Gato com cão, cão com hamster… Dicas para adaptar um animal de outra espécie na casa

Gato com cão, cão com hamster… Dicas para adaptar um animal de outra espécie na casa

O frio está com seus dias contados, o que para alguns significa estar próximo o momento de por em prática o assunto que há tempos vem ganhando espaço na hora do almoço e do jantar, momentos em que compartilhamos nossas ideias com os demais membros da casa. O calor que se mostra mais presente e a proximidade do término do ano escolar – associado, muitas vezes, ao Natal – não raro antecipa os planos de receber mais um bichinho na casa, desejo geralmente das crianças, mas que surge também de casados e solteiros que, já habituados à presença de seu mascote, desejam aumentar a família pet.

O que era para ser bom ganha ares de preocupação quando o assunto é misturar espécie distintas, e ainda reconhecidamente inimigas, como cão e gato, gato e hamster. Embora o instinto animal permaneça, o que vale ainda é o bom-senso aliado a profundos conhecimentos sobre o temperamento do mascote mais antigo da casa que, se não abandonou os sinais mais primitivos de sua essência, como a caça, a chegada do novo mascote começa mesmo a complicar.

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Mas a preocupação não se restringe ao mais antigo não aceitar (e até agredir) o mascote recém-chegado, animal que pode ter cinco vezes o tamanho do primeiro, o que já é motivo para reverter o quadro da preocupação até mesmo se os dois se derem bem, uma vez que acidentes acontecem durante inocentes brincadeiras. A chegada de um simpático filhote de Golden Retriever acaba com o sossego do gato que há 12 anos descansa soberano em cima do sofá – e que agora talvez prefira escalar os móveis mais altos da casa e se ver livre daquela criatura histérica. Ou não. Há gatos que se divertem e veem um bom entretenimento em provocar os cães se refugiando nas alturas. O jeito, então, é pagar para ver.

Sendo assim, quando o assunto é mascote de outra espécie e de outro tamanho, é necessária uma boa dose de paciência para apresentar os animais um ao outro, encontro que deve contar com total assistência dos donos da casa. Isso inclui servir de fortaleza no momento em que for permitido ao mais forte chegar perto do nariz do mais fraco, independente de este ser o mais antigo da casa ou não. Cada caso é um caso. O fundamental é estar sempre presente para que os mascotes se tornem bons companheiros, uma das principais finalidades de se adquirir um segundo pet na moradia. Tudo vai depender da personalidade de cada animal. O ideal é que ambos se socializem, embora não raro novas regras de espaço sejam estabelecidas para que um não afronte o espaço já conquistado do outro.

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Dicas para adaptar uma outra espécie animal na casa

• Jamais embarque nessa aventura se é sabido que seu pet mais velho é temperamental e com histórico de ciúmes.

• Tenha bom senso. Não espere ter uma vida tranquila se pretende colocar no mesmo pátio hamsters e Pastor Alemão. Pássaros e gatos também não costumam combinar.

• A rotina do mascote antigo deve ser mantida o máximo possível para que não se sinta prejudicado com a chegada do novo integrante.

• Cães e gatos idosos e com muitos anos reinando soberanos na casa podem exigir mais tempo de adaptação.

• Se possível, faça um teste de adaptação com o novo integrante antes da mudança definitiva.

• Explique aos filhos que o antigo mascote necessita da mesma atenção e também respeito ao seu espaço e momentos de privacidade. É necessário muita conversa e combinações com os pequenos para que o animal de mais idade não se sena substituído.

• Não forçar o convívio dos animais quando um se mostra refratário à presença do outro.

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• Dê ao antigo mascote uma atenção exclusiva e demonstre naturalidade quando o mais novo se inserir no cenário.

• Se você tem uma fêmea, pode ser mais fácil se adaptar ao segundo mascote pois machos são mais territorialistas.

• Se o segundo mascote for animal de rua, certifique-se de que recebeu a devida atenção com vacinas e procure conhecer um pouco mais de sua personalidade antes de levá-lo para casa. Animais que ficaram à própria sorte podem ser mais submissos ou mais agressivos no que se refere a dividir espaço dependendo de suas experiências anteriores.

• Se você não está certo sobre o que pode acontecer com a chegada de um novo integrante, procure um adestrador previamente.

• Não dê chance ao azar. Evite deixar o papagaio solto na sala enquanto você toma banho se o cachorro também está livre pelo ambiente.

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Frutas para pets: saiba quais não oferecem risco para seu mascote

Frutas para pets: saiba quais não oferecem risco para seu mascote

Para quem não gosta muito de ver seu cão ou gato comer aquela bolinha dura de ração que, mesmo balanceada e ajudando a promover a saúde dos dentes, uma forma de amenizar a culpa é dar ao animal um petisco de qualidade, o que não deixa de ser uma guloseima para seu pet saborear e pedir bis.

