Vai viajar com seu pet? Atenção às regras e documentos

Pet na janela só fica bem em foto. É preciso acondicioná-lo em caixas ou adaptador ao o cinto de segurança (Foto: Pexels)

Já falamos aqui, nas férias de julho, que quem quisesse levar seu pet para passar o Révéillon no exterior, dependendo do país, talvez tivesse de fazer exames de sangue já no mês de setembro com vistas àquele período. Mas o inverno é uma estação distante demais para se pensar o que fazer no final do ano, e por isso que só agora, com o Natal chegando, é que bateu aquela vontade de ir de mala, cuia e pet fazer uma visita-surpresa para a irmã que mora há 700 quilômetros de distância da família.

O bom é que o Brasil é bem grande e muitos podem ser os destinos para os pets sem grandes burocracias. O tutor precisará sempre portar a carteira de vacinação antirrábica em dia acompanhada pelo atestado de um médico veterinário, credenciado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que tem validade de até cinco dias. Ou seja: na hora de voltar, se ultrapassar esse período, você deverá procurar um profissional na cidade onde estiver para um novo atestado. Não é exagero, é questão de zoonose, de saúde pública os animais viajarem sem oferecer riscos à população, razão pela qual essas regras não podem ser negligenciadas.

* Ônibus

Quem vai se deslocar de ônibus para outra cidade deve acondicionar o mascote em uma caixa de transporte adequada para seu tamanho. É necessário se informar junto à empresa quais são regras específicas sobre transporte animal (peso e tamanho) porque pode variar centímetros de uma para outra. De qualquer forma, o pet não embarca sem os documentos descritos acima.

* Carro

Mesmo estando dentro de seu automóvel, você deve acondicionar seu gato em uma caixa de transporte, o mesmo valendo para cães de pequeno porte. Se seu mascote é de raça grande, é permitido levá-lo no banco de trás, desde que devidamente protegido pelo adaptador de cinto de segurança que você encontra em lojas do ramo.

* Avião

Informe-se, e com muita antecedência, sobre as regras da companhia que se pretende viajar por que pode incluir até mesmo a necessidade de sedação. Seu pet pode até viajar na cabine, também acondicionado em caixa de transporte, mas existem restrições sobre essa possibilidade e não costuma ser mais de um pet por vôo, lembrando que a prioridade são cães de serviço, como cães-guia.

Lembrando que:

Os países do Mercosul permitem o trânsito de animais com o Passaporte para Cães e Gatos, um documento emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que contém todos os dados do animal que deve ser chipado antes de deixar o Brasil. Países como Uruguai e Paraguai estão atentos para a leishmaniose, doença para a qual os cães brasileiros precisam apresentar exame sorológico negativo.

O atestado de saúde têm validade até o aeroporto internacional e o despacho é realizado pelos fiscais do MAPA, órgão que está aberto para esclarecer dúvidas através de agendamento, uma maneira segura de buscar informações sobre as exigências sanitárias de outros países. Para a União Europeia, por exemplo, os trâmites antes de deixar o Brasil podem demorar quatro meses para ser concluídos, tempo bem menor se o país de destino for o Canadá ou os Estados Unidos.

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