Temperatura corporal do pet: saiba como reconhecer se há febre

Temperatura corporal do pet: saiba como reconhecer se há febre

Entender e conhecer a temperatura corporal do seu pet é essencial para cuidar da saúde dele, e perceber uma eventual febre.

Cada espécie tem uma temperatura corporal diferente. Muitas vezes, o comportamento do animal pode até nos enganar.

Seu pet pode ter feito exercícios por um longo período de tempo, por exemplo, ou ter brincado no sol, situações que promovem hipertermia sem ter relação com doenças. Se guiar pelo nariz, se está úmido, seco, frio ou quente, também não é confiável. 

O primeiro passo é ter em casa um termômetro de uso exclusivo pet. E se aparecer 39 graus, não se assuste:  é o que se espera para cães, gatos e coelhos.

Temperaturas normais para cães oscilam entre 37.5 a 39.5, enquanto os gatos ficam em torno de 38 a 39,2. Coelhos também se encontram nessa faixa de temperatura corporal, podendo até chegar aos 40.

Se a situação se prolongar e estiver associada à apatia, pode procurar um médico veterinário: seu mascote está com o que chamamos de febre inespecífica, aquela que não sabemos a causa, mas é bom averiguar.

Um exame clínico associado ao quadro poderá dar conta do que aflige o organismo do seu bichinho. A causa pode estar ligada a agentes agentes infecciosos, microorganismos patogênicos mais conhecidos por bactérias e vírus.

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Mascotes: veja os cuidados a serem tomados na castração de fêmeas

Mascotes: veja os cuidados a serem tomados na castração de fêmeas

A pergunta é extremamente comum e é necessário saber um pouco mais sobre a vida do tutor e de sua mascote antes de respondê-la. O que pode servir para uns, não necessariamente é a solução para outros.

Há quem nem espere a fêmea ter 6 meses de idade e já a esterilizam, acreditando estar fazendo um bem ao animal. Isso é válido? Depende, a começar pelo estilo de vida do tutor e pela raça da fêmea, pois algumas apresentam pré-disposição a patologias uterinas e câncer de mama.

Eu, particularmente, não castro minhas mascotes e, com exceção de duas, nenhuma apresentou problemas no aparelho reprodutor que justificasse a remoção de útero e ovários, e olha que tive dúzias de cadelas ao longo da vida.

Mesmo não simpatizando com a castração, há casos em que ela é interessante de ser considerada.

Foto: Pexels

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As razões nas quais me escoro para não castrá-las são cinco, e talvez você se identifique com alguma delas. Veja:

1. Em primeiro lugar: morro de pena de submeter uma cadela a uma cirurgia, anestesia, pós-operatório e sutura não havendo quadro patológico que justifique essa intervenção;

2. Seguindo uma linha mais naturalista, castração é uma mutilação, é remover do animal algo que nasceu com ele, como cauda e orelhas, e, salvo patologias, o bichinho tem o direito de permanecer da forma como veio ao mundo;

3. Ao entrar na minha casa, uma cadela fica comigo até o fim da vida dela. Sendo assim, estarei por perto se adoecer e precisar remover útero e ovários em tempo hábil de não comprometer sua vida;

4.Não me incomodo com o cio delas – duas semanas a cada seis meses não afetam minha rotina;

5. Animal castrado engorda, e a gordura traz outros aborrecimentos.

Foto: Pexels

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Além disso, para quem pensa em um dia dar sequência à genealogia da família canina, remover ovários não é uma boa ideia porque não tem retorno. Alguns proprietários têm certeza mais do que absoluta de que suas mascotes nunca vão dar cria, razão pela qual suspendem sua vida reprodutiva por meio da castração para não passar pelo inconveniente do cio e também para protegê-las de incomodações futuras que possam encurtar suas vidas. E naquele dilema de que é melhor prevenir do que remediar, há quem aceite remover os ovários de sua mascote antes que eles gerem problemas.

Isso pode acontecer? Sim, pode. Quem tem ovários pode ter piômetra e tumor de mama, assim como quem tem coração pode ter infarte, rins podem ter pedras e fígado pode desenvolver hepatite, isso sem considerar um câncer, que pode passar por qualquer um desses órgãos a qualquer tempo da vida do animal. Ou seja: animais podem ficar doentes, de qualquer órgão e em qualquer etapas de suas vidas, ou morrer serenamente sem ter passado por nenhum desses problemas.

Esses são os princípios que me impedem de castrar as cadelas que passaram por minha tutela.
Agora, se ela é proveniente da rua, não castrá-la significa reduzir drasticamente suas chances de encontrar um lar. Não tem como saber se o tutor que a adotar terá o compromisso de permanecer com ela até o fim de sua vida, e, não sendo castrada, a cadela pode voltar ao abandono e continuar gerando filhotes que vão nascer na vida hostil, isso sem falar em doenças venéreas que ela pode adquirir.

