Agora é científico! Cães precisam mais dos seus donos do que gatos

Agora é científico! Cães precisam mais dos seus donos do que gatos

No mundo todo, pesquisadores tentam fundamentar aquilo que todos já sabem: aristocracia felina não é mito. A famosa diferença entre cães e gatos, aquela que diz que estes não se misturam, tem lá seu fundo de razão, pelo menos por enquanto.

Em junho, a Universidade de Viena deu sua contribuição, para a alegria dos “pais” de cachorro, mostrando que os cães, precisam, sim, estar perto de seus donos. De acordo com a pesquisa, cães nutrem por seus tutores um afeto semelhante àquele que crianças pequenas têm por seus pais. O grupo testado (22 animais) levou em conta a presença dos donos com seus cães em um ambiente estranho e com pessoas desconhecidas. Depois de algum período de tempo, o dono deixa seu cão sozinho. O resultado a gente pode imaginar.

Longe de seus donos, a maioria dos cães se sentiu pouco à vontade ou até mesmo em perigo. Embora não tenham noção de paternidade, os cães desenvolvem por quem os alimenta e protege uma ligação emocional muito estreita, daí ser fonte de muita dor para um cachorro ser apartado de seu dono e isso vale para os casos de abandono porque um cão longe de seu “pai” é um cão perdido no mundo.

Foto: Pexels

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Neste mês, outra notícia fez muita gente torcer o nariz e um balde de água fria caiu sobre os “pais” de gatos. É da Universidade de Lincoln o estudo que busca comprovar que, diferentemente dos cães, os gatos não estão tão apegados assim ao “seu humano”, criatura que ele permitiu aproximação, comportamento que vem ao encontro da velha teoria de que gatos se afeiçoam mais pelo ambiente (territorialidade) do que por quem o abriga e alimenta. Na pesquisa, os gatos foram submetidos a uma situação e local estranhos com e sem a presença de seus donos. Diferentemente dos cães, os bichanos, em sua maioria, seguiram explorando o ambiente sem parecer ter reduzido sua confiança na ausência do tutor, resultados que, analisados, caracterizam animais mais independentes dos laços afetivos para tomarem decisões e se sentirem seguros.

Ingratidão? Não, a diferença se deve muito à domesticação. Enquanto o cão já convive com o homem desde antes da Idade da Pedra, o gato começou a aparecer na sociedade no Antigo Egito, tempo relativamente curto para ele se esquecer de que é um felino, diferente do cão que às vezes pensa que é gente. Em vista disso, gatos tendem a reverter à vida selvagem com relativa facilidade, uma vez que ainda são vistos caçando pássaros e ratos, um instinto totalmente esquecido pelo cão que, sem um provedor, acaba passando fome e insegurança se deixado sozinho em ambiente hostil.

E antes que os simpatizantes corram em defesa de seus bichanos – algo como “meu gato é louco por mim!”– houve registros de participantes que miaram para valer quando viram seus donos saindo da sala, reação que também tem a ver com o arquétipo mental, a história pregressa e a personalidade de cada indivíduo.

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Bom garoto! Como educar seu cãozinho a fazer xixi no lugar certo

Bom garoto! Como educar seu cãozinho a fazer xixi no lugar certo

Para quem se antecipou e já embarcou na aventura de presentear um filho com um cachorrinho, talvez você já esteja farto de lavar tapetes e carpetes com produtos removedores de odor de urina. Campeão das reclamações do período de adaptação pet, alguns cãezinhos podem demorar – e muito! – para entender que a casa não é um penico gigante.

Às vezes, um filhote se comporta como criança. A gente fala, fala, fala e fala e parece estar falando para as paredes. Mas calma, ele vai aprender. E acredite: assim que se der conta de que existe um local para essa finalidade ele vai ficar muito mais feliz.

Essa cara de culpado é familiar à alguém? (Foto: Pexels, divulgação)Essa cara de culpado é familiar a alguém? (Foto: Pexels, divulgação)

Então vamos lá:

* Determine o lugar certo que será o banheiro de seu pet. Não o deixe eleger por conta própria a sacada ou o tapete do banheiro. Aliás, não é a toa que cães adoram urinar em tapetes: eles absorvem a umidade e assim não molham suas patas.

