O que seu pet não pode comer de jeito nenhum na ceia de Natal

O que seu pet não pode comer de jeito nenhum na ceia de Natal

Neste final de semana, os pets terão um teste e tanto para enfrentar. Não bastassem os fogos de artifício, o relaxamento entre amigos durante a ceia de Natal pode driblar nossa vigilância e isso, aliado a falta de conhecimento, pode trazer malefícios para seu pet a ponto de ser necessário alguns dias internado em uma clínica veterinária para desintoxicação. Mas por quê? Como isso foi acontecer?

Foto: Pexels

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Panetone. Uvas passas e chocolate em um mesmo produto são um prato cheio para intoxicar seu pet, principalmente o cão. E às vezes a culpa não é de ninguém. Uma visita, em especial crianças, quer fazer um agradinho e acaba oferecendo ao pet o que não devia, mas não raro o mascote rouba os petiscos da mesa, do lixo ou até do chão.

Mas como saber se seu pet está passando mal por que ingeriu algo tóxico?
A presença de chocolate, uvas passas, maionese, doces e temperos na ceia natalina já é um indício de que seu pet pode ter se alimentado deles, o que pode explicar salivação, tremedeira e até vômitos, sinais que não vieram pelo medo de fogos de artifício, mas pela ingestão de guloseimas. Cabe lembrar o vilão das intoxicações, o chocolate, deslize mais comum essa época do ano, que por ter rápida absorção, ao cair na corrente sanguínea, atinge o sistema nervoso central.

As manifestações clínicas – diarreia, vômito, tremores e respiração acelerada – surgem de seis a 12 horas após a ingestão e podem persistir por dias. Pode ocorrer hemorragia intestinal e, em casos mais severos, convulsão e até coma. A dose tóxica varia de acordo com o porte físico e a sensibilidade do animal, mas uma barra de 120 gramas pode ser fatal para um poodle ou Lulu da Pomerânia.

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Foto: Pixabay

Vale a pena lembrar o que a especialista em nutrição de cães e gatos, Gerusa Silveira, já listou para gente prestar atenção e não oferecer aos animais:

ALHO/CEBOLA
MACADÂMIA
PANETONE E UVAS PASSAS
BEBIDA ALCOÓLICA
OSSOS
ABACATE
MAIONESE CASEIRA
DOCES (BALAS, CHICLETES, ETC)

Para não comprometer a saúde de seu pet, e a alegria das comemorações, a dica é alimentar seu mascote antes da chegada dos convidados. Avise a todos que tem pet solto na área e que não deve receber alimentos da mesa e isso vale para todos os bichinhos da casa, o que inclui gatos, hamsters e até o papagaio. Havendo muita gente – e crianças – na festa de Natal, pondere se não vale a pena deixar seu pet fechado no quarto ou em outra casa mais segura e com menor agito. Não esqueça que mesmo depois de todos os cuidados, seu mascote pode revirar o lixo no dia seguinte e ingerir esses alimentos.

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Final de ano, em muitas famílias, a mesma história se repete. O que não veio na Páscoa nem no aniversário ganha reforços com a chegada do Natal. Isso, acrescido de bom comportamento e bom desempenho na escola, se mostra argumento mais do que suficiente para pais e mães se curvarem aos insistentes pedidos do filho que há horas implora pelo animal de estimação.

Até aí tudo bem. De acordo com Heloísa Fischer Meyer, médica psiquiatra da infância e adolescência, um bichinho pode trazer algumas vantagens para o público infantil. A tolerância à frustração, aprender a lidar com a morte, a respeitar os limites dos outros e até mesmo a dividir são alguns desses benefícios. A questão é quando os pais, por não terem muita afinidade com animais, acabam protagonizando uma cena que não é tão rara nos consultórios veterinários algum tempo depois: dá pra vocês ficarem com o cachorro? O Joãozinho não está cuidando dele.

Um dos maiores motivos que levam o animal a doação, seja ele de raça ou trazido de um abrigo, é quando um adulto, refratário à presença do cão ou gato, chega ao seu limite de tolerância do animal. Isso pode acontecer meses ou anos depois, com o cuidado da alimentação e higiene do mascote dos filhos. Estes que ganharam o tão sonhado animal de estimação sob a condição de ajudar a cuidar dele.

Se estamos falando de um adolescente, talvez o combinado tenha efeito prático, mas, segundo a especialista, um dos maiores erros é exigir de uma criança a responsabilidade de gerir os cuidados de seu pet. Heloísa salienta que pode ser exigido sim uma parcela de esforço do tutor mirim, mas desde que isso se enquadre em suas capacidades.

– O dever da criança é brincar com seu mascote e dar carinho. Passear na rua, banho e alimentação é responsabilidade de adulto. O pior que os pais podem fazer é doar o animal e dizer que isso se deve pelo fato de a criança não ter cuidado dele – enfatiza Heloísa.

