Cães e gatos sentem saudade? Saiba como lidar com o sentimento de solidão do seu pet

Cães e gatos sentem saudade? Saiba como lidar com o sentimento de solidão do seu pet

Será que seu pet sente saudade quando você está fora? A preocupação sobre esse sentimento em seu pet tem fundamento! Embora cães e gatos não sintam exatamente saudade, não da maneira que conhecemos, os efeitos provocados pelo afastamento dele e de seu tutor se assemelham ao que é chamado de “ansiedade de separação”.

Enquanto alguns apresentam sintomas somente durante longos períodos longe de seus donos, outros sofrem com poucas horas de ausência.

Mas como saber se ele está mesmo sofrendo com iso?

Os vizinhos podem ser os maiores aliados para você saber o que se passa com seu mascote quando você não está em casa. Mas outros transtornos também podem indicar que ele não está se adaptando muito bem com a solidão.

Veja alguns:

  • Uivos excessivos e latidos constantes;
  • Lambedura sem explicação e geralmente nas patas dianteiras;
  • Falta de apetite;
  • Andar sem parar pelos corredores da casa buscando por algo ou alguma coisa;
  • Repetir movimentos, como aproximar-se da porta, erguer-se sobre ao parapeito da janela, virar o pote de comida.
Foto: Pexels

Foto: Pexels

E como se ameniza a ansiedade por separação?

A principal estratégia é acostumar seu pet a um plano B, ou seja, a outra pessoa, o que nem sempre é possível. Para quem não tem família perto, o melhor é ir pensando em uma rede de relações que lhe dê suporte quando for necessário estar longe de seu bichinho de estimação.

Existem separações programadas, como uma viagem ou período de estudos, datas que permitem aos dois um treinamento para que seu mascote entenda que a privação de sua companhia não será para sempre.

Saiba que acostumar seus pets a ficarem sozinhos não é maldade, mas um investimento! É o primeiro passo para prepará-los para as necessárias ausências dos tutores e ainda ampliar sua liberdade de ações.

Seguem abaixo algumas recomendações que podem ajudar seu mascote a lidar melhor com seus sentimentos:

  • Crie vínculos com outras pessoas, socialize seu pet com a diarista, um vizinho, amigo ou namorado;
  • Se você não pretende estimular esse grau de envolvimento, melhore a qualidade de seu tempo com ele e vez ou outra o deixei o dia inteiro em uma pet bacana, dessas que oferecem serviço de entretenimento;
  • Deixe acessórios e peças de roupa que estejam com seu cheiro perto da cama de seu pet – mas saiba que ficarão imprestáveis depois disso;
  • Brinque com ele quando estiver em casa, mas não o deixe exausto;
  • Faça uma auto-análise e verifique se você também não é uma pessoa ansiosa. Isso costuma afetar os pets;
  • Procure ajuda de profissionais se ele é desses que não larga do seu pé.

Não pense que a necessidade exagerada de seu pet por sua presença é sinal de afeto. A longo prazo, isso pode ser um grande problema que merece sua atenção.

Leia mais:
:: Outubro Rosa pet: o que você deve saber sobre mamas e sistema reprodutor de sua mascote
:: O gato comeu um rato? Saiba o que fazer nessa situação
:: Fique atenta: por que o uso de guia retrátil para cães não é recomendado

Tranquilidade e leveza: que tal escolher um peixe para ter em casa?

Tranquilidade e leveza: que tal escolher um peixe para ter em casa?

Quer ter um pouco de leveza dentro de casa, sentir-se mais arejada e em contato com a natureza? Várias são as opções de se ter um pouco mais do mundo natural perto da gente, mas sempre vai ter quem esteja atravessando um período de instabilidade na rotina, situações que nem mesmo um simplório vaso de planta terá o cuidado necessário para dar aquela sensação de mais uma vida habitando a casa.
Se é assim com uma planta, imagina a companhia de um pet?