Antes de haver empresas especializadas em nutrição animal, a fruta era bastante recomendada para pets por ser composta por fibras e vitaminas. Porém, tendo em vista nossa ampla variedade frutífera, é necessário estar atento ao consumo daquelas mais calóricas, ainda mais se seu pet tem tendência à obesidade.

O ideal para mascotes são aquelas frutas com bastante água, o que é encontrado na melancia, melão e maçã. Evitar sempre aquelas que podem ser tóxicas para pets, a exemplo de uvas, até mesmo na forma de passas, e o abacate. Frutas cítricas, como abacaxi e laranja, podem ser oferecidas, já que possuem bastante água, mas atenção quanto à sensibilidade que seu pet pode demostrar em função da acidez.

Aquelas que apresentam caroço, por menor que seja, também devem ser evitadas pelo risco de obstrução e até lesões nos intestinos. Também se recomenda que a fruta não seja uma refeição, mas oferecida em forma de guloseima, o “agradinho” que damos ao nosso pet quando queremos vê-los felizes. Geralmente se descobre ser a fruta agradável ao paladar animal quando se oferece um pedaço sem muita pretensão, mas o que segue é ver um pet devorando-a sem rodeios. E é assim que você fica sabendo que seu pet é doido por determinada fruta.

Se ingerida em grande quantidade, frutas alteram o apetite de seu mascote que pode até mesmo perder a vontade de comer ração uma vez que, mole e palatável, uma frutinha é mais saborosa que boa parte das rações industrializadas.

Para animais mais velhinhos, dê preferência às frutas mais macias ou até mesmo cozidas para facilitar a ingestão. Se faltam alguns dentes, o petisco pode ser bem-vindo mas até aqui deve-se ter em mente a moderação. Em excesso, frutas inocentes podem causar diarréias e prostração nos pets e, no caso de frutas tóxicas para o metabolismo deles, alterações renais e intestinais, o que pode levá-los ao veterinário.

Cães peludos em casa? Ácaros e fungos podem prejudicar os ouvidos dos pets

Cães peludos em casa? Ácaros e fungos podem prejudicar os ouvidos dos pets

Famosos por incomodar o bem-estar de nossos mascotes no inverno, ácaros e fungos que vivem nos pavilhões auriculares dos pets – em especial cães peludos com orelhas pendulares – recebem uma ajudinha extra para sua reprodução quando temperaturas de verão aparecem nos meses de inverno. E isso é um prato cheio para proliferar outros micro-organismos que podem fazer com que seu cão coce a orelha o dia todo. Essa atitude às vezes potencializa ferimentos nos tecidos adjacentes que passaram a ser submetidos a constantes agressões promovidas pelas unhas dos animais. Enlouquecidos de coceira, os bichinhos procuram diminuir sua agonia, e assim comprometem ainda mais a área afetada – que pode se contaminar e evoluir para uma otite, inflamação no ouvido que, além de dolorosa, pode prejudicar o equilíbrio e a saúde de seu pet.

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E nada de água no ouvido!! Otite é o vilão do banho caseiro por que nem todos sabem da importância em deixar a área protegida da umidade. Os mascotes companheiros nos esportes e que não se importam em ficar molhados podem apresentar coceira nos ouvidos horas depois da exposição à umidade, ainda mais se os pelos não forem secados de forma apropriada, o que favorece os conhecidos fatores – calor e umidade – que darão início ao problema.

E atenção donos de cockers, goldens, poodles e vira-latas peludinhos: otite não é tudo. As unhas do animal provocam lacerações que deixam a pele da orelha e do pavilhão mais espessas. Além de serem uma das responsáveis pela entrada de micro-organismos na pele, unhas e o constante coça-coça também favorecem o surgimento de otohematoma, ruptura de um vaso sanguíneo entre a cartilagem da orelha e a pele que forma uma pequena bolsa onde se acumula sangue, acidente que exige intervenção profissional.

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Animais com orelhas pequenas e até aqueles que as apresentam bem arguidas acima da cabeça também precisam ser inspecionados pois a questão não é apenas anatômica – orelhas pendulares – mas a quantidade de pelos que existe no pavilhão, terreno fértil para os ácaros.

Manter o local ventilado é uma boa medida preventiva para auxiliar a manter a saúde auricular. Há quem prenda os pelos das orelhas de seu pet no topo na cabeça por algumas horas, algo como rabo de cavalo, para evitar que a região fique abafada. Deixar o local arejado raspando o pelo é outra alternativa.

