Cães peludos em casa? Ácaros e fungos podem prejudicar os ouvidos dos pets

Cães peludos em casa? Ácaros e fungos podem prejudicar os ouvidos dos pets

Famosos por incomodar o bem-estar de nossos mascotes no inverno, ácaros e fungos que vivem nos pavilhões auriculares dos pets – em especial cães peludos com orelhas pendulares – recebem uma ajudinha extra para sua reprodução quando temperaturas de verão aparecem nos meses de inverno. E isso é um prato cheio para proliferar outros micro-organismos que podem fazer com que seu cão coce a orelha o dia todo. Essa atitude às vezes potencializa ferimentos nos tecidos adjacentes que passaram a ser submetidos a constantes agressões promovidas pelas unhas dos animais. Enlouquecidos de coceira, os bichinhos procuram diminuir sua agonia, e assim comprometem ainda mais a área afetada – que pode se contaminar e evoluir para uma otite, inflamação no ouvido que, além de dolorosa, pode prejudicar o equilíbrio e a saúde de seu pet.

Leia mais
:: Os cuidados que os donos devem ter no inverno com os pets recém-nascidos
:: Espaço do pet pode compor a decoração da casa: veja sugestões
:: Cães e gatos passam frio, sim: saiba como protegê-los das baixas temperaturas

collie-595419_1920

E nada de água no ouvido!! Otite é o vilão do banho caseiro por que nem todos sabem da importância em deixar a área protegida da umidade. Os mascotes companheiros nos esportes e que não se importam em ficar molhados podem apresentar coceira nos ouvidos horas depois da exposição à umidade, ainda mais se os pelos não forem secados de forma apropriada, o que favorece os conhecidos fatores – calor e umidade – que darão início ao problema.

E atenção donos de cockers, goldens, poodles e vira-latas peludinhos: otite não é tudo. As unhas do animal provocam lacerações que deixam a pele da orelha e do pavilhão mais espessas. Além de serem uma das responsáveis pela entrada de micro-organismos na pele, unhas e o constante coça-coça também favorecem o surgimento de otohematoma, ruptura de um vaso sanguíneo entre a cartilagem da orelha e a pele que forma uma pequena bolsa onde se acumula sangue, acidente que exige intervenção profissional.

dog-1551709_1920

Animais com orelhas pequenas e até aqueles que as apresentam bem arguidas acima da cabeça também precisam ser inspecionados pois a questão não é apenas anatômica – orelhas pendulares – mas a quantidade de pelos que existe no pavilhão, terreno fértil para os ácaros.

Manter o local ventilado é uma boa medida preventiva para auxiliar a manter a saúde auricular. Há quem prenda os pelos das orelhas de seu pet no topo na cabeça por algumas horas, algo como rabo de cavalo, para evitar que a região fique abafada. Deixar o local arejado raspando o pelo é outra alternativa.

As pet shops costumam verificar por onde anda a higiene de seu animal, e o mais comum nessa época fica por conta dos ácaros, o que é fácil de ser controlado por meio de produtos específicos para esse fim. Se o coça-coça for mantido, o problema pode evoluir para uma otite bacteriana e poderá ser necessário o uso de antibióticos.

Veja também
:: 15 razões que podem explicar a alergia em seu pet
:: Seu mascote realmente gosta de estar com seus filhos?

dog-2176610_1920

Os cuidados que os donos devem ter no inverno com os pets recém-nascidos

Os cuidados que os donos devem ter no inverno com os pets recém-nascidos

Ao contrário do que se pensa – que o filhote está protegido do frio por sua mãe – é (e muito!) perigoso para bebês de cães e gatos nascerem em épocas frias, ainda mais se os donos não estão familiarizados com os cuidados necessários para manter a temperatura corporal dos pequenos. Se é desconhecido o dia provável do parto, as chances dos filhotes sofrerem por causa do frio se tornam ainda maiores.

Para ter ideia da fragilidade nesse momento, 30 minutos com a barriga em contato com a superfície fria já são suficientes para dar início a um quadro de hipotermia em um filhote de até cinco dias. Episódio que pode resultar na morte do animal mesmo depois de sucessivas tentativas de reverter o processo aplicando-lhe calor.

