Castração em gatas: como funciona e os cuidados a serem tomados

Castração em gatas: como funciona e os cuidados a serem tomados

Para quem está pensando se vale a pena ou não submeter sua gata a uma ovario-salpingo-histerectomia, conhecida como castração, segue abaixo algumas considerações que podem ajudar na sua decisão:

Cio diferente das cadelas

O cio da gata não é como nas cadelas. Gatas estão no grupo de animais denominados poliéstricos estacionais, ou seja, as fêmeas têm vários cios por ano, enquanto as cadelas têm dois e geralmente com intervalo de seis meses.

As gatas costumam ciclar com mais freqüência nos períodos em que há mais luminosidade, na primavera e verão. Outra particularidade é que ela ovula somente com o estímulo do ato sexual. E se não houver gestação, no mês seguinte, ou quem sabe no outro, sua gata vai demonstrar manifestações de cio novamente.

Sintomas do cio nas gatas

É o comportamento no cio que faz com que muitos tutores até então refratários à castração, mudem de ideia quando voltam a ser importunados com miados constantes, demarcação de território com urina e uma postura mais submissa.

Nesse período, as gatas também se esfregam no chão ou nas pernas dos donos. Isso pode se estender por uma ou duas semanas.

Em função dos feromônios, basta uma gata entrar estar no cio para que outras sejam estimuladas. Quem mora em condomínio já pode ter tido a impressão de que todos os gatos resolveram enlouquecer em determinado período do ano. E se tem um gato macho não castrado pela região, nenhum vizinho vai dormir à noite.

Quem mora em edifício também pode se deparar com gatos “suicidas”, pois às vezes eles tentam alcançar a sacada ou a janela do vizinho onde está o animal no cio e acabam caindo.

Foto: Pexels

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Gatas têm menos incidência de tumores

A vantagem em relação às cadelas é que gatas não sangram. Além disso, estatisticamente, elas têm menos incidência de tumores mamários e ovariano se comparado às cadelas, o que não quer dizer que são imunes. E assim como as cadelas, têm tendência à obesidade após a castracão porque se tornam animais mais sedentários.

Às gatas também vale a mesma consideração que fizemos às cadelas. Se ela foi adotada de um abrigo, melhor estar quentinha e castrada dentro de uma casa do que na rua abandonada e prenhe.

Elas têm que estar em bom estado de saúde

Para castrar, recomenda-se esperar pelo menos seis meses. O animal não pode estar magro ou desnutrido, e sim, em bom estado de saúde. Eu, particularmente prefiro que seja uma gata adulta, porque o ovário é maior e mais fácil de ser visualizado, embora existam colegas com instrumental especializado que preferem trabalhar com órgãos minúsculos. O corte no abdômen não chega a dois dedos e, sete dias depois do procedimento, sua gata nem lembra pelo que passou.

Ovários e útero na mesma cirurgia

Para quem pretende ficar com um filhote de sua gata e depois castrá-la, pode ser interessante marcar cesariana e remover os ovários e útero no mesmo procedimento. O bom dessa cirurgia é que os órgãos envolvidos estão grandes e é mais fácil a sua manipulação.

Em contrapartida, vasos sangüíneos estão mais ingurgitados e o profissional tem de estar atento ao risco de hemorragias, razão pela qual os custos não se mostram nada atrativos se comparado à castração, mas para o tutor pode ser mais prático.

Castrar após a lactação

Não raro, você marca a cesariana e a gata tem parto normal horas antes. Se isso acontecer, você deve espera as mamas voltarem ao estado de não-lactante para marcar a castração.

Isso pode levar cerca de dois meses, em função também de seu estado geral, pois gatas lactantes costumam ficar muito magras nesse período.

Foto: Pexels

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Cuidado no Carnaval! Previna-se para o seu pet não ser perdido ou roubado

Cuidado no Carnaval! Previna-se para o seu pet não ser perdido ou roubado

Parece uma bobagem lembrar essas coisas, mas aglomeração de pessoas, festas e lugar desconhecido é prato cheio para fuga – e até roubo – de mascotes, ainda mais nas cidades litorâneas.

O problema é que a casa de veraneio nem sempre é tão bem adaptada à presença pet, e, sendo alugada por temporada, talvez você não tenha tido tempo, autorização ou dinheiro para fechar com tela aquele portão com grades bem espaçadas entre si que não permitem a passagem de uma criança, cuidado que já não se aplica para seu poodle, pinscher ou gato.

Por não estarem em seus ambientes habituais, e seguindo suas velhas rotinas de segurança, veranistas mais descansados dos problemas do cotidiano não vêem problemas na combinação churrasquinho, portão e visita alienada, uma boa oportunidade para ameaçar a segurança de seu mascote.

