Fique atenta: por que o uso de guia retrátil para cães não é recomendado

Fique atenta: por que o uso de guia retrátil para cães não é recomendado

A guia retrátil é prática e permite ao mascote percorrer uma maior distância sem estar necessariamente sob à vontade do tutor. O animal gosta, já que amplia a oferta de aromas para seu faro incansável, e o tutor também vê com bons olhos seu bichinho desfrutando do passeio. Mas vale o alerta: até em parques abertos, a guia retrátil deve ser usada com cautela.

É difícil para o tutor apertar o botão que trava a guia e puxá-la ao mesmo tempo quando percebe o pet em perigo. A aproximação de um cão de maior porte, por exemplo, pode ser impedida rapidamente se o mascote está do lado, mas dificilmente será evitada se ele estiver a três metros de distância do dono.

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E também é preciso levar em consideração os passeios na rua. A hora de atravessar é sempre problemática, ainda mais se o mascote não couber no seu colo. Mesmo na faixa de segurança, o cachorro pode se assustar com a buzina de um carro ou até mesmo ter sua atenção desviada por outro animal.

Quanto mais jovem for o cão, mais perigoso é o uso da guia retrátil. Se faz vocês dois felizes permitir maior liberdade ao passeio do pet, procure frequentar locais amplos, como parques e praças, de preferência distante da presença de carros e motos. Também se certifique de que os animais de grande porte são mansos e que estão a uma distância segura ou usando focinheiras.

O melhor ainda é seu pet estar bem próximo de você para que o socorro venha de imediato se necessário. Nesse sentido, a peiteira é a melhor solução, pois permite que seu pet seja puxado em toda a extensão do corpo sem ferir a garganta.

Vermes nos pets: conheça os sinais e saiba como tratar

Vermes nos pets: conheça os sinais e saiba como tratar

É preocupação número 1 das mulheres quando o assunto são filhos pequenos. Na fase de beijar, deitar e rolar com seus animais de estimação, o nome verminose já causa calafrios. Embora crianças possam adquirir endoparasitas de diversas maneiras, seja por meio de alimentos, falta de higiene e contato com objetos contaminados, não raro a culpa recai nos mascotes.

Mas como saber se seu pet é o vilão dessa história?

Segue abaixo algumas observações que vão fazer diferença na manutenção da saúde de seus mascotes e filhos:

Fique atenta aos sinais

A preocupação tem mais fundamento quando seu pet é filhote. Animaizinhos com pelo seco, sem brilho e arrepiado, acompanhado de olhos também sem brilho e com remelas é um sinal de atenção. Outro ponto é que a barriga grande, cheia e redonda, em filhotes com conformação física precária deixa claro que o que preenche aquele intestino não é comida. Algumas vezes é possível até verificar a presença dos parasitas se mexer entre as fezes do animal.

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Outra questão é: filhotes SEMPRE devem receber vermífugo, ainda mais se provenientes de abrigo. A infestação pode acontecer via placentário e até por aleitamento materno.

Faça exame duas vezes ao ano

O ideal é fazer exame de fezes do seu animal duas vezes ao ano, no verão e inverno, ou ao menos uma vez, preferencialmente na saída do período de veraneio, época em que os mascotes transitam mais com a família e que intensificam seus contatos com outros animais, jardins e ambientes de menor higiene como a areia da praia, um berçário para muitos nematódeos. Um exame é fácil, é barato e atinge diretamente o problema, porque identifica o tipo de parasita que está, se é que está, vivendo no intestino de seu pet.

Frequência e quantidade do remédio são importantes

Uma vermifugação é dita eficiente se o tutor seguir corretamente a recomendação veterinária referente a frequência e quantidade do produto a ser administrado. É depois disso que você verá os vermes mortos nas fezes de seu pet.

Alguns parasitas não são visíveis a olho nu

Existem parasitas visíveis a olho nu, como os nematódeos Ascaris lumbricoides, mas o Dypilidium é um verme que precisa ter uma infestação mais severa para ser visto ou muita paciência do tutor em revolver as fezes do animal e entender que se trata de vermes porque ele não é cumprido, mas pequeno, parecendo um grão de arroz. Animais que esfregam o ânus no chão podem estar sofrendo com isso.

Foto: Pexels

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Risco de desnutrição e anemia

Algumas espécies de endoparasitas vivem no intestino do animal sem lhe causar grandes problemas, apenas “roubando” o alimento dele, mas o ciclo deve obrigatoriamente ser rompido quando a espécie se alimentam do sangue do mascote, como é o caso do Ancilóstoma, um parasita que debilita seu hospedeiro de tal forma que pode levá-lo a morte por desnutrição e anemia.

Não use medicação em vão

Não é necessário fazer uso de medicação para combater endoparasitas se seu pet não sofre desse problema. Às vezes, os tutores fazem um esquema de vermifugação em animais saudáveis imaginando que estão, dessa forma, deixando seus filhos longe dos vermes.