Esse tipo de acidente costuma acontecer momentos depois do parto não programado, o que explica não terem sido observados os quesitos de proteção à vida dos recém-nascidos em dias frios.

Confira abaixo algumas dicas de como proceder nos primeiros dias de vida de seu filhote.

  • Se você está perdido e não sabe que dia sua cadela ou gata vai dar à luz, comece a deixá-la em observação dentro de casa ou em um abrigo seguro do frio. O período indicado é de 54 dias após a data do primeiro acasalamento.
  • Se sua mascote é de grande porte e dorme na rua, uma casinha já deve ter sido providenciada, embora o melhor a fazer nessa época seja colocá-la dentro de casa.
  • Se a mascote é de sítio ou fazenda, uma área bem protegida significa paredes e cobertura para geada. A parte interna não pode ser negligenciada e deve estar bem forrada com material quente que não apenas folhas de jornal. Essas são boas para manter o chão seco, mas não aquecem os filhotes recém-nascidos.
Foto: Pixabay, reprodução

Foto: Pixabay, reprodução

  • Cuidado com o uso de cobertores. Embora aqueçam os filhotes, se compridos demais, favorecem pequenos túneis onde o pequeno pode buscar abrigo e acabar se sufocando. Dê preferência para tapetes de fibra longa, firme e que não dobre nele mesmo.
  • Evite carpete. Filhotes de cães e gatos nascem com garras afiadas que frequentemente se engancham no carpete ficando os animais retidos no mesmo lugar.
  • Preveja a possibilidade de o filhote cair da casinha levado até mesmo pela mãe quando ele não larga a teta na hora em que ela levanta. Talvez ela não saiba colocá-lo de volta à casa – o faz com a boca – e assim aumentam as chances de o filhote desgarrado morrer de frio.
  • Uma boa maneira de evitar que um filhote caia da casinha é reduzir a  base da porta de entrada com um obstáculo de 5 a 8cm de altura. Camas de fibra são mais indicadas na maternidade justamente por serem fabricadas em forma de balaio o que dificulta quedas.
  • Esse acidente, queda do filhote e posterior contato dele com ventos e chão frio, ocorre com mais freqüência quando a maternidade é montada na área de serviço ou cozinha.
Foto: Pixabay, reprodução

Foto: Pixabay, reprodução

  • Conforto térmico para a mãe: o calor materno pode proteger os filhotes  que se abrigam entre as patas e barriga de sua mãe, mas de nada adianta eles estarem em contato com o corpo dela se não estiver protegida dos ventos que a fazem tremer de frio.
  • Cadela e gata que tiveram apenas um filhote, cuidados redobrados no forro da casinha. O bebê não tem irmãos para se aquecer.

E atenção!

Calor demais também pode ser perigoso. Colocar lâmpadas perto dos filhotes pode funcionar, mas se muito abafado pode ser igualmente perigoso. Quando o calor é intenso, eles choram constantemente e procuram se afastar um dos outros em busca de um lugar mais frio. O equilíbrio é encontrado quando se percebe os filhotes dormindo serenamente e dando pequenos “pulinhos”, sinal de que estão confortáveis e até sonhando.

Leia mais
:: Cães e gatos passam frio, sim: saiba como protegê-los das baixas temperaturas
:: Espaço do pet pode compor a decoração da casa: veja sugestões
:: S.O.S. frio! Cuidados com as patinhas de seu pet no inverno

Cães e gatos passam frio, sim: saiba como protegê-los das baixas temperaturas

Cães e gatos passam frio, sim: saiba como protegê-los das baixas temperaturas

Existe uma falsa ideia de que cães e gatos, por terem pelos, não sentem frios como nós. Isso é um erro: os mascotes não são imunes às quedas de temperatura e, por isso, os donos acabam perigosamente negligenciando os cuidados com o frio.

