Por que você não deve dormir com seu pet

Por que você não deve dormir com seu pet

Dói, eu sei, mas a verdade tem de ser dita e dormir com o pet, embora nos faça sentir um pedaço do paraíso, pode não ser prudente para algumas pessoas.

Confira algumas das razões que justificam abrir mão do prazer de dormir agarradinho com aquela bola peluda que, para dificultar as coisas, também adora pular para cima de sua cama quando o sono se aproxima. Mas é aquilo: se conselho fosse bom, a gente vendia. Se você é doido por seu pet, esqueça as particularidades que a afastam da cama porque, afinal, o que importa mesmo é ser feliz!

1. Dependência

Você está solteira, mora com a mãe e seu trabalho exige muitas viagens? Hoje pode ser que nada disso seja realidade, mas você pode prever o futuro? Então facilite sua vida e crie um mascote mais independente pelo bem dele e o seu;

2. Higiene

Lembra aquele dia que seu pet rolou a valer na grama do parque? Pois é, e tomou banho depois? Provavelmente não, lamento informá-la mas o risco de você ter levado para sua cama coliformes fecais não é pequeno, e se seu pet dorme no seu travesseiro, aí já viu. Cama pode se tornar um albergue de ácaros, fungos e pulgas.

3. Sono interrompido

Pet na cama pode ser sinônimo de sono “leve”. O medo de rolar em cima do animal, ou o mexe-mexe da troca de lugar impede que você mergulhe a fundo no merecido repouso ficando sempre no limiar do bom sono. Você não percebe, mas está atenta a toda movimentação e ruídos de seu pet, o que pode afetar negativamente a qualidade do sono o que é potencializado naqueles que já têm problemas para dormir ou que sofrem insônia.

4. Desconforto

No inverno pode ser interessante você ter um animal com dois graus a mais de temperatura corpórea, sensação que já não é tão bem vinda assim nos meses de verão. Só que seu pet, acostumado ao mimo, não quer saber em que estação estamos e se for afastado da cama, nos dias quentes de verão, pode se sentir ressentido;

5. Fisiologia

Vocês tem ritmos cardíacos distintos e sensibilidades diferentes ao frio e calor. Enquanto você precisa de um ar condicionado bem em cima de sua cama nos meses quentes, seu pet pode passar a noite toda espirrando por conta disso.
Falando em espirros, atenção para quem sofre de rinite pois pode acordar com o nariz entupido.

6. Acidentes

Não pense que é raro. Tem pet que se fere feio com dono rolando acidentalmente por cima, mas o mais comum é ele, o dono, levar aquela mordida de um animal que acorda assustado e com dor, e por causa disso não distingue, na escuridão da noite, que aquela coisa que estava na sua frente era o rosto do dono;

Foto: Pexels

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Entendeu por que a maioria dos médicos condena a prática? Isso não quer dizer que você não possa compartilhar da cama com seu pet, mas esteja atento à higiene e sinais de alergia.

Ainda não está convencida a deixar o Totó do lado da cama? Então lembre que animais que dormem com seus donos tendem a ser mais possessivos, inseguros e até mesmo ansiosos, e se ele precisar ficar separado de seu dono ou se for necessária sua internação, sua recuperação poderá ser prejudicada se ele sentir sua ausência, sofrimento esse que também é um dos motivos para justificar criar um pet com mais autonomia.

Foto: Pexels

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Pense rápido: qual foi o pet mais legal da sua vida?

Pense rápido: qual foi o pet mais legal da sua vida?

A pergunta pode parecer injusta, há quem tenha três ou quatro mascotes dividindo o mesmo posto, mas que animal foi o pet mais legal da sua vida? Saiba que a lembrança imediata não foi à toa. Mesmo que já tenha morrido há muitos anos, existem razões para ele estar em primeiro lugar nas suas memórias.

Sem fazer pouco dos outros — cada mascote é único —, a resposta está no momento da vida compartilhado com seu pet. Lembrando de alguma coisa? Autonomia, divórcio dos pais, primeiro emprego, compra do carro…. E vale tudo, inclusive enterro da tia, lua-de-mel e a chegada do primeiro bebê, experiências singulares, boas ou ruins, que marcam uma vida, oportunidade para o pet daquele período mostrar o seu valor.

Seguem aqui os quatro principais motivos para que um cão ou gato tenha lugar de destaque em sua vida.

