Sete motivos para resistir à tentação de ter um coelho

A época de Páscoa já é conhecida pelos pedintes de plantão, e muita gente há semanas já vem ouvindo a famosa frase que pipoca entre as crianças: eu quero um coelho. Dar desdobres em filhos às vezes é uma tarefa complicada – os coelhos sabem cativar e ser engraçadinhos – mas aqui vai uma lista de argumentos para você olhar bem firme nos olhos do seu filho e tomar a decisão mais correta antes de escolher o mais novo mascote da casa.

1. Pelo

Quanto mais peludinho, mais cuidados você terá com seu pet. Existem coelhos de raça que precisam até mesmo serem escovados e em caso de nó, o que é bastante comum, talvez seja necessário o trabalho especializado de petshop. E nem sempre um coelho simpatiza com a ideia de ser escovado…

2. Dentes

Sim, aqueles dois simpáticos dentões tês vezes se detêm em tarefas não tão nobres assim. Primeiro que eles podem usá-los para morder, e aqueles que precisam ser escovados estão no topo da lista.  E segundo coelhos adoram roer e, para piorar, eles amam madeira. E sendo de madeira vale tudo, de pernas de sofá e cadeiras até as portas daquele armário do quarto comprado em 12 pesadas prestações.

Sim, eles são fofos. Mas são também trabalhosos, medrosos e difíceis de limpar (Foto: Pexels, divulgação)

Sim, eles são fofos. Mas são também trabalhosos, medrosos e roedores de mobilia (Foto: Pexels, divulgação)

3. Banheiro

Não é tão rápido e fácil fazer o coelho entender onde será seu banheiro, caso ele fique boa parte do tempo solto em casa ou no pátio. Se a pessoa se irrita com esse detalhe – demora em aprender – o coelho perde seu encanto, ainda mais quando o odor de urina se fizer sentir em outros ambientes da casa.

4. Exercícios

Se engana quem acha que coelho gosta de ficar em uma gaiola o dia todo. Ele o faz porque não tem opção. Coelhos gostam de se esticar, usar as pernas e saltar, aliás uma forma de interação para começar uma amizade com seu dono.

5. Medo

Coelho, na natureza, é uma presa, e por instinto de sobrevivência é um animal naturalmente assustado. Não espere que ele corra para seu colo e lhe dê um abraço ao voltar para casa depois de um mês sob seu teto. Se contido de forma abrupta, um coelho pode até morder. Até a sua mente perder o milenar condicionamento de presa – e se assustar com qualquer movimento – pode levar um bom tempo, daí os coelhos terem equivocadamente a fama de bichinhos fujões e antipáticos. Com paciência, porém, eles desenvolvem um tipo de reconhecimento por aqueles que os protegem e alimentam.

6. Más companhias

Agora você entende o que significa ser uma presa dentro de uma gaiola, tente imaginar um bichinho assustado e preso em frente a um cachorro desconhecido. Se você tem outro pet em casa, as chances de seu coelho estar sempre na defensiva não são pequenas. E animal que está atento ao comportamento de seu predador não é um animal tranquilo e até sua alimentação pode ficar prejudicada.

7. Higiene

Não pense que a cama de seu pet se higieniza sozinha. E coelho é um bichinho particularmente temperamental se viver por muitos dias em um ambiente sujo. Lembrou dos dentes? Pois é, ele também faz uso de seus dentões quando está irritado.  E não é apenas trocar sua cama (serragem) que deve ser considerada uma tarefa semanal, a casa toda destinada ao animal deve ser lavada pelo menos uma vez a cada seis, sete dias.

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Ainda pensando em passar numa petshop? Então tá. Se você não vai ficar comparando o coelho com gatos e cachorros, se entendeu quais são seus cuidados básicos e tem como virtudes paciência e perseverança, suas chances de se dar bem com o bichinho começam a aumentar. Lembre-se, porém, de que filhos não priorizam os cuidados com seus pets depois da terceira semana de convívio. Além disso, coelhos possuem uma dieta especial e isso inclui vegetais, havendo também alimentos que devem ser evitados em função de problemas gastrointestinais.

Antes de partir para a compra, converse com um veterinário ou o tratador no local onde se encontra o coelho. É recomendável ainda a leitura de um livro básico sobre a espécie, o tamanho que seu mascote vai atingis, suas particularidades e necessidades básicas, conhecimentos  que ajudam a evitar surpresas e contribuem para estabelecer um saudável vínculo entre duas espécies animais tão distintas.

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