Uma grande companhia em casa: as características de cães de grande porte

Tão grande quanto o tamanho deles é a coragem de seu dono em  dividir o mesmo teto com a categoria de cães que vem perdendo espaço nos centros urbanos.

Com pouco mais de 2% de representatividade nos lares brasileiros, cães gigantes – aqueles com mais de 45 quilos, podendo até mesmo ultrapassar os 100 quilos – diminuíram na preferência dos brasileiros, muitos até admitindo a admiração pelo cachorro de grande porte, o verdadeiro cobertor de orelhas, raridade que ainda pode ser vista na companhia de quem consegue acomodar praticamente um filhote de pônei em casa.

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Para quem ama animais gigantes, mas teve de se contentar com a presença em tamanho “light”, conheça agora um pouco da rotina de quem ainda pode se dar a alegria de conviver com um cão de grande porte.

1 – Gosto é gosto e não se discute. Para quem cachorro é sinônimo de animal robusto, o prazer também está em descobrir que falta braço para acolher toda aquela massa corporal.

2 – Com quatro meses de idade, os adoradores de cães de grande porte já começam a ter os primeiros sinais de contentamento: o filhote de mastodonte já não cabe mais no seu colo e pode ter o tamanho de um cocker spaniel adulto; com nove meses, e ainda desajeitado, bater com as patas da frente do peito de um dono desavisado pode acabar levando-o ao chão.

3 – Ao contrário do que se pensa, o temperamento dos cães grandes costuma ser dócil e isso se explica em suas origens. Esses animais foram selecionados, em sua maioria, para ser cães de pastoreio, e quando o assunto é guarda de ovelhas, não há espaço para um animal feroz.

4 – Costumam ser cães atentos e protetores, mas não agressivos.

5 – Quem tem sítio ou casa com pátio se beneficia não apenas da companhia, mas do sinal de alerta e da incontestável robustez desses animais: cães grandes assustam e na presença de estranhos podem se mostrar desconfiados e até mesmo hostis.

Mas nem tudo é  fácil…

  • Haja água e shampoo! Dar banho em um animal desses é um trabalho meticuloso e pode levar tanto tempo quanto lavar um automóvel.

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  • Não são cães para acompanhar desportistas,  o tamanho não permite muitos e rápidos deslocamentos.
  • O triste desse relacionamento é que cães grandes vivem menos se comparado aos pequenos, estes podendo chegar aos 17, 18 e até 20 anos. Problemas cardíacos e articulares começam cedo, com 7 ou 8 anos de vida ou até menos.
  • Outra doença que afeta cães gigantes é torção do estômago: se não tratada em um curto espaço de horas, pode levá-lo à morte.

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  • Em função de seu peso, cotovelos e coxas costumam ter calos, área que perde pelo e se torna mais espessa.
  • Outra característica que não é muito popular nos cães gigantes é que costumam ser babões.

A mistura de delicadeza e robustez justifica a paixão de seus donos que se sentem abraçados, tocados e até mesmo protegidos por seu cães. O maior inconveniente fica por conta dos muitos, mas muitos quilos de ração por dia para alimentá-los, necessidade que faz deles mascotes caros para o bolso do brasileiro.

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