* Restrinja o espaço. Parece maldade, mas não é. Até seu pet vai se sentir mais seguro se descobrir sua casa aos poucos. Limite-o a um cômodo ou à cozinha estendida à área de serviço.

* No início talvez seja interessante cobrir o chão de uma área bastante extensa com jornais ou tapetes higiênicos, o material que você eleger para absorver os dejetos. É importante deixar essa área coberta o mais longe possível da caminha e do comedouro de seu pet. Animal costumam ser higiênico e não costumam se alimentar ou dormir perto de suas fezes, daí a importância de estar em cantos opostos.

* O filhote faz xixi muito mais vezes do que um adulto, número que pode ser algo em torno de oito, dependendo da raça e da ingestão hídrica dele. Sabendo disso, tenha ciência do espaço a ser percorrido por ele quando bater aquela vontade de esvaziar a bexiga. Bastam seis metros para ele se agachar e fazer pelo meio do caminho o que pode incluir seu tapete. A dica é estar atento aos horários. Quando acorda e logo depois do almoço é certo que seu pet vai urinar, então seria interessante você pegá-lo no colo e levá-lo até a área eleita se ele por acaso estiver longe dela.

* Logo depois de esvaziar a bexiga é a hora de permitir ao seu mascote se aventurar pelos outros cômodos da casa. Você terá uma hora tranquila para brincadeiras e interação sem o estresse do xixi.

* De quando em quando, se você estiver em casa com ele por mais de uma hora, pegue no colo e leve-o até o local, coloque-o sobre o jornal ou tapete higiênico e diga “xixi”. Se ele fizer, comemore, ele entendeu que agradou você.

* Isso vale para quem também leva seu filhote para a rua. Ao se agachar, enfatize a palavra “xixi” para ele entender que o que está fazendo é xixi.

* Em caso de tapete carimbado, a não ser que você flagre seu pet esteja se agachando (fazer xixi) ou se encolhendo(fazer  cocô), não adianta chamar a atenção dele. Durante a bronca, ele entende que o errado é fazer xixi, e não que é errado fazer xixi naquele lugar. Dessa forma você contribui para a manutenção do grande penico por que seu pet vai se esconder de você sempre que precisar esvaziar a bexiga. Ou pior: vai reter a urina até o próximo passeio higiênico.

* Ter cachorro é ter responsabilidades, e seu pet precisa ter horário para ir ao banheiro ou à rua, o que costuma ser de  3 a 5 vezes por dia quando adulto. Acorde mais cedo se você precisa sair para trabalhar mas jamais negligencie a necessidade de seu cão em esvaziar a bexiga.

Com o passar do tempo, acostumá-lo  à rua é um excelente negócio. Cães adultos facilitarão sua vida se fizerem sua necessidades fora de casa. Limpar o banheiro de um labrador, por exemplo, é jornal que não acaba mais e o odor pode impregnar. O cão costuma se adaptar à sua rotina e esteja ciente de que a primeira coisa a fazer quando chegar em casa é levá-lo para a rua pois o cérebro dele  já desencadeou o processo “estou quase indo ao banheiro”, quando escuta sua voz.

E cuidado! Urina retida predispõe a infecções urinárias!

* Se o cão persistir no erro durante mais de três semanas, talvez você não esteja tendo a necessária postura de liderança de forma eficaz. Procure um adestrador para fazer esse trabalho para você, com gente especializada o resultado costuma ser rápido.

Boa sorte!

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Coleiras de LED e outros acessórios ajudam a manter segurança do seu pet

Coleiras de LED e outros acessórios ajudam a manter segurança do seu pet

Nada melhor do que soltar seu cachorro no gramado do parque e vê-lo correr livre e solto, não é? Mas se você morre de medo de perder o bichinho, alguns acessórios podem te ajudar deixar seu pet mais livre e, ao mesmo tempo, reduzir os riscos de perdê-lo.