Se ela desenvolver problemas uterinos ou mamários, talvez seja caro demais para seu tutor arcar com as despesas de uma cirurgia cujo custo, assim como o tempo de recuperação, é bem maior. Tendo em vista essa realidade, e pensando na qualidade de vida de um animal que nasceu nas ruas, castração é a passagem não apenas para uma vida melhor, mas também questão de saúde pública: um animal adotado é um vetor a menos de sarna, leptospirose e outras zoonoses.

Foto: Pexels

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Também deve ser levado em conta o receio e até um certo remorso que o tutor pode desenvolver a longo prazo sabendo estar deixando um par de ovários funcionante, o que para ele significa uma bomba-relógio para a mascote cuja família tem histórico de infecção uterina e tumores no aparelho reprodutor. Yorkshires e Cockers Spaniel são campeões nesse quesito. E se você esperar demais e a cadela desenvolver tumores mamários, a culpa pode aparecer.

Entendeu agora porque o benefício é relativo? Conhecendo um pouco de si mesmo e do histórico familiar da fêmea, (se é filha de cadela que teve tumor mamário), converse com o veterinário de sua confiança e veja o que pode ser feito, porque passar anos com receio de que o pior aconteça também é ruim.

Para a turma mais naturalista, cabe salientar que exames de imagens semanas após o cio também são uma forma de controlar a saúde uterina de sua mascote sem a neurose de que ela vai morrer por não ser castrada.

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Cães abandonados: como ajudar a diminuir o problema?

Cães abandonados: como ajudar a diminuir o problema?

Quem aproveitou as férias escolares dos filhos e passeou pelo nosso litoral pode ter observado uma realidade que está mudando bastante ao longo dos anos: a dos cães abandonados. O que era um imenso problema está sendo reduzido aos poucos, graças aos esforços comunitários. As pessoas têm se mobilizado não apenas para evitar a morte sofrida desses animais, mas também para tentar ajudar a dar uma melhor qualidade de vida para eles.

É o que explica as casinhas em algumas calçadas, bebedouros e comedouros distribuídos estrategicamente em locais da cidade.

É claro que deixá-los vivendo nas ruas pode não ser o ideal – um cão abandonado pode ser motivo de acidentes, como mordeduras e atropelamentos. Ainda assim, cuidá-los é melhor e oferece menos riscos, até de doenças. Mas, como ajudar a resolver – ou ao menos diminuir – o problema?

Foto: Daisy Vivian

Foto: Daisy Vivian

 

Mais gente optou por morar na praia e isso é outro fator responsável pela sobrevivência dos abandonados. Além de ter mais gente adotando, outros se dedicam à causa junto a casas de passagens e abrigos para onde os bichinhos são encaminhados, castrados e cuidados, até que alguém venha ao seu encontro.

Mas haja dinheiro para mantê-los! E espaço também. Um cão de médio porte pode custar, nas primeiras semanas, R$ 250 a R$ 300 reais para a associação. E esse valor duplica se ele estiver doente e precisando de tratamento e medicação.

Não é fácil. A questão é que, estatisticamente, existem mais cães sem dono do que lares disponíveis para abrigar mais de um abandonado.

Por isso, cada vez mais, campanhas são organizadas em prol dos animais de rua. A coleta de tampinhas de garrafas plásticas é um exemplo. Mas tem ainda brechó e rifas, cuja renda é revertida para a causa. Com sorte, em algumas cidades, a prefeitura também se mostra atuante.

Para quem não gosta de ver um pote na sua calçada, é preciso um pouco mais de compressão. Todo potinho de comida é o resultado de um par de braços descruzado trabalhando de forma voluntária para o bem-estar comum. E não adianta se revoltar contra os bichos: a culpa nunca é deles.

A situação de abandono e animais soltos nas ruas que ainda vemos por aí, acredite, poderia ser bem pior não fossem os esforços de pessoas dedicadas para resolver uma questão que fere não apenas nossos olhos, mas a saúde pública.

Foto: Daisy Vivian

Foto: Daisy Vivian

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Seu cão está com dificuldade de respirar? Ou parece que está com asfixia? Entenda o que é o espirro reverso

Seu cão está com dificuldade de respirar? Ou parece que está com asfixia? Entenda o que é o espirro reverso

Quando o cão apresenta uma inexplicável e súbita dificuldade em respirar e emite sons estranhos, como se estivesse engasgando, é comum o dono se assustar e não saber o que está acontecendo com o bichinho. Uma das possibilidades é que o episódio seja um espirro reverso.

O nome causa estranhamento, mas é exatamente isso que sugere: um espirro invertido. Ou seja, em vez de ser expelido, o ar é puxado para dentro do nariz.

