Mudança de endereço? Cuidados com a adaptação do seu gato

Mudança de endereço? Cuidados com a adaptação do seu gato

Vida nova às vezes pode ser sinônimo de confusão: onde estão guardadas as meias agora? Se para você pode ser complicado até nas pequenas coisas, imagine para seu pet que de uma hora para outra descobre que mudou de ambiente. E se ele é um gato, cuidados redobrados. Felinos desenvolvem laços fortes com o local onde vivem. D deixar para trás seu antigo “mirante”, sua escada ou sacada preferida pode ser uma experiência bastante traumática para ele.

Veja algumas dicas para que seu gato compreenda que a vida mudou, sim, mas que vocês ainda continuam juntos – e que novos lugares da casa estão esperando para ser explorados.

1. Se houver a possibilidade, deixe seu gato na casa de um parente ou amigo. Gato em dia de mudança é só para complicar a vida de quem está se mudando e de quem está trabalhando na mudança.

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2. Se isso não é possível, não conte que a equipe do transporte tenha com seu gato o mesmo cuidado e atenção que você. Uma simples advertência como “não abra essa porta que aí está o meu gato” não vai funcionar. O melhor é deixá-lo trancado em um cômodo cujos móveis serão os últimos a ser removidos.

3. Não havendo como trancar um dormitório e fechar suas janelas, uma boa opção continua sendo o banheiro. Na porta deve escrever com letras garrafais “Gato Solto” e usar fitas adesivas na maçaneta de forma que inviabilize alguma pessoa distraída de abrir a porta.

4. Quem tem caixa de transporte pode usá-la para e acomodar o gato em sua gaiolinha em um local com menor movimento durante a mudança, podendo ser o banheiro também.

5. Se a opção foi deixar o pet em casa durante a mudança, lembre-se de que ele será a última coisa a ser carregada para fora da casa antiga e jamais pense em colocá-lo no carro antes de a mudança estar totalmente no caminhão. Deixá-lo no carro e voltar para resolver alguma questão de última hora é perigoso. Os atropelos de uma mudança podem atrasá-lo por muito tempo, e o gato ficará esquecido dentro de um carro quente.

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6. Lembre-se de que seu pet pode se assustar e correr em disparada com qualquer movimento brusco em meio a um local desconhecido. Sendo um bairro estranho, pode ser difícil voltar a reaver seu mascote. Por isso, não esqueça da coleira de identificação e eleja um quarto para ser montado primeiro na nova moradia, espaço que vai receber seu pet e preservá-lo de mais movimentação de pessoas e objetos.

7. Não esqueça de alimentá-lo e manter água fresca durante esse dia.

8. Acabou o estresse? Tudo dentro do novo lar? Então feche tudo e deixe o gato cheirar o ambiente.

9. Muito cuidado com sacadas e andares altos que não tiverem proteção contra quedas. Permita ao animal entender que está em um andar alto. Não são raros gatos que moravam em casa caírem de janelas e sacadas de apartamentos logo nos primeiros dias.

10. Mostre a casa a ele e tente infundir carinho em sua voz. Na medida do possível, faça do novo lar um ambiente em harmonia e procure manter mesma rotina e horários da casa anterior.

11. Muita atenção aos novos arranjos da casa. O que era seguro na casa antiga pode representar perigo no novo ambiente. O estreito espaço em que o pet se refugiava atrás da máquina de lavar a roupa pode estar reduzido ou repleto de fios que podem causar desde desconforto até acidentes.

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12. Se você já sabe que seu gato é estressado, leve-o para a nova morada dias ou até uma semana depois de sua mudança definitiva, momento em que você já estará menos tensa e com a mente mais livre para identificar o que é potencialmente perigoso para seu mascote.

13. Mantenha o gato dentro de casa por pelo menos duas semanas para que ele se acostume com o novo ambiente sem querer fugir.

Mudança para outro estado? Procure um veterinário para saber o que fazer com seu gato que vai viajar pela primeira vez. No post transporte de animais para a praia você encontrará algumas dicas para isso.

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Cuidado: petiscos da ceia de Natal podem fazer mal a seu cão

Cuidado: petiscos da ceia de Natal podem fazer mal a seu cão

Que mal pode fazer um pedaço de chocotone, uma única vez, ao nosso melhor amigo? Pois saiba que chocolate pode levar seu cachorro para o hospital veterinário antes mesmo de você terminar com as comemorações de Natal e Revéillon.

