Faça você mesma: como tosar as patas de seu cão

Faça você mesma: como tosar as patas de seu cão

A correria do final ano foi longa, gastou todo o dinheiro antes das férias ou você é daquelas que ama deixar seu pet peludinho? Por mais que você goste de seu Lhasa Apso com o pelo comprido, lembre-se de que a maioria dos cães sente prazer quando perde as madeixas longas na época de calor.

Para quem se preocupa com estética, é importante saber que o pet não liga para pelos quando o assunto é conforto e bem-estar. Existem raças que, se não forem tosadas, podem ficar com o pelo falhado e sem graça, fazendo-o até mesmo cair (como é o caso dos pastores e collies). Assim, é recomendável que você acelere esse processo com a ajuda de uma tesoura, preparando uma pelagem uniforme e saudável até o próximo inverno.

Mas se você mantém o pelo escovado e no capricho, e seu pet é daqueles que permanece o verão em locais frescos, versão inverno pode não ser um martírio, mas ainda assim é interessante “revisar” se as patinhas de seu cachorro estão adequadas à rotina dos meses de verão. Patas com pelos entre os dedos amortizam ferimentos quando o assunto é caco de vidro e pedrinhas esquecidas no meio da grama se seu pet sai para passeios diários.

Outra vantagem é que ficam as almofadinhas plantares – aquela bolinha preta debaixo do pé – mais bem protegidas de queimaduras, o que não acontece quando você remove o excesso de pelos. Por outro lado, esses cães tendem a escorregar nas lajotas das casas de veraneio quando molhadas ou ao sair correndo para brincar com as crianças.

Patas nuas facilitam a higiene, evitam o desconforto que “bolinhas”(emaranhado de pelos) podem promover entre os dedos, dificultam a vida de fungos e bactérias e trazem uma sensação de pés descalços nos pets. Ao serem lavadas secam em poucos minutos.

O lado negativo é que alguns cães são alérgicos à máquina de tosa e têm suas patas cobertas por pequenas feridas em função disso. Se o processo for realizado em casa, uma tesoura sem ponta evita essa dermatite, mas seu mascote deve ser muito zen e sua visão muito apurada. Além de gestos suaves e seguros para fazer isso em casa sem machucar os dedinhos de seu pet.

Pronta para a higiene? Confira o passo a passo para tosar as patinhas do seu animalzinho

Com uma escova adequada, não deixe um fio das patas de seu cão ficar de fora da escovação
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Com a pata apoiada no chão, corte os excessos de forma circular

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Você pode se sentir melhor fazendo isso contendo seu pet no colo, mas ele não pode ter o costume de recolher bruscamente a pata de sua mão

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Considere a possibilidade de manter íntegra a região entre os dedos se isso proteger mais a pata de seu pet

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Caso contrário, remova o pelo entre os dedinhos. Atenção: seu pet não pode se mexer ou sentir cócegas. Um corte nessa região pode levar semanas de tratamento e significa grande desconforto para o animal

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Pronto! Patinha peluda versão primavera-verão

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Vai viajar com seu pet? Atenção às regras e documentos

Vai viajar com seu pet? Atenção às regras e documentos

Pet na janela só fica bem em foto. É preciso acondicioná-lo em caixas ou adaptador ao o cinto de segurança (Foto: Pexels)

Já falamos aqui, nas férias de julho, que quem quisesse levar seu pet para passar o Révéillon no exterior, dependendo do país, talvez tivesse de fazer exames de sangue já no mês de setembro com vistas àquele período. Mas o inverno é uma estação distante demais para se pensar o que fazer no final do ano, e por isso que só agora, com o Natal chegando, é que bateu aquela vontade de ir de mala, cuia e pet fazer uma visita-surpresa para a irmã que mora há 700 quilômetros de distância da família.

O bom é que o Brasil é bem grande e muitos podem ser os destinos para os pets sem grandes burocracias. O tutor precisará sempre portar a carteira de vacinação antirrábica em dia acompanhada pelo atestado de um médico veterinário, credenciado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que tem validade de até cinco dias. Ou seja: na hora de voltar, se ultrapassar esse período, você deverá procurar um profissional na cidade onde estiver para um novo atestado. Não é exagero, é questão de zoonose, de saúde pública os animais viajarem sem oferecer riscos à população, razão pela qual essas regras não podem ser negligenciadas.

* Ônibus

Quem vai se deslocar de ônibus para outra cidade deve acondicionar o mascote em uma caixa de transporte adequada para seu tamanho. É necessário se informar junto à empresa quais são regras específicas sobre transporte animal (peso e tamanho) porque pode variar centímetros de uma para outra. De qualquer forma, o pet não embarca sem os documentos descritos acima.

* Carro

Mesmo estando dentro de seu automóvel, você deve acondicionar seu gato em uma caixa de transporte, o mesmo valendo para cães de pequeno porte. Se seu mascote é de raça grande, é permitido levá-lo no banco de trás, desde que devidamente protegido pelo adaptador de cinto de segurança que você encontra em lojas do ramo.

