Cuidado com o chocolate! Presente de Páscoa pode ser fatal ao pet

Cuidado com o chocolate! Presente de Páscoa pode ser fatal ao pet

Eles já estão compondo a decoração nos supermercados e a criançada não deixa passar a data em branco. Nos dias que antecedem à Páscoa, o vilão da intoxicação alimentar em cães, o chocolate, está não apenas na boca, mas nos dedos da meninada que não vacila em dar um petisco ao seu melhor amigo, gentileza que pode levá-lo ao hospital.

As substâncias que podem deixar os mascotes seriamente doentes são as metilxantinas (teobromina e cafeína). A teobromina, que é encontrada no chocolate em quantidade bem superior a cafeína, é a mais perigosa para os cães, e sua quantidade é mais elevada no tipo amargo. Embora a cafeína seja encontrada de três a quatro vezes em menor quantidade no chocolate se comparada à teobromina, ela também contribui para o quadro de intoxicação. De rápida absorção, estas substâncias, ao caírem na corrente sanguínea, atingem o sistema nervoso central e ocasionam excitação.

As manifestações clínicas – diarreia, vômito, tremores e respiração acelerada – surgem de seis a 12 horas após a ingestão e podem persistir por dias. Pode ocorrer hemorragia intestinal e, em casos mais severos, convulsão e até coma. De acordo com a doutoranda em nutrição de cães e gatos da UFRGS, Geruza Silveira Machado, a dose tóxica varia de acordo com o porte físico e a sensibilidade do animal, mas sabe-se que a teobromina pode permanecer no organismo por cerca de seis dias após sua ingestão. Por isso, a quantidade tóxica não precisa ser ingerida toda de uma única vez. Ou seja: só aquele pouquinho que os filhos deram ao pet, somados, fazem mal sim.

Atenção: uma barriha de 120g pode matar um caozinho de até dois quilos. (Foto: Pixabay, divulgação)

Atenção: uma barriha de 120g pode matar um cãozinho de até dois quilos. (Foto: Pixabay, divulgação)

Cabe salientar: uma barrinha de 120g fornecida em uma única vez pode ser fatal para um cãozinho de dois quilos. Para um animal de porte médio, esta dose não é fatal, mas pode levar a manifestações gastrointestinais e até neurológicas. Um Cocker Spaniel de 15 quilos pode ficar seriamente doente se ingerir 300g de chocolate amargo.

Dizer para os filhos não fornecerem chocolate pode não ser eficaz. O jeito é esconder os restos que sobrarem da comilança e deixar bem longe do alcance de filhos e cães. Cuidado na hora de esconder o ninho! Ele pode ser encontrado durante a noite por um pet atraído pelo cheiro das guloseimas, o que não é raro de acontecer. Se pela manhã o focinho de seu cachorro estiver marrom de chocolate, não vacile em procurar uma clínica veterinária para que seu mascote seja monitorado por profissionais.

 

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Aproveite as férias para acabar com as pulgas em casa

Aproveite as férias para acabar com as pulgas em casa

O cachorro está na praia, a casa é asseada e o carpete rigorosamente aspirado duas vezes por semana. Mesmo assim, lá estão elas, as famigeradas pulgas, bichinho inconveniente pulando de um lado para o outro e isso inclui suas pernas… Não se assuste: a culpa não é sua!

Mas como é possível?

Fácil. O melhor amigo da pulga, seu cachorro, está na praia. Sendo assim, não tendo um lombo quente para sobreviver, o jeito é migrar para o primeiro animal que aparecer pelo caminho, casualmente a pessoa que ficou em casa.

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Mas porque elas apareceram se o cão era tratado?

Isso vai depender há quantas semanas seu pet ingressou no programa de controle. Se foi recente, é necessário ter em mente que a reprodução da pulga ocorre fora do corpo do hospedeiro, ou seja, no tapete, nas frestas do parquê e no carpete, locais igualmente quentes, o que favorece o desenvolvimento dela. Uma vez eclodido o ovo, a nova pulga, ao ingerir o sangue do animal medicado, não vai ter vida longa o suficiente para produzir uma nova geração, o que acaba por reduzir gradualmente sua população.

Por outro lado, animais que saem de casa regularmente, para higiene diária ou passeios, podem prolongar a estadia das pulgas por mais tempo, uma vez que pode trazer novos integrantes de praças e parques onde transitam animais sem controle para o parasita. Gatos que têm permissão de passear sobre telhados alheios também estão sujeitos a recolher pulgas “sem dono”. É importante conhecer os hábitos dos pet antes de escolher o agente pulicida, alguns bastante modernos e com efeitos mais imediatos e duradouros.

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E agora, o que fazer?

Uma vez que seu pet está longe de casa, é possível fazer uso de agentes mais agressivos, até mesmo venenos, produtos que devem ser aplicados com certo intervalo de tempo justamente para ter efeito sobre as diferentes gerações de pulgas que eclodem em épocas distintas em sua moradia. Cabe salientar que os produtos têm efeito sobre o parasita, não sobre o ovo dele, razão que justifica a primeira aplicação acabar com as pulgas imediatamente, mas, não havendo novas aplicações, abre-se espaço para uma nova infestação.

