15 razões que podem explicar a alergia em seu pet

Começou o coça-coça e o espirra-espirra no seu pet só porque o tempo esfriou? Cuidado, você pode estar favorecendo a alergia em seu mascote.

Tudo estava bem até que você colocou uma roupinha no seu cachorro. Depois disso, ele não parou mais de se coçar. Coincidência? Descobrir a razão da alergia de um pet às vezes é um quebra-cabeças tão complexo que exige dias de observação. O que causa espirros, tosses e coceiras pode ser um verdadeiro desafio, mas algumas situações se mostram bastante evidentes e aqui a gente mostra algumas delas.

O que você pode verificar que pode causar alergia a seu pet?

Fungos: um dos maiores vilões da dermatite de inverno, fungos adoram umidade. Animais peludos e baixas temperaturas não combinam com banho e uso de vestuário. Geralmente em formato de uma pequena bolinha vermelha na pele, os proprietários podem demorar a perceber ou só se dão conta quando a bola se torna maior ou se multiplica em diferentes áreas do corpo. Comum também em animais que ficam muito tempo molhados, como cães de pátio.

Produto de limpeza: o uso de produtos para remoção de mofos são mais comuns no inverno. A troca pode ser sensível a seu pet que senta ou deita sobre a cerâmica lavada com um agente desconhecido. Verifique se os sinais de alergias ocorreram dias após a troca do material.

Raça: atenção donos de westy, beagle, collie, poodle, sharpei, chow-chow, pequinês. Existem raças mais sensíveis a doenças de pele e algumas vezes essa sensibilidade é hereditária. Mas não pense que cães sem raça estão isentos de dermatite alérgica porque até neles isso pode aparecer.

Pulga: campeã das dermatites no verão, quem mora em pátio pode ainda sofrer com os parasitas no inverno. Certificar-se de que seu cão está livre das pulgas já é um bom começo para prosseguir com a investigação.

Coleira antipulgas: pode até resolver a questão das pulgas, mas tem cão que fica enlouquecido com aquela coisa envolta do pescoço e coça mais ainda.

Sabonete: você gosta de dar banho debaixo de seu chuveiro e usa o melhor shampoo para cabelos cacheados? Alto lá. O que serve para você pode ser irritante para a pele ou nariz de seu pet. Se o coça-coça ou o espirra-espirra se dá após o banho, procure trocar o sabonete.

Borrifadores de ambiente e aromatizadores: você ama, seu pet detesta. Outro campeão da alergia, o desconforto vai desde espirros até esfregar furiosamente o focinho no tapete.

Cigarro: os fumantes entram na mesma categoria dos aromatizadores. A fumaça e o odor impregnado no ambiente pode ser prejudicial também a seu pet.

Perfumes: seu pet não foi programado para receber talcos nem perfumes.

Tecidos: é, pet também tem dessas. Verifique se o tecido da cama dele, se foi trocado recentemente, não é emborrachado ou plástico. A alergia pode se dar no contato com a peça e costuma ser na barriga.

Quando o diagnóstico começa a complicar, há outras hipóteses:

Alimentar: até o dono perceber que é do alimento a alergia do seu pet pode se passar meses lutando contra as coceiras. Trocar de ração pode ajudar. Pergunte ao seu veterinário as opções no mercado elaboradas especialmente para cães com alergia alimentar. E às vezes não é na primeira troca que ele vai se adaptar.

Hormônios: um dos casos mais complicados para o dono diagnosticar, mas felizmente mais fácil para veterinários, é problema de ordem endócrina, o que se mostra mais comum em fêmeas do que machos em função dos hormônios da reprodução. Dependendo da glândula envolvida, o coça-coça pode se limitar a uma área especifica, o que facilita o diagnóstico veterinário (hipotireoidismo, por exemplo). Às vezes o quadro também apresenta outros sinais clínicos que evidenciam distúrbios hormonais.

Estresse: deixando seu pet em casa sozinho? Bebê novo na casa? Uma auto-avaliação nem sempre é fácil de fazer porque a razão que faz com que seu pet fique estressado pode estar além de sua compreensão, mas pode fazer com que ele lamba furiosamente o dorso da pata – região de mais fácil acesso – até arrancar os pelos sobre ela, a chamada dermatite por lambedura. Converse sobre a rotina de seu pet com um veterinário. Ele pode estar se sentindo sozinho ou estressado.

Baixa resistência: seu pet é idoso? Sofre de outras doenças crônicas? Existem fatores que predispõem seu pet a doenças na pele.

Medicamento: seu pet tem usado algum tipo de remédio? Isso pode estar potencializando a alegria. Preste atenção no período em que começou a administração do tratamento e veja se não coincide com a alergia.

Feito o check list e nada foi encontrado? Então seu pet é candidato a estar sofrendo de dermatite atópica, esta sem uma razão específica ou evidente. Neste caso, o que se faz é controlar seus sintomas para que seu pet sofra menos com o desconforto, mas nunca pense em fazer este tratamento sem orientação. Medicação constante e dose equivocada podem trazer consequências ainda piores.

E atenção!!! A pomada que serve para a alergia de sua filha pode ser inadequada ao tratamento de seu pet.