As vantagens de adotar um cão idoso

Para quem acompanhou o feed de notícias pets pelo mundo, na semana passada, um garoto emocionou os empregados de um abrigo norte-americano para animais por ter adotado o cachorro mais velhinho – e mais necessitado de cuidados médicos – que havia no local.

O poodle de 14 anos foi deixado no Animal Rescue League of Iowa, nos Estados Unidos, no mês de novembro, e já em abril estava em um lar novo sob os cuidados de um garoto cujo único requisito para escolha de seu mascote era que ele adorasse carinho. O que a nova família constatou nos dias seguintes à adoção é algo sabido entre aqueles que albergam animais sem dono: os cães idosos têm muito, mas muito amor para dar!

Shey, um cachorro de 14 anos, foi adotado pelo garoto Tristan - Foto: Reprodução

Shey, um cachorro de 14 anos, foi adotado pelo garoto Tristan – Foto: Reprodução

E nem sempre estão no topo da lista da adoção em função de suas patologia e até por não oferecem um tempo de vida muito longo ao lado de seus novos tutores que, temendo morte prematura, acabam escolhendo mascotes mais jovens.

Os benefícios de se dotar um pet de mais idade – aqueles que tem olhos opacos e pelos brancos até no focinho – é de longe o reconhecimento que eles têm por quem os recebem. Por não terem mais tanta disposição a brincadeiras, pets mais velhos tendem a ficar horas deitados embaixo dos seu pés sem ficar pedindo para ir para a rua o tempo todo ou latindo para quem passa na calçada.

Além disso, se são fãs de crianças, esses mascotes podem ser acariciados sem grandes receios de terem um ataque inesperado contra os tutores mirins, isso porque seus reflexos são mais lentos e a idade trouxe um temperamento mais dócil, daí poderem ser um companheiro mais seguro quando o assunto são filhos menores.

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Pessoas mais idosas também tendem a ter um bom relacionamento com cães na mesma situação cronológica porque ambos se permitem repouso e relaxamento sem culpa. Cabe lembrar que uma pessoa mais velha nem sempre está disposta a ligar o 220v para correr atrás do cachorro e jogar bolinha com um mascote jovem e cheio de energia para latir e brincar.

Por isso que dar a um idoso um animal de estimação sem seu consentimento pode ser meio caminho para a dor nas costas: a pessoa com mais idade precisa se sentir confortável e acompanhada pelo seu mascote e não se submeter ao ritmo frenético de um filhote de labrador, por exemplo.

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Se o assunto é companhia, cães mais velhos têm muito a oferecer a seus novos companheiros. O ônus dessa amizade fica, sim, por conta de cuidados especiais que variam desde caminhadas sem grandes esforços até aplicação diária de medicação. Não é raro, em cães idosos, distúrbios da visão, diabetes, problemas cardíacos e de locomoção, mas isso não isenta cães jovens de serem portadores de patologias também, embora estatísticas mostrem, de longe, que os mais velhos têm mais chance de adoecer se comparado aos animais novos.

A exemplo do garoto Tristan, contudo, idade não é documento. O fato de seu novo mascote não enxergar direito e ter dificuldade de audição não foi impeditivo para Shey, o velho e desdentado poodle, demonstrar seu afeto o tempo todo. O mérito nessa adoção está na escolha do garoto, um menino que, contrariando aquilo que se espera para sua idade, teve a capacidade de compreender, respeitar e se adaptar ao ritmo de um mascote idoso, uma opção para lá de incomum na juventude de nossos dias.

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