1. O mascote da infância:

Foto: Pexels, divulgação

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Esse é importante porque geralmente é o primeiro que se tem lembranças. E se tem uma coisa que cativa criança é um bichinho de estimação. Finalmente um quarto separado do irmão mais novo, a troca de escola, a primeira bicicleta, primeiras sensações de uma vida independente e isso incluiu você passeando (sozinho!) com seu cachorro, seu, não dos outros. A interação começa a ficar maior conforme a idade avança até que lá pelas tantas você está dando banho de mangueira no cachorro que agora é todinho seu, sensações inéditas de um tempo importante que não se assemelha a nenhum outro de sua história. A ligação entre crianças e cães é muito estreita e, não raro, o pet é a primeira grande perda do universo infantil podendo ser tão significativa quanto a morte de um parente próximo.

2. O parceiro de aventuras:

Foto: Pexels, divulgação

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Lembra daqueles quatro primeiros anos do casamento em que era você, o marido e o cachorro sem o corre-corre dos filhos? Era bom sair vocês três, o pet trotando na areia molhada, a língua de fora na janela do carro, os acampamentos na Praia do Rosa. Uma época em que se podia tomar chimarrão na praça, voltar para casa a uma da tarde e só pensar no que fazer para o almoço depois das duas ganhou o título de o melhor período da sua vida, tempo em que você estava disposta a compartilhar da vida e da cumplicidade de um pet. Às vezes, a importância do animal se deve à passagem por um momento mais turbulento, situações que causam grande abalo emocional a ponto de seu pet servir como um bálsamo nas feridas da alma que insistem em sangrar.

3. O bom companheiro:

Foto: Pexels, divulgação

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Você estudava de manhã e trabalhava de tarde. À noitinha, ao chegar em casa, fazia o quê? O de sempre, tomava seu suco de cenoura, chá, cerveja, licor, seja lá qual fosse a preferência, não importava, ele estava lá, do mesmo jeito, enroscadinho no sofá esperando você para descer e fazer xixi, e depois jantar, ver televisão, morder os dedos de seu pé e dormir às 23h45min. Um dos grandes benefícios do animal de estimação, em especial cães e gatos, é a companhia, certo? Mas não é qualquer companhia, constância é a palavra chave, é saber que sua rotina não vai ser alterada, que tudo é do mesmo jeito, que não vai chegar em casa e dar com as malas do querido encostadas na porta, é a certeza de que pelo menos ali, naquela hora do dia e naquela casa, as coisas serão como devem ser, sem surpresas, sem atropelos, você e seu cachorro, você e seu gato se lembrando de que viver é isso aí mesmo, é fazer o que se gosta, com quem se gosta, mas de preferência sem correr o risco de ser feito de bobo.

4. A alma gêmea:

Foto: Pexels, divulgação

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Você trocou de emprego e ficou mais tempo em casa, o apartamento em reforma fez com que você e seu pet dividissem o mesmo quarto, você gostava de andar sobre patins e lá estava seu dog com a língua no chão, mas ainda assim firme e feliz do seu lado. Às vezes a gente acerta em cheio sem perceber, um cão que adora correr e um dono que dá voltas e mais voltas no parque, uma gatinha adorável para um menina pra lá de amorosa, aquelas coisas que dão certo sem maiores pretensões, personalidades que se complementam, se buscam, se ajudam. E nunca mais outro pet levou jeito para sentar na cestinha da bicicleta, nenhum lambeu seu nariz de manhã cedo, nunca mais um animal a compreendeu só com um olhar. Essas combinações são difíceis de se achar e mais ainda de se repetirem, daí algumas pessoas ficarem repicando a mesma raça durante décadas, um temperamento impresso ao longo dos séculos que podem aumentar as chances de voltar a ter aquilo que deu certo e que fez de vocês grandes companheiros.

Lembrando de alguém? Eu sim, Malu, dez anos de companhia, mestiça Cocker Spaniel que só faltava falar. E o seu?

Tristeza, uivos e xixi fora do lugar? Seu pet pode estar apaixonado

Tristeza, uivos e xixi fora do lugar? Seu pet pode estar apaixonado

É, acontece, e é mais comum do que se pensa. Estamos na primavera e a cachorrada pode estar no período de reprodução. Alguns começaram mais cedo – julho, agosto – mas quem passou o inverno desapercebido com certeza vai dar o seu alô nos meses primaveris. É só dar uma volta no parque, e pronto! Seu pet finca o pé ao lado de uma arvorezinha e de lá não sai. Razão disso? Urina de uma cadela no cio, o que significa uma semana de cachorro apaixonado em casa.

