Cães abandonados: como ajudar a diminuir o problema?

Cães abandonados: como ajudar a diminuir o problema?

Quem aproveitou as férias escolares dos filhos e passeou pelo nosso litoral pode ter observado uma realidade que está mudando bastante ao longo dos anos: a dos cães abandonados. O que era um imenso problema está sendo reduzido aos poucos, graças aos esforços comunitários. As pessoas têm se mobilizado não apenas para evitar a morte sofrida desses animais, mas também para tentar ajudar a dar uma melhor qualidade de vida para eles.

É o que explica as casinhas em algumas calçadas, bebedouros e comedouros distribuídos estrategicamente em locais da cidade.

É claro que deixá-los vivendo nas ruas pode não ser o ideal – um cão abandonado pode ser motivo de acidentes, como mordeduras e atropelamentos. Ainda assim, cuidá-los é melhor e oferece menos riscos, até de doenças. Mas, como ajudar a resolver – ou ao menos diminuir – o problema?

Foto: Daisy Vivian

Foto: Daisy Vivian

 

Mais gente optou por morar na praia e isso é outro fator responsável pela sobrevivência dos abandonados. Além de ter mais gente adotando, outros se dedicam à causa junto a casas de passagens e abrigos para onde os bichinhos são encaminhados, castrados e cuidados, até que alguém venha ao seu encontro.

Mas haja dinheiro para mantê-los! E espaço também. Um cão de médio porte pode custar, nas primeiras semanas, R$ 250 a R$ 300 reais para a associação. E esse valor duplica se ele estiver doente e precisando de tratamento e medicação.

Não é fácil. A questão é que, estatisticamente, existem mais cães sem dono do que lares disponíveis para abrigar mais de um abandonado.

Por isso, cada vez mais, campanhas são organizadas em prol dos animais de rua. A coleta de tampinhas de garrafas plásticas é um exemplo. Mas tem ainda brechó e rifas, cuja renda é revertida para a causa. Com sorte, em algumas cidades, a prefeitura também se mostra atuante.

Para quem não gosta de ver um pote na sua calçada, é preciso um pouco mais de compressão. Todo potinho de comida é o resultado de um par de braços descruzado trabalhando de forma voluntária para o bem-estar comum. E não adianta se revoltar contra os bichos: a culpa nunca é deles.

A situação de abandono e animais soltos nas ruas que ainda vemos por aí, acredite, poderia ser bem pior não fossem os esforços de pessoas dedicadas para resolver uma questão que fere não apenas nossos olhos, mas a saúde pública.

Foto: Daisy Vivian

Foto: Daisy Vivian

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Seu cão está com dificuldade de respirar? Ou parece que está com asfixia? Entenda o que é o espirro reverso

Seu cão está com dificuldade de respirar? Ou parece que está com asfixia? Entenda o que é o espirro reverso

Quando o cão apresenta uma inexplicável e súbita dificuldade em respirar e emite sons estranhos, como se estivesse engasgando, é comum o dono se assustar e não saber o que está acontecendo com o bichinho. Uma das possibilidades é que o episódio seja um espirro reverso.

O nome causa estranhamento, mas é exatamente isso que sugere: um espirro invertido. Ou seja, em vez de ser expelido, o ar é puxado para dentro do nariz.

O espasmo é comum em cães e pode acontecer com qualquer raça e de forma aleatória. Pode ser ocasionado por diferentes razões, como uma simples irritação, alergias, infecções e até por causa da mudança na temperatura.

Entenda se isso pode estar ocorrendo com seu pet:

Quando ocorre, o animal abre as patas dianteiras para ampliar sua base de equilíbrio. Isso acontece para ele poder “puxar” o ar e expandir a caixa torácica, sem risco de cair.

É normal se preocupar, mas assim como vem, o espirro reverso desaparece.

Uma das causas mais comuns é quando ocorre uma situação de excitação do cão: a chegada do tutor em casa, por exemplo, a saída para passear ou o reconhecimento de uma visita querida. Mesmo feliz, o pet vai fazer aquele ruído e fazer uma postura de quem está com dificuldade para respirar.

De qualquer forma, o espasmo às vezes pode ser agressivo. Cães que sofrem com rinite e bronquite alérgica, doenças mais graves, também apresentam espirro reverso. Nesse caso, o caso merece atenção.