Para quem curte cuidar de alguma coisa e usufruir de momentos de relaxamento, mas sem assumir grandes compromissos, um peixinho e um aquário pode ser o início de uma bela e serena amizade. A companhia silenciosa de um peixe e o movimento das plantas em um espaço líquido podem trazer aquela sensação de bem-estar em chegar em casa.

guppy-2238451_1920

É bem comum a brincadeira começar com um peixe beta em um aquário de 8 litros e terminar em um belo e complexo mundo aquático de 250 litros. Assim é possível ter muitos amiguinhos nadando de um lado para o outro entre plantas, pontes de plástico e mergulhadores de brinquedo.

aquarium-323717_1920
A relação com os peixes é algo muito subjetivo mas que pode ser decifrado ao longo do tempo. Ao ver gente em casa, eles se amontoam em determinado ponto do aquário, uma forma de venerar o “Poseidon” que acabou de chegar.

Porém não se iluda, o interesse pelo movimento humano é comida, mas ainda assim você se sente muito bem em reconhecer a necessidade deles e colocar sobre suas boquinhas – a essas alturas escancaradas sobre a superfície da água – o tão desejado alimento. O ambiente tem pH e temperatura coordenados por você e é necessário entender suas necessidades.

veiltail-11456_1920

Vai viajar? Sem problema. Leva motor e vidro para a casa da sogra ou, dependendo do tamanho, deixa no comedouro automático sem drama e nem culpa. Mas atenção! Aquário pode ter um efeito semelhante aquele exercido pela tatuagem em algumas pessoas, ou seja: basta ter o primeiro e já vem a vontade de ter três ou quatro de uma só vez.

Para conhecer esse mundo tão particular, comece com nosso belo e simpático peixe beta e permita o aquarismo se instalar de forma lenta e gradual na sua rotina. Atingir o equilíbrio da água exige cuidados e alguns estudos que não podem ser negligenciados sob pena de seus novos companheiros perderem muito mais do que o bom humor, mas até mesmo a própria vida.

fresh-980406_1920

Pronta para receber um novo amigo? Um, não, vários. Grupos de aquariomaníacos você pesca nas redes sociais e internet onde você encontra dicas e pode postar fotos de seus mascotes, o que se torna uma outra forma de fazer amigos e se relacionar com pessoas.

Leia mais:
:: Pense rápido: qual foi o pet mais legal da sua vida?
:: Agora é científico! Cães precisam mais dos seus donos do que gatos
:: Gato com cão, cão com hamster… Dicas para adaptar um animal de outra espécie na casa

Cuidado no Carnaval! Previna-se para o seu pet não ser perdido ou roubado

Cuidado no Carnaval! Previna-se para o seu pet não ser perdido ou roubado

Parece uma bobagem lembrar essas coisas, mas aglomeração de pessoas, festas e lugar desconhecido é prato cheio para fuga – e até roubo – de mascotes, ainda mais nas cidades litorâneas.

O problema é que a casa de veraneio nem sempre é tão bem adaptada à presença pet, e, sendo alugada por temporada, talvez você não tenha tido tempo, autorização ou dinheiro para fechar com tela aquele portão com grades bem espaçadas entre si que não permitem a passagem de uma criança, cuidado que já não se aplica para seu poodle, pinscher ou gato.

Por não estarem em seus ambientes habituais, e seguindo suas velhas rotinas de segurança, veranistas mais descansados dos problemas do cotidiano não vêem problemas na combinação churrasquinho, portão e visita alienada, uma boa oportunidade para ameaçar a segurança de seu mascote.

