Seu cachorro ou seu gato odeia andar de carro? Saiba o que fazer

Tem cachorro que basta ouvir aquele barulhinho da chave para dar pulos de alegria. O som é o início do entretenimento mais interessante do dia: um passeio de carro. Outros, porém, tremem, uivam e sofrem só em passar perto do veículo da família. O movimento, além do calor, são um dos fatores que explicam a atitude refratária de alguns animais quando o assunto é entrar no carro. Mas não é só isso.

Às vezes, o medo do mascote não tem relação com o automóvel ou com o trajeto em si, mas com o destino. Preste atenção ao comportamento de seu bichinho: se ele não é muito adepto a banhos, por exemplo, e sabe que faz parte do ritual entrar em um carro, isto já explica a aversão que demonstra. Nesse caso, o melhor é escolher uma pet shop perto de casa e reservar o carro para momentos mais descontraídos para o animal.

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Não sendo problema o banho semanal, haverá momentos em que é  necessário levar nosso melhor amigo para um passeio. Veterinário, casa da sogra e até mesmo praia são alguns dos destinos que exigem um pouco mais do que algumas quadras de caminhada – um programa que acaba trazendo transtorno para o motorista e todos os passageiros se o pet não gosta de automóvel.

Um dos primeiros pontos a  ser  observado é a temperatura. Ser transportado em um ambiente com conforto térmico já é um bom começo de conversa, mas nem sempre suficiente porque existem particularidades para cães e gatos e também para porte grande e pequeno.

Foto: Pixabay, reprodução

Foto: Pixabay, reprodução

Uma atenção especial deve ser dada para os filhotes. Muitas vezes eles se mostram mais sensíveis aos primeiros passeios, uma vez que desconhecem curvas, ruídos de motor e movimento.  A maneira como serão transportados, ainda em tenra idade, pode ser fator decisivo para considerar o passeio de automóvel uma atividade divertida. Lojas especializadas dispõem, além de caixas de transporte, adaptadores para cintos de segurança bastante confortáveis ao peso e altura de seu pet. Se o filhote é de raça grande, melhor já acostumá-lo sempre com o mesmo acento, lugar onde já ficará o adaptador para o cinto de segurança. Filhotes de raças pequenas devem ter uma caixa de transporte confortável – nem pense em  economia de espaço. Transporte em caixa apertada, sem conforto, afasta qualquer bom humor.

Para o azar de quem nasceu com poucos gramas, gatos e cães de pequeno porte não tem muito o que discutir na hora de entrar no automóvel. É colocá-los dentro da caixa de transporte, e lá vamos nós. De qualquer maneira, ninguém gosta de ver seu bichinho arfando e sofrendo no banco de trás do carro. Fabricadas para esta finalidade, a melhor caixa de transporte para pets anticarros é aquela que apresenta o maior número de aberturas possível. A sensação de claustrofobia pode agravar o quadro fazendo com que eles vomitem e defequem dentro das caixas, um protesto que funciona. Olhar para o que acontece na frente e ao seu redor pode reduzir a sensação de desamparo e trazer alguma distração ao mascote.

Mas se seu cão é daqueles que solta a voz quando contrariado, latidos vão acompanhá-lo durante todo o trajeto. Aqui vale conversar e fazer carinho se estiver sentado no banco traseiro com ele. O tom de voz também ajuda. Se o transporte é de algumas horas, paradinhas são estratégicas para infundir um tom de passeio ao acontecimento, com direito a caminhadas (com guia) e tempo para fazer xixi. As paradas, porém, se tornam obrigatórias em caso de calor. Não esqueça que seu pet está de casaco dentro de um carro quente. Estender esse relaxamento aos gatos é mais complicado porque eles podem usar a oportunidade de sair da caixa de transporte para fugir. Melhor é colocá-lo no vento acondicionado em caixas com boa área de ventilação na frente e nos lados. Além de se refrescar, os animais precisam beber água em trajetos mais longos.

Nada disso resolveu? Sim, há casos extremos. Existem animais que ficam  agitados demais, vomitando e uivando, o que dá cheque-mate ao bem-estar dos demais passageiros. De posse dessa informação, o auxílio de um veterinário torna-se indispensável para a administração de medicamentos cuja dose deve ser calculada e administrada de acordo com alguns critérios como jejum de algumas horas.

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Dicas para um transporte mais seguro:

  • Converse com seu pet durante o transporte.
  • Na medida do possível, transporte-o em horas de menos calor se não houver ar-condicionado no carro.
  • Faça viagens curtas e evite curvas.
  • Nada de música alta.
  • Não grite, nem faça nada que agite seu mascote.
  • Lembre que o passeio deve ser agradável para ele também.
  • Em hipótese alguma, transporte-o solto dentro do carro. Pode haver situações que o colocam sob estresse e ele pode pular sobre o colo do motorista ou se esconder embaixo de seus pés.
  • NUNCA! Jamais deixe um pet sozinho dentro do carro! O sol faz do automóvel um forno e seu cão pode desmaiar em poucos minutos.
  • Alerta para quem tem pets que geralmente vomitam em viagens: tomar água pode agravar o problema. Converse com seu veterinário.
  • Não medique seu pet sem orientação veterinária.

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