  • Continua soberana e em primeiríssimo lugar, a boa e velha chapinha de identificação, com cores, modelos e tamanhos diversos. Não esqueça de colocar o código de área (DDD) do número de telefone. Na praia, por exemplo, há pessoas de diferentes regiões e estados. O valor do acessório costuma ser pequeno (entre 5 e 35 reais), e pode evitar, além da perda de seu mascote, o peso da culpa de ter poupado em algo tão eficaz para a imediata identificação do cão perdido. Basta um celular e seu pet pode ser devolvido minutos depois de seu desaparecimento.
  • Você também pode colocar um microchip em seu cachorro, mas vai precisar do bom senso de quem o encontrou para levá-lo até uma clínica veterinária e ter acesso ao seu cadastro. Nem todas as pessoas sabem que isso é possível.
  • Guias que brilham no escuro facilitam visualização de seu pet também para motoristas e ciclistas. Já está disponível no mercado a coleira de LED, uma luz vibrante que pode brilhar de forma pulsada ou constante no pescoço do animal. E não pense que isso o incomoda, porque a iluminação não atinge seus olhos. Conversando com seus amigos, você de longe vê as estrepolias de seu pet mesmo com pouca – ou nenhuma! – luz natural. O acessório tem cabo USB e a bateria dura muitas horas quando ligada.

Os produtos desse post foram indicados ao Animal Print pela Cobasi.

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Mau-au! Três atitudes que acabam com o humor de seu pet

Mau-au! Três atitudes que acabam com o humor de seu pet

É bom ter um bichinho em casa, um personagem a mais, muitas vezes divertido e amável, outras vezes uma companhia silenciosa, mas não por isso isento daquele efeito restaurador que ganhamos  quando os pegamos no colo para enchê-lo de mimos e carinhos.

Mas o humor de seu pet pode estar em suas mãos. Pode ser motivo de tristeza em cães e gatos, acostumados a um determinado tratamento,  ter sua rotina interrompida. E  se transcorrido longo período, o reflexo das atitudes inexplicáveis de seu dono pode causar  um grande estresse na vida deles.

Abaixo,  três motivos que colocam para baixo o humor de qualquer mascote:

1) Esquecer que ele existe

A inesperada demissão ou o término de um relacionamento de longa data tem esse efeito: ou você se gruda no seu pet e chora e noite inteira dizendo como o ser humano é traíra ou se tranca no seu casulo e de lá não sai nem para dar um carinho no cachorro. A ansiedade do dono não passa desapercebida pelo mascote, que começa a ficar nervoso também. O “por quanto tempo vai durar essa fase?” reduz  o apetite de seu pet, que pode voltar a urinar pela casa e fazer outros estragos para chamar sua atenção. Esse esquecimento também é muito comum em mães de primeira viagem. A rotina fica meio confusa e até a mulher se habituar a novos horários de sono e alimentação, o pet pode sentir-se abandonado.

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Foto: Pexels, divulgação

2) Ralhar com ele

Geralmente vem acompanhado dos acontecimentos descritos no item acima, e se o seu pet é daqueles de fazer alguma coisa para ser visto, as chances de ele receber uma bronca não são pequenas. Alterar a voz com um animal que não está acostumado com grosserias potencializa sua ansiedade, o que também favorece o mal comportamento.

3) Negligenciar a hora da  alimentação

Aí já é demais, mas acontece. O pessoal que trabalha à noite e volta cansado pode estar seguindo todos os itens aqui descritos  sem se dar conta disso. Chegar em casa às sete da manhã e se jogar na cama sem dar atenção – e comida – para o pet é outra forma de deixá-lo severamente aborrecido. Além de não ver o dono, a comida ficou para quando ele acordar. Alterar o horário de alimento de seu pet é uma falta grave. Além de fome, seu organismo fica descompensado sem saber a que horas virá a próxima refeição,  o que mexe com seus hormônios e metabolismo. Se você passou a trabalhar mais um turno ou assumiu novos compromissos com esporte ou lazer, deixe um comedouro e um bebedouro automático para não gerar estresse em seu cão.

