Bom garoto! Como educar seu cãozinho a fazer xixi no lugar certo

Bom garoto! Como educar seu cãozinho a fazer xixi no lugar certo

Para quem se antecipou e já embarcou na aventura de presentear um filho com um cachorrinho, talvez você já esteja farto de lavar tapetes e carpetes com produtos removedores de odor de urina. Campeão das reclamações do período de adaptação pet, alguns cãezinhos podem demorar – e muito! – para entender que a casa não é um penico gigante.

Às vezes, um filhote se comporta como criança. A gente fala, fala, fala e fala e parece estar falando para as paredes. Mas calma, ele vai aprender. E acredite: assim que se der conta de que existe um local para essa finalidade ele vai ficar muito mais feliz.

Essa cara de culpado é familiar à alguém? (Foto: Pexels, divulgação)Essa cara de culpado é familiar a alguém? (Foto: Pexels, divulgação)

Então vamos lá:

* Determine o lugar certo que será o banheiro de seu pet. Não o deixe eleger por conta própria a sacada ou o tapete do banheiro. Aliás, não é a toa que cães adoram urinar em tapetes: eles absorvem a umidade e assim não molham suas patas.

* Restrinja o espaço. Parece maldade, mas não é. Até seu pet vai se sentir mais seguro se descobrir sua casa aos poucos. Limite-o a um cômodo ou à cozinha estendida à área de serviço.

* No início talvez seja interessante cobrir o chão de uma área bastante extensa com jornais ou tapetes higiênicos, o material que você eleger para absorver os dejetos. É importante deixar essa área coberta o mais longe possível da caminha e do comedouro de seu pet. Animal costumam ser higiênico e não costumam se alimentar ou dormir perto de suas fezes, daí a importância de estar em cantos opostos.

* O filhote faz xixi muito mais vezes do que um adulto, número que pode ser algo em torno de oito, dependendo da raça e da ingestão hídrica dele. Sabendo disso, tenha ciência do espaço a ser percorrido por ele quando bater aquela vontade de esvaziar a bexiga. Bastam seis metros para ele se agachar e fazer pelo meio do caminho o que pode incluir seu tapete. A dica é estar atento aos horários. Quando acorda e logo depois do almoço é certo que seu pet vai urinar, então seria interessante você pegá-lo no colo e levá-lo até a área eleita se ele por acaso estiver longe dela.

* Logo depois de esvaziar a bexiga é a hora de permitir ao seu mascote se aventurar pelos outros cômodos da casa. Você terá uma hora tranquila para brincadeiras e interação sem o estresse do xixi.

* De quando em quando, se você estiver em casa com ele por mais de uma hora, pegue no colo e leve-o até o local, coloque-o sobre o jornal ou tapete higiênico e diga “xixi”. Se ele fizer, comemore, ele entendeu que agradou você.

* Isso vale para quem também leva seu filhote para a rua. Ao se agachar, enfatize a palavra “xixi” para ele entender que o que está fazendo é xixi.

* Em caso de tapete carimbado, a não ser que você flagre seu pet esteja se agachando (fazer xixi) ou se encolhendo(fazer  cocô), não adianta chamar a atenção dele. Durante a bronca, ele entende que o errado é fazer xixi, e não que é errado fazer xixi naquele lugar. Dessa forma você contribui para a manutenção do grande penico por que seu pet vai se esconder de você sempre que precisar esvaziar a bexiga. Ou pior: vai reter a urina até o próximo passeio higiênico.

* Ter cachorro é ter responsabilidades, e seu pet precisa ter horário para ir ao banheiro ou à rua, o que costuma ser de  3 a 5 vezes por dia quando adulto. Acorde mais cedo se você precisa sair para trabalhar mas jamais negligencie a necessidade de seu cão em esvaziar a bexiga.

Com o passar do tempo, acostumá-lo  à rua é um excelente negócio. Cães adultos facilitarão sua vida se fizerem sua necessidades fora de casa. Limpar o banheiro de um labrador, por exemplo, é jornal que não acaba mais e o odor pode impregnar. O cão costuma se adaptar à sua rotina e esteja ciente de que a primeira coisa a fazer quando chegar em casa é levá-lo para a rua pois o cérebro dele  já desencadeou o processo “estou quase indo ao banheiro”, quando escuta sua voz.

E cuidado! Urina retida predispõe a infecções urinárias!

* Se o cão persistir no erro durante mais de três semanas, talvez você não esteja tendo a necessária postura de liderança de forma eficaz. Procure um adestrador para fazer esse trabalho para você, com gente especializada o resultado costuma ser rápido.

Boa sorte!

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Seu cão destrói tudo quando você sai de casa? Veja por que isso acontece e o que fazer

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Responsável por boa parte da inviabilidade da permanência do cão na casa, o quebra-quebra pode ser passageiro. Veja o que pode estar contribuindo para o comportamento destrutivo de seu mascote:

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Tédio

Verifique se seu mascote está bem atendido no que se refere a entretenimentos. Às vezes a falta do que roer faz com que ele eleja um novo brinquedinho.

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Falta de exercício

Algumas raças precisam mais do que outras, mas deixar um labrador ou um huski siberiano muitas horas sem sair de casa é um convite para que o animal morda tudo. Não tem tempo para passear? Já existem petshops com gente especializada para esta finalidade.