Leia mais:
:: Vai viajar com seu pet? Atenção às regras e documentos
:: Veja dicas para acostumar seu pet a ficar sozinho em casa

Para quem está saindo para curtir um feriado, não esqueça que seu pet precisa de supervisão. Seguem algumas recomendações e alertas:

* Cães e piscina nunca se deram bem. Deixe seu mascote de pequeno porte longe da água e providencie “pontes” em diferentes pontos dela para que ele possa se agarrar e sair sozinho em caso de queda;

* Sacadas de apartamentos alugados podem ser perigosas para o pet se forem gradeadas e não muradas, pois ele pode cair pela fresta;

* Cuide janelas com móveis que facilitem seu alcance. O pet pode se arriscar a saltar em caso de andares baixos;

* Certifique-se de que a casa está bem cercada e que seu mascote não passa por frestas ou entre grades para ir atrás de você, fuga que costuma acontecer quando percebe sua ausência;

* Aliás, se seu pet é daqueles que corre atrás do dono, melhor deixá-lo dentro de casa antes de sair;

* Cães mais agitados e mais ansiosos têm facilidade para se perder porque se sentem inseguros em ambientes estranhos;

* NUNCA! Jamais esqueça de providenciar uma chapinha de identificação com telefone e código DDD na coleira dele. Se não usa coleira, providencie pelo menos para o veraneio;

* Para evitar perdas permanentes, seu pet pode também ser previamente chipado em clínicas veterinárias que oferecem o serviço, cuidado que facilita a vida de quem o recolhe, caso seja a devolução sua intenção. Na dúvida, o “gratifica-se” agiliza a entrega de seu cão, palavra que pode estar em evidência quando se usa plaquetinhas penduradas na coleira;

Lembre-se, Carnaval é uma união de pessoas de todos os estados e de todas as índoles, e nessa confusão, seu pet, sendo de raça, pode ser fonte de cobiça. Por isso, no feriado, não negligencie a segurança de seu mascote que não raro pode ser o principal motivo para o arrombamento de uma casa de veraneio.

Leia mais:

:: Férias com o pet? 13 coisas que não podem faltar na mala de viagem
:: Descubra o que fazer para seu cachorro não enjoar em viagens

Quem nunca sofreu com o cachorro do vizinho que chora o dia todo?

Quem nunca sofreu com o cachorro do vizinho que chora o dia todo?

Aconteceu comigo, com o vizinho do lado, com os de cima e também com os moradores do prédio da frente. Na verdade, quem estava na esquina daquela cidade litorânea sofreu de alguma forma com o episódio. Talvez só quem tinha dificuldades de audição, além do vizinho do andar abaixo ao meu, não sentiu os efeitos daquela barulheira, até porque ela só começava justamente quando ele saía de seu apartamento, atitude que fazia com que seu cachorro, então sozinho e inseguro, gritasse a plenos pulmões.

Com as mãos na cintura e tendo que gritar para ser ouvida por meus filhos, mais de uma vez me flagrei pensando o que passava na cabeça dele. Não apenas incomodava os vizinhos – pessoas que gastaram dinheiro justamente para descansar – mas também a vida do pobre animal, criatura aflita que soltava a voz quando o assunto era ficar sozinho. Por ser a moradora imediatamente acima do referido apartamento, a impressão que se tinha é que o animal gritava da minha própria sacada, tão audível que era seus uivos e lamentos, local onde ele ficava preso, observando o movimento na rua e tendo sobressaltos toda vez que alguém se aproximava do porteiro eletrônico. “São eles! São eles! São eles!”. Mas não eram, e lá vai choradeira.

O passo seguinte foi o zelador, pessoa neutra a quem pedi sigilo e que agisse com delicadeza e discrição: uma maneira de me informar por quanto tempo duraria o martírio daquele animal, sofrimento que de quebra acabava com o veraneio de todo mundo. A resposta veio rápida: “o vizinho reclamão que tenha vergonha na cara, que seja macho e venha aqui falar comigo”.

Pois é, antes de recorrer à justiça a gente até que tenta por outras vias. Mas, no fundo, eu não esperava uma resposta isenta de soberba e arrogância, por que não se pode esperar outra coisa de uma pessoa que, para ser feliz, passa por cima do direito dos outros. Estou falando também em nome do seu mascote.