Embora a maioria das famílias simpatize com a ideia de dividir o teto com um animal de estimação, deve-se ter em mente que a chegada de um mascote nas vida das crianças é, sim, mais uma tarefa para os adultos. E se o pai ou a mãe realmente não aprecia as responsabilidades que vem junto com o animal, o jeito talvez seja esperar os filhos crescerem. Mas enquanto esse dia não chega uma maneira de tangenciar o desejo é brincar com o cachorrinho na casa da vovó, “pedir emprestado” o gato da tia, visitar com maior freqüência o amiguinho que tem cachorro. É um contato harmonioso que exige bem menos comprometimento dos pais, não magoa os filhos, e, principalmente, não compromete o bem-estar do animal, que ganha a chance de ser adotado por uma família que o acolha com afeto pelo resto de sua vida.

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Tristeza, uivos e xixi fora do lugar? Seu pet pode estar apaixonado

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É, acontece, e é mais comum do que se pensa. Estamos na primavera e a cachorrada pode estar no período de reprodução. Alguns começaram mais cedo – julho, agosto – mas quem passou o inverno desapercebido com certeza vai dar o seu alô nos meses primaveris. É só dar uma volta no parque, e pronto! Seu pet finca o pé ao lado de uma arvorezinha e de lá não sai. Razão disso? Urina de uma cadela no cio, o que significa uma semana de cachorro apaixonado em casa.

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Os gatos também podem estar com os ferormônios na ponta do nariz mas, diferentemente dos cães, não precisam da primavera para estimular a reprodução. A gata pode entrar no cio várias vezes ao ano enquanto a cadela de porte pequeno a médio costuma ser duas vezes.

Para quem mora em prédios, fêmeas no cio em outros apartamentos podem ser as responsáveis pelo mal estar de seu pet que chora, uiva, não se alimenta e faz xixi em lugares que não fazia, uma forma de marcar território.

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Diante dessa situação, muita gente não sabe o real motivo da “doença”de seu pet, mas não se assuste, pode ser paixonite mesmo, resultado de estarem todos os poros voltados para a reprodução que está a poucos metros de distância dele.

Como resolver isso? Tempo. Fêmeas nos apartamentos encerram o ciclo em até 15 dias. O problema da paixonite é para quem frequenta praças e parques pois constantemente é renovado o casting das noivas. E não pense que cruzar seu animal vai resolver o problema. Havendo hormônios, o comportamento se repete. Saiba com os vizinhos se existe alguma pretendente no prédio antes de se preocupar com o comportamento estranho dos últimos dias.

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O odor está no ar, e se tem uma coisa difícil de enganar é o faro de um cachorro. Abra as janelas para receber vento no sentido contrário ao da moradia da fêmea. Cadelas e gatas no cio também podem incomodar seus donos se souberem que tem pretendentes por perto. Converse com seu vizinho nesse período e pergunte onde ele a leva para urinar e conduza o seu para o lado oposto.

Castração pode reduzir esses sinais, mas nem sempre os resultados são eficazes, ainda mais quando o macho já está maduro sexualmente.

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Descubra quais são as melhores raças de cães para apartamento

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Você bem que cogitou um gato, mas foi voto vencido. Agora a briga é qual a melhor opção para coabitar em 78 metros quadrados junto com um papagaio e mais dois filhos. Embora se espere de cães de raça um comportamento padrão específico, não existe uma regra irrefutável de que seu cão, de raça reconhecidamente tranquila, não vai ser a ovelha negra da família e rasgar todo o estofamento novo. Ainda assim, seguem aqui algumas raças que não costumam apresentar problemas de adaptação em espaços pequenos.

Foto: Pexels, reprodução

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Para quem gosta de pentear seu animal de estimação, aqui vai algumas sugestões: Shit-zu, Lulu da Pomerânia, Lhasa Apso, Maltês, Yorkshire, Pequinês, Cocker Spaniel e Schnauzer. Embora possa ter pelo cumprido, o Poodle, uma vez tosado, tem a vantagem de não soltar o pelo, podendo, por isso, ser considerado um pet de pelo curto, vantagem que também vem sendo notada no Lulu da Pomerânia.

Foto: Pexels, reprodução

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Para os alérgicos ou mais voltados à higiene do lar, os animais de pelo curto que costumam se adaptar a pequenos espaços podem ser exemplares das raças Dachshund, Boston Terrier, Pug, Pinscher, Chihuahua e Fox, lembrando que animal de pelo curto não significa isenção de pelos no tapete. Outra raça que vem ganhando adeptos já há algum tempo é a Whippet, animais espertos, de trejeitos delicados, silenciosos e muito companheiros.