* Avião

Informe-se, e com muita antecedência, sobre as regras da companhia que se pretende viajar por que pode incluir até mesmo a necessidade de sedação. Seu pet pode até viajar na cabine, também acondicionado em caixa de transporte, mas existem restrições sobre essa possibilidade e não costuma ser mais de um pet por vôo, lembrando que a prioridade são cães de serviço, como cães-guia.

Lembrando que:

Os países do Mercosul permitem o trânsito de animais com o Passaporte para Cães e Gatos, um documento emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que contém todos os dados do animal que deve ser chipado antes de deixar o Brasil. Países como Uruguai e Paraguai estão atentos para a leishmaniose, doença para a qual os cães brasileiros precisam apresentar exame sorológico negativo.

O atestado de saúde têm validade até o aeroporto internacional e o despacho é realizado pelos fiscais do MAPA, órgão que está aberto para esclarecer dúvidas através de agendamento, uma maneira segura de buscar informações sobre as exigências sanitárias de outros países. Para a União Europeia, por exemplo, os trâmites antes de deixar o Brasil podem demorar quatro meses para ser concluídos, tempo bem menor se o país de destino for o Canadá ou os Estados Unidos.

Mais informações, clique aqui.

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Tristeza, uivos e xixi fora do lugar? Seu pet pode estar apaixonado

Tristeza, uivos e xixi fora do lugar? Seu pet pode estar apaixonado

É, acontece, e é mais comum do que se pensa. Estamos na primavera e a cachorrada pode estar no período de reprodução. Alguns começaram mais cedo – julho, agosto – mas quem passou o inverno desapercebido com certeza vai dar o seu alô nos meses primaveris. É só dar uma volta no parque, e pronto! Seu pet finca o pé ao lado de uma arvorezinha e de lá não sai. Razão disso? Urina de uma cadela no cio, o que significa uma semana de cachorro apaixonado em casa.

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Os gatos também podem estar com os ferormônios na ponta do nariz mas, diferentemente dos cães, não precisam da primavera para estimular a reprodução. A gata pode entrar no cio várias vezes ao ano enquanto a cadela de porte pequeno a médio costuma ser duas vezes.

Para quem mora em prédios, fêmeas no cio em outros apartamentos podem ser as responsáveis pelo mal estar de seu pet que chora, uiva, não se alimenta e faz xixi em lugares que não fazia, uma forma de marcar território.

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Diante dessa situação, muita gente não sabe o real motivo da “doença”de seu pet, mas não se assuste, pode ser paixonite mesmo, resultado de estarem todos os poros voltados para a reprodução que está a poucos metros de distância dele.

Como resolver isso? Tempo. Fêmeas nos apartamentos encerram o ciclo em até 15 dias. O problema da paixonite é para quem frequenta praças e parques pois constantemente é renovado o casting das noivas. E não pense que cruzar seu animal vai resolver o problema. Havendo hormônios, o comportamento se repete. Saiba com os vizinhos se existe alguma pretendente no prédio antes de se preocupar com o comportamento estranho dos últimos dias.

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O odor está no ar, e se tem uma coisa difícil de enganar é o faro de um cachorro. Abra as janelas para receber vento no sentido contrário ao da moradia da fêmea. Cadelas e gatas no cio também podem incomodar seus donos se souberem que tem pretendentes por perto. Converse com seu vizinho nesse período e pergunte onde ele a leva para urinar e conduza o seu para o lado oposto.

Castração pode reduzir esses sinais, mas nem sempre os resultados são eficazes, ainda mais quando o macho já está maduro sexualmente.

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Descubra quais são as melhores raças de cães para apartamento

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Você bem que cogitou um gato, mas foi voto vencido. Agora a briga é qual a melhor opção para coabitar em 78 metros quadrados junto com um papagaio e mais dois filhos. Embora se espere de cães de raça um comportamento padrão específico, não existe uma regra irrefutável de que seu cão, de raça reconhecidamente tranquila, não vai ser a ovelha negra da família e rasgar todo o estofamento novo. Ainda assim, seguem aqui algumas raças que não costumam apresentar problemas de adaptação em espaços pequenos.

Foto: Pexels, reprodução

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Para quem gosta de pentear seu animal de estimação, aqui vai algumas sugestões: Shit-zu, Lulu da Pomerânia, Lhasa Apso, Maltês, Yorkshire, Pequinês, Cocker Spaniel e Schnauzer. Embora possa ter pelo cumprido, o Poodle, uma vez tosado, tem a vantagem de não soltar o pelo, podendo, por isso, ser considerado um pet de pelo curto, vantagem que também vem sendo notada no Lulu da Pomerânia.

Foto: Pexels, reprodução

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Para os alérgicos ou mais voltados à higiene do lar, os animais de pelo curto que costumam se adaptar a pequenos espaços podem ser exemplares das raças Dachshund, Boston Terrier, Pug, Pinscher, Chihuahua e Fox, lembrando que animal de pelo curto não significa isenção de pelos no tapete. Outra raça que vem ganhando adeptos já há algum tempo é a Whippet, animais espertos, de trejeitos delicados, silenciosos e muito companheiros.