Nessa época do ano, o sobe e desce das temperaturas também têm seus efeitos sobre a mucosa nasal, laringe e faringe de animais sensíveis. Para entender o que provoca o espasmo, é interessante observar onde seu pet literalmente meteu o nariz. Pessoa fumante, cobertores, tapetes, flores e até florais podem ser os vilões da história.

E não pense que esse é um hábito restrito aos mascotes de raça. Embora os cães braquiocefálicos, como pequinês e pug, apresentem o reflexo com maior freqüência, vira-latas também podem manifestar o espasmo.

Na dúvida, não descarte uma conversa com seu médico veterinário de confiança. Em caso de persistência do espirro, um exame clínico pode ser considerado para orientar os donos sobre o que deve ser feito para amenizar a situação.

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Cães de apetite insaciável: como saber se é normal quando seu cachorro quer comer a toda hora

Cães de apetite insaciável: como saber se é normal quando seu cachorro quer comer a toda hora

É um saco sem fundo. Você até oferece um pouco mais (ou muito mais) do que foi recomendado, e seu cão devora tudo em poucos segundos, fuça ao redor para comer até as migalhas, vira o potinho com a pata em busca de mais algum alimento e depois e olha para você com cara de morto de fome.
Mas como isso é possível?

Existem quatro justificativas quando seu cachorro come tudo e mais um pouco e ainda pede bis. Esteja atento e descubra qual é o seu caso.

1. Alimento saboroso

Um churrasquinho de domingo pode levar seu pet à loucura. Se você compartilha seu alimento com ele, e o faz com saborosos pedaços de carne, não é de se surpreender que seu mascote coma até não aguentar mais.

Foto: Pexels

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2. Herança dos antepassados

A disposição em comer não deixa de ser uma questão genética. Cabe lembrar que os antepassados de nossos cães e gatos precisavam caçar, e, não sabendo quando teriam novamente a chance de buscar alimento, ao abater sua presa,  comiam tudo o que podiam – uma forma de guardar energia para tempos mais difíceis. Embora nossos pets não passem mais fome, a lembrança dela permanece em seus gens.

3. Apetite

Saiba que disposição em comer (apetite) é diferente de fome, esta se mostra em casos de carência alimentar ou desnutrição. Alguns pets podem estar passando por distúrbios mais complexos ou sofrendo de patologias que resultam no aumento da fome ou recebendo quantidades insuficientes dos nutrientes de que necessitam. Distúrbios pancreáticos, estomacais, problemas endócrinos e diabetes podem estar envolvidos nessa questão. Procure um veterinário se seu pet come muito e nunca está satisfeito.

Foto: Pexels

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4. Chamar a atenção

Cachorro não é burro e sabe que recebe sua atenção momentos antes de ser alimentado. Você serviu a ração ou abriu a geladeira em busca do alimento dele, dedicou seu tempo, e isso pode funcionar outras vezes se ele mostrar que está querendo comer. Então, lá vai você preparar um novo petisco que pode, por vezes, permanecer intocado. O que explica seu pet pedir e não comer pode ser um alimento pouco atrativo ou, o que é mais comum, o fato de ele querer mesmo é ter você por perto

Entendido o que pode ser o saco sem fundo?

#FicaaDica

E por fim ainda existem as raças reconhecidamente gulosas, aquelas que tem tendência à obesidade, como Labrador e Pastor de Berna, pets que costumam comer muito pelo prazer de comer. Aliás, recomenda-se a cães de grande e médio porte que, embora comendo dois, três quilos de comida de uma só vez, que esta quantidade seja fracionada duas vezes ao dia. Isso evita a torção de estômago, uma situação que pode acontecer em animais que se alimentam de forma muito rápida com potencial de matá-lo em poucas horas.

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Fique de olho nos carrapatos! Como se livrar desse problema com seu cão

Fique de olho nos carrapatos! Como se livrar desse problema com seu cão

Você não os viu, o tamanho também não ajuda, mas agora eles estão aparecendo no piso branco da sua cozinha. Mas como o Totó pegou carrapato se ele só passeava nos fundos do condomínio?

O verão explica o súbito aparecimento de carrapatos mesmo em animais que não saem do apartamento. Os cães dos vizinhos que frequentam praças e aqueles que voltaram (tapados) de carrapatos da praia são os principais vilões por terem contaminado uma área restrita. Até quem mora em casa e tem cão único pode estar encontrando carrapatos na ponta das orelhas, na barriga e entre os dedinhos de seu mascote. Nesse caso, a culpa pode ser dos passarinhos que levam as larvas em suas penas e também dos gatos que circulam livremente entre telhados de casas, praças e pátios alheios.

