Pense rápido: qual foi o pet mais legal da sua vida?

A pergunta pode parecer injusta, há quem tenha três ou quatro mascotes dividindo o mesmo posto, mas que animal foi o pet mais legal da sua vida? Saiba que a lembrança imediata não foi à toa. Mesmo que já tenha morrido há muitos anos, existem razões para ele estar em primeiro lugar nas suas memórias.

Sem fazer pouco dos outros — cada mascote é único —, a resposta está no momento da vida compartilhado com seu pet. Lembrando de alguma coisa? Autonomia, divórcio dos pais, primeiro emprego, compra do carro…. E vale tudo, inclusive enterro da tia, lua-de-mel e a chegada do primeiro bebê, experiências singulares, boas ou ruins, que marcam uma vida, oportunidade para o pet daquele período mostrar o seu valor.

Seguem aqui os quatro principais motivos para que um cão ou gato tenha lugar de destaque em sua vida.

1. O mascote da infância:

Foto: Pexels, divulgação

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Esse é importante porque geralmente é o primeiro que se tem lembranças. E se tem uma coisa que cativa criança é um bichinho de estimação. Finalmente um quarto separado do irmão mais novo, a troca de escola, a primeira bicicleta, primeiras sensações de uma vida independente e isso incluiu você passeando (sozinho!) com seu cachorro, seu, não dos outros. A interação começa a ficar maior conforme a idade avança até que lá pelas tantas você está dando banho de mangueira no cachorro que agora é todinho seu, sensações inéditas de um tempo importante que não se assemelha a nenhum outro de sua história. A ligação entre crianças e cães é muito estreita e, não raro, o pet é a primeira grande perda do universo infantil podendo ser tão significativa quanto a morte de um parente próximo.

2. O parceiro de aventuras:

Foto: Pexels, divulgação

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Lembra daqueles quatro primeiros anos do casamento em que era você, o marido e o cachorro sem o corre-corre dos filhos? Era bom sair vocês três, o pet trotando na areia molhada, a língua de fora na janela do carro, os acampamentos na Praia do Rosa. Uma época em que se podia tomar chimarrão na praça, voltar para casa a uma da tarde e só pensar no que fazer para o almoço depois das duas ganhou o título de o melhor período da sua vida, tempo em que você estava disposta a compartilhar da vida e da cumplicidade de um pet. Às vezes, a importância do animal se deve à passagem por um momento mais turbulento, situações que causam grande abalo emocional a ponto de seu pet servir como um bálsamo nas feridas da alma que insistem em sangrar.

3. O bom companheiro:

Foto: Pexels, divulgação

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Você estudava de manhã e trabalhava de tarde. À noitinha, ao chegar em casa, fazia o quê? O de sempre, tomava seu suco de cenoura, chá, cerveja, licor, seja lá qual fosse a preferência, não importava, ele estava lá, do mesmo jeito, enroscadinho no sofá esperando você para descer e fazer xixi, e depois jantar, ver televisão, morder os dedos de seu pé e dormir às 23h45min. Um dos grandes benefícios do animal de estimação, em especial cães e gatos, é a companhia, certo? Mas não é qualquer companhia, constância é a palavra chave, é saber que sua rotina não vai ser alterada, que tudo é do mesmo jeito, que não vai chegar em casa e dar com as malas do querido encostadas na porta, é a certeza de que pelo menos ali, naquela hora do dia e naquela casa, as coisas serão como devem ser, sem surpresas, sem atropelos, você e seu cachorro, você e seu gato se lembrando de que viver é isso aí mesmo, é fazer o que se gosta, com quem se gosta, mas de preferência sem correr o risco de ser feito de bobo.

4. A alma gêmea:

Foto: Pexels, divulgação

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Você trocou de emprego e ficou mais tempo em casa, o apartamento em reforma fez com que você e seu pet dividissem o mesmo quarto, você gostava de andar sobre patins e lá estava seu dog com a língua no chão, mas ainda assim firme e feliz do seu lado. Às vezes a gente acerta em cheio sem perceber, um cão que adora correr e um dono que dá voltas e mais voltas no parque, uma gatinha adorável para um menina pra lá de amorosa, aquelas coisas que dão certo sem maiores pretensões, personalidades que se complementam, se buscam, se ajudam. E nunca mais outro pet levou jeito para sentar na cestinha da bicicleta, nenhum lambeu seu nariz de manhã cedo, nunca mais um animal a compreendeu só com um olhar. Essas combinações são difíceis de se achar e mais ainda de se repetirem, daí algumas pessoas ficarem repicando a mesma raça durante décadas, um temperamento impresso ao longo dos séculos que podem aumentar as chances de voltar a ter aquilo que deu certo e que fez de vocês grandes companheiros.

Lembrando de alguém? Eu sim, Malu, dez anos de companhia, mestiça Cocker Spaniel que só faltava falar. E o seu?