Eu só queria dar uma corridinha

Eu só queria dar uma corridinha

Filhotes crescidos

Período popularmente conhecido por “filhotão”, é o típico animal que, quase atingindo o tamanho de adulto, ainda apresenta comportamento de filhote. Lamento informar mas algumas raças demoram até dois anos para virar “gente”. Até lá, por curiosidade ou entretenimento, sentir texturas e conhecer outros objetos pode fazer parte da rotina de seu animal.

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Separação à vista

Tem cão que já começa a se agitar com a movimentação do dono ao pegar a chave ou colocar sapatos. Com fazer com que ele entenda que você vai voltar? Sente, acaricie, converse alguns minutos com ele. Diga que deve ser bonzinho, que será o dono da casa. Aponte para os objetos que ele não deve pegar em tom de censura mas jamais grite ou o ameace seu cão quando está prestes a sair de casa.

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Dedique mais tempo com carinhos e explicações e acorde mais cedo se precisar acalmá-lo. Faça-o entender que está tudo bem e que na volta vocês vão passear, ou seja lá a palavra eleita para transmitir ao cão momentos de descontração junto ao seu dono. Ao chegar em casa, porém, não quebre sua promessa. O importante é fazê-lo entender que não há motivo para preocupação e que tudo está bem.

Veja algumas ficas do que fazer se o seu cão destrói tudo quando você não está em casa: 

– Tevê ou rádio ligados nas estações em que o dono costuma deixar quando está em casa na companhia do cachorro podem infundir algum tom de normalidade à casa.

– Deixar uma camiseta com seu cheiro também ajuda. Mas não espere que ela fique inteira no final do dia.

– Deixar o cão em um espaço mais reservado pode ser um bom auxilio nesse momento, local onde ele se sinta seguro e que menores sejam os estragos em caso de crise de ansiedade.

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– Não chegue em casa gritando com seu animal por que ele fez coisa feia. Ele não vai entender e seu comportamento e isso só vai reforçar sua ansiedade.

– Remova os objetos que possam ser quebrados e ferir o animal durante sua ausência, principalmente os de vidro.

– Ao entrar em casa, dispense alguns minutos de carinhos e abraços até senti a tensão dele escoar.

– Lembre-se, um pet torna-se prioridade quando se vive só em uma casa com uma pessoa. O cão gravita em torno de seu único dono. Não querer que ele manifeste sua alegria na chegada de seu companheiro é meio caminho para o fracasso do bom relacionamento.

Se depois de todas as tentativas o cão continuar com o comportamento indesejável, um adestrador ou veterinário podem conferir de perto o que realmente está afetando a tranquilidade do animal.

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Tipo a Estopinha! Especialista Alexandre Rossi ensina como adestrar seu pet em casa

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Ensinar um animal de estimação a ter um bom comportamento pode não ser uma tarefa fácil, mas também não é impossível. Essa é a filosofia de Alexandre Rossi também (ou mais) conhecido como Dr. Pet. Para o mestre em se comunicar com animais que lançou há pouco a terceira edição do livro Adestramento Inteligente (Benvirá, 248 págs., R$ 29,90) , a partir do momento em que o pet foi para o colo do dono, ganhou um nome e espaço na casa já está sendo educado, bem ou mal.

Baseada no reforço positivo, a técnica de Rossi valoriza as atitudes corretas e permite que cães e outros animais aprendam por estímulos e recompensas. Para seguir em casa desde já, o adestrador deu dicas rápidas, fáceis e bacanas.

Todo mundo pode adestrar o seu próprio pet?

Qualquer um pode e deve adestrar o seu pet para que ele aprenda a conviver cada vez melhor com a família e com a sociedade. Além de paciência e carinho, é necessário entender a forma de pensar e de se condicionar do seu pet, para que o treinamento seja eficiente e agradável.

Como lidar com a questão emocional dos bichos?

É preciso entender o que está acontecendo e descobrir a causa do comportamento para poder tratá-lo da melhor forma possível. Se for ansiedade ou estresse, por exemplo, eles devem ser abordados com treinos específicos, para que a conduta errada pare de acontecer. Não adianta tentar mudar o comportamento sem tratar a causa.

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Como ensinar cães e gatos a fazerem xixi no local correto?

Além de deixar o banheiro sempre limpo, em um local mais reservado, longe dos potinhos de água e comida e da caminha, sempre que o pet fizer as necessidades no local correto devemos recompensá-lo com petisco e carinho. Também é importante nunca dar bronca quando o pegarmos fazendo no lugar errado, pois ele pode começar a fazer escondido.

O que fazer se o cachorro passa o dia latindo quando está sozinho?

Os latidos excessivos podem ocorrer por diversos motivos, como tédio, ansiedade, estresse e para chamar atenção. Antes de tudo, deve-se entender o motivo desses latidos. Porém, oferecer atividades, como passeios, creche e enriquecimento ambiental, pode ajudar a amenizar o problema.

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Que equipamentos podem ajudar no adestramento?

Uma recompensa pela qual o pet se interesse, como um brinquedo ou petisco, coleira e guia feitas de material leve e um clicker (dispositivo que produz um estalo quando pressionado).

Como funciona a técnica do click?

A técnica do click é baseada no reforço positivo, no qual condicionamos o animal a associar o barulho do clicker a uma recompensa. Dessa forma, quando ele ouve o barulho do aparelho, sabe que acertou. A vantagem é que o clicker é mais preciso e rápido, e funciona melhor à distância do que um elogio.

 

* Gazeta do Povo