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Atenção redobrada para quem está no litoral. Mesmo que você não os veja, as chances de seu pet está sendo infestado não são pequenas ainda mais se ele sai passeando pela cidade litorânea. O mercado pet disponibiliza uma série de produtos com a estrita finalidade de deixá-los longe de seu bichinho, mas é necessário aplicar regularmente para não perder seu efeito.

É importante considerar uma passadinha na pet shop da cidade de origem antes de você voltar de mala e cuia para casa, uma excelente medida preventiva para que seu pet perca todos os ectoparasitas, e isso inclui pulgas e piolhos, antes de voltar a sentar lindo e limpinho no seu tapete.

Encontrando carrapatos em casa? Aí complicou. Além de proteger seu pet, que as essas alturas já foi picado pelo parasita, você também deve combater a presença indesejável com produtos que devem ser aplicados na casa e até mesmo no jardim.

O problema do carrapato não é apenas sugar sangue de seu mascote, ele pode transmitir uma doença, um protozoário que destrói as hemácias no sangue do hospedeiro, a famosa “tristeza parasitária”, uma doença mais conhecida em bovinos que tem também sua versão pet.

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Lembrando de um cachorro cansado que não sai da casinha? A resposta pode estar em um exame de sangue que comprova estar seu pet com erlichiose canina, possibilidade que reforça a importância de você manter os carrapatos bem longe de seu pet.

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Cuidado no Carnaval! Previna-se para o seu pet não ser perdido ou roubado

Cuidado no Carnaval! Previna-se para o seu pet não ser perdido ou roubado

Parece uma bobagem lembrar essas coisas, mas aglomeração de pessoas, festas e lugar desconhecido é prato cheio para fuga – e até roubo – de mascotes, ainda mais nas cidades litorâneas.

O problema é que a casa de veraneio nem sempre é tão bem adaptada à presença pet, e, sendo alugada por temporada, talvez você não tenha tido tempo, autorização ou dinheiro para fechar com tela aquele portão com grades bem espaçadas entre si que não permitem a passagem de uma criança, cuidado que já não se aplica para seu poodle, pinscher ou gato.

Por não estarem em seus ambientes habituais, e seguindo suas velhas rotinas de segurança, veranistas mais descansados dos problemas do cotidiano não vêem problemas na combinação churrasquinho, portão e visita alienada, uma boa oportunidade para ameaçar a segurança de seu mascote.

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Para quem está saindo para curtir um feriado, não esqueça que seu pet precisa de supervisão. Seguem algumas recomendações e alertas:

* Cães e piscina nunca se deram bem. Deixe seu mascote de pequeno porte longe da água e providencie “pontes” em diferentes pontos dela para que ele possa se agarrar e sair sozinho em caso de queda;

* Sacadas de apartamentos alugados podem ser perigosas para o pet se forem gradeadas e não muradas, pois ele pode cair pela fresta;

* Cuide janelas com móveis que facilitem seu alcance. O pet pode se arriscar a saltar em caso de andares baixos;

* Certifique-se de que a casa está bem cercada e que seu mascote não passa por frestas ou entre grades para ir atrás de você, fuga que costuma acontecer quando percebe sua ausência;

* Aliás, se seu pet é daqueles que corre atrás do dono, melhor deixá-lo dentro de casa antes de sair;

* Cães mais agitados e mais ansiosos têm facilidade para se perder porque se sentem inseguros em ambientes estranhos;

* NUNCA! Jamais esqueça de providenciar uma chapinha de identificação com telefone e código DDD na coleira dele. Se não usa coleira, providencie pelo menos para o veraneio;

* Para evitar perdas permanentes, seu pet pode também ser previamente chipado em clínicas veterinárias que oferecem o serviço, cuidado que facilita a vida de quem o recolhe, caso seja a devolução sua intenção. Na dúvida, o “gratifica-se” agiliza a entrega de seu cão, palavra que pode estar em evidência quando se usa plaquetinhas penduradas na coleira;

Lembre-se, Carnaval é uma união de pessoas de todos os estados e de todas as índoles, e nessa confusão, seu pet, sendo de raça, pode ser fonte de cobiça. Por isso, no feriado, não negligencie a segurança de seu mascote que não raro pode ser o principal motivo para o arrombamento de uma casa de veraneio.

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