A zebra dessa escolha é que alguns animais, quando expostos a determinados fatores, podem se transformar no cãozinho alarme do prédio, o que coloca abaixo suas pretensões de ter um pet mais silencioso. Deve-se estar atento às particularidades de cada raça, características que podem ir de encontro ao o que você espera de um bom amigo. Dachsunds são reconhecidamente animais mais teimosos e os Pugs tem fama de dramáticos. Para não potencializar essas tendências, a dica é lapidar o comportamento de seu pet desde tenra idade. Da mesma forma, é bom usar da predisposição “zen” de algumas dessas raças, em especial as orientais, e promover um relacionamento saudável e tranquilo com seu pet. Cabe lembrar que muitos cães que aparecem deitadas tranquilamente sobre o sofá de uma residência, como o Schnauzer e o Cocker Spaniel, quando filhotes, passaram boa parte de seu tempo roendo rodapés e pés de cadeiras, atividade que se vê com certa freqüência em cães filhotes de qualquer raça, daí seu talento em orientar o mascote a reduzir essa manifestação ao longo do período de adaptação.

Foto: Pexels, reprodução

Foto: Pexels, reprodução

Para quem pretende adotar, cães de abrigo, embora não tenham a predisposição reconhecida de algumas raças, característica que facilitaria a escolha, podem se adaptar muito bem a um lar de pequenas dimensões se forem observados alguns critérios no comportamento e na personalidade deles. Cães mais agitados e que latem muito durante uma visita humana deixam em evidência sua necessidade de espaço. Aí é contar com a percepção, aquele totozinho mais dócil que fica olhando para você e abanando o rabo no canto do canil pode ser uma boa escolha. Se ele tem traços em seu fenótipo de algumas das raças conhecidas como boas para apartamento já é um bom presságio, mas se você não se sente seguro para escolher, talvez precise estar acompanhado por alguém que tenha a habilidade de traduzir a linguagem corporal de seu novo amigo antes de levá-lo para casa.

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Agora é científico! Cães precisam mais dos seus donos do que gatos

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No mundo todo, pesquisadores tentam fundamentar aquilo que todos já sabem: aristocracia felina não é mito. A famosa diferença entre cães e gatos, aquela que diz que estes não se misturam, tem lá seu fundo de razão, pelo menos por enquanto.

Em junho, a Universidade de Viena deu sua contribuição, para a alegria dos “pais” de cachorro, mostrando que os cães, precisam, sim, estar perto de seus donos. De acordo com a pesquisa, cães nutrem por seus tutores um afeto semelhante àquele que crianças pequenas têm por seus pais. O grupo testado (22 animais) levou em conta a presença dos donos com seus cães em um ambiente estranho e com pessoas desconhecidas. Depois de algum período de tempo, o dono deixa seu cão sozinho. O resultado a gente pode imaginar.

Longe de seus donos, a maioria dos cães se sentiu pouco à vontade ou até mesmo em perigo. Embora não tenham noção de paternidade, os cães desenvolvem por quem os alimenta e protege uma ligação emocional muito estreita, daí ser fonte de muita dor para um cachorro ser apartado de seu dono e isso vale para os casos de abandono porque um cão longe de seu “pai” é um cão perdido no mundo.

Foto: Pexels

Foto: Pexels

Neste mês, outra notícia fez muita gente torcer o nariz e um balde de água fria caiu sobre os “pais” de gatos. É da Universidade de Lincoln o estudo que busca comprovar que, diferentemente dos cães, os gatos não estão tão apegados assim ao “seu humano”, criatura que ele permitiu aproximação, comportamento que vem ao encontro da velha teoria de que gatos se afeiçoam mais pelo ambiente (territorialidade) do que por quem o abriga e alimenta. Na pesquisa, os gatos foram submetidos a uma situação e local estranhos com e sem a presença de seus donos. Diferentemente dos cães, os bichanos, em sua maioria, seguiram explorando o ambiente sem parecer ter reduzido sua confiança na ausência do tutor, resultados que, analisados, caracterizam animais mais independentes dos laços afetivos para tomarem decisões e se sentirem seguros.

Ingratidão? Não, a diferença se deve muito à domesticação. Enquanto o cão já convive com o homem desde antes da Idade da Pedra, o gato começou a aparecer na sociedade no Antigo Egito, tempo relativamente curto para ele se esquecer de que é um felino, diferente do cão que às vezes pensa que é gente. Em vista disso, gatos tendem a reverter à vida selvagem com relativa facilidade, uma vez que ainda são vistos caçando pássaros e ratos, um instinto totalmente esquecido pelo cão que, sem um provedor, acaba passando fome e insegurança se deixado sozinho em ambiente hostil.

E antes que os simpatizantes corram em defesa de seus bichanos – algo como “meu gato é louco por mim!”– houve registros de participantes que miaram para valer quando viram seus donos saindo da sala, reação que também tem a ver com o arquétipo mental, a história pregressa e a personalidade de cada indivíduo.

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