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Converse com seu veterinário, leia a bula do produto recomendado e certifique-se de que seu pet não voltará para casa antes do tempo previsto sob pena de intoxicação.

Uma vez erradicado, como manter a casa livre dos parasitas?

Antes de começar o ano com seu pet em casa, verifique se o tratamento antipulga aplicado em seu mascote teve prosseguimento no litoral.  Em ambos os casos, uma passada na pet shop antes de levá-lo para casa é um costume bastante saudável, ocasião em que, por meio do banho, são removidos não apenas as pulgas mas outros ectoparasitas que podem comprometer a higiene de seu lar. Além disso, profissionais têm a oportunidade de verificar a saúde dos olhos, ouvidos e pele do animal que passou um bom período sob efeitos nocivos do sol, areia e mar.

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É bom lembrar que o inverno, nesse caso, é seu aliado: as pulgas não se reproduzem nesta estação com a mesma facilidade do verão, o que faz com que o tratamento aplicado no seu pet seja 100% eficaz, não sobrando uma pulguinha para contar história.

Fotos: Pixabay, reprodução

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Malas prontas, carro revisado, água e petiscos ao alcance da mão. O que não estava nos planos da viagem da família rumo ao litoral era o cachorro vomitar todo o banco traseiro. Embora extremamente desagradável – e espere um mês inteiro para se livrar do cheiro – seu cão não é o único a passar por esse problema. A questão é que muitos proprietários são pegos de surpresa por ter sido a primeira viagem de longa distância de seu pet.

Uma coisa são passeios curtos na cidade, outra é pegar uma estrada. E lá vai a família aguentar duas horas com o vômito no estofado, isso se o efeito não for em cadeia: filhos, sentindo o cheiro ácido do conteúdo estomacal, não raro seguem o mesmo destino. Pronto. A viagem virou drama.

A boa noticia é que enjoos de cães, na maioria dos casos, têm cura. Se seu animal é um filhote, ele ainda precisará de algum tempo para se adaptar. Via de regra, cães adultos já se acostumaram a viagens de algumas horas e descobriram, junto com seus donos, técnicas para amenizar a sensação de desconforto causada pelo balanço do automóvel.

Porém, alguns motoristas não facilitam muito a vida de seu cães. Alta velocidade, carro fechado e curvas acentuadas contribuem claramente para a tontura de seu cão, que começa a ficar ofegante, salivar e até mesmo se agitar antes de finalmente colocar tudo para fora.

Foto: Pexels, reprodução

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É necessário uma auto avaliação do que está sendo feito pelo motorista para que o animal enjoe, corrigir a falta e assim permitir uma viagem tranquila e sem atropelos. Uma ajuda para que o cão se acostume gradualmente a estar dentro de um carro em movimento. Feito isso, ainda é importante estar atento ao horário de saída programado e não fornecer água nem alimentos uma hora antes.

O ideal é promover algumas paradinhas estratégicas ao longo do percurso, a cada hora, por exemplo, dependendo da sensibilidade do animal. Descer do carro (usando uma guia) e deixá-lo caminhar no solo e cheirar a grama são outras técnicas que tem sido eficientes. Alguns cães obtém certo conforto se ficarem sentados no banco traseiro sem olhar a movimentação da rua. Outros, ao contrário, sentem-se melhor com a janela aberta, quando então recebem algum vento, mas jamais permita que ele esteja solto no veículo e com metade do corpo para fora, pois corre o risco de cair no asfalto e provocar acidentes.

Foto: Pexels, reprodução

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Para alguns cães, contudo, viajar pode significar um grande martírio. Há cães que não gostam de carro de jeito nenhum, se assustam com o motor ou relacionam transporte com alguma sensação ruim, uma experiência assustadora a ponto de cultivarem extrema aversão a veículos. Para estes pets, talvez seja interessante conversar com um veterinário e ver a necessidade de administração de medicação para controlar o vômito.

Para quem teve a infelicidade de passar por essa experiência na ida para o litoral, vale lembrar que forrar o banco de trás com material impermeável, de fácil remoção, salva não apenas seu estofado, mas também o bom humor de quem viaja no banco de trás ao lado do mascote.

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Cuide das patas do seu cão: o calor é sinal de perigo

Cuide das patas do seu cão: o calor é sinal de perigo

Ferimentos nas patas acontecem com certa frequência, ainda mais no verão,  injúria nem sempre  detectada pelos proprietários que, na cidade, passeiam  com seus cães em locais mais arborizados e geralmente na hora em que o sol não está a pico.

