Temperatura corporal do pet: saiba como reconhecer se há febre

Temperatura corporal do pet: saiba como reconhecer se há febre

Entender e conhecer a temperatura corporal do seu pet é essencial para cuidar da saúde dele, e perceber uma eventual febre.

Cada espécie tem uma temperatura corporal diferente. Muitas vezes, o comportamento do animal pode até nos enganar.

Seu pet pode ter feito exercícios por um longo período de tempo, por exemplo, ou ter brincado no sol, situações que promovem hipertermia sem ter relação com doenças. Se guiar pelo nariz, se está úmido, seco, frio ou quente, também não é confiável. 

O primeiro passo é ter em casa um termômetro de uso exclusivo pet. E se aparecer 39 graus, não se assuste:  é o que se espera para cães, gatos e coelhos.

Temperaturas normais para cães oscilam entre 37.5 a 39.5, enquanto os gatos ficam em torno de 38 a 39,2. Coelhos também se encontram nessa faixa de temperatura corporal, podendo até chegar aos 40.

Se a situação se prolongar e estiver associada à apatia, pode procurar um médico veterinário: seu mascote está com o que chamamos de febre inespecífica, aquela que não sabemos a causa, mas é bom averiguar.

Um exame clínico associado ao quadro poderá dar conta do que aflige o organismo do seu bichinho. A causa pode estar ligada a agentes agentes infecciosos, microorganismos patogênicos mais conhecidos por bactérias e vírus.

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Cães e gatos sentem saudade? Saiba como lidar com o sentimento de solidão do seu pet

Cães e gatos sentem saudade? Saiba como lidar com o sentimento de solidão do seu pet

Será que seu pet sente saudade quando você está fora? A preocupação sobre esse sentimento em seu pet tem fundamento! Embora cães e gatos não sintam exatamente saudade, não da maneira que conhecemos, os efeitos provocados pelo afastamento dele e de seu tutor se assemelham ao que é chamado de “ansiedade de separação”.

Enquanto alguns apresentam sintomas somente durante longos períodos longe de seus donos, outros sofrem com poucas horas de ausência.

Mas como saber se ele está mesmo sofrendo com iso?

Os vizinhos podem ser os maiores aliados para você saber o que se passa com seu mascote quando você não está em casa. Mas outros transtornos também podem indicar que ele não está se adaptando muito bem com a solidão.

Veja alguns:

  • Uivos excessivos e latidos constantes;
  • Lambedura sem explicação e geralmente nas patas dianteiras;
  • Falta de apetite;
  • Andar sem parar pelos corredores da casa buscando por algo ou alguma coisa;
  • Repetir movimentos, como aproximar-se da porta, erguer-se sobre ao parapeito da janela, virar o pote de comida.
Foto: Pexels

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E como se ameniza a ansiedade por separação?

A principal estratégia é acostumar seu pet a um plano B, ou seja, a outra pessoa, o que nem sempre é possível. Para quem não tem família perto, o melhor é ir pensando em uma rede de relações que lhe dê suporte quando for necessário estar longe de seu bichinho de estimação.

Existem separações programadas, como uma viagem ou período de estudos, datas que permitem aos dois um treinamento para que seu mascote entenda que a privação de sua companhia não será para sempre.

Saiba que acostumar seus pets a ficarem sozinhos não é maldade, mas um investimento! É o primeiro passo para prepará-los para as necessárias ausências dos tutores e ainda ampliar sua liberdade de ações.

Seguem abaixo algumas recomendações que podem ajudar seu mascote a lidar melhor com seus sentimentos:

  • Crie vínculos com outras pessoas, socialize seu pet com a diarista, um vizinho, amigo ou namorado;
  • Se você não pretende estimular esse grau de envolvimento, melhore a qualidade de seu tempo com ele e vez ou outra o deixei o dia inteiro em uma pet bacana, dessas que oferecem serviço de entretenimento;
  • Deixe acessórios e peças de roupa que estejam com seu cheiro perto da cama de seu pet – mas saiba que ficarão imprestáveis depois disso;
  • Brinque com ele quando estiver em casa, mas não o deixe exausto;
  • Faça uma auto-análise e verifique se você também não é uma pessoa ansiosa. Isso costuma afetar os pets;
  • Procure ajuda de profissionais se ele é desses que não larga do seu pé.

Não pense que a necessidade exagerada de seu pet por sua presença é sinal de afeto. A longo prazo, isso pode ser um grande problema que merece sua atenção.

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Outubro Rosa pet: o que você deve saber sobre mamas e sistema reprodutor de sua mascote

Outubro Rosa pet: o que você deve saber sobre mamas e sistema reprodutor de sua mascote

Todos os anos, outubro é o mês em que se alerta às mulheres sobre o câncer de mama, um vilão que pode encurtar suas vidas. Por isso a importância do autoexame – e a mesma técnica pode ser útil para salvar a vida das nossas mascotes!

