Não deixe seu cão sentir frio: dicas para seu pet ter um inverno mais quentinho

Atenção aos tutores desavisados: o frio de renguear cusco já está mostrando seus efeitos. Se não era de agora a sessão espirra-espirra no seu pet, as chances de seu mascote adoecer em função da queda de temperatura se multiplicaram desde esse último final de semana.

Por acreditar que os pelos protegem do frio, muita gente erra feio achando que seu bichinho vai passar tranquilo pelo inverno e deixa de lado importantes cuidados para essa época do ano. Diferente do que se pensa, não bastam os pelos, mas a camada de gordura que seu mascote acumulou debaixo da pele é o que realmente confere proteção contra o frio.

Foto: Reprodução/Instagram

Foto: Reprodução/Instagram/Barbara Zamberlan

E se ele for desses cães que não tem pelo nenhum, tipo um Dachshund?

Aí complicou, ainda mais se, ao beliscar a pele do lombo de seu mascote, você perceber que é muito tênue a camada de gordura pinçada, a mesma que deve ter um reforço, via alimentação, nos meses de inverno.

Foto: Pexels

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Um veterinário ajuda você a saber o quanto a mais de gordura seria interessante para seu pet, mas saiba que um cão de porte médio o satisfatório seria aproximadamente um dedo de espessura para auxiliar a manutenção da temperatura corpórea. Em busca dessa tão preciosa camada extra, recomenda-se aumentar a quantidade de ração no inverno – em especial os cães de guarda e aqueles que pernoitam fora de casa – em algo em torno de 15%.

Alguns animais têm facilidade para ganhar peso, como os Goldens Retrievers, Labradores, Schnauzers e Rotweillers. Das raças pequenas, Lhasa Apso, Yorshires e Pugs também se mostram eficazes, mas não espere o mesmo desempenho partindo de um filhote mesmo das raças com tendência à obesidade. Eles, assim como animais idosos e aqueles com pelo baixo, são os mais propensos a desenvolverem doenças típicas de inverno e até mesmo pneumonia.

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Esses pets, se não puderem ficar dentro de casa, precisam de uma casinha adequada, sem frestas, protegida da chuva, bem aquecida com tapete ou cobertor e com a porta voltada para um lado onde não receba ventos. Às vezes, contudo, todos esses cuidados ainda não são suficientes, e precisa seu pet fazer uso de roupas. Priorize o tecido (malha ou lã) e esqueça acessórios que prejudiquem o conforto(cintos, fivelas e capuz). A roupa também não deve ser apertadas demais, mas não folgada a ponto de impedir o contato com o corpo do animal.

E como saber se seu pet está com frio?

Se você está dando pulinhos na rua e vestindo luvas, não pense que a sensação térmica é diferente para seu mascote. Os acessos de tremedeira são o sinal mais evidente, mas você também deve ficar atento ao pet que “se esconde” ou que está todo enroladinho nele mesmo. Extremidades frias também não é bom. Espirros, mesmo sendo uma evidência de alergia, são um sinal que nunca deve ser negligenciado e já é interessante ir procurando por uma roupinha (sempre de tecido quente) que cubra todo o peito e lombo de seu mascote.

Foto: Pexels

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E não pense que colocar o totó no frio vai fazer com que ele se acostume às baixas temperaturas. Essa prática faz com que seu cão sofra as consequências da hipotermia, uma situação que beira à gravidade e que significa meio caminho até uma clínica veterinária.

Não submeta seu cão de guarda ao flagelo do frio e, sempre que possível, permita ao seu mascote fácil acesso, na casa ou no pátio da residência, à área que recebe diretamente raios solares durante o dia, seja na cozinha, em um canto da sala ou na grama do jardim. É um cuidado pequeno mas que, assim como para humanos, também traz grande conforto ao seu animal de estimação e ajuda a estabilizar a temperatura corporal.

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