O espasmo é comum em cães e pode acontecer com qualquer raça e de forma aleatória. Pode ser ocasionado por diferentes razões, como uma simples irritação, alergias, infecções e até por causa da mudança na temperatura.

Entenda se isso pode estar ocorrendo com seu pet:

Quando ocorre, o animal abre as patas dianteiras para ampliar sua base de equilíbrio. Isso acontece para ele poder “puxar” o ar e expandir a caixa torácica, sem risco de cair.

É normal se preocupar, mas assim como vem, o espirro reverso desaparece.

Uma das causas mais comuns é quando ocorre uma situação de excitação do cão: a chegada do tutor em casa, por exemplo, a saída para passear ou o reconhecimento de uma visita querida. Mesmo feliz, o pet vai fazer aquele ruído e fazer uma postura de quem está com dificuldade para respirar.

De qualquer forma, o espasmo às vezes pode ser agressivo. Cães que sofrem com rinite e bronquite alérgica, doenças mais graves, também apresentam espirro reverso. Nesse caso, o caso merece atenção.

Nessa época do ano, o sobe e desce das temperaturas também têm seus efeitos sobre a mucosa nasal, laringe e faringe de animais sensíveis. Para entender o que provoca o espasmo, é interessante observar onde seu pet literalmente meteu o nariz. Pessoa fumante, cobertores, tapetes, flores e até florais podem ser os vilões da história.

E não pense que esse é um hábito restrito aos mascotes de raça. Embora os cães braquiocefálicos, como pequinês e pug, apresentem o reflexo com maior freqüência, vira-latas também podem manifestar o espasmo.

Na dúvida, não descarte uma conversa com seu médico veterinário de confiança. Em caso de persistência do espirro, um exame clínico pode ser considerado para orientar os donos sobre o que deve ser feito para amenizar a situação.

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Cães de apetite insaciável: como saber se é normal quando seu cachorro quer comer a toda hora

Cães de apetite insaciável: como saber se é normal quando seu cachorro quer comer a toda hora

É um saco sem fundo. Você até oferece um pouco mais (ou muito mais) do que foi recomendado, e seu cão devora tudo em poucos segundos, fuça ao redor para comer até as migalhas, vira o potinho com a pata em busca de mais algum alimento e depois e olha para você com cara de morto de fome.
Mas como isso é possível?

Existem quatro justificativas quando seu cachorro come tudo e mais um pouco e ainda pede bis. Esteja atento e descubra qual é o seu caso.

1. Alimento saboroso

Um churrasquinho de domingo pode levar seu pet à loucura. Se você compartilha seu alimento com ele, e o faz com saborosos pedaços de carne, não é de se surpreender que seu mascote coma até não aguentar mais.

Foto: Pexels

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2. Herança dos antepassados

A disposição em comer não deixa de ser uma questão genética. Cabe lembrar que os antepassados de nossos cães e gatos precisavam caçar, e, não sabendo quando teriam novamente a chance de buscar alimento, ao abater sua presa,  comiam tudo o que podiam – uma forma de guardar energia para tempos mais difíceis. Embora nossos pets não passem mais fome, a lembrança dela permanece em seus gens.

3. Apetite

Saiba que disposição em comer (apetite) é diferente de fome, esta se mostra em casos de carência alimentar ou desnutrição. Alguns pets podem estar passando por distúrbios mais complexos ou sofrendo de patologias que resultam no aumento da fome ou recebendo quantidades insuficientes dos nutrientes de que necessitam. Distúrbios pancreáticos, estomacais, problemas endócrinos e diabetes podem estar envolvidos nessa questão. Procure um veterinário se seu pet come muito e nunca está satisfeito.

Foto: Pexels

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4. Chamar a atenção

Cachorro não é burro e sabe que recebe sua atenção momentos antes de ser alimentado. Você serviu a ração ou abriu a geladeira em busca do alimento dele, dedicou seu tempo, e isso pode funcionar outras vezes se ele mostrar que está querendo comer. Então, lá vai você preparar um novo petisco que pode, por vezes, permanecer intocado. O que explica seu pet pedir e não comer pode ser um alimento pouco atrativo ou, o que é mais comum, o fato de ele querer mesmo é ter você por perto

Entendido o que pode ser o saco sem fundo?

#FicaaDica

E por fim ainda existem as raças reconhecidamente gulosas, aquelas que tem tendência à obesidade, como Labrador e Pastor de Berna, pets que costumam comer muito pelo prazer de comer. Aliás, recomenda-se a cães de grande e médio porte que, embora comendo dois, três quilos de comida de uma só vez, que esta quantidade seja fracionada duas vezes ao dia. Isso evita a torção de estômago, uma situação que pode acontecer em animais que se alimentam de forma muito rápida com potencial de matá-lo em poucas horas.

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