Mas quando o problema é interno, como detectar? Como saber se sua cadela desenvolveu um tumor nas mamas? Ou nos órgãos do sistema reprodutor?

Vamos esclarecer alguns pontos:

Mama

O tumor de mama pode ser detectado por meio de dedos sensíveis. O problema é que, ao sentir aquela bolinha dura, na maioria das vezes, é necessária uma mastectomia da cadeia lateral, que é remover cirurgicamente todas as mamas do lado direito ou esquerdo de sua mascote, dependendo de onde está localizado o tumor. Pós-operatório complicado – há muita perda de tecido – ainda é  preciso dar fim a fonte hormonal, ou seja, os ovários, estes que também precisam ser retirados por meio da castração. Em função desses aspectos que precisam ser considerados, mastectomia com ovario-salpingo-histerectomia (castração)  é uma intervenção demorada cujo pós-operatório exige paciência e muita dedicação do tutor.

Sistema reprodutor

Com úteros e ovários a história é diferente porque nada é palpável e não se costuma fazer avaliações. Em alguns casos, sinais de desconforto e até descarga vulvar (secreções vaginais) denunciam que alguma coisa não está indo bem. Ainda assim, é difícil o tutor ter a sensibilidade de compreender que sua mascote precisa de exames complementares.

Mas no que diz respeito ao útero, felizmente não é o câncer quem ganha nas estatísticas. A infecção uterina, também conhecida por piômetra, é a patologia mais comum. Em boa parte dos casos, é curável se removido o útero em tempo hábil de não comprometer a saúde de sua mascote, que deve estar em boas condições físicas para o pós-operatório.

Porém, a infecção começa a se agravar se o tutor não perceber a tempo as sutis alterações no comportamento da cadela.

A secreção vaginal, em particular, faz toda diferença. Infecções ditas “fechadas”, quando não há escoamento do material purulento, demoram para ser diagnosticadas, o que afeta negativamente o estado geral da cachorrinha. O animal passa a sofrer também com acidose metabólica, um quadro sombrio que exige internação.

Abaixo algumas dicas para você desconfiar de que sua mascote pode estar com problemas no aparelho reprodutor:

apatia;
febre;
histórico familiar com referências  semelhantes;
histórico de abortos;
uso de anticoncepcional canino;
sensibilidade abdominal (a mascote levanta e deita com mais cuidado em função da dor);
repentina vontade de encostar o abdômen em pisos frios;
descarga de cor verde ou amarela no local onde ela dorme ou passa mais tempo deitada/sentada;
aumento do volume abdominal independente das refeições;
histórico de gestações psicológicas;
presença de cio dois meses antes da instalação dos sinais clínicos;
interesse sexual do macho mesmo não havendo cio (o que ocorre devido ao odor);

Embora seja bem mais comum em cadelas do que gatas e em idade superior a sete anos, fêmeas jovens não estão isentas de desenvolver infecções. E é para ter a menor probabilidade de passar por essa experiência que alguns tutores preferem remover útero e ovários ainda no primeiro ano de vida.

Mas mesmo cadelas e gatas castradas em tenra idade podem apresentar tumores no aparelho reprodutor. Para quem pensa em castrar sua mascote, é necessário remover, em sua totalidade, útero e ovários, e mesmo assim isso não confere  100% de imunidade porque ainda restam as mamas. E se não forem retirados em sua totalidade,  sua mascote não estará livre de  desenvolver o que chamamos de piômetra de coto de útero, às vezes muitos anos depois de castrada.

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O gato comeu um rato? Saiba o que fazer nessa situação

O gato comeu um rato? Saiba o que fazer nessa situação

Por mais que pareça asqueroso, alguns tutores se surpreendem negativamente ao encontrar um rato abatido dentro de casa… por seu gato!

Mas o episódio não é tão raro assim, ainda mais se seu felino foi resgatado de um abrigo. O súbito ataque tem a ver com seus ancestrais. Diferentemente dos cães, domesticados há cerca de 14 mil anos, o convívio dos gatos com seres humanos é bem mais recente e data do Antigo Egito, razão pela qual eles tendem a reverter à vida selvagem com relativa facilidade.

Isso explica porque gatos abandonados têm uma chance de sobrevida maior se comparado àqueles criados em apartamento e até mesmo aos cães. Os felinos têm ainda muito viva a lembrança da caça, a mesma que preservou a vida de seus antepassados. Então não é de se surpreender que o bichano que você beija e abraça um dia resolva atacar um rato, ou ainda, devorá-lo.

Com isso explicado, cabe salientar que a caça e o consequente consumo da carne da presa pode abrir uma brecha na saúde de seu gato e também na de seu tutor. Se você o flagrou com um rato na boca, ou pior, a metade dele, segue abaixo algumas importantes considerações que não podem ser negligenciadas.