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Para quem está saindo para curtir um feriado, não esqueça que seu pet precisa de supervisão. Seguem algumas recomendações e alertas:

* Cães e piscina nunca se deram bem. Deixe seu mascote de pequeno porte longe da água e providencie “pontes” em diferentes pontos dela para que ele possa se agarrar e sair sozinho em caso de queda;

* Sacadas de apartamentos alugados podem ser perigosas para o pet se forem gradeadas e não muradas, pois ele pode cair pela fresta;

* Cuide janelas com móveis que facilitem seu alcance. O pet pode se arriscar a saltar em caso de andares baixos;

* Certifique-se de que a casa está bem cercada e que seu mascote não passa por frestas ou entre grades para ir atrás de você, fuga que costuma acontecer quando percebe sua ausência;

* Aliás, se seu pet é daqueles que corre atrás do dono, melhor deixá-lo dentro de casa antes de sair;

* Cães mais agitados e mais ansiosos têm facilidade para se perder porque se sentem inseguros em ambientes estranhos;

* NUNCA! Jamais esqueça de providenciar uma chapinha de identificação com telefone e código DDD na coleira dele. Se não usa coleira, providencie pelo menos para o veraneio;

* Para evitar perdas permanentes, seu pet pode também ser previamente chipado em clínicas veterinárias que oferecem o serviço, cuidado que facilita a vida de quem o recolhe, caso seja a devolução sua intenção. Na dúvida, o “gratifica-se” agiliza a entrega de seu cão, palavra que pode estar em evidência quando se usa plaquetinhas penduradas na coleira;

Lembre-se, Carnaval é uma união de pessoas de todos os estados e de todas as índoles, e nessa confusão, seu pet, sendo de raça, pode ser fonte de cobiça. Por isso, no feriado, não negligencie a segurança de seu mascote que não raro pode ser o principal motivo para o arrombamento de uma casa de veraneio.

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Leia estas dicas antes de presentear seu filho com um animal de estimação no Natal

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Final de ano, em muitas famílias, a mesma história se repete. O que não veio na Páscoa nem no aniversário ganha reforços com a chegada do Natal. Isso, acrescido de bom comportamento e bom desempenho na escola, se mostra argumento mais do que suficiente para pais e mães se curvarem aos insistentes pedidos do filho que há horas implora pelo animal de estimação.

Até aí tudo bem. De acordo com Heloísa Fischer Meyer, médica psiquiatra da infância e adolescência, um bichinho pode trazer algumas vantagens para o público infantil. A tolerância à frustração, aprender a lidar com a morte, a respeitar os limites dos outros e até mesmo a dividir são alguns desses benefícios. A questão é quando os pais, por não terem muita afinidade com animais, acabam protagonizando uma cena que não é tão rara nos consultórios veterinários algum tempo depois: dá pra vocês ficarem com o cachorro? O Joãozinho não está cuidando dele.

Um dos maiores motivos que levam o animal a doação, seja ele de raça ou trazido de um abrigo, é quando um adulto, refratário à presença do cão ou gato, chega ao seu limite de tolerância do animal. Isso pode acontecer meses ou anos depois, com o cuidado da alimentação e higiene do mascote dos filhos. Estes que ganharam o tão sonhado animal de estimação sob a condição de ajudar a cuidar dele.

Se estamos falando de um adolescente, talvez o combinado tenha efeito prático, mas, segundo a especialista, um dos maiores erros é exigir de uma criança a responsabilidade de gerir os cuidados de seu pet. Heloísa salienta que pode ser exigido sim uma parcela de esforço do tutor mirim, mas desde que isso se enquadre em suas capacidades.

– O dever da criança é brincar com seu mascote e dar carinho. Passear na rua, banho e alimentação é responsabilidade de adulto. O pior que os pais podem fazer é doar o animal e dizer que isso se deve pelo fato de a criança não ter cuidado dele – enfatiza Heloísa.

Embora a maioria das famílias simpatize com a ideia de dividir o teto com um animal de estimação, deve-se ter em mente que a chegada de um mascote nas vida das crianças é, sim, mais uma tarefa para os adultos. E se o pai ou a mãe realmente não aprecia as responsabilidades que vem junto com o animal, o jeito talvez seja esperar os filhos crescerem. Mas enquanto esse dia não chega uma maneira de tangenciar o desejo é brincar com o cachorrinho na casa da vovó, “pedir emprestado” o gato da tia, visitar com maior freqüência o amiguinho que tem cachorro. É um contato harmonioso que exige bem menos comprometimento dos pais, não magoa os filhos, e, principalmente, não compromete o bem-estar do animal, que ganha a chance de ser adotado por uma família que o acolha com afeto pelo resto de sua vida.

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Vai viajar com seu pet? Atenção às regras e documentos

Vai viajar com seu pet? Atenção às regras e documentos

Pet na janela só fica bem em foto. É preciso acondicioná-lo em caixas ou adaptador ao o cinto de segurança (Foto: Pexels)

Já falamos aqui, nas férias de julho, que quem quisesse levar seu pet para passar o Révéillon no exterior, dependendo do país, talvez tivesse de fazer exames de sangue já no mês de setembro com vistas àquele período. Mas o inverno é uma estação distante demais para se pensar o que fazer no final do ano, e por isso que só agora, com o Natal chegando, é que bateu aquela vontade de ir de mala, cuia e pet fazer uma visita-surpresa para a irmã que mora há 700 quilômetros de distância da família.