Mais comum do que se pensa, a madrugada do dia 25 de dezembro e o 1º de janeiro são casa cheia para muitas clínicas veterinárias, que sabem que as festas de final de ano são estendidas aos pets da família, mas a falta de informação pode alterar toda a programação, ainda mais se a família estiver no litoral. E não é por mal, às vezes o próprio mascote encontra um pedaço do petisco no chão, rouba das mãos das crianças e até mesmo do cesto de lixo.

Foto: Pixabay, Divulgação

Foto: Pixabay, Divulgação

Para começar 2017 com a pata direita, não descuide da alimentação de seu pet nas festas de final de ano. Priorize alimentos específicos para animais e sempre com moderação: o sobrepeso é outro vilão que traz sérios problemas à saúde do seu melhor amigo.

Conheça os 10 alimentos listados pela zootecnista e doutoranda em Nutrição de Cães e Gatos na UFRGS, Geruza Silveira Machado, que comprometem não apenas suas férias, mas a vida de seu mascote.

CHOCOLATE – O vilão presente o ano todo é, em primeiríssimo lugar, o deslize mais comum dos proprietários. Três de seus componentes são tóxicos para cães. De rápida absorção, estas substâncias, ao caírem na corrente sanguínea, atingem o sistema nervoso central e ocasionam excitação. As manifestações clínicas – diarreia, vômito, tremores e respiração acelerada – surgem de seis a 12 horas após a ingestão e podem persistir por dias. Pode ocorrer hemorragia intestinal e, em casos mais severos, convulsão e até coma. A dose tóxica varia de acordo com o porte físico e a sensibilidade do animal, mas uma barra de 120 gramas pode ser fatal para um cãozinho de dois quilos.

CAFEÍNA — É tóxica se ingerida em altas doses (63mg/kg de peso do cão).

Foto: PixaBay, Divulgação

Foto: PixaBay, Divulgação

ALHO/CEBOLA — Esses alimentos têm concentrações de dissulfetos e a intoxicação ocorre quando os animais as consomem em altas concentrações. Em função de alterações no sangue, os sintomas são vômitos, diarreia, perda de apetite, depressão e dor abdominal. Após alguns dias pode se notar fraqueza típica de um quadro de anemia.

MACADÂMIA — Outro alimento que ser fatal se ingerido por cães. Basta pequena quantidade para desencadear um quadro de intoxicação gastrointestinal, além de tremores, problemas musculares, respiratórios e febre.

PANETONE E UVAS PASSAS — Segundo o Centro de Controle de Envenenamento Animal (APCC) da Sociedade Americana para Prevenção da Crueldade a Animais (ASPCA), a ingestão de uvas, por cães, pode causar insuficiência renal aguda, o que o levaria à morte. Ainda não se conheça o mecanismo de ação, razão pela qual não se recomenda seu consumo.

Foto: PixaBay, Divulgação

Foto: PixaBay, Divulgação

BEBIDA ALCOÓLICA — O efeito do álcool sobre o fígado e cérebro dos humanos é o mesmo apresentado pelos cães, estes, porém, sensíveis a doses mais baixas de consumo.

OSSOS — O maior problema com os ossos é o risco de obstrução do esôfago e engasgamento. Se mastigados, lascas do osso podem perfurar gengivas e até o sistema digestivo do animal.

ABACATE — Embora inofensivo para humanos, a substância chamada persin é altamente tóxica para a maioria dos animais.

MAIONESE CASEIRA E OVO CRU — O problema é o ovo cru oferecido por longo período de tempo. Além do risco de contaminação por bactérias (como a salmonella) sua ingestão promove a absorção de enzima que interfere no metabolismo de uma vitamina B, o que pode causar patologias na pele e pelagem do seu cão.

DOCES (BALAS, CHICLETES, ETC): Xilitol, um adoçante artificial encontrado em doces e balas, pode causar problemas hepáticos e queda dos níveis de açúcar no sangue dos cães. O consequente aumento da insulina pode desencadear um quadro de diabetes. Em função da obesidade e problemas dentários, o açúcar já é condenado na alimentação dos pequenos animais.

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Da brincadeira ao colo: 7 dicas para deixar seu gato mais feliz

Da brincadeira ao colo: 7 dicas para deixar seu gato mais feliz

Remorso pela recente viagem? Pouco tempo durante o dia para agradar seu gato? Final de semana cheio de trabalhos no computador e mal coçou a barriga dele?