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

Raiva

A pior de todas as consequências é que seu gato tenha tido contado com um animal portador do vírus da raiva. Alto lá, isso não é comum!

Para começar a raiva é uma doença controlada e a zoonose, quando presente,  costuma vir de animais silvestres, como gambás e morcegos, bichos infectados cuja saliva entra em contato com outro mamífero. Estatisticamente, esse é o quadro, e sendo assim, não é um camundongo de jardim o hospedeiro que vai complicar sua vida. Mas fique atento e solicite auxílio do médico-veterinário.

Toxoplasma

Se comparado à raiva, essa doença é mais comum, mas ainda assim não é todo dia que se encontra um portador. A questão é que é exatamente dessa forma, ingerindo carne de caça contaminada, que os gatos adquirem a famosa doença. E perigosa no caso de mulheres gestantes, porque pode comprometer a viabilidade do feto.

A toxoplasmose pode passar desapercebida pelos tutores que vêem em seus gatos uma indisposição passageira, principalmente se ele é desses com o sistema imune fortalecido. Caso contrário, o animal adoece mesmo e produz cistos do parasita que, via fezes, contamina o ambiente. Os danos do toxoplasma no organismo do gato pode ser vistos como distúrbios oftálmicos, febre, sinais de doenças respiratórias (tosse e pneumonia), falta de apetite, diarreia e, em casos mais graves, sinais neurológicos.

Verminose

Esse, sim, é bastante provável de aparecer no gato caçador. Endoparasitas que vivem no intestino do rato pode ser imediatamente transferidos para o organismo do predador que dessa forma também passa a contaminar o ambiente por meio de suas fezes. Entendeu porque é interessante castrar gatos de rua? Tudo vale para manter o bichinho mais tempo na segurança de sua casa e evitar que seja vetor de parasitas que podem prejudicar seres humanos.

Envenenamento

Essa possibilidade também inspira cuidados. O fato de um roedor ter sido capturado pode ser porque ele não estava de posse de sua consciência, afetada pela ingestão de veneno, tornando-se presa fácil do caçador. Se o organismo do rato estava contaminado, seu gato pode sofrer envenenamento secundário, e os sinais vão depender da dose ingerida pelo rato. Isso pode variar de uma diarreia a distúrbios neurológicos, tais quais àqueles apresentados pela presa desafortunada. Esteja atento se está havendo um surto de ratos na região e se seus vizinhos, ou você mesmo, estão fazendo uso de rodenticidas.

Leptospirose

Apesar de não ser muito comum, a leptospirose também deve ser pesquisada pois trata-se de uma zoonose grave que afeta o sistema urinário e até renal. Ela é transmitida por meio do contato com a urina contaminada que pode ter entrado em contato com o caçador no momento do ataque.

Procure orientação profissional

Cabe lembrar que a vacinação dos gatos confere certa proteção contra raiva e leptospirose, mas ainda assim é bom ouvir de um veterinário se a idade do felino e o tempo transcorrido da vacinação até a ingestão da caça mantém a proteção. Encontrando  um rato morto nas imediações por onde transita seu animalzinho, procure auxílio especializado, porque seu bichano pode ter sido exposto aos riscos.

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Fique atenta: por que o uso de guia retrátil para cães não é recomendado

Fique atenta: por que o uso de guia retrátil para cães não é recomendado

A guia retrátil é prática e permite ao mascote percorrer uma maior distância sem estar necessariamente sob à vontade do tutor. O animal gosta, já que amplia a oferta de aromas para seu faro incansável, e o tutor também vê com bons olhos seu bichinho desfrutando do passeio. Mas vale o alerta: até em parques abertos, a guia retrátil deve ser usada com cautela.

É difícil para o tutor apertar o botão que trava a guia e puxá-la ao mesmo tempo quando percebe o pet em perigo. A aproximação de um cão de maior porte, por exemplo, pode ser impedida rapidamente se o mascote está do lado, mas dificilmente será evitada se ele estiver a três metros de distância do dono.

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E também é preciso levar em consideração os passeios na rua. A hora de atravessar é sempre problemática, ainda mais se o mascote não couber no seu colo. Mesmo na faixa de segurança, o cachorro pode se assustar com a buzina de um carro ou até mesmo ter sua atenção desviada por outro animal.

Quanto mais jovem for o cão, mais perigoso é o uso da guia retrátil. Se faz vocês dois felizes permitir maior liberdade ao passeio do pet, procure frequentar locais amplos, como parques e praças, de preferência distante da presença de carros e motos. Também se certifique de que os animais de grande porte são mansos e que estão a uma distância segura ou usando focinheiras.

O melhor ainda é seu pet estar bem próximo de você para que o socorro venha de imediato se necessário. Nesse sentido, a peiteira é a melhor solução, pois permite que seu pet seja puxado em toda a extensão do corpo sem ferir a garganta.