O bom é que o Brasil é bem grande e muitos podem ser os destinos para os pets sem grandes burocracias. O tutor precisará sempre portar a carteira de vacinação antirrábica em dia acompanhada pelo atestado de um médico veterinário, credenciado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que tem validade de até cinco dias. Ou seja: na hora de voltar, se ultrapassar esse período, você deverá procurar um profissional na cidade onde estiver para um novo atestado. Não é exagero, é questão de zoonose, de saúde pública os animais viajarem sem oferecer riscos à população, razão pela qual essas regras não podem ser negligenciadas.

* Ônibus

Quem vai se deslocar de ônibus para outra cidade deve acondicionar o mascote em uma caixa de transporte adequada para seu tamanho. É necessário se informar junto à empresa quais são regras específicas sobre transporte animal (peso e tamanho) porque pode variar centímetros de uma para outra. De qualquer forma, o pet não embarca sem os documentos descritos acima.

* Carro

Mesmo estando dentro de seu automóvel, você deve acondicionar seu gato em uma caixa de transporte, o mesmo valendo para cães de pequeno porte. Se seu mascote é de raça grande, é permitido levá-lo no banco de trás, desde que devidamente protegido pelo adaptador de cinto de segurança que você encontra em lojas do ramo.

* Avião

Informe-se, e com muita antecedência, sobre as regras da companhia que se pretende viajar por que pode incluir até mesmo a necessidade de sedação. Seu pet pode até viajar na cabine, também acondicionado em caixa de transporte, mas existem restrições sobre essa possibilidade e não costuma ser mais de um pet por vôo, lembrando que a prioridade são cães de serviço, como cães-guia.

Lembrando que:

Os países do Mercosul permitem o trânsito de animais com o Passaporte para Cães e Gatos, um documento emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que contém todos os dados do animal que deve ser chipado antes de deixar o Brasil. Países como Uruguai e Paraguai estão atentos para a leishmaniose, doença para a qual os cães brasileiros precisam apresentar exame sorológico negativo.

O atestado de saúde têm validade até o aeroporto internacional e o despacho é realizado pelos fiscais do MAPA, órgão que está aberto para esclarecer dúvidas através de agendamento, uma maneira segura de buscar informações sobre as exigências sanitárias de outros países. Para a União Europeia, por exemplo, os trâmites antes de deixar o Brasil podem demorar quatro meses para ser concluídos, tempo bem menor se o país de destino for o Canadá ou os Estados Unidos.

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Tristeza, uivos e xixi fora do lugar? Seu pet pode estar apaixonado

Tristeza, uivos e xixi fora do lugar? Seu pet pode estar apaixonado

É, acontece, e é mais comum do que se pensa. Estamos na primavera e a cachorrada pode estar no período de reprodução. Alguns começaram mais cedo – julho, agosto – mas quem passou o inverno desapercebido com certeza vai dar o seu alô nos meses primaveris. É só dar uma volta no parque, e pronto! Seu pet finca o pé ao lado de uma arvorezinha e de lá não sai. Razão disso? Urina de uma cadela no cio, o que significa uma semana de cachorro apaixonado em casa.

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Os gatos também podem estar com os ferormônios na ponta do nariz mas, diferentemente dos cães, não precisam da primavera para estimular a reprodução. A gata pode entrar no cio várias vezes ao ano enquanto a cadela de porte pequeno a médio costuma ser duas vezes.

Para quem mora em prédios, fêmeas no cio em outros apartamentos podem ser as responsáveis pelo mal estar de seu pet que chora, uiva, não se alimenta e faz xixi em lugares que não fazia, uma forma de marcar território.

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Diante dessa situação, muita gente não sabe o real motivo da “doença”de seu pet, mas não se assuste, pode ser paixonite mesmo, resultado de estarem todos os poros voltados para a reprodução que está a poucos metros de distância dele.

Como resolver isso? Tempo. Fêmeas nos apartamentos encerram o ciclo em até 15 dias. O problema da paixonite é para quem frequenta praças e parques pois constantemente é renovado o casting das noivas. E não pense que cruzar seu animal vai resolver o problema. Havendo hormônios, o comportamento se repete. Saiba com os vizinhos se existe alguma pretendente no prédio antes de se preocupar com o comportamento estranho dos últimos dias.

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O odor está no ar, e se tem uma coisa difícil de enganar é o faro de um cachorro. Abra as janelas para receber vento no sentido contrário ao da moradia da fêmea. Cadelas e gatas no cio também podem incomodar seus donos se souberem que tem pretendentes por perto. Converse com seu vizinho nesse período e pergunte onde ele a leva para urinar e conduza o seu para o lado oposto.

Castração pode reduzir esses sinais, mas nem sempre os resultados são eficazes, ainda mais quando o macho já está maduro sexualmente.

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