Cães e gatos passam frio, sim: saiba como protegê-los das baixas temperaturas

Existe uma falsa ideia de que cães e gatos, por terem pelos, não sentem frios como nós. Isso é um erro: os mascotes não são imunes às quedas de temperatura e, por isso, os donos acabam perigosamente negligenciando os cuidados com o frio.

Muitas pessoas pensam que cachorros se sentem à vontade em baixas temperaturas em função de animados retratos em meio à neve. Mas a verdade é que eles sofrem e, em contato direto com superfícies geladas, podem desenvolver ferimentos nas almofadinhas plantares.

image011

O Brasil tem diversas raças de animais originárias de regiões de temperaturas abaixo de zero. E por conta disso, cães como Husky Siberiano, Malamute do Alasca, Golden Retriever, Terra Nova e São Bernardo se mostram particularmente mais resistentes ao nosso frio. Também estão mais bem protegidos animais que acumularam uma boa camada de gordura debaixo da pele. O satisfatório nessa época do ano para um cão de porte médio é que essa camada apresente aproximadamente um dedo de espessura, o que seguramente ajuda a manter a temperatura do corpo em níveis adequados. Em busca dessa tão preciosa camada extra, recomenda-se aumentar a quantidade de ração no inverno em especial aos cães de guarda, aqueles que pernoitam fora de casa.

image004

Porém, mesmo cães geneticamente selecionados para suportar o frio necessitam de tempo para se prepararem para esses dias – adaptação que se desenvolve de forma gradual e progressiva – e que se mostra insatisfatória quando o assunto é queda brusca de temperatura como a que ocorreu nessa semana.

Se seu pet é de pelo curto, o cuidado deve ser redobrado. Cães e gatos com pelo baixo, filhotes e pets idosos sofrem em condições climáticas mais frias podendo desenvolver doenças respiratórias e até pneumonia. E, às vezes, um tapetinho não basta: é necessário protegê-los do sereno fazendo uso de cobertores, casinhas e roupas.

image006

Como saber se seu pet está com frio? 

Se você está esfregando as mãos e colocando casaco, não pense que a sensação térmica de seu pet é diferente.Três sinais deixam claro esse problema (hora em que uma roupinha será bem vinda):

  • acessos de tremedeira
  • ponta de orelhas e patas mais frias ao toque do que o habitual
  • seu pet se encolhe todo em cima de um tapete

O uso de agasalhos e roupinhas não faz mal ao pet, porém devem ser usados de forma correta. Uma roupa não pode ser desconfortável, apertada demais ou impedir movimentos. Nem todo animal gosta de estar vestido e, nesse caso, uma dica é colocar uma roupa de malha básica e relativamente frouxa poucas horas por dia, em especial naquelas mais frias da manhã ou durante à noite para que o pet se acostume. E nada de cintos, fivelas ou capuz.

Pexels, reprodução

Pexels, reprodução

No sul do Brasil, pets devem ser protegidos, além do frio, da umidade e dos ventos. Se seu cão é um animal de guarda, verifique se ele está em condições adequadas para manter sua temperatura corporal. Para um Dobermann, por exemplo, dormir ao relento em noites de inverno é submetê-lo ao flagelo do frio, podendo tremer durante todo esse tempo e até adoecer, o que já não acontece tão facilmente com o Rotweiller, animal mais reforçado em sua estrutura e isso inclui gordura. Se não pode levá-lo para passar a noite dentro de um local coberto, certifique-se de que o cão  exerça sua função bem abrigado. Ao contrário do que muitos pensam, forçar um animal a se adaptar ao frio não funciona. Seu cão vai sofrer as consequências da hipotermia, o que já é meio caminho até uma clínica veterinária.

E, por fim, a última dica: nessa época do ano, sempre que possível mantenha seu pet em contato direto com o sol.

Leia mais
:: S.O.S. frio! Cuidados com as patinhas de seu pet no inverno
:: 15 razões que podem explicar a alergia em seu pet
:: Seu mascote realmente gosta de estar com seus filhos?