Perigo em casa: saiba quais plantas podem ser tóxicas para seu animal de estimação

Perigo em casa: saiba quais plantas podem ser tóxicas para seu animal de estimação

Aparentemente inofensivas, algumas plantas contém substâncias tóxicas que podem literalmente nocautear seu cachorro, o que inclui sinais nervosos que deixam o dono ainda mais confuso.

Confira quais são as plantas que você deve manter bem longe do seu cão (ou então manter em locais bem altos, que ele não possa alcançar).

Antes, um recado geral: evite plantas cuja seiva parece leitosa. Pode causar severas gastrites, problemas cardíacos e depressão respiratória, além de vômitos e diarreias. Os sinais clínicos são parecidos e diferem em intensidade de acordo com a sensibilidade de cada animal.

Atenção especial aos filhotes! Além de mais ativos – são eles os principais devoradores de plantas – podem ser mais sensíveis à quantidade de elemento tóxico ingerido. Não subestime uma planta mastigada em sua casa pois o efeito pode ser percebido horas depois. Leve seu pet ao veterinário e diga qual foi a planta que ele mordiscou.

Foto: Carlos Edler

Antúrios – Foto: Carlos Edler

Foto: Daniela Xu

Copos-de-leite – Foto: Daniela Xu

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Comigo-ninguém-pode – Foto Divulgação

Comigo-ninguém-pode, Copo-de-leite e Antúrios (fotos acima)
O nome da primeira não é à toa: a comigo-ninguém-pode é a número 1 na intoxicação por ingestão de plantas. Contém o oxalato de cálcio, substância que pode irritar a pele e mucosas. Os sintomas vão de edema e irritação até asfixia e morte, o que se consegue com a ingestão de apenas uma folha. O copo-de leite é menos tóxico, mas causa os mesmos sintomas por também ter a mesma substância.

Lírios - Foto: Guto Kuerten

Lírios – Foto: Guto Kuerten

Lírios
A ingestão de lírios plantas pode causar irritação oral e de mucosas, irritação ocular, dificuldade de engolir e até problemas respiratórios em casos mais graves. Ainda podem aparecer como sintomas como alterações nas funções renal e neurológica.

Foto: Rafaela Martins/Arquivo Pessoal

Espada de são-jorge Foto: Rafaela Martins/Arquivo Pessoal

Espada-de-são-jorge
A planta tem substâncias de alta toxicidade. Entre os males que pode causar aos animais de estimação está a dificuldade de movimentação e de respiração devido à irritação da mucosa e salivação intensa.

Foto: Ana Maria Dickow/Arquivo Pessoal

Azaleias – Foto: Ana Maria Dickow/Arquivo Pessoal

Azaleia (foto acima)
Essa já me deu um susto. Minha mascote comeu todas as flores. Sintomas como vômitos, salivação e confusão metal foram os sinal clínicos apresentados. Conta a literatura médica que pode levar à morte devido a um colapso cardiovascular.

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

Bico-de-papagaio e Coro de Cristo (foto acima)
A seiva leitosa é tóxica e em contato com a pele dos animais, pode causar lesões cutâneas e conjuntivite. A ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarreia.

Foto: Eduardo Beleske

Foto: Eduardo Beleske

Mamona
Os sintomas da ingestão da mamona acontecem no sistema nervoso e podem ser observados aproximadamente após 24 horas da ingestão. O animal pode apresentar vômitos, diarreia, produção excessiva de saliva, sensibilidade abdominal, cólicas, sangue nas fezes, hipertermia e desidratação. A intoxicação em animais ocorre frequentemente por ingestão de óleo de rícino, torta de mamona, ou resíduos da planta usados como adubo.

Tenha cuidado também com violetas, Kalanchoe, tulipas e boca de leão, em especial com seus caules.

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Fique de olho nos carrapatos! Como se livrar desse problema com seu cão

Fique de olho nos carrapatos! Como se livrar desse problema com seu cão

Você não os viu, o tamanho também não ajuda, mas agora eles estão aparecendo no piso branco da sua cozinha. Mas como o Totó pegou carrapato se ele só passeava nos fundos do condomínio?

O verão explica o súbito aparecimento de carrapatos mesmo em animais que não saem do apartamento. Os cães dos vizinhos que frequentam praças e aqueles que voltaram (tapados) de carrapatos da praia são os principais vilões por terem contaminado uma área restrita. Até quem mora em casa e tem cão único pode estar encontrando carrapatos na ponta das orelhas, na barriga e entre os dedinhos de seu mascote. Nesse caso, a culpa pode ser dos passarinhos que levam as larvas em suas penas e também dos gatos que circulam livremente entre telhados de casas, praças e pátios alheios.

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Atenção redobrada para quem está no litoral. Mesmo que você não os veja, as chances de seu pet está sendo infestado não são pequenas ainda mais se ele sai passeando pela cidade litorânea. O mercado pet disponibiliza uma série de produtos com a estrita finalidade de deixá-los longe de seu bichinho, mas é necessário aplicar regularmente para não perder seu efeito.