Muitas pessoas pensam que cachorros se sentem à vontade em baixas temperaturas em função de animados retratos em meio à neve. Mas a verdade é que eles sofrem e, em contato direto com superfícies geladas, podem desenvolver ferimentos nas almofadinhas plantares.

image011

O Brasil tem diversas raças de animais originárias de regiões de temperaturas abaixo de zero. E por conta disso, cães como Husky Siberiano, Malamute do Alasca, Golden Retriever, Terra Nova e São Bernardo se mostram particularmente mais resistentes ao nosso frio. Também estão mais bem protegidos animais que acumularam uma boa camada de gordura debaixo da pele. O satisfatório nessa época do ano para um cão de porte médio é que essa camada apresente aproximadamente um dedo de espessura, o que seguramente ajuda a manter a temperatura do corpo em níveis adequados. Em busca dessa tão preciosa camada extra, recomenda-se aumentar a quantidade de ração no inverno em especial aos cães de guarda, aqueles que pernoitam fora de casa.

image004

Porém, mesmo cães geneticamente selecionados para suportar o frio necessitam de tempo para se prepararem para esses dias – adaptação que se desenvolve de forma gradual e progressiva – e que se mostra insatisfatória quando o assunto é queda brusca de temperatura como a que ocorreu nessa semana.

Se seu pet é de pelo curto, o cuidado deve ser redobrado. Cães e gatos com pelo baixo, filhotes e pets idosos sofrem em condições climáticas mais frias podendo desenvolver doenças respiratórias e até pneumonia. E, às vezes, um tapetinho não basta: é necessário protegê-los do sereno fazendo uso de cobertores, casinhas e roupas.

image006

Como saber se seu pet está com frio? 

Se você está esfregando as mãos e colocando casaco, não pense que a sensação térmica de seu pet é diferente.Três sinais deixam claro esse problema (hora em que uma roupinha será bem vinda):

  • acessos de tremedeira
  • ponta de orelhas e patas mais frias ao toque do que o habitual
  • seu pet se encolhe todo em cima de um tapete

O uso de agasalhos e roupinhas não faz mal ao pet, porém devem ser usados de forma correta. Uma roupa não pode ser desconfortável, apertada demais ou impedir movimentos. Nem todo animal gosta de estar vestido e, nesse caso, uma dica é colocar uma roupa de malha básica e relativamente frouxa poucas horas por dia, em especial naquelas mais frias da manhã ou durante à noite para que o pet se acostume. E nada de cintos, fivelas ou capuz.

Pexels, reprodução

Pexels, reprodução

No sul do Brasil, pets devem ser protegidos, além do frio, da umidade e dos ventos. Se seu cão é um animal de guarda, verifique se ele está em condições adequadas para manter sua temperatura corporal. Para um Dobermann, por exemplo, dormir ao relento em noites de inverno é submetê-lo ao flagelo do frio, podendo tremer durante todo esse tempo e até adoecer, o que já não acontece tão facilmente com o Rotweiller, animal mais reforçado em sua estrutura e isso inclui gordura. Se não pode levá-lo para passar a noite dentro de um local coberto, certifique-se de que o cão  exerça sua função bem abrigado. Ao contrário do que muitos pensam, forçar um animal a se adaptar ao frio não funciona. Seu cão vai sofrer as consequências da hipotermia, o que já é meio caminho até uma clínica veterinária.

E, por fim, a última dica: nessa época do ano, sempre que possível mantenha seu pet em contato direto com o sol.

Leia mais
:: S.O.S. frio! Cuidados com as patinhas de seu pet no inverno
:: 15 razões que podem explicar a alergia em seu pet
:: Seu mascote realmente gosta de estar com seus filhos?

Uma grande companhia em casa: as características de cães de grande porte

Uma grande companhia em casa: as características de cães de grande porte

Tão grande quanto o tamanho deles é a coragem de seu dono em  dividir o mesmo teto com a categoria de cães que vem perdendo espaço nos centros urbanos.

Com pouco mais de 2% de representatividade nos lares brasileiros, cães gigantes – aqueles com mais de 45 quilos, podendo até mesmo ultrapassar os 100 quilos – diminuíram na preferência dos brasileiros, muitos até admitindo a admiração pelo cachorro de grande porte, o verdadeiro cobertor de orelhas, raridade que ainda pode ser vista na companhia de quem consegue acomodar praticamente um filhote de pônei em casa.

image004

Para quem ama animais gigantes, mas teve de se contentar com a presença em tamanho “light”, conheça agora um pouco da rotina de quem ainda pode se dar a alegria de conviver com um cão de grande porte.