Procure orientação veterinária

Como cada um desses endoparasitas são combatidos com diferentes fármacos, daí a importância de você saber se o vermífugo que será usado é o indicado para a verminose que ameaça a saúde de sua família. Ainda que você consiga ver o parasita nas fezes de seu animal, o que deixa evidente a infestação, procure, de posse desse verme, buscar orientação veterinária para saber o produto mais indicado para seu caso.

Há situações ainda em que você percebe a presença de verminose nos seus filhos e não nos animais. O que pode ter acontecido é seu pet ter um sistema imune mais fortalecido que as crianças, e assim não demonstrar nenhum sinal evidente. Ou ainda seus filhos podem ter se contaminado por meio de outra fonte que não seu animal de estimação.

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Hora do banho: qual é a frequência ideal para cachorros e gatos?

Hora do banho: qual é a frequência ideal para cachorros e gatos?

A pergunta é frequente, porque não é tarefa fácil banhar um animal peludo, ainda mais se ele é daqueles que não pode ver água que já sai se escondendo. É claro que alguns gostam, mas não são todos.

Foto: Pixabay

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No ambiente natural, cães e gatos tomariam apenas banho de chuva. Os cães, quando muito, ainda se aventurariam nas beiras de lagoas, onde seus ancestrais recorriam tanto para beber água, quanto para se refugiar do calor.

Por conta disso, a pele de cães e gatos não foi programada para receber banhos frequentes, muito menos produtos como xampus e condicionadores. Por outro lado, viviam esses animais infestados de ectoparasitas, muitos dos quais fazendo-os sofrer com pisaduras e ferimentos, o que abria uma porta para infecções bacterianas, que poderiam até levar o animal à morte.

Mas dentro das nossas casas e próximos ao convívio humano, cães e gatos não ficam mais expostos aos parasitas. No entanto, é necessário que os animais estejam limpos quando dividem o mesmo espaço com pessoas.

Qual é a frequência ideal para fazer a higiene no seu cão?

O que vale é o bom senso. Cães peludos, uma semana após o banho, já começam a cheirar mal. Eles também são os campeões quando o assunto é criar nós no pelo, um emaranhado que propicia o surgimento de fungos na pele.

Já os cães de pelo curto não têm essa tendência, o que facilita a vida do tutor.

Foto: Pexels

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E os gatos?

No quesito banho, gatos exigem menos cuidados porque são animais reconhecidamente mais higiênicos. Mas se engana quem acha que todo felino não é chegado a uma água.

Existem gatos que apreciam uma ducha morna no lombo de vez em quando, mas bem de vez em quando. Gatos peludos também não tem escapatória: eles criam maus odores e o pelo embola, o que facilita a vida dos ácaros.

A pele dos felinos tem o agravante de ser mais fina se comparada a dos cães e, não raro, acaba cortando até mesmo com o uso do pente. Por isso, a escovação precisa ser feita com delicadeza e paciência.

Para animais de pelo curto, o banho pode ser quinzenal ou levar até mais tempo do que isso, ainda mais se for inverno, estação menos sentida pelos animais de cobertura pilosa abundante, porque funciona como isolante térmico. Por não terem um “pelego” nas costas, nos animais de pelo baixo o odor demora para aparecer.

Foto: Pixabay

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Mas atenção: se o bichinho se possui orelhas penduladas, como é o caso de alguns cães, o banho já não dura muito, e é necessário tratamento periódico nos ouvidos para ampliar o período entre eles.

E, por fim, temos os banhos medicinais, quando o animal tem indicação de veterinário para uso contínuo de determinado produto para garantir seu bem-estar. Há mascotes que, independente da pelagem, apresentam seborréia e outros desequilíbrios da flora do pelo e pele, que se não forem atenuados com banho, podem prejudicar a saúde do seu mascote.

Aí não tem jeito. É arregaçar as mangas e partir para o banho, que desde tenra idade do mascote deve ser feito de modo a ser agradável para vocês dois.

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Vegetais para cães? Saiba quais alimentos ajudam na nutrição dos pets

Vegetais para cães? Saiba quais alimentos ajudam na nutrição dos pets

É muito comum ver os cães no seu dia a dia tentando mastigar ou ingerir pedaços de grama ou folhas. Na cultura popular, seu pet estaria procurando alívio para uma dor de barriga. Cães são onívoros, ou seja, consomem carne, mas vegetais também fazem parte da dieta animal.

Por isso, é possível oferecer a eles folhas como gramíneas e até alface, espinafre e couve, que são ricas em vitaminas, água e fibras. Segundo a zootecnista e doutora em produção e nutrição animal, Geruza Silveira Machado, as verduras, quando servidas como petiscos, devem ser consumidas com moderação, para evitar problemas como obesidade ou até mesmo diarreia. É fundamental respeitar o peso e o tamanho do animal.