As pet shops costumam verificar por onde anda a higiene de seu animal, e o mais comum nessa época fica por conta dos ácaros, o que é fácil de ser controlado por meio de produtos específicos para esse fim. Se o coça-coça for mantido, o problema pode evoluir para uma otite bacteriana e poderá ser necessário o uso de antibióticos.

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Vai viajar com seu pet? Fique atento aos documentos necessários e às normas sanitárias

Vai viajar com seu pet? Fique atento aos documentos necessários e às normas sanitárias

Levar seu pet para o interior, litoral ou outro estado pode parecer uma viagem comum, mas não é. Muitos donos que colocam seus pets dentro do carro rumo às férias desconhecem algumas regras necessárias para se transportar animais de um lugar para o outro. O veterinário Álvaro Cézar de Abreu chama a atenção para os documentos cuja ausência podem fazer com que você dê adeus às suas férias e retorne para casa com seu mascote.

♦ Para transitar em território nacional, o proprietário precisa portar a carteira de vacinas do mascote – sempre dentro do prazo de validade, é claro – acompanhada pelo atestado de um médico veterinário, credenciado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que tem validade de até cinco dias.

♦ Intermunicipal e interestadual: quem vai se deslocar de ônibus para outra cidade deve acondicionar o mascote em uma caixa de transporte adequada para seu tamanho. É necessário se informar junto à empresa quais são regras específicas sobre transporte animal (peso e tamanho). De qualquer forma, o pet não embarca se não estiver com um atestado de saúde. Como o documento tem validade de 5 dias, é necessário reavaliar o mascote se o retorno ao local de origem ultrapassar esse período.

♦ O mesmo atestado é necessário para quem viaja de carro próprio que ainda deve observar as regras de segurança do mascote que deve estar viajando no banco traseiro, dentro de sua caixa de transporte ou preso com o adaptador de cinto de segurança para cães. Animais não podem ficar soltos dentro do veículo.

Foto: Pixabay, reprodução

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♦ Se a viagem for de avião, é bom se informar junto às companhias aéreas, pois existem diferenças entre elas quanto às regras de embarque na cabine para seu pet e também a necessidade de sedação.

♦ Quem deseja levar seu pet para o exterior deve obter informações com antecedência, porque cada país tem suas regras próprias. Se o destino for a Europa, os animais precisam fazer exame sorológico para a presença da raiva e só podem embarcar depois de três meses do resultado negativo. Ou seja, se a data pretendida é Réveillon, o mascote já deve estar fazendo exames em setembro. Também é necessário chipar o animal que deixa o Brasil.

Países como Uruguai e Paraguai estão atentos para a leishmaniose, doença para a qual os cães brasileiros precisam apresentar exame sorológico negativo. O atestado de saúde têm validade até o aeroporto internacional e o despacho é realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), mesmo órgão que informa as regras de sanidade animal de outro países.

Foto: Pixabay, reprodução

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Atenção: jeitinho brasileiro não funciona. As regras são sérias porque envolvem a possibilidade de entrada de zoonoses e isso abrange a saúde pública, razão pela qual seu pet não embarca se não estiver com a documentação adequada.

Antes de viajar, a dica do veterinário Álvaro de Abreu é procurar orientação profissional de alguém familiarizado com as regras de transporte de animais para que a pessoa não seja surpreendida. Outra forma é buscar informações direto no MAPA que também pode emitir um passaporte para seu mascote com validade em todo o território nacional. O atendimento se dá por agendamento.

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Espaço do pet pode compor a decoração da casa: veja sugestões

Espaço do pet pode compor a decoração da casa: veja sugestões

Com os mais variados tecidos, texturas e acessórios, o mascote pode ganhar um cantinho aconchegante na casa que tem tudo a ver com a decoração.

O cão pode dormir em uma caminha de formato exclusivo ou estar forrada com o mesmo tecido dos sofás, detalhe que traz aquele toque especial à decoração. O gato também pode ganhar um lugar de repouso nas alturas (coisa que eles adoram!) e ter também um espaço térreo colorido para exercitar suas garras e brincar. A imaginação pode ir longe podendo incluir caixas decorativas, gavetas e armarinhos para guardar os pertences de pet, o que inclui roupas e medicamentos.

Em função de dejetos e alimentação, o espaço destinado aos pets costuma ser cozinha ou área de serviço. A imaginação pode ir longe: um móvel antigo ou um mais estreito e moderno pode servir para organizar apetrechos pet, como toalhas, roupas, guias, remédios, escovas e xampus.

Hoje é possível encontrar em lojas do gênero potes, bebedouros, esculturas e tapetes com desenhos bem originais nas mais diversas cores. Para quem tem gato, arranhadores podem vir acompanhados de casinhas suspensas. E, se o apartamento é pequeno, uma boa opção é recorrer às prateleiras nas paredes para que eles brinquem e descansem nas alturas.

Confira algumas ideias

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