1 – Gosto é gosto e não se discute. Para quem cachorro é sinônimo de animal robusto, o prazer também está em descobrir que falta braço para acolher toda aquela massa corporal.

2 – Com quatro meses de idade, os adoradores de cães de grande porte já começam a ter os primeiros sinais de contentamento: o filhote de mastodonte já não cabe mais no seu colo e pode ter o tamanho de um cocker spaniel adulto; com nove meses, e ainda desajeitado, bater com as patas da frente do peito de um dono desavisado pode acabar levando-o ao chão.

3 – Ao contrário do que se pensa, o temperamento dos cães grandes costuma ser dócil e isso se explica em suas origens. Esses animais foram selecionados, em sua maioria, para ser cães de pastoreio, e quando o assunto é guarda de ovelhas, não há espaço para um animal feroz.

4 – Costumam ser cães atentos e protetores, mas não agressivos.

5 – Quem tem sítio ou casa com pátio se beneficia não apenas da companhia, mas do sinal de alerta e da incontestável robustez desses animais: cães grandes assustam e na presença de estranhos podem se mostrar desconfiados e até mesmo hostis.

Mas nem tudo é  fácil…

  • Haja água e shampoo! Dar banho em um animal desses é um trabalho meticuloso e pode levar tanto tempo quanto lavar um automóvel.

image009

  • Não são cães para acompanhar desportistas,  o tamanho não permite muitos e rápidos deslocamentos.
  • O triste desse relacionamento é que cães grandes vivem menos se comparado aos pequenos, estes podendo chegar aos 17, 18 e até 20 anos. Problemas cardíacos e articulares começam cedo, com 7 ou 8 anos de vida ou até menos.
  • Outra doença que afeta cães gigantes é torção do estômago: se não tratada em um curto espaço de horas, pode levá-lo à morte.

image005

  • Em função de seu peso, cotovelos e coxas costumam ter calos, área que perde pelo e se torna mais espessa.
  • Outra característica que não é muito popular nos cães gigantes é que costumam ser babões.

A mistura de delicadeza e robustez justifica a paixão de seus donos que se sentem abraçados, tocados e até mesmo protegidos por seu cães. O maior inconveniente fica por conta dos muitos, mas muitos quilos de ração por dia para alimentá-los, necessidade que faz deles mascotes caros para o bolso do brasileiro.

Leia mais
:: Brincadeira perigosa: cuidados para orientar a relação entre crianças e seu pet
:: Por que os mascotes têm o poder de mudar (para melhor!) o nosso humor

Bye bye, Lassie! Raças de cães que caíram (injustamente) no esquecimento

Bye bye, Lassie! Raças de cães que caíram (injustamente) no esquecimento

No passado eles fizeram a alegria de muita gente, mas é raro ver um exemplar das raças que povoaram a infância de quem nasceu na década de 1960, 70 e 80.

Quem não se lembra da formosa Lassie dos anos 1970? Ela, o fox paulistinha e o pequinês são exemplos de raças estampadas nas fotos da infância de muito marmanjo por aí. No caso do collie, os cães chegavam nas famílias embalados pela beleza e dedicação da Lassie, protagonista de uma série de TV que ajudou a divulgar a raça em todo mundo. Dóceis e amorosas, principalmente com crianças, as Lassies envelheceram e morreram, mas apesar das mais belas lembranças a raça não foi reposta. Collie é cachorro para pátio grande, animal para quem mora em casa, e quantos ainda têm o privilégio de ter um quintal inteiro para um mascote?

Depois da Priscila, da TV Colosso, alguém viu um sheep dog por aí (Foto: Pixabay, divulgação)

Depois da Priscila, da TV Colosso, alguém viu um sheep dog por aí ?(Foto: Pixabay, divulgação)

Três fatores contribuem para que uma raça não permaneça mais do que uma década na memória – e nos lares – da população. Na maioria dos casos, a pelagem excessiva complica  a vida  para uma família dinâmica em que todos os integrantes trabalham muitas horas fora de casa.