A razão, prezado vizinho, de eu não ter aparecido foi em primeiro lugar: por que sou fêmea. Em segundo, porque queria poupar a sua – não a minha – vergonha em saber que eu, justamente eu, que tenho tolerância e que gosto de cachorro até debaixo d’água, era quem estava pedindo por um bote salva-vidas. Imagino que seria constrangedor saber que até quem gosta de animais não compactua com sua atitude negligente. Um inocente e carente animal não está sendo ouvido por seu tutor, este fica mergulhado manhã e tarde nas delícias que a beira da praia oferece, enquanto o mundo ao seu redor que se dane.

Leia mais:
:: Calor é inimigo do seu cão: saiba os cuidados no verão
:: De volta para casa: o que fazer pela saúde dos pets após o fim do verão
:: Cachorros de focinho curto sofrem mais no verão e exigem cuidados extras

Leia estas dicas antes de presentear seu filho com um animal de estimação no Natal

Leia estas dicas antes de presentear seu filho com um animal de estimação no Natal

Final de ano, em muitas famílias, a mesma história se repete. O que não veio na Páscoa nem no aniversário ganha reforços com a chegada do Natal. Isso, acrescido de bom comportamento e bom desempenho na escola, se mostra argumento mais do que suficiente para pais e mães se curvarem aos insistentes pedidos do filho que há horas implora pelo animal de estimação.

Até aí tudo bem. De acordo com Heloísa Fischer Meyer, médica psiquiatra da infância e adolescência, um bichinho pode trazer algumas vantagens para o público infantil. A tolerância à frustração, aprender a lidar com a morte, a respeitar os limites dos outros e até mesmo a dividir são alguns desses benefícios. A questão é quando os pais, por não terem muita afinidade com animais, acabam protagonizando uma cena que não é tão rara nos consultórios veterinários algum tempo depois: dá pra vocês ficarem com o cachorro? O Joãozinho não está cuidando dele.

Um dos maiores motivos que levam o animal a doação, seja ele de raça ou trazido de um abrigo, é quando um adulto, refratário à presença do cão ou gato, chega ao seu limite de tolerância do animal. Isso pode acontecer meses ou anos depois, com o cuidado da alimentação e higiene do mascote dos filhos. Estes que ganharam o tão sonhado animal de estimação sob a condição de ajudar a cuidar dele.

Se estamos falando de um adolescente, talvez o combinado tenha efeito prático, mas, segundo a especialista, um dos maiores erros é exigir de uma criança a responsabilidade de gerir os cuidados de seu pet. Heloísa salienta que pode ser exigido sim uma parcela de esforço do tutor mirim, mas desde que isso se enquadre em suas capacidades.

– O dever da criança é brincar com seu mascote e dar carinho. Passear na rua, banho e alimentação é responsabilidade de adulto. O pior que os pais podem fazer é doar o animal e dizer que isso se deve pelo fato de a criança não ter cuidado dele – enfatiza Heloísa.

Embora a maioria das famílias simpatize com a ideia de dividir o teto com um animal de estimação, deve-se ter em mente que a chegada de um mascote nas vida das crianças é, sim, mais uma tarefa para os adultos. E se o pai ou a mãe realmente não aprecia as responsabilidades que vem junto com o animal, o jeito talvez seja esperar os filhos crescerem. Mas enquanto esse dia não chega uma maneira de tangenciar o desejo é brincar com o cachorrinho na casa da vovó, “pedir emprestado” o gato da tia, visitar com maior freqüência o amiguinho que tem cachorro. É um contato harmonioso que exige bem menos comprometimento dos pais, não magoa os filhos, e, principalmente, não compromete o bem-estar do animal, que ganha a chance de ser adotado por uma família que o acolha com afeto pelo resto de sua vida.

Leia mais
:: Por que você não deve dormir com seu pet
:
Pense rápido: qual foi o pet mais legal da sua vida?