Mas não importa, quando dá aquela vontade de agradar nosso companheiro, é bom saber o que o faz feliz. Cada dono conhece seu felino e muitas vezes ele e o mascote já sabem como agradar um ao outro. Para quem ainda não descobriu as particularidades de seu gato recém adotado, listei algumas dicas de bem-estar comuns a vários felinos:

  1. Distração

Gatos precisam ser estimulados, principalmente aqueles de apartamento. Para que ele não eleja o sofá da sala como fonte de entretenimento, deixe solto pela casa brinquedos destinados aos felinos que variam de um rato em miniatura a longos túneis, artefato onde o mascote se esconde e se exercita – lembrando que panos de tricô e até garrafas pet tem o poder de distrair seu gato.  Uma lembrança especial aos brinquedos que possuem a “erva do gato”, o catnip, uma substância que estimula a zona do prazer nos cérebros dos gatos.

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  1. Brinque com ele

É muito importante e, diferentemente dos brinquedos, tem a vantagem de interagir ambas as espécies,. Isso só reforça laços com brincadeiras que se tornam exclusivas da dupla, promovendo momento de lazer e relaxamento. Descubra brincadeiras que desafiem a astúcia de seu gato. Pode ser uma bolinha presa a uma corda, uma rolha, uma caixa fechada com objetos dentro. Crie seu brinquedo e parta para o ataque!

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  1. Respeito à privacidade

Gatos amam ficar em lugares que seus donos não tem o costume de usar. A prateleira mais alta do móvel, a cesta de roupas, o espaço embaixo da cama. Respeite os locais eleitos pelo gato como seus refúgios e finja que não o vê quando ele busca seus momentos de solidão.

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4. Colo só quando ele quiser

Mimos e agrados no colo do dono? Quem não gosta? Mas atenção à vontade do gato! Se acabou de se alimentar ou se está “fugindo” de seus filhos, ele pode ficar refratário a carícias se sua intenção é ficar em seus refúgios.  Colos e afagos são bem vindos mas quando seu gato quer. Um carinho especial quando ele aceita seu colo é uma coçadinha na base das orelhas. Pequenos toques nas almofadas plantares e massagens leves nas costas também são bem vindos para a maioria dos gatos.

Mas esqueça o rabo! Eles não costumam apreciar toques em suas caudas.

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  1. Ajude-o a se manter limpo

Gatos são muito sensíveis a odores. Uma maneira de contribuir com seu bem-estar é permitir que o local de suas refeições esteja longe de seu banheiro. Se não for possível, mantenha sempre limpo o local destinado a sua higiene.

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  1. Posto de observação

Gatos são animais curiosos. Uma sacada, uma janela semi-aberta, uma poltrona com vista para a rua são alguns postos que permitem ao seu mascote observar o movimento dos pássaros, dos outros gatos e da própria família.

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  1. Objetos para arranhar

Gatos amam usar suas garras. Se você não quer ver seu sofá ou cortinas esfarrapados é bom investir em postes apropriados para essa finalidade e colocá-los perto dos objetos que seu gato já está mostrando certa predileção para arranhar.

Cada gato tem seu jeito. Com o tempo, é possível perceber mais algumas particularidades que fazem do seu pet uma criatura exclusiva, dono de uma personalidade que dificilmente vai se repetir em outro mascote.

Preparando seu mascote para as férias: o que levar na mala para seu pet

Preparando seu mascote para as férias: o que levar na mala para seu pet

Pense como um cão e depois responda: suas férias têm o mesmo sentido para ele? 

Vejamos: no pacote de suas férias também estão presentes as férias dele, isto é, as obrigações que você tem com ele. Por exemplo: agora, no descanso do seu trabalho, você pode dormir até as 10h ou 11h da manhã. Mas como fica seu pet nessa história caso você tenha o hábito de levá-lo para passear às 7h30min?

Outra situação: você está de férias e saiu para viajar com seu mascote, mas ele está em um lugar diferente, o que pode ser assustador do ponto de vista do animal: “Onde está meu pote com água?”, “E minha comida, que horas chega?”, “Minha cama vai ser aqui?”, “Que horas vocês voltam?” e “Que barulho é esse?”.