E o dálmata? Eram 101 e hoje raramente se enxerga um (Foto: Pixabay, divulgação)

 (Foto: Pixabay, divulgação)

Tamanho, nesse caso, é documento e dita as regras na hora de colocar um cachorro para viver dentro de casa, o segundo fator impeditivo. Nos apartamentos pequenos de hoje, algum morador tem de sair para dar espaço para o cachorro entrar, o que de vez em quando até se vê depois de algum divórcio. O terceiro responsável pelo esquecimento são as telenovelas, histórias diárias que ajudam a promover determinadas raças que viram verdadeiras coqueluches por algum tempo.

Quando pelo e tamanho se unem, as chances de uma família repetir um cachorro dessa raça diminuem.

Com quase um metro de altura (sim, de quatro), o dogue alemão perdeu espaço na vida moderna. (Foto: Pixabay, divulgação)

Com quase um metro de altura (sim, de quatro), o dogue alemão perdeu espaço na vida moderna. (Foto: Pixabay, divulgação)

As pessoas não se desfazem de seus cães em função do afeto, mas sua cara e minuciosa manutenção pesam na hora de substituir o cão que morreu.

Outra questão é que, passados muitos anos da “primeira leva” de animais, a popularização da raça faz com que pessoas se lancem na aventura de criá-los de forma irresponsável visando apenas lucro, os chamados “gigolôs de cachorro”, pessoas que, diferentemente dos criadores, negligenciam qualidade estética e funcional dos exemplares.

Lembra da coqueluche dos huskies siberianos? Pois é, onde foram parar? (Foto: Pixabay, divulgação)

(Foto: Pixabay, divulgação)

E genética selecionada sem a observância de alguns critérios gera filhotes menores e menos robustos, remotas lembranças do que eram características originais da raça, mais um fator que desestimula a pessoa a levar para casa uma sombra do que foi o antigo mascote.

Outra vítima do esquecimento, o pequinês – cachorrinho que vivia no colo de muita vovó – foi gradativamente substituído pelo poodle, animal que, vejam só, era branco, fofinho e não soltava pelo, outro pecado que desbancou o sheep dog, a Priscila da Tevê Colosso. Para vingar o pequinês, na virada do século, os escuros yorkshires conquistaram seu lugar; logo depois, junto com os labradores, os lhasa apso começaram a pipocar e, mais recentemente, o lulu da Pomerânia e o bouvier bernois têm cativado muita gente.

E levante a mão quem tem visto algum dos 101 dálmatas, o husky siberiano, o setter irlandês, o sharpei ou o preferido da atriz Bruna Lombardi, o afghan hound.

Algumas raças até podemos compreender o porquê de sua redução. Afinal, fica difícil um lugar para acomodar com conforto um dogue alemão em nosso dias, mas o que dizer se até o toquinho do chihuahua anda sumido?

E quem tá na moda, o labrador (culpe o Marley!, o yorkshire e o fofo Bouvier Bernois (Fotos: Pixabay, divulgação)

Labrador, a esquerda, o cão-guia de cegos. Acima os minúsculos yorkshires e o fofo Bouvier Bernois. (Fotos: Pixabay, divulgação)

Parece que no mundo cinófilo tudo também tem seu tempo. Para os próximos anos, cavalier king charles e leonberg estão no páreo e concorrem às vedetes da vez. Paralelo a isso, muita gente vem optando  pelo animal sem raça uma vez que os cães  de rua, além de doidos por um lar,  se mostraram mais resistentes para as patologias e são eternamente gratos por terem sido resgatados por uma família, pessoas a quem estendem o  companheirismo e lealdade inerente a todos os cães.   Para quem, assim como eu, viveu a infância com a Lassie do lado, resta a saudade que de vez em quando encontra consolo em fotos da internet. Um dia, talvez, nas  esquinas de alguma praça eu ainda me depare com aquele  pelo todo,  lembranças de um  tempo em que apostava corrida com ela  ladeira abaixo, brincadeira que terminava sem dor nos joelhos nem mal jeito nas costas.