Frutas que seu pet pode (e deve) consumir

Verãozinho chegando e a alimentação saudável já fazendo parte do cardápio? Laranja picada, banana e maça no café da manhã até o final de veraneio.  E seu pet ali, sentado do seu lado, olhando para cima, com cara de cachorro pidão…

Nessa onda de que alimentos humanos não são  muito saudáveis para os pets – uva é considerada tóxica para o organismo canino – a zootecnista e doutoranda em Nutrição Animal, com ênfase em Cães e Gatos da UFRGS, Geruza Silveira Machado, destacou algumas  frutinhas que podem fazer parte da dieta de seu pet neste verão!

Frutas cítricas como laranja, tangerina e mexerica
Fontes de vitamina C, aquele que possuí efeito antioxidante, a ingestão dessas frutas ajuda a neutralizar os radicais livres. Por ser um agente redutor, a vitamina C facilita a absorção do Ferro que é essencial para homeostasia corporal e também ajuda a fortalecer o sistema imunológico porque aumenta a produção de glóbulos brancos, o que é interessante para prevenir doenças.

Foto: Pixabay, divulgação

Foto: Pixabay/Divulgação

Banana
A fruta rica em potássio também é ótima fonte de energia, principalmente para animais ativos. Ela tem muitas fibras e apresenta uma quantidade significativa de fruto oligossacarídeos, conhecidos como FOS, fibras prebióticas que auxiliam a função intestinal e o sistema imunológico.

Maçã
Além de fibras, a maçã é fonte de pectina(a pectina é uma fibra solúvel, fibra fermentável que melhora a saúde intestinal pois serve como alimento para bactérias benéficas) e também de polifenóis especialmente na casca. Os polifenóis,  depois de absorvidos, são metabolizados e atuam sobre os radicais livres, limitando os efeitos nocivos do estresse oxidativo. A ingestão dos polifenóis da casca da maçã pode suprimir a ativação das células T e evitar o desenvolvimento de infecções intestinais, patologia que pode aparecer quando os animais estão parasitados ou após ingerirem algo estragado, ou, mais raro, após a troca brusca de alimentação. Atenção que alergia alimentar também pode causar colites.

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Foto: Pixabay/ Divulgação

Coco
Contém albumina, aquela que se encontra nos ovos e é bom para a formação dos glóbulos vermelhos. A polpa de Coco também é rica em fibras que favorece a saúde intestinal. Para quem usa o óleo de coco, pode misturá-lo no alimento, forma mais certa de que os animais irão consumir seus componentes – ácido láurico, ácido cáprico e caprílico – que têm efeitos antibacterianos, antivirais e antifúngicos. Seu leve efeito antisséptico permite também o uso tópico podendo até mesmo ser aplicado em feridas.

O coco também é fonte de triglicerídeos de cadeia média (TCM) que não se acumulam sob forma de gordura, mas pelo contrário, são metabolizados de forma fácil e eficiente pelo organismo, gerando energia prontamente, uma fonte alternativa de energia para melhorar a função cerebral dos cães. Sua digestão independe da ação da bile e das enzimas pancreáticas, diminuindo a carga sobre fígado e pâncreas, por isso uma das gorduras mais indicadas para pets com histórico de doenças hepáticas, pancreatite, gastrite, duodenite e colite.

Em gatos, a oferta regular de óleo de coco na dieta ajuda a prevenir e até a eliminar bolas de pelos. Para um animal saudável é possível oferecer uma colher de chá por dia (normal não muito cheia e não muito rasa) podendo fracionar essa quantidade nas alimentações).

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Foto: Pixabay/Divulgação

Cabe salientar que frutas e verduras devem ser ofertadas com moderação para evitar diarreia devido a superalimentação e ou aumento de peso por ingestão de excesso de alimentos, o que pode provocar até mesmo obesidade. A oferta é em forma de petiscos e as porções devem ser proporcionais ao peso do cão.

A informação confundiu? Querendo entender um pouco mais da dieta de seu pet escreva para alimentacaoenutricaopet@gmail.com

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