Foto: Pixabay, reprodução

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No litoral, porém, quando as pessoas não seguem regras rígidas de horário, não raro mascotes acompanham os deslocamentos de seu dono, seja até a farmácia ou à padaria, em horários de calor mais intenso. O vilão causador da hipertermia também é o responsável por queimaduras nas almofadas plantares, aquela parte macia debaixo da pata de seu cão, que  tocam o chão a 40 graus. Então seu pet senta à sombra e de lá não arreda o pé independente da distância cada vez maior que se instala entre ele e o dono que continua no mesmo passo. Alguns cães até podem correr em direção ao insistente assobio; outros, porém, não tem jeito: só voltam para casa no colo, súbita teimosia que parece sem explicação.

Foto: Pixabay, reprodução

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As almofadinhas plantares, aparentemente espessas e resistentes, são extremamente sensíveis a superfícies quentes, principalmente quando a animal é de apartamento. Seu cão pode até ensaiar alguns passinhos ao seu lado mas acaba desistindo em função do calçada, asfalto ou areia estarem muito quentes. Insistir é um erro gravíssimo que pode resultar em queimaduras, o que agrava  ainda mais a situação. Um pouco antes do seu pet sentar, nítida manifestação de protesto ao passeio, verifique se ele não estava caminhando rápido demais, quase “trotando” a sua frente, uma reação semelhante a da criança que fica pulando na calçada quente até que encontre para os pés uma proteção eficiente, seja sombra ou chinelos.

Entendida a teimosia?

O ideal não apenas para as patas, mas para a saúde de seu pet, é promover caminhadas dentro daquele conhecido intervalo de tempo liberado pelos dermatologistas. Há quem recorra às botinhas para cães, mas no verão nem todos gostam de caminhar vestidos, ainda mais se não foram acostumados a isso.

Independentemente do calor, as patas dos animais veranistas também sofrem com pedrinhas, galhos e até cacos de vidro nem sempre visíveis a olho nu, mas que podem penetrar ou cortar os tecidos, incidente que se não provocar uma gritaria intensa na hora do ocorrido, pode fazer seu pet mancar ou lamber insistentemente a região atingida. Uma inspeção diária na volta de seus passeios é uma forma de verificar a integridade das almofadinhas plantares. Lavar debaixo da torneira ou com o auxílio de uma mangueira também ajuda a remover detritos e deixar a área limpa para inspeção.

Foto: Pixabay, reprodução

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Para quem vai à Serra, caminhar sobre as pedrinhas irregulares que ficam soltas sobre estradas de chão batido também podem significar um martírio para seu cão. O mesmo vale aqueles que são levados para a neve. Fique atento ao comportamento de seu pet na hora do passeio e não negligencie uma parada inesperada: ele pode estar sentindo desconforto. Algumas almofadas, porém, se mostram mais resistentes, adaptação esperada em cães que vivem mais no pátio do que dentro de casa. Em caso de ferimentos, lavar ainda é a melhor alternativa seguida da aplicação de medicamentos tópicos receitados pelo veterinário, profissional que pode avaliar a necessidade de hidratantes, desinfetantes ou antibióticos de uso oral de acordo com a extensão e profundidade da lesão.

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Cuidado: beira do mar esconde perigos para seu cão

Cuidado: beira do mar esconde perigos para seu cão

Embora proibido, em praias mais longínquas ainda se vê a presença de cães levados por seus donos (muitos dos quais até pescadores).

Para aqueles que ficam à beira-mar com seu pet, o sol não é a única preocupação do verão. Na areia da praia, podem ser encontrados ovos de parasitas deixados pelas fezes contaminadas de cães abandonados ou que não recebem medicação contra verminose, podendo seu cão reiniciar um ciclo.

O mato próximo à areia pode também ter sido utilizado por algum desses cães, ou seja, um simples passeio pelo local pode fazer com que seu pet seja alvo de ácaros e pulgas deixadas pelo animal portador. Por não sabermos o histórico da beira do mar, tanto dos meses anteriores ao verão como ao que acontece durante à noite, é sempre importante um banho de água doce antes de seu cão entrar na casa de veraneio nos dias em que ele for ver o mar.

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Foto: Pexels, reprodução

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Apesar da areia poder carregar agentes patógenos para cães, seus grãos, em contato com o corpo de alguns deles, pode causar alergia, em especial àqueles com pele rosácea. Sendo assim, animais sensíveis podem se coçar e então entra em cena outro vilão para a pele dos cães: suas unhas. Animal que se coça com frequência acaba promovendo pequenas feridas que se contaminam com as unhas dos animais, aumentando a área afetada que não raro também é consequência da sarna.

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Foto: Pexels, reprodução

Tratamento preventivo para ácaros e pulgas, tanto tópico quanto oral, nunca deve ser negligenciado quando a família permanece na casa de veraneio. Os produtos pulicidas, se esquecidos na cidade, podem ser encontrados em lojas especializadas também no litoral. Eles não impedem o contato do seu pet com o parasita, mas dificultam o início de um novo ciclo, o que acontece em caso de suspensão do tratamento, daí a importância de combater a primeira pulga e o primeiro sinal de coceira em seu pet no verão. Dessa forma, está o proprietário estancando o problema ainda na praia e contribuindo para que o pet volte para a cidade sem aborrecimentos.

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