É importante considerar uma passadinha na pet shop da cidade de origem antes de você voltar de mala e cuia para casa, uma excelente medida preventiva para que seu pet perca todos os ectoparasitas, e isso inclui pulgas e piolhos, antes de voltar a sentar lindo e limpinho no seu tapete.

Encontrando carrapatos em casa? Aí complicou. Além de proteger seu pet, que as essas alturas já foi picado pelo parasita, você também deve combater a presença indesejável com produtos que devem ser aplicados na casa e até mesmo no jardim.

O problema do carrapato não é apenas sugar sangue de seu mascote, ele pode transmitir uma doença, um protozoário que destrói as hemácias no sangue do hospedeiro, a famosa “tristeza parasitária”, uma doença mais conhecida em bovinos que tem também sua versão pet.

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Lembrando de um cachorro cansado que não sai da casinha? A resposta pode estar em um exame de sangue que comprova estar seu pet com erlichiose canina, possibilidade que reforça a importância de você manter os carrapatos bem longe de seu pet.

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Tudo sobre a Leishmaniose, a inimiga mais perigosa da saúde do seu pet no verão

Tudo sobre a Leishmaniose, a inimiga mais perigosa da saúde do seu pet no verão

Pensando em passar as férias à beira da lagoa ou em regiões muito úmidas? Cuidado: seu pet pode voltar doente.

O nome é complicado e assusta, e por ser um parasita que pode acompanhar seu cão pelo resto dos dias dele, a Leishmaniose precisa levar alguns minutos de sua atenção.

Transmitida por um mosquito, a situação tem sido mais preocupante em Santa Catarina, em especial arredores da Lagoa da Conceição, região que todos os anos amarga novos casos da doença. O cão, assim como animais silvestres, acaba contribuindo com o ciclo porque funciona como reservatório da Leishmania, um parasita que é levado para outros animais, e até mesmo o ser humano, por meio de um mosquito no momento em que pica um animal portador, daí haver casos de eutanásia de cães, uma forma para tentar conter a disseminação.

Pior é que nem todos os cães mostram sintomas que podem vir de um a quatro meses após o contágio, situação que dificulta ao tutor saber que seu pet se tornou portador do parasita. Muitas vezes os sinais são inespecíficos, ou seja, os cães perdem peso e se mostram indispostos, comportamento comum a uma série de outras patologias. Outros, porém, apresentam vômitos, diarréia e feridas que não cicatrizam conforme a doença evolui. Se rins e fígado estiverem envolvidos, haverá sinais referentes as disfunções desses órgãos, e são esses os casos em que seu pet adoece para valer, apatia que pode resultar em óbito. O diagnóstico se dá por exames sorológicos (de sangue) e citológicos (dos tecidos envolvidos).

Cabe lembrar que um cão, mesmo sendo reservatório do protozoário, não passa a doença para outro, nem para o ser humano, por estar em contato direto com eles. Isso se dá exclusivamente por meio do mosquito. A razão da preocupação é que a Leishmaniose pode ser perigosa para o ser-humano, em especial para crianças cujo sistema imune não está fortalecido.

Embora mais comum em cidades úmidas, não são apenas as litorâneas que podem apresentar problemas com Leishmaniose. O Rio Grande do Sul também tem casos e isso inclui até mesmo a fria região de Nova Petrópolis.

Sendo assim, atenção redobrada aos pets nos meses quentes, mais ainda para quem está em região com lagoas. Cão portador de Leishmaniose é questão de saúde pública, notificação que é repassada aos órgãos competentes. A doença não tem cura, mas pode ser controlada quando o animal recupera sua saúde. O tutor, porém, precisa se responsabilizar pelo tratamento.

O melhor a fazer ainda é a prevenção, o que nem sempre é simples para quem mora perto de matas ou locais úmidos; o uso do repelente tem sido a indicação. Evitar passeios em regiões úmidas, em especial pela manhã e final da tarde, hora em que há maior movimento dos mosquitos, também tem sido recomendado. Embora não tenha eficácia superior a 70%, já existe vacina no mercado e alguns países também a exigem no caso de cães turistas.

Assustou? Não era a intenção. Se você não ouviu falar do parasita e vai passear com seu pet em locais propícios ao mosquito, vale uma conversa com o veterinário de seu pet, pessoa indicada para avaliar as recomendações necessárias para a viagem de seu mascote.

Descubra o que fazer para seu cachorro não enjoar em viagens

Descubra o que fazer para seu cachorro não enjoar em viagens

Malas prontas, carro revisado, água e petiscos ao alcance da mão. O que não foi planejado é o cachorro da família vomitar o banco traseiro trinta minutos depois de sair da cidade. E olha que ainda faltam sete horas de estrada rumo ao litoral.

O problema é antigo, cão e carros são assim: amor à primeira entrada, com direito a ventinho na janela ou ódio eterno ao balanço do carro. Mas por que justo nas férias se o Totó nunca foi de enjoar? O que muita gente não parou para pensar é que uma coisa são passeios pela cidade – 60 km por hora, paradas em sinaleiras, trajetos curtos – outra é a estrada, acelerações súbitas, ultrapassagens, curvas e calor, muito calor. E considerando que muita gente está indo ao litoral pela primeira vez com seu mascote, vômito no carro ganha proporções alarmantes.

