Calor é inimigo do seu cão: saiba os cuidados no verão

O sol de verão é inimigo da maioria dos animais de estimação. Os cães, por exemplo, por não transpirarem pela pele, regulam sua temperatura corporal através da respiração. Quando  ofegantes, estão, na verdade, tentando se resfriar. Com um calor escaldante, essa capacidade pode se mostrar insuficiente para reduzir a temperatura corporal dos mascotes, que correm o risco de perder a vida.

O quadro chamado de hipertermia ou intermação é considerado emergência, porque seu pet pode ter um colapso respiratório. O animal fica ofegante, apresenta temperatura acima de 40 graus, língua de cor azul e não raro se tem a impressão de ele ter os olhos “saltados”. Pode ainda estar fraco, cansado, confuso, caindo no chão quando tenta se erguer. Em casos mais graves, hematomas pelo corpo, alterações mentais, dificuldade de locomoção e tremores musculares também se fazem presentes.

pexels-photo-168023

Foto: reprodução, Pexels

Mas porque seu cão chegou a esse ponto?

Existem fatores predisponentes à hipertermia como focinho curto (bulldog, pequinês e maltês, por exemplo), predisposição a doenças respiratórias e outras que dificultam a respiração. Animais velhos, animais “atletas” e aqueles que têm pelo muito denso precisam de atenção redobrada no verão. O fato de existirem fatores predisponentes não isenta outros cães de apresentarem hipertermia, basta submetê-los ao calor intenso, o que costuma acontecer de forma involuntária em situações potencialmente perigosas para isso tais como:

  1. Deixar seu pet em lugar quente, mesmo sem agitação, dormindo, como dentro do carro;
  2. Animal preso em um local seguro mas que no transcorrer do dia ficou exposto ao sol sem refúgio à sombra;
  3. Banho com água quente seguido ou não de secagem com secador no vento quente
  4. Animal agitado ou que pratica exercícios com seu dono em horários de sol forte;
  5. Animal submetido a situações de estresse que o deixem ofegante por muito tempo;
  6. Esforços para animal com sobrepeso, peludo ou portador de dificuldade respiratória;
  7. Uso de focinheira em ambientes quentes e fechados;
  8. Muito calor e falta de água.
pexels-photo-128849

Foto: reprodução, Pexels

Até a ajuda chegar, o que fazer?

Enquanto a assistência não chega, seu pet precisa ser levado a um ambiente fresco, preferencialmente com piso frio e ventilador. O cão precisa ser resfriado, mas nem pense em baixar sua temperatura mergulhando-o em água fria, isso pode matá-lo em minutos. Use borrifadores com água gelada pelo corpo e álcool nas extremidades. Cobri-lo com toalhas molhadas e frias também ajuda, assim como oferecer a ele água gelada para beber desde que não esteja inconsciente.

Na clinica veterinária, a respiração será estabilizada e a temperatura reduzida. Para isso, são necessárias muitas horas em observação e até oxigenioterapia pode ser aplicada. O tempo entre o surgimento dos primeiros sintomas e a intervenção médica determina as chances de recuperação do mascote. Alguns proprietários já encontram seus cães inconscientes e não saber por quanto tempo está o animal submetido a esta situação leva a um prognóstico sombrio: o calor pode ter alterado de forma irreversível células de alguns órgãos que acaba por comprometer a vida do animal. Por isso tenha em mente que os cuidados com o cachorro no verão podem salvar-lhe a vida.

Leia outras colunas
:: Cachorro na praia? Veja os cuidados antes de pegar a estrada
:: Brincadeira perigosa: cuidados para orientar a relação entre crianças e seu pet