Hora do banho: qual é a frequência ideal para cachorros e gatos?

A pergunta é frequente, porque não é tarefa fácil banhar um animal peludo, ainda mais se ele é daqueles que não pode ver água que já sai se escondendo. É claro que alguns gostam, mas não são todos.

Foto: Pixabay

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No ambiente natural, cães e gatos tomariam apenas banho de chuva. Os cães, quando muito, ainda se aventurariam nas beiras de lagoas, onde seus ancestrais recorriam tanto para beber água, quanto para se refugiar do calor.

Por conta disso, a pele de cães e gatos não foi programada para receber banhos frequentes, muito menos produtos como xampus e condicionadores. Por outro lado, viviam esses animais infestados de ectoparasitas, muitos dos quais fazendo-os sofrer com pisaduras e ferimentos, o que abria uma porta para infecções bacterianas, que poderiam até levar o animal à morte.

Mas dentro das nossas casas e próximos ao convívio humano, cães e gatos não ficam mais expostos aos parasitas. No entanto, é necessário que os animais estejam limpos quando dividem o mesmo espaço com pessoas.

Qual é a frequência ideal para fazer a higiene no seu cão?

O que vale é o bom senso. Cães peludos, uma semana após o banho, já começam a cheirar mal. Eles também são os campeões quando o assunto é criar nós no pelo, um emaranhado que propicia o surgimento de fungos na pele.

Já os cães de pelo curto não têm essa tendência, o que facilita a vida do tutor.

Foto: Pexels

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E os gatos?

No quesito banho, gatos exigem menos cuidados porque são animais reconhecidamente mais higiênicos. Mas se engana quem acha que todo felino não é chegado a uma água.

Existem gatos que apreciam uma ducha morna no lombo de vez em quando, mas bem de vez em quando. Gatos peludos também não tem escapatória: eles criam maus odores e o pelo embola, o que facilita a vida dos ácaros.

A pele dos felinos tem o agravante de ser mais fina se comparada a dos cães e, não raro, acaba cortando até mesmo com o uso do pente. Por isso, a escovação precisa ser feita com delicadeza e paciência.

Para animais de pelo curto, o banho pode ser quinzenal ou levar até mais tempo do que isso, ainda mais se for inverno, estação menos sentida pelos animais de cobertura pilosa abundante, porque funciona como isolante térmico. Por não terem um “pelego” nas costas, nos animais de pelo baixo o odor demora para aparecer.

Foto: Pixabay

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Mas atenção: se o bichinho se possui orelhas penduladas, como é o caso de alguns cães, o banho já não dura muito, e é necessário tratamento periódico nos ouvidos para ampliar o período entre eles.

E, por fim, temos os banhos medicinais, quando o animal tem indicação de veterinário para uso contínuo de determinado produto para garantir seu bem-estar. Há mascotes que, independente da pelagem, apresentam seborréia e outros desequilíbrios da flora do pelo e pele, que se não forem atenuados com banho, podem prejudicar a saúde do seu mascote.

Aí não tem jeito. É arregaçar as mangas e partir para o banho, que desde tenra idade do mascote deve ser feito de modo a ser agradável para vocês dois.

Quer saber mais? Veja aqui outras dicas de como dar banho em seu pet. E boa sorte!

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