Aproveite as férias para acabar com as pulgas em casa

O cachorro está na praia, a casa é asseada e o carpete rigorosamente aspirado duas vezes por semana. Mesmo assim, lá estão elas, as famigeradas pulgas, bichinho inconveniente pulando de um lado para o outro e isso inclui suas pernas… Não se assuste: a culpa não é sua!

Mas como é possível?

Fácil. O melhor amigo da pulga, seu cachorro, está na praia. Sendo assim, não tendo um lombo quente para sobreviver, o jeito é migrar para o primeiro animal que aparecer pelo caminho, casualmente a pessoa que ficou em casa.

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Mas porque elas apareceram se o cão era tratado?

Isso vai depender há quantas semanas seu pet ingressou no programa de controle. Se foi recente, é necessário ter em mente que a reprodução da pulga ocorre fora do corpo do hospedeiro, ou seja, no tapete, nas frestas do parquê e no carpete, locais igualmente quentes, o que favorece o desenvolvimento dela. Uma vez eclodido o ovo, a nova pulga, ao ingerir o sangue do animal medicado, não vai ter vida longa o suficiente para produzir uma nova geração, o que acaba por reduzir gradualmente sua população.

Por outro lado, animais que saem de casa regularmente, para higiene diária ou passeios, podem prolongar a estadia das pulgas por mais tempo, uma vez que pode trazer novos integrantes de praças e parques onde transitam animais sem controle para o parasita. Gatos que têm permissão de passear sobre telhados alheios também estão sujeitos a recolher pulgas “sem dono”. É importante conhecer os hábitos dos pet antes de escolher o agente pulicida, alguns bastante modernos e com efeitos mais imediatos e duradouros.

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E agora, o que fazer?

Uma vez que seu pet está longe de casa, é possível fazer uso de agentes mais agressivos, até mesmo venenos, produtos que devem ser aplicados com certo intervalo de tempo justamente para ter efeito sobre as diferentes gerações de pulgas que eclodem em épocas distintas em sua moradia. Cabe salientar que os produtos têm efeito sobre o parasita, não sobre o ovo dele, razão que justifica a primeira aplicação acabar com as pulgas imediatamente, mas, não havendo novas aplicações, abre-se espaço para uma nova infestação.

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Converse com seu veterinário, leia a bula do produto recomendado e certifique-se de que seu pet não voltará para casa antes do tempo previsto sob pena de intoxicação.

Uma vez erradicado, como manter a casa livre dos parasitas?

Antes de começar o ano com seu pet em casa, verifique se o tratamento antipulga aplicado em seu mascote teve prosseguimento no litoral.  Em ambos os casos, uma passada na pet shop antes de levá-lo para casa é um costume bastante saudável, ocasião em que, por meio do banho, são removidos não apenas as pulgas mas outros ectoparasitas que podem comprometer a higiene de seu lar. Além disso, profissionais têm a oportunidade de verificar a saúde dos olhos, ouvidos e pele do animal que passou um bom período sob efeitos nocivos do sol, areia e mar.

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É bom lembrar que o inverno, nesse caso, é seu aliado: as pulgas não se reproduzem nesta estação com a mesma facilidade do verão, o que faz com que o tratamento aplicado no seu pet seja 100% eficaz, não sobrando uma pulguinha para contar história.

Fotos: Pixabay, reprodução

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