu de mansinho. Presente da tia, madrinha ou até mesmo dos pais, o coelho da Páscoa chegou na sexta-feira para a alegria da garotada que agora não o deixa sair de casa. O que era para ser apenas uma visita se tornou o mais novo mascote da família. E agora? O que fazer? Como se comporta um coelho? É para colocar coleira e sair caminhando?

Presentes comuns nessa época do ano, os coelhinhos deixam os pais um pouco perdidos. Mais habituada com cães e gatos, não raro os coelhos caem em uma família com pouco conhecimento sobre a espécie, o que não é sinônimo de maus tratos. Desvendados seus segredos, o coelho mostra-se uma criatura pouco exigente e muito dócil de se lidar, uma excelente – e silenciosa! – opção para se ter em casa. Olha só algumas dicas:

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Mas atenção!

Considerando a finalidade de um mascote – conviver com humanos -, uma passagem pelo veterinário antes de levá-lo para o lar definitivo é uma boa alternativa para espantar os fantasmas da coccidiose e da sarna de pavilhão auricular, zoonoses mais comumente encontradas na espécie.

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Manutenção para qualquer bolso

A boa notícia começa pelo preço. Por se reproduzirem com grande facilidade, coelhos não custam caro e em sua dieta se inclui vegetais, o que faz de nosso amigo uma espécie acessível de se manter comparado ao preço das rações dos pets carnívoros. Animal silencioso, cuidado para não se esquecer de água fresca e abundante. Cães e gatos ainda ficam em volta lembrando que estão com fome, hábito raro em coelhos ainda mais quando estão contidos. E lá vai verde. É impressionante como um pé de couve desaparece em poucos minutos!

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Amigo agradecido

Situados em níveis mais basais na cadeia alimentar, coelhos não podem se dar ao luxo de passar horas brincando no sol, distração permitida apenas aos animais caçadores. O perigo que vem do ar (gaviões) e da terra (carnívoros) faz do coelho um animal desconfiado e arredio. Contudo, uma vez que o ser humano removeu duas de suas principais preocupações – alimentação e abrigo – ele passou a ter mais tempo para brincar… e engordar!

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Esses animais se exercitam muito pouco quando trazidos para o convívio humano porque não precisam gastar energia buscando alimento. Depois de alguns dias, nosso pet já deixa de ser tão assustado e começa a desenvolver algum tipo de reconhecimento por quem o alimenta, e é nesse momento que a relação começa a ficar mais divertida com o processo de interatividade.

Sem problemas no condomínio

Por serem animais quietos, coelhos costumam ser bem-vindos em condomínios. Eles crescem rapidamente e não se assuste se atingir o tamanho de um cachorro pequeno. O melhor é se informar com o vendedor antes de partir para a compra. Já existem raças que se aproximam de um quilo o peso do animal adulto e outras com pelo curto, para a alegria dos alérgicos. O coelho pode frustrar algumas pessoas por não ser tão receptivo quanto o cão e o gato, mas seu reino de quietude tem lá seus encantos.

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Cuidado com Acidentes

Atenção especial fica por conta do sol. Poucas pessoas percebem a movimentação solar com o passar dos meses e temperaturas acima de 40 graus podem ser fatais para coelhos.

Deixá-lo solto na área de serviço nem sempre é uma boa ideia. O coelho pode roer fios da máquina de lavar roupa e produtos de plástico, o que inclui os de limpeza, não passam por ele despercebidos.

Outros animais domésticos presentes na casa devem ser socializados – ou afastados – para que o coelho não sofra ou seja ferido durante brincadeiras mais hostis.

Cuidado com a maneira de pegar seu pet. Da mesma forma, crianças mais velhas devem ser orientadas a não pegá-lo pelas orelhas. Atenção às patas traseiras! Coelhos arranham tentando se desvencilhar de quem os seguram. Melhor é manter as unhas curtas.

Apesar do aspecto inofensivo, coelhos podem desenvolver o hábito de morder e isso também vale para os dedos de seus donos!

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E o cheirinho?

O ônus fica por conta do odor. Onde quer que fiquem é necessário limpar suas caixas diariamente para contribuir com a manutenção de sua saúde. De resto, um animal adorável, dono de uma calma restauradora que traz benefícios para quem aprecia sua vida de tranquilidade e quietude, características responsáveis muitas vezes por ser deixado de lado pelas crianças que preferem pets mais ativos.

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