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Foto: Pexels, divulgação

Cabe salientar que existem animais que sofrem menos com os dois primeiros itens, ainda mais se desde pequenos não foram acostumados com muitos mimos, abraços e colos, o que vale para cães de guarda e alguns gatos. Nesses lares, pessoas gostam de animais, mas não de uma relação muito próxima com eles e se for assim, ficar alguns dias sem falar com seu pet não causará nele os efeitos nocivos se comparados àqueles que gravitam em torno de seus donos.

Para quem dispensa bastante atenção a ele, nos momentos em que estamos mergulhados em nossos dissabores e contratempos, o jeito é se puxar e recorrer até mesmo à agenda para lembrar de atividades que podem ser feitas em conjunto. Pedir para um amigo ou parente dar uma forcinha nos períodos conflitantes também pode ser um auxílio interessante. Não esqueça que manter o bem-estar de um animal que mora debaixo do seu teto contribui para  ajudar a si mesmo a enfrentar um período chato da vida, isso porque prolongar o mal-estar desse animal é pulverizar energia negativa, sensação de tristeza e abandono que abalam seu universo, ainda mais quando este se resume ao seu próprio e único dono, sentimento que acaba sendo ruim para todos.

Alimentação para cães e gatos: entenda os riscos de mudar a dieta dos pets

Alimentação para cães e gatos: entenda os riscos de mudar a dieta dos pets

A reeducação alimentar tem feito bem a muita gente. Restaurantes têm se especializado, e as pessoas que optaram pela alimentação estritamente vegetariana já têm opções para almoço e jantar bastante variada. Mas o que é bom para o consumo humano nem sempre é para cães e gatos.

Estender para os pets um modo de vida humano, no quesito alimentação, é uma regra que não funciona bem.

É importante compreender que o cérebro humano pediu (e o intestino se adaptou) a uma alimentação diferenciada. Porém, o cálcio e a proteína, dentre outros elementos, devem vir de algum lugar e em quantidades adequadas para atender às necessidades diárias do indivíduo. Para isso, vários endocrinologistas e nutricionistas estão aí para prescrever uma dieta saudável e rica em nutrientes para quem não come nada de origem animal como carne, ovos ou leite.

Mas cães e gatos, em sua essência, são carnívoros, e o nome por si só já explica muita coisa. Sua fonte de energia, proteína e gordura até pouco tempo atrás vinha da caça, ou seja, de uma presa inteira às vezes devorada até mesmo em decomposição. Milênios atrás, os canídeos que viviam com os homens das cavernas se alimentavam do resto das caças e, mais tarde, com o homem sedentário, começaram também a receber restos de frutas e vegetais, o que explica o cão ter se tornado omnívoro, ou seja, seu sistema digestivo tem enzimas que conseguem digerir outros alimentos que não apenas a carne, diferentemente dos gatos que continuam essencialmente carnívoros, mas nenhum deles está adaptado para digerir amido, por exemplo.

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Isso não quer dizer que seu cão não deve comer frutas e vegetais. Para quem é refratário ao uso exclusivo de ração, uma refeição contendo cenoura, alface e brócolis pode, além de facilitar  a digestão, ser fonte de de muitos sais minerais. Mas não pense que seu cão vai dormir satisfeito se receber com freqüência esse tipo de preparo.

Uma dieta inadequada às necessidades e imprópria ao sistema digestivo dos cães e gatos não sacia a fome, e isso faz com que os animais precisem de maior quantidade de alimento, o que consequentemente aumenta a produção fecal, distúrbios digestivos e obesidade, podendo favorecer também outras patologias por deficiência de aminoácidos e vitaminas.

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Sim, existem cães alérgicos ou com intolerância alimentar cujo tratamento consiste justamente em trocar a fonte proteica animal por outra de origem vegetal. Mas tudo é feito de forma balanceada e devidamente supervisionada por um médico veterinário, profissional que tem critérios para analisar o desenvolvimento do animal que precisa adotar essa dieta.

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