Foto: Pixabay

Há pessoas que levam os mascotes para seus destinos de férias para proporcionar a eles liberdade e entretenimento. Outras vezes, os animais só acompanham seus donos porque existe um receio de deixá-los sob os cuidados de terceiros. A razão que faz com que seu pet o acompanhe não importa, desde que você esteja ciente de que precisa redobrar alguns cuidados – e atenção não é um comportamento que combine muito com férias, o que explica os acidentes com mascotes acontecerem com maior frequência justamente no período de férias de seus donos.

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Para aqueles que levarão seus pets rumo às férias é bom saber que três são os comportamentos mais previsíveis para cães e gatos quando estão em outra casa: nervosismo, indiferença e euforia. É importante o proprietário ter uma ideia em qual grupo está inserido seu mascote antes de colocar a mala dele dentro do carro.

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Se seu animal de estimação é daqueles muito apegado à casa, ele é candidato a fazer parte do grupo dos nervosos. Levar brinquedos, cama, comedouro, bebedor e cobertor conhecidos de seu pet ajuda a trazer um ar de normalidade ao novo ambiente. Seu companheiro não se sentirá jogado em um local improvisado. Tudo que ele conhece está ao lado dele, o que já é um bom começo. Seguir a mesma rotina de antes das férias talvez não seja possível, mas manter os horários e atenções fazem com que seu pet se sinta cada dia mais seguro no novo ambiente. Embora a vida tenha mudado, a essência da casa permanece a mesma. Esse zelo excessivo com mascote durante as férias é mais comum na primeira vez em que ele sai de férias. Se o local for repetido no ano seguinte, como a casa da praia da família, seu amigo já estará mais acostumado.

Mas se seu mascote for do grupo dos aventureiros, a cautela deve ser ainda maior pelo menos até você o conhecer o suficiente para não ter surpresas com comportamentos imprevistos. Cães de apartamento não sabem os perigos que se escondem depois de um portão, o mesmo que você não deve esquecer aberto. O mesmo cuidado deve-se ter com gatos e janelas: não é raro encontrá-los vagando nos telhados. Alguns cães gostam de cheirar e percorrer longas distâncias em bosques, parques e praças, mas nem sempre conseguem encontrar o caminho de volta. Sozinhos e desamparados, se tornam vítimas fáceis de atropelamentos.

Foto: Pixabay

Aliás, a regra número 1 para que viaja com qualquer espécie animal é a coleira de identificação. Campo ou praia, não importa o destino, seu telefone com DDD deve estar sempre em seu mascote. De nada adianta ser encontrado se a coleira está esquecida no fundo na mala.

Ao organizar a mala de seu pet, tenha em mente o que pode acontecer de ruim no ambiente que ele vai frequentar. Corte na pata, galho no olho, nó nos pelos? Se o local das férias é sempre o mesmo e já não é a primeira vez que a família leva o mascote,  talvez já se saiba quais produtos necessários para o bem estar de seu pet, como ração a granel, toalhas, spray anti-pulgas e secador de cabelo. Tenha o costume de ter uma mala ou mochila só para seu mascote. Isso facilita a visualização quando precisar dela.  

Foto: Pixabay

Para os donos de primeira viagem, abaixo estão listados alguns artigos que parecem simples mas, acredite, fazem uma falta danada quando você e seu mascote estão longe de casa e de uma clínica veterinária conhecida.

Leve na mala do pet:

  • Compressas
  • Gazes
  • Soro fisiológico
  • Lenços umedecidos
  • Termômetro
  • Sabonete antisséptico
  • Shampoo antipulgas
  • Tesoura pequena
  • Cobertor (dele)
  • Pente ou escova que ele já esteja acostumado
  • Telefone do veterinário de confiança
  • Telefone de um veterinário próximo do local

Cuidado para quem vai mudar de estação: quem levar animal para lugar quente deve estar atento ao pelo do mascote, que pode sofrer com o calor. As patas de seu amigo também não estão acostumadas com asfalto e areia quente, o que pode causar abrasão e até ferimentos. Locais frios pedem roupas mais adequadas até mesmo se seu mascote for peludinho.

