Preparando seu mascote para as férias: o que levar na mala para seu pet

Pense como um cão e depois responda: suas férias têm o mesmo sentido para ele? 

Vejamos: no pacote de suas férias também estão presentes as férias dele, isto é, as obrigações que você tem com ele. Por exemplo: agora, no descanso do seu trabalho, você pode dormir até as 10h ou 11h da manhã. Mas como fica seu pet nessa história caso você tenha o hábito de levá-lo para passear às 7h30min?

Outra situação: você está de férias e saiu para viajar com seu mascote, mas ele está em um lugar diferente, o que pode ser assustador do ponto de vista do animal: “Onde está meu pote com água?”, “E minha comida, que horas chega?”, “Minha cama vai ser aqui?”, “Que horas vocês voltam?” e “Que barulho é esse?”.

Foto: Pixabay

Há pessoas que levam os mascotes para seus destinos de férias para proporcionar a eles liberdade e entretenimento. Outras vezes, os animais só acompanham seus donos porque existe um receio de deixá-los sob os cuidados de terceiros. A razão que faz com que seu pet o acompanhe não importa, desde que você esteja ciente de que precisa redobrar alguns cuidados – e atenção não é um comportamento que combine muito com férias, o que explica os acidentes com mascotes acontecerem com maior frequência justamente no período de férias de seus donos.

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Para aqueles que levarão seus pets rumo às férias é bom saber que três são os comportamentos mais previsíveis para cães e gatos quando estão em outra casa: nervosismo, indiferença e euforia. É importante o proprietário ter uma ideia em qual grupo está inserido seu mascote antes de colocar a mala dele dentro do carro.

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Se seu animal de estimação é daqueles muito apegado à casa, ele é candidato a fazer parte do grupo dos nervosos. Levar brinquedos, cama, comedouro, bebedor e cobertor conhecidos de seu pet ajuda a trazer um ar de normalidade ao novo ambiente. Seu companheiro não se sentirá jogado em um local improvisado. Tudo que ele conhece está ao lado dele, o que já é um bom começo. Seguir a mesma rotina de antes das férias talvez não seja possível, mas manter os horários e atenções fazem com que seu pet se sinta cada dia mais seguro no novo ambiente. Embora a vida tenha mudado, a essência da casa permanece a mesma. Esse zelo excessivo com mascote durante as férias é mais comum na primeira vez em que ele sai de férias. Se o local for repetido no ano seguinte, como a casa da praia da família, seu amigo já estará mais acostumado.

Mas se seu mascote for do grupo dos aventureiros, a cautela deve ser ainda maior pelo menos até você o conhecer o suficiente para não ter surpresas com comportamentos imprevistos. Cães de apartamento não sabem os perigos que se escondem depois de um portão, o mesmo que você não deve esquecer aberto. O mesmo cuidado deve-se ter com gatos e janelas: não é raro encontrá-los vagando nos telhados. Alguns cães gostam de cheirar e percorrer longas distâncias em bosques, parques e praças, mas nem sempre conseguem encontrar o caminho de volta. Sozinhos e desamparados, se tornam vítimas fáceis de atropelamentos.

Foto: Pixabay

Aliás, a regra número 1 para que viaja com qualquer espécie animal é a coleira de identificação. Campo ou praia, não importa o destino, seu telefone com DDD deve estar sempre em seu mascote. De nada adianta ser encontrado se a coleira está esquecida no fundo na mala.

Ao organizar a mala de seu pet, tenha em mente o que pode acontecer de ruim no ambiente que ele vai frequentar. Corte na pata, galho no olho, nó nos pelos? Se o local das férias é sempre o mesmo e já não é a primeira vez que a família leva o mascote,  talvez já se saiba quais produtos necessários para o bem estar de seu pet, como ração a granel, toalhas, spray anti-pulgas e secador de cabelo. Tenha o costume de ter uma mala ou mochila só para seu mascote. Isso facilita a visualização quando precisar dela.  

Foto: Pixabay

Para os donos de primeira viagem, abaixo estão listados alguns artigos que parecem simples mas, acredite, fazem uma falta danada quando você e seu mascote estão longe de casa e de uma clínica veterinária conhecida.

Leve na mala do pet:

  • Compressas
  • Gazes
  • Soro fisiológico
  • Lenços umedecidos
  • Termômetro
  • Sabonete antisséptico
  • Shampoo antipulgas
  • Tesoura pequena
  • Cobertor (dele)
  • Pente ou escova que ele já esteja acostumado
  • Telefone do veterinário de confiança
  • Telefone de um veterinário próximo do local

Cuidado para quem vai mudar de estação: quem levar animal para lugar quente deve estar atento ao pelo do mascote, que pode sofrer com o calor. As patas de seu amigo também não estão acostumadas com asfalto e areia quente, o que pode causar abrasão e até ferimentos. Locais frios pedem roupas mais adequadas até mesmo se seu mascote for peludinho.

Foto: Pixabay

Cuidados extras :

  • Piscinas: Campeãs de acidentes, precisam ser cobertas ou estar equipadas com rampas de material antiderrapante para socorrer o pet em caso de queda ;
  • Transporte: as férias começam pelo transporte ideal e confortável dentro do automóvel. Alguns animais podem precisar de sedação. Nunca deixe seu mascote sozinho no carro e cuidado com as janelas, como já falamos neste post;
  • Automóvel: Na cidade, você não está acostumado a manobrar seu carro e ter de cuidar para não atropelar o cachorro. Certifique-se onde está seu pet antes de dar ré;
  • Portões: Animais de apartamento não sabem o que é um portão e podem querer ultrapassar suas fronteiras, ainda mais depois de ver que você saiu por ele;
  • Escadas: Animais que não conhecem escadas podem errar o passo na hora de descer;
  • Liberdade: Deixá-lo percorrer grandes distâncias é divertido, mas também potencialmente perigoso. Em local diferente, alguns cães gostam de farejar areias de praias, parques e bosques, mas nem sempre encontram o caminho de volta;
  • Pele: Se você e seu mascote se aventuraram na lama, mato, areia ou mar, levá-lo direto ao chuveiro antes de entrar em casa é uma excelente medida preventiva;
  • Medicações: Animais que necessitam de medicação (como insulina) podem ter que rever a dose em função do aumento ou da redução das atividades físicas e mudança nos horários das refeições;
  • Alimentação: Nem pense em dar alimento desconhecido para seu pet. Uma diarreia em local distante pode trazer desidratação cujos efeitos permanecem até você conseguir atendimento profissional.
  • Esportes: Não obrigue (jamais!) seu animal de estimação a acompanhá-lo em caminhadas e saídas de bicicleta. Acostumado a uma rotina sedentária, de repente percorre seis quilômetros na areia da praia. Mudanças bruscas de atividades físicas podem promover lesões musculares e até a exaustão. Cães atletas (acostumados à prática esportiva) podem até gostar e aderir voluntariamente à moda de seus donos, mas eles nunca devem ser estimulados a superar seus limites.