Toxoplasmose e gatos: mitos e verdades sobre a doença e os felinos

A doença é antiga, mas o recente surto de toxoplasmose em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, trouxe de volta à tona o temor de muitas pessoas sobre o tema, especialmente quem tem gato em casa. A infecção costuma ser associada diretamente aos felinos, mas existem muitos mitos e verdades sobre a relação entre eles e a doença que é bom esclarecer alguns pontos:

A toxoplasmose é provocada por um parasita, o toxoplasma gondii, e é transmitida através do consumo de água ou de alimentos contaminados, como legumes, verduras e frutas mal lavadas, além de carnes malcozidas, ou ainda pela placenta da mãe para o bebê. Os ovos do protozoário são liberados no ambiente pelas fezes de felinos contaminados – principalmente os gatos.

Foto: Pexels

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A partir daí, a água, o solo, as plantas e outros animais de consumo humano podem se contaminar. E assim contaminar pessoas.

O gato pode ser vetor de toxoplasmose? Pode, já falamos aqui no Animal Print sobre a saúde das gestantes. Elas são as mais vulneráveis, porque a toxoplasmose pode comprometer o desenvolvimento do feto e até levar ao aborto.

Mas antes de sair crucificando seu mascote, saiba que um exame de sangue sepulta de vez as dúvidas sobre a chance de ele estar fazendo mal à sua saúde.

Foto: Pexels

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Cabe lembrar também que a toxoplasmose é um ciclo que se completa em gatos de rua, que se alimentam de caça e de carne crua. Não é o seu animalzinho doméstico, que vive esparramado no sofá e que come ração seca que vai ser fonte de problemas.

Mas atenção: se o gato está doente, ele pode, sim, contaminar o dono. A pessoa se torna suscetível quando troca a areia da caixinha do pet sem estar atenta à higiene adequada.

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Estatisticamente falando, as chances de seu gatinho ser o vilão não é maior do que a falta de informação que permeia o tema. Prevenir a toxoplasmose passa pelos cuidados com a higienização dos alimentos, pelo cozimento das carnes e pelo uso de água de fonte segura ou fervida por pelo menos 10 minutos. Além, é claro, de lavar bem as mãos depois de fazer a limpeza da caixa de areia do seu pet.

Ainda com medo? Procure um veterinário de confiança e tire suas dúvidas. Um profissional vai saber orientá-lo e pode submeter seu mascote a exames sorológicos. É fácil, não é caro e tranquiliza toda a família.

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