Foto: Pixabay

Cuidados extras :

  • Piscinas: Campeãs de acidentes, precisam ser cobertas ou estar equipadas com rampas de material antiderrapante para socorrer o pet em caso de queda ;
  • Transporte: as férias começam pelo transporte ideal e confortável dentro do automóvel. Alguns animais podem precisar de sedação. Nunca deixe seu mascote sozinho no carro e cuidado com as janelas, como já falamos neste post;
  • Automóvel: Na cidade, você não está acostumado a manobrar seu carro e ter de cuidar para não atropelar o cachorro. Certifique-se onde está seu pet antes de dar ré;
  • Portões: Animais de apartamento não sabem o que é um portão e podem querer ultrapassar suas fronteiras, ainda mais depois de ver que você saiu por ele;
  • Escadas: Animais que não conhecem escadas podem errar o passo na hora de descer;
  • Liberdade: Deixá-lo percorrer grandes distâncias é divertido, mas também potencialmente perigoso. Em local diferente, alguns cães gostam de farejar areias de praias, parques e bosques, mas nem sempre encontram o caminho de volta;
  • Pele: Se você e seu mascote se aventuraram na lama, mato, areia ou mar, levá-lo direto ao chuveiro antes de entrar em casa é uma excelente medida preventiva;
  • Medicações: Animais que necessitam de medicação (como insulina) podem ter que rever a dose em função do aumento ou da redução das atividades físicas e mudança nos horários das refeições;
  • Alimentação: Nem pense em dar alimento desconhecido para seu pet. Uma diarreia em local distante pode trazer desidratação cujos efeitos permanecem até você conseguir atendimento profissional.
  • Esportes: Não obrigue (jamais!) seu animal de estimação a acompanhá-lo em caminhadas e saídas de bicicleta. Acostumado a uma rotina sedentária, de repente percorre seis quilômetros na areia da praia. Mudanças bruscas de atividades físicas podem promover lesões musculares e até a exaustão. Cães atletas (acostumados à prática esportiva) podem até gostar e aderir voluntariamente à moda de seus donos, mas eles nunca devem ser estimulados a superar seus limites.

Conheça a história por trás da nossa relação de afeto com cães e gatos

Conheça a história por trás da nossa relação de afeto com cães e gatos

O resultado da pesquisa “Perfil e padrão de comportamentos dos brasileiros na interação com seus pets”, iniciada ainda em 2015, trouxe importantes constatações. A metodologia que contemplou donos de cães, donos de gatos e os simpatizantes — aquelas pessoas que embora não possuam animal de estimação, têm a intenção de um dia adquirir — revelou que diferentes são os perfis e comportamentos que interferem na relação do dono com seu pet, elementos que valem também para o grau de apego desenvolvido com os animais de estimação.

A pesquisa levantou que:

• Ter um pet é sinal de conforto emocional e bem estar principalmente entre as mulheres;

• Os donos se sentem amados e tem prazer em cuidar do pet;

• A compra de cães é mais comum do que a compra de gatos. Gatos costumam ser adotados ou recebidos como forma de presente de amigos e parentes;

• Cães de porte pequeno costumam ter Pedigree. Cães de porte médio costumam ser pets de raça indefinida.

Mas a conclusão vai além e encontra a história da domesticação dos nossos mascotes. Para quem assistiu o filme “O Regresso”, o longa retrata muito bem o tipo de relação que o homem tinha com os selvagens lobos em um período em que era necessário matar para sobreviver. Em determinado momento, em situação de fome, doença e dor, o personagem principal, brilhantemente interpretado por Leonardo Di Caprio, permanece escondido aguardando os lobos terminarem sua refeição. Só depois dos lobos partirem ele teria alguma chance com os restos do animal abatido. Se descoberto, o personagem seria devorado pelos lobos.

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Na Idade da Pedra, acredita-se que o homem das cavernas observou que aquele quadrúpede de orelhas erguidas, animal que vivia em grupo e usava técnicas de caça semelhantes a sua, possuía um faro aguçado de tal maneira que alertava seus companheiros da presença do predador muitos metros antes de ele se aproximar. Para a tribo passou a ser interessante preservar aquele animal como forma de manutenção do grupo: ele emitia sinais sonoros e isso significava perigo já que os predadores eram comuns aos dois. O passo a seguir foi a captura de alguns filhotes desse quadrúpede para conviver nas cavernas, o que explica sua presença nas pinturas rupestres. Uma vez que dele se removeu duas de suas grandes preocupações – alimentação e abrigo – o canídeo estendeu seu instinto de proteção ao dono da “matilha”.