Geruza preparou uma lista de quais vegetais podem ser consumidos por cães. Veja:

Foto: Pixabay

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1. Espinafre

Rico em ferro, vitamina A e zinco, este último é um cofator para aproximadamente 200 enzimas do organismo e também essencial para o transporte da vitamina A no sangue. Ele também se faz presente para manter a integridade da pele e para a qualidade do pelo, pois é crucial para síntese de colágeno e queratina.

O espinafre também é uma fonte de polifenóis, potentes antioxidantes presentes em diversos alimentos de origem vegetal, como maçã, uva, cebola, repolho, brócolis, chicória, aipo, chá e vinho
tinto, mas geralmente extraídas da uva e do chá mate verde.

Foto: Pexels

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2. Alface

Além de minerais como zinco e ferro, o alface contém vitaminas A, C, E e K. Mas o maior benefício da folha é ser rica em fibras, o que favorece a saúde intestinal do animal.

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3. Polpa de beterraba

A polpa é um ingrediente amplamente utilizado na alimentação industrial dos pets e traz inúmeros benefícios para a saúde intestinal, pois suas fibras atuam de duas maneiras: ação mecânica no bolo alimentar na parede intestinal e fermentação realizada pelos microrganismos. Também possui baixa solubilidade e moderada fermentação, o que favorece a consistência fecal em gatos e a eliminação de bolas de pelos.

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4. Cenoura

Fonte de betacaroteno e vitamina A, a cenoura possui benefícios para a pele e os pelos, deixando-os mais saudáveis. O betacaroteno é um antioxidante, ou seja, ajuda a proteger as células dos efeitos nocivos dos radicais livres. A cenoura fornece o falcarinol e o falcarindiol – capazes de inibirem o crescimento de células de câncer no cólon.

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5. Brócolis

É rico em fibras e, por isso, contribui ao sistema digestivo. Ele fornece muitas vitaminas (A, C e K), assim como fibras e magnésio.

Foto: Pexels

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6. Abóbora

Rica em vitamina A, a abóbora ajuda na absorção do ferro e proteínas no organismo. Pode ser oferecida ao seu cão cozida na água ou vapor, cortada em cubos.

Quem saber mais sobre o assunto? Envie sua dúvida para alimentacaoenutricaopet@gmail.com

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Seu cão está com dificuldade de respirar? Ou parece que está com asfixia? Entenda o que é o espirro reverso

Seu cão está com dificuldade de respirar? Ou parece que está com asfixia? Entenda o que é o espirro reverso

Quando o cão apresenta uma inexplicável e súbita dificuldade em respirar e emite sons estranhos, como se estivesse engasgando, é comum o dono se assustar e não saber o que está acontecendo com o bichinho. Uma das possibilidades é que o episódio seja um espirro reverso.

O nome causa estranhamento, mas é exatamente isso que sugere: um espirro invertido. Ou seja, em vez de ser expelido, o ar é puxado para dentro do nariz.

O espasmo é comum em cães e pode acontecer com qualquer raça e de forma aleatória. Pode ser ocasionado por diferentes razões, como uma simples irritação, alergias, infecções e até por causa da mudança na temperatura.

Entenda se isso pode estar ocorrendo com seu pet:

Quando ocorre, o animal abre as patas dianteiras para ampliar sua base de equilíbrio. Isso acontece para ele poder “puxar” o ar e expandir a caixa torácica, sem risco de cair.

É normal se preocupar, mas assim como vem, o espirro reverso desaparece.

Uma das causas mais comuns é quando ocorre uma situação de excitação do cão: a chegada do tutor em casa, por exemplo, a saída para passear ou o reconhecimento de uma visita querida. Mesmo feliz, o pet vai fazer aquele ruído e fazer uma postura de quem está com dificuldade para respirar.

De qualquer forma, o espasmo às vezes pode ser agressivo. Cães que sofrem com rinite e bronquite alérgica, doenças mais graves, também apresentam espirro reverso. Nesse caso, o caso merece atenção.

Nessa época do ano, o sobe e desce das temperaturas também têm seus efeitos sobre a mucosa nasal, laringe e faringe de animais sensíveis. Para entender o que provoca o espasmo, é interessante observar onde seu pet literalmente meteu o nariz. Pessoa fumante, cobertores, tapetes, flores e até florais podem ser os vilões da história.

E não pense que esse é um hábito restrito aos mascotes de raça. Embora os cães braquiocefálicos, como pequinês e pug, apresentem o reflexo com maior freqüência, vira-latas também podem manifestar o espasmo.

Na dúvida, não descarte uma conversa com seu médico veterinário de confiança. Em caso de persistência do espirro, um exame clínico pode ser considerado para orientar os donos sobre o que deve ser feito para amenizar a situação.

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