Cuide das patas do seu cão: o calor é sinal de perigo

Ferimentos nas patas acontecem com certa frequência, ainda mais no verão,  injúria nem sempre  detectada pelos proprietários que, na cidade, passeiam  com seus cães em locais mais arborizados e geralmente na hora em que o sol não está a pico.

Foto: Pixabay, reprodução

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No litoral, porém, quando as pessoas não seguem regras rígidas de horário, não raro mascotes acompanham os deslocamentos de seu dono, seja até a farmácia ou à padaria, em horários de calor mais intenso. O vilão causador da hipertermia também é o responsável por queimaduras nas almofadas plantares, aquela parte macia debaixo da pata de seu cão, que  tocam o chão a 40 graus. Então seu pet senta à sombra e de lá não arreda o pé independente da distância cada vez maior que se instala entre ele e o dono que continua no mesmo passo. Alguns cães até podem correr em direção ao insistente assobio; outros, porém, não tem jeito: só voltam para casa no colo, súbita teimosia que parece sem explicação.

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As almofadinhas plantares, aparentemente espessas e resistentes, são extremamente sensíveis a superfícies quentes, principalmente quando a animal é de apartamento. Seu cão pode até ensaiar alguns passinhos ao seu lado mas acaba desistindo em função do calçada, asfalto ou areia estarem muito quentes. Insistir é um erro gravíssimo que pode resultar em queimaduras, o que agrava  ainda mais a situação. Um pouco antes do seu pet sentar, nítida manifestação de protesto ao passeio, verifique se ele não estava caminhando rápido demais, quase “trotando” a sua frente, uma reação semelhante a da criança que fica pulando na calçada quente até que encontre para os pés uma proteção eficiente, seja sombra ou chinelos.

Entendida a teimosia?

O ideal não apenas para as patas, mas para a saúde de seu pet, é promover caminhadas dentro daquele conhecido intervalo de tempo liberado pelos dermatologistas. Há quem recorra às botinhas para cães, mas no verão nem todos gostam de caminhar vestidos, ainda mais se não foram acostumados a isso.

Independentemente do calor, as patas dos animais veranistas também sofrem com pedrinhas, galhos e até cacos de vidro nem sempre visíveis a olho nu, mas que podem penetrar ou cortar os tecidos, incidente que se não provocar uma gritaria intensa na hora do ocorrido, pode fazer seu pet mancar ou lamber insistentemente a região atingida. Uma inspeção diária na volta de seus passeios é uma forma de verificar a integridade das almofadinhas plantares. Lavar debaixo da torneira ou com o auxílio de uma mangueira também ajuda a remover detritos e deixar a área limpa para inspeção.

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Para quem vai à Serra, caminhar sobre as pedrinhas irregulares que ficam soltas sobre estradas de chão batido também podem significar um martírio para seu cão. O mesmo vale aqueles que são levados para a neve. Fique atento ao comportamento de seu pet na hora do passeio e não negligencie uma parada inesperada: ele pode estar sentindo desconforto. Algumas almofadas, porém, se mostram mais resistentes, adaptação esperada em cães que vivem mais no pátio do que dentro de casa. Em caso de ferimentos, lavar ainda é a melhor alternativa seguida da aplicação de medicamentos tópicos receitados pelo veterinário, profissional que pode avaliar a necessidade de hidratantes, desinfetantes ou antibióticos de uso oral de acordo com a extensão e profundidade da lesão.

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