(Foto: Pixabay)

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Assim se deu início à domesticação do cão 100 mil anos antes de nossa era. De lá para cá, os animais foram sendo gradativamente selecionados para atender funções específicas que atendessem às necessidades humanas. Assim originaram-se raças robustas com poderosos músculos faciais, animais fortes, altos e ferozes. Nessa mesma linha de subserviência, quando o homem passou a ter vida sedentária e viver do pastoreio, a seleção continuou voltada para animais grandes, mas desta vez com marcado instinto protetor e dócil. A importância do cão pastor da Idade Média não pode ser mesurada em nossa era, mas é bom lembrar que um rebanho não raro era a única fonte de proteína de todo um povoado.

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Em nossos dias, motivos para se ter um cão podem ser racionais, como defesa e proteção, mas sem dúvida a companhia é a principal característica que faz com que pessoas e seus mascotes (cães e gatos) se adaptem ao estilo de vida um do outro, uma adaptação interespécie que não existe semelhante no reino animal.

E por que se fala tanto no carisma do cão, e não do gato?

É também na domesticação que encontramos parte da explicação da diferente maneira como cães e gatos interagem com seus donos. Enquanto sítios arqueológicos revelam a presença de canídeos ainda nas cavernas, a domesticação dos gatos é realidade mais recente, cerca de 10 mil anos, e nasceu por idolatria, uma admiração que se estende até os dias atuais.

Diversas são as referências que atestam a importância dos gatos no Antigo Egito, povo que o considerava animal sagrado podendo ser condenado à morte quem o ferisse. Símbolo de força e independência, a recente domesticação do gato explica como ele consegue se converter à vida selvagem com relativa facilidade se comparado ao cão, domesticado e mimado há mais tempo pelo homem.

Foi na Idade Média, porém, no tempo da peste negra, que os gatos passaram a ser venerados em toda a Europa como auxilio à erradicação dos ratos. Enquanto os cães se submeteram a uma criação seletiva, o que originou diferentes tamanhos e formatos para a espécie, isso não existiu com o gato, o que explica sua semelhante morfologia em todos os países do mundo. O gato aceitou a presença humana; o cão, por sua vez, permitiu mudanças profundas em seu arquétipo mental. Essa facilidade em se adaptar as necessidades humanas lhe deu o direito de ser levado pelo homem para as diferentes localidades do mundo por ele exploradas.

(Foto: Pixabay)

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O resultado dessa submissão foi a inabalável parceria ao lado do dono, fidelidade que atravessou séculos e nos chega de presente em nossos lares. Na pesquisa, dentre os principais motivos para se ter um cão ou gato em casa estão conforto emocional e compreensão mútua.

Também revelado na pesquisa foi o número expressivo de pessoas que admitiu levar seu pet debaixo do braço mesmo se mudar de endereço. A função como agente de socialização não foi esquecida: animais fazem com que as pessoas interajam mais entre si.

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Outras particularidades merecem atenção. A pessoa que é dona de um cão tem se mostrado mais envolvida emocionalmente com seu animal se comparado àquela que têm gato. Há mais homens casados entre os donos de cães, e mulheres entre os donos de gato. A história de amor entre mulheres e gatos é longa. O apego pelo bichano já levou muita mulher à fogueira, mas são as regras da vida cotidiana que faz com que os gatos sejam colocados nos lares de pessoas mais jovens e solteiras, até porque nem todos conseguem se comprometer com as necessidades e cuidados reconhecidamente maiores em cães. A presença de crianças também dita a presença dos mascotes: é sabida a preferência da meninada pelo peludinho de quatro patas que corre com a bolinha na boca. Isso justifica o número médio de pessoas nas casas de quem tem cães e gatos ser maior do que na casa de pessoas sem mascotes.

(Foto: Pixabay)

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Desvendado em sua essência, a interação humana com os cães se revela fruto de uma bem sucedida história de amizade e respeito que justifica sua presença no tapete da sala. O gato seguramente vai eleger o móvel da casa que passará a ser seu, mas é certo que em ambos os casos tem a pessoa a gratificante sensação de que descer do pedestal de Homo sapiens, a criatura mais inteligente da terra, para interagir com outras espécies, até que valeu a pena. Respeitar e ter apego por um animal não deixa de ser uma etapa da evolução, uma maneira de enxergar que diferentes podem ser as necessidades, mas com solidariedade, respeito e um pouco de esforço conquista-se a confiança e o afeto daqueles que se tornaram o reflexo de nosso atos.

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