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Os gatos também podem estar com os ferormônios na ponta do nariz mas, diferentemente dos cães, não precisam da primavera para estimular a reprodução. A gata pode entrar no cio várias vezes ao ano enquanto a cadela de porte pequeno a médio costuma ser duas vezes.

Para quem mora em prédios, fêmeas no cio em outros apartamentos podem ser as responsáveis pelo mal estar de seu pet que chora, uiva, não se alimenta e faz xixi em lugares que não fazia, uma forma de marcar território.

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Diante dessa situação, muita gente não sabe o real motivo da “doença”de seu pet, mas não se assuste, pode ser paixonite mesmo, resultado de estarem todos os poros voltados para a reprodução que está a poucos metros de distância dele.

Como resolver isso? Tempo. Fêmeas nos apartamentos encerram o ciclo em até 15 dias. O problema da paixonite é para quem frequenta praças e parques pois constantemente é renovado o casting das noivas. E não pense que cruzar seu animal vai resolver o problema. Havendo hormônios, o comportamento se repete. Saiba com os vizinhos se existe alguma pretendente no prédio antes de se preocupar com o comportamento estranho dos últimos dias.

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O odor está no ar, e se tem uma coisa difícil de enganar é o faro de um cachorro. Abra as janelas para receber vento no sentido contrário ao da moradia da fêmea. Cadelas e gatas no cio também podem incomodar seus donos se souberem que tem pretendentes por perto. Converse com seu vizinho nesse período e pergunte onde ele a leva para urinar e conduza o seu para o lado oposto.

Castração pode reduzir esses sinais, mas nem sempre os resultados são eficazes, ainda mais quando o macho já está maduro sexualmente.

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Agora é científico! Cães precisam mais dos seus donos do que gatos

Agora é científico! Cães precisam mais dos seus donos do que gatos

No mundo todo, pesquisadores tentam fundamentar aquilo que todos já sabem: aristocracia felina não é mito. A famosa diferença entre cães e gatos, aquela que diz que estes não se misturam, tem lá seu fundo de razão, pelo menos por enquanto.

Em junho, a Universidade de Viena deu sua contribuição, para a alegria dos “pais” de cachorro, mostrando que os cães, precisam, sim, estar perto de seus donos. De acordo com a pesquisa, cães nutrem por seus tutores um afeto semelhante àquele que crianças pequenas têm por seus pais. O grupo testado (22 animais) levou em conta a presença dos donos com seus cães em um ambiente estranho e com pessoas desconhecidas. Depois de algum período de tempo, o dono deixa seu cão sozinho. O resultado a gente pode imaginar.

Longe de seus donos, a maioria dos cães se sentiu pouco à vontade ou até mesmo em perigo. Embora não tenham noção de paternidade, os cães desenvolvem por quem os alimenta e protege uma ligação emocional muito estreita, daí ser fonte de muita dor para um cachorro ser apartado de seu dono e isso vale para os casos de abandono porque um cão longe de seu “pai” é um cão perdido no mundo.

Foto: Pexels

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Neste mês, outra notícia fez muita gente torcer o nariz e um balde de água fria caiu sobre os “pais” de gatos. É da Universidade de Lincoln o estudo que busca comprovar que, diferentemente dos cães, os gatos não estão tão apegados assim ao “seu humano”, criatura que ele permitiu aproximação, comportamento que vem ao encontro da velha teoria de que gatos se afeiçoam mais pelo ambiente (territorialidade) do que por quem o abriga e alimenta. Na pesquisa, os gatos foram submetidos a uma situação e local estranhos com e sem a presença de seus donos. Diferentemente dos cães, os bichanos, em sua maioria, seguiram explorando o ambiente sem parecer ter reduzido sua confiança na ausência do tutor, resultados que, analisados, caracterizam animais mais independentes dos laços afetivos para tomarem decisões e se sentirem seguros.

Ingratidão? Não, a diferença se deve muito à domesticação. Enquanto o cão já convive com o homem desde antes da Idade da Pedra, o gato começou a aparecer na sociedade no Antigo Egito, tempo relativamente curto para ele se esquecer de que é um felino, diferente do cão que às vezes pensa que é gente. Em vista disso, gatos tendem a reverter à vida selvagem com relativa facilidade, uma vez que ainda são vistos caçando pássaros e ratos, um instinto totalmente esquecido pelo cão que, sem um provedor, acaba passando fome e insegurança se deixado sozinho em ambiente hostil.

E antes que os simpatizantes corram em defesa de seus bichanos – algo como “meu gato é louco por mim!”– houve registros de participantes que miaram para valer quando viram seus donos saindo da sala, reação que também tem a ver com o arquétipo mental, a história pregressa e a personalidade de cada indivíduo.

