Vai viajar com seu pet? Fique atento aos documentos necessários e às normas sanitárias

Levar seu pet para o interior, litoral ou outro estado pode parecer uma viagem comum, mas não é. Muitos donos que colocam seus pets dentro do carro rumo às férias desconhecem algumas regras necessárias para se transportar animais de um lugar para o outro. O veterinário Álvaro Cézar de Abreu chama a atenção para os documentos cuja ausência podem fazer com que você dê adeus às suas férias e retorne para casa com seu mascote.

♦ Para transitar em território nacional, o proprietário precisa portar a carteira de vacinas do mascote – sempre dentro do prazo de validade, é claro – acompanhada pelo atestado de um médico veterinário, credenciado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que tem validade de até cinco dias.

♦ Intermunicipal e interestadual: quem vai se deslocar de ônibus para outra cidade deve acondicionar o mascote em uma caixa de transporte adequada para seu tamanho. É necessário se informar junto à empresa quais são regras específicas sobre transporte animal (peso e tamanho). De qualquer forma, o pet não embarca se não estiver com um atestado de saúde. Como o documento tem validade de 5 dias, é necessário reavaliar o mascote se o retorno ao local de origem ultrapassar esse período.

♦ O mesmo atestado é necessário para quem viaja de carro próprio que ainda deve observar as regras de segurança do mascote que deve estar viajando no banco traseiro, dentro de sua caixa de transporte ou preso com o adaptador de cinto de segurança para cães. Animais não podem ficar soltos dentro do veículo.

Foto: Pixabay, reprodução

Foto: Pixabay, reprodução

♦ Se a viagem for de avião, é bom se informar junto às companhias aéreas, pois existem diferenças entre elas quanto às regras de embarque na cabine para seu pet e também a necessidade de sedação.

♦ Quem deseja levar seu pet para o exterior deve obter informações com antecedência, porque cada país tem suas regras próprias. Se o destino for a Europa, os animais precisam fazer exame sorológico para a presença da raiva e só podem embarcar depois de três meses do resultado negativo. Ou seja, se a data pretendida é Réveillon, o mascote já deve estar fazendo exames em setembro. Também é necessário chipar o animal que deixa o Brasil.

Países como Uruguai e Paraguai estão atentos para a leishmaniose, doença para a qual os cães brasileiros precisam apresentar exame sorológico negativo. O atestado de saúde têm validade até o aeroporto internacional e o despacho é realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), mesmo órgão que informa as regras de sanidade animal de outro países.

Foto: Pixabay, reprodução

Foto: Pixabay, reprodução

Atenção: jeitinho brasileiro não funciona. As regras são sérias porque envolvem a possibilidade de entrada de zoonoses e isso abrange a saúde pública, razão pela qual seu pet não embarca se não estiver com a documentação adequada.

Antes de viajar, a dica do veterinário Álvaro de Abreu é procurar orientação profissional de alguém familiarizado com as regras de transporte de animais para que a pessoa não seja surpreendida. Outra forma é buscar informações direto no MAPA que também pode emitir um passaporte para seu mascote com validade em todo o território nacional. O atendimento se dá por agendamento.

Leia mais
:: Os cuidados que os donos devem ter no inverno com os pets recém-nascidos
:: Espaço do pet pode compor a decoração da casa: veja sugestões
:: Cães e gatos passam frio, sim: saiba como protegê-los das baixas temperaturas