Embora vômitos prolongados alterem o equilíbrio ácido-básico do organismos do cachorro, existem maneiras de driblar o ocorrido. Algumas dicas DEVEM ser seguidas para evitar que seu pet chegue ao destino desidratado e precisando de reposição de eletrólitos via endovenosa, ou seja, lá vai você procurar uma clínica veterinária no primeiro dia de veraneio.

Dicas que podem salvar seu passeio:

* Mantenha o interior do carro ventilado;
* Dirija sem grandes curvas e mudanças bruscas de velocidade; quanto maior o agito, maior a probabilidade de seu pet colocar tudo estômago afora;
* Som alto não contribui em nada com o momento zen que seu pet enjoado deve ter na estrada;
* Esteja atento ao horário de saída, prefira aqueles com menos sol e menor quantidade de carros;
* Não forneça água nem alimentos pelo menos uma hora antes da viagem;
* Paradinhas estratégicas a cada hora podem ajudar seu pet a ventilar, o que pode ser feito em refúgios ou postos de gasolina, mas JAMAIS saia sem a guia presa ao seu cão. Permita-o cheirar a grama, fazer xixi e deitar um pouco à sombra; se estiver ofegante, ofereça água, mas não volte imediatamente ao carro depois disso;
* Forrar o banco de trás com material impermeável também é uma boa precaução para pets que enjoam. O odor forte do conteúdo estomacal pode promover mal estar nos passageiros e no próprio pet que vomita ainda mais.

Mesmo tomando esses cuidados, para alguns cães, contudo, carro pode ser sinônimo de martírio, e nesse caso é interessante você conversar previamente com o veterinário dele para levar medicação e saber a dose a der administrada em caso de pane canina. E lembre-se: é fundamental fazer da experiência alg agradável ou menos assustador porque manter o bem-estar de seu mascote durante o trajeto já é uma forma de começar bem o verão.

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O que seu pet não pode comer de jeito nenhum na ceia de Natal

O que seu pet não pode comer de jeito nenhum na ceia de Natal

Neste final de semana, os pets terão um teste e tanto para enfrentar. Não bastassem os fogos de artifício, o relaxamento entre amigos durante a ceia de Natal pode driblar nossa vigilância e isso, aliado a falta de conhecimento, pode trazer malefícios para seu pet a ponto de ser necessário alguns dias internado em uma clínica veterinária para desintoxicação. Mas por quê? Como isso foi acontecer?

Foto: Pexels

Foto: Pexels

Panetone. Uvas passas e chocolate em um mesmo produto são um prato cheio para intoxicar seu pet, principalmente o cão. E às vezes a culpa não é de ninguém. Uma visita, em especial crianças, quer fazer um agradinho e acaba oferecendo ao pet o que não devia, mas não raro o mascote rouba os petiscos da mesa, do lixo ou até do chão.

Mas como saber se seu pet está passando mal por que ingeriu algo tóxico?
A presença de chocolate, uvas passas, maionese, doces e temperos na ceia natalina já é um indício de que seu pet pode ter se alimentado deles, o que pode explicar salivação, tremedeira e até vômitos, sinais que não vieram pelo medo de fogos de artifício, mas pela ingestão de guloseimas. Cabe lembrar o vilão das intoxicações, o chocolate, deslize mais comum essa época do ano, que por ter rápida absorção, ao cair na corrente sanguínea, atinge o sistema nervoso central.

As manifestações clínicas – diarreia, vômito, tremores e respiração acelerada – surgem de seis a 12 horas após a ingestão e podem persistir por dias. Pode ocorrer hemorragia intestinal e, em casos mais severos, convulsão e até coma. A dose tóxica varia de acordo com o porte físico e a sensibilidade do animal, mas uma barra de 120 gramas pode ser fatal para um poodle ou Lulu da Pomerânia.

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Foto: Pixabay

Vale a pena lembrar o que a especialista em nutrição de cães e gatos, Gerusa Silveira, já listou para gente prestar atenção e não oferecer aos animais:

ALHO/CEBOLA
MACADÂMIA
PANETONE E UVAS PASSAS
BEBIDA ALCOÓLICA
OSSOS
ABACATE
MAIONESE CASEIRA
DOCES (BALAS, CHICLETES, ETC)

Para não comprometer a saúde de seu pet, e a alegria das comemorações, a dica é alimentar seu mascote antes da chegada dos convidados. Avise a todos que tem pet solto na área e que não deve receber alimentos da mesa e isso vale para todos os bichinhos da casa, o que inclui gatos, hamsters e até o papagaio. Havendo muita gente – e crianças – na festa de Natal, pondere se não vale a pena deixar seu pet fechado no quarto ou em outra casa mais segura e com menor agito. Não esqueça que mesmo depois de todos os cuidados, seu mascote pode revirar o lixo no dia seguinte e ingerir esses alimentos.

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