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Gato com cão, cão com hamster… Dicas para adaptar um animal de outra espécie na casa

Gato com cão, cão com hamster… Dicas para adaptar um animal de outra espécie na casa

O frio está com seus dias contados, o que para alguns significa estar próximo o momento de por em prática o assunto que há tempos vem ganhando espaço na hora do almoço e do jantar, momentos em que compartilhamos nossas ideias com os demais membros da casa. O calor que se mostra mais presente e a proximidade do término do ano escolar – associado, muitas vezes, ao Natal – não raro antecipa os planos de receber mais um bichinho na casa, desejo geralmente das crianças, mas que surge também de casados e solteiros que, já habituados à presença de seu mascote, desejam aumentar a família pet.

O que era para ser bom ganha ares de preocupação quando o assunto é misturar espécie distintas, e ainda reconhecidamente inimigas, como cão e gato, gato e hamster. Embora o instinto animal permaneça, o que vale ainda é o bom-senso aliado a profundos conhecimentos sobre o temperamento do mascote mais antigo da casa que, se não abandonou os sinais mais primitivos de sua essência, como a caça, a chegada do novo mascote começa mesmo a complicar.

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Mas a preocupação não se restringe ao mais antigo não aceitar (e até agredir) o mascote recém-chegado, animal que pode ter cinco vezes o tamanho do primeiro, o que já é motivo para reverter o quadro da preocupação até mesmo se os dois se derem bem, uma vez que acidentes acontecem durante inocentes brincadeiras. A chegada de um simpático filhote de Golden Retriever acaba com o sossego do gato que há 12 anos descansa soberano em cima do sofá – e que agora talvez prefira escalar os móveis mais altos da casa e se ver livre daquela criatura histérica. Ou não. Há gatos que se divertem e veem um bom entretenimento em provocar os cães se refugiando nas alturas. O jeito, então, é pagar para ver.

Sendo assim, quando o assunto é mascote de outra espécie e de outro tamanho, é necessária uma boa dose de paciência para apresentar os animais um ao outro, encontro que deve contar com total assistência dos donos da casa. Isso inclui servir de fortaleza no momento em que for permitido ao mais forte chegar perto do nariz do mais fraco, independente de este ser o mais antigo da casa ou não. Cada caso é um caso. O fundamental é estar sempre presente para que os mascotes se tornem bons companheiros, uma das principais finalidades de se adquirir um segundo pet na moradia. Tudo vai depender da personalidade de cada animal. O ideal é que ambos se socializem, embora não raro novas regras de espaço sejam estabelecidas para que um não afronte o espaço já conquistado do outro.

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Dicas para adaptar uma outra espécie animal na casa

• Jamais embarque nessa aventura se é sabido que seu pet mais velho é temperamental e com histórico de ciúmes.

• Tenha bom senso. Não espere ter uma vida tranquila se pretende colocar no mesmo pátio hamsters e Pastor Alemão. Pássaros e gatos também não costumam combinar.

• A rotina do mascote antigo deve ser mantida o máximo possível para que não se sinta prejudicado com a chegada do novo integrante.

• Cães e gatos idosos e com muitos anos reinando soberanos na casa podem exigir mais tempo de adaptação.

• Se possível, faça um teste de adaptação com o novo integrante antes da mudança definitiva.

• Explique aos filhos que o antigo mascote necessita da mesma atenção e também respeito ao seu espaço e momentos de privacidade. É necessário muita conversa e combinações com os pequenos para que o animal de mais idade não se sena substituído.

• Não forçar o convívio dos animais quando um se mostra refratário à presença do outro.

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• Dê ao antigo mascote uma atenção exclusiva e demonstre naturalidade quando o mais novo se inserir no cenário.

• Se você tem uma fêmea, pode ser mais fácil se adaptar ao segundo mascote pois machos são mais territorialistas.

• Se o segundo mascote for animal de rua, certifique-se de que recebeu a devida atenção com vacinas e procure conhecer um pouco mais de sua personalidade antes de levá-lo para casa. Animais que ficaram à própria sorte podem ser mais submissos ou mais agressivos no que se refere a dividir espaço dependendo de suas experiências anteriores.

• Se você não está certo sobre o que pode acontecer com a chegada de um novo integrante, procure um adestrador previamente.

• Não dê chance ao azar. Evite deixar o papagaio solto na sala enquanto você toma banho se o cachorro também está livre pelo ambiente.

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