A zebra dessa escolha é que alguns animais, quando expostos a determinados fatores, podem se transformar no cãozinho alarme do prédio, o que coloca abaixo suas pretensões de ter um pet mais silencioso. Deve-se estar atento às particularidades de cada raça, características que podem ir de encontro ao o que você espera de um bom amigo. Dachsunds são reconhecidamente animais mais teimosos e os Pugs tem fama de dramáticos. Para não potencializar essas tendências, a dica é lapidar o comportamento de seu pet desde tenra idade. Da mesma forma, é bom usar da predisposição “zen” de algumas dessas raças, em especial as orientais, e promover um relacionamento saudável e tranquilo com seu pet. Cabe lembrar que muitos cães que aparecem deitadas tranquilamente sobre o sofá de uma residência, como o Schnauzer e o Cocker Spaniel, quando filhotes, passaram boa parte de seu tempo roendo rodapés e pés de cadeiras, atividade que se vê com certa freqüência em cães filhotes de qualquer raça, daí seu talento em orientar o mascote a reduzir essa manifestação ao longo do período de adaptação.

Foto: Pexels, reprodução

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Para quem pretende adotar, cães de abrigo, embora não tenham a predisposição reconhecida de algumas raças, característica que facilitaria a escolha, podem se adaptar muito bem a um lar de pequenas dimensões se forem observados alguns critérios no comportamento e na personalidade deles. Cães mais agitados e que latem muito durante uma visita humana deixam em evidência sua necessidade de espaço. Aí é contar com a percepção, aquele totozinho mais dócil que fica olhando para você e abanando o rabo no canto do canil pode ser uma boa escolha. Se ele tem traços em seu fenótipo de algumas das raças conhecidas como boas para apartamento já é um bom presságio, mas se você não se sente seguro para escolher, talvez precise estar acompanhado por alguém que tenha a habilidade de traduzir a linguagem corporal de seu novo amigo antes de levá-lo para casa.

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Agora é científico! Cães precisam mais dos seus donos do que gatos

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No mundo todo, pesquisadores tentam fundamentar aquilo que todos já sabem: aristocracia felina não é mito. A famosa diferença entre cães e gatos, aquela que diz que estes não se misturam, tem lá seu fundo de razão, pelo menos por enquanto.

Em junho, a Universidade de Viena deu sua contribuição, para a alegria dos “pais” de cachorro, mostrando que os cães, precisam, sim, estar perto de seus donos. De acordo com a pesquisa, cães nutrem por seus tutores um afeto semelhante àquele que crianças pequenas têm por seus pais. O grupo testado (22 animais) levou em conta a presença dos donos com seus cães em um ambiente estranho e com pessoas desconhecidas. Depois de algum período de tempo, o dono deixa seu cão sozinho. O resultado a gente pode imaginar.

Longe de seus donos, a maioria dos cães se sentiu pouco à vontade ou até mesmo em perigo. Embora não tenham noção de paternidade, os cães desenvolvem por quem os alimenta e protege uma ligação emocional muito estreita, daí ser fonte de muita dor para um cachorro ser apartado de seu dono e isso vale para os casos de abandono porque um cão longe de seu “pai” é um cão perdido no mundo.

Foto: Pexels

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Neste mês, outra notícia fez muita gente torcer o nariz e um balde de água fria caiu sobre os “pais” de gatos. É da Universidade de Lincoln o estudo que busca comprovar que, diferentemente dos cães, os gatos não estão tão apegados assim ao “seu humano”, criatura que ele permitiu aproximação, comportamento que vem ao encontro da velha teoria de que gatos se afeiçoam mais pelo ambiente (territorialidade) do que por quem o abriga e alimenta. Na pesquisa, os gatos foram submetidos a uma situação e local estranhos com e sem a presença de seus donos. Diferentemente dos cães, os bichanos, em sua maioria, seguiram explorando o ambiente sem parecer ter reduzido sua confiança na ausência do tutor, resultados que, analisados, caracterizam animais mais independentes dos laços afetivos para tomarem decisões e se sentirem seguros.

Ingratidão? Não, a diferença se deve muito à domesticação. Enquanto o cão já convive com o homem desde antes da Idade da Pedra, o gato começou a aparecer na sociedade no Antigo Egito, tempo relativamente curto para ele se esquecer de que é um felino, diferente do cão que às vezes pensa que é gente. Em vista disso, gatos tendem a reverter à vida selvagem com relativa facilidade, uma vez que ainda são vistos caçando pássaros e ratos, um instinto totalmente esquecido pelo cão que, sem um provedor, acaba passando fome e insegurança se deixado sozinho em ambiente hostil.

E antes que os simpatizantes corram em defesa de seus bichanos – algo como “meu gato é louco por mim!”– houve registros de participantes que miaram para valer quando viram seus donos saindo da sala, reação que também tem a ver com o arquétipo mental, a história pregressa e a personalidade de cada indivíduo.

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