Especial Beleza! De limpeza de pele a plástica, 15 tratamentos para fazer no rosto

Peeling

É o campeão entre os procedimentos estéticos mais procurados – especialmente no inverno. É usado para melhorar a textura da pele, promover o clareamento e tratar manchas. Pode ser superficial, como os de cristal ou diamante, que agem somente nas camadas mais externas, estimulando a renovação celular, ou profundo, do tipo que utiliza agentes químicos, como ácidos, que agem na derme.

— Todos os tipos de peeling, especialmente os que agem nas camadas profundas, devem ser feitos no inverno. Isso porque a cobertura celular fica muito sensível após o procedimento, podendo ser muito prejudicada pela radiação solar — afirma a dermatologista Ana Scheibe.

Os peelings mais leves têm recuperação quase imediata, sem deixar marcas. Já os químicos mais profundos podem requerer um período de recuperação, mas que geralmente não é longo.

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Laser e luz pulsada

Utilizados em diferentes frequências, servem para fins diversos, como a melhora de manchas e cicatrizes, remoção de tatuagens e depilação no rosto e no corpo. Também são eficazes, especialmente os lasers, para minimizar vasos e melasmas. O laser costuma ter um efeito mais profundo e duradouro, enquanto a luz pulsada é mais leve e requer mais sessões para dar resultado. Pesquisas recentes apontam a eficácia de aplicação de laser até nas micoses incuráveis nas unhas – sempre associado a outros tratamentos medicamentosos.

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Laser fracionado

Também chamado de laser de CO2, é um raio de calor que provoca um tipo de queimadura. Durante o processo de cicatrização, a produção de colágeno é estimulada e a pele sofre uma espécie de esticamento, reduzindo rugas. O laser lesiona pequenas áreas, provocando a renovação. A recuperação para este procedimento é um pouco mais lenta, pois é comum efeitos como vermelhidão e inchaço, e a proteção solar é indispensável. O profissional que opera o laser pode ajustar a sua intensidade para que camadas mais superficiais ou mais profundas da pele sejam atingidas. Recomenda-se que o intervalo entre as sessões seja de pelo menos três meses.

Microagulhamento

Tem o mesmo objetivo do laser fracionado, que é o estímulo às fibras colágenas com pequenas perfurações na pele. Um rolinho cheio de microagulhas (de 180 a 560 agulhas por rolinho) faz perfurações parecidas com a do laser, induzindo a produção de colágeno e melhorando rugas leves, cicatrizes e poros. A diferença é que, no microagulhamento, não há a sensação de queimadura provocada pelo laser. O tempo de recuperação também é menor.

— Por não ser tão agressivo, pode ser feito mensalmente. Em compensação, para obter um bom resultado são necessárias mais sessões do que o laser fracionado — comenta Ana Scheibe.

O procedimento, por ser mais leve, até pode ser feito no verão, desde que com proteção solar redobrada, conforme orientação do dermatologista.

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Ulthera (ultrassom microfocado)

Novidade chegada há pouco nas clínicas brasileiras, o Ulthera é bastante eficaz para flacidez e já caiu no gosto das celebridades. Pode ser usado para firmar a pele de qualquer parte do corpo, mas por seu alto custo é normalmente destinado a rosto, pescoço e colo. A máquina direciona ondas de ultrassom às camadas profundas da pele, estimulando a produção de colágeno e a elastina.

— É indicado para pacientes com flacidez leve ou moderada e apresenta bons resultados já na primeira sessão — comenta a dermatologista Fabiane Kumagai.

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Radiofrequência na face

Procedimento considerado de baixo desconforto, as ondas de radio fazem a remodelação da fibra colágena. Com isso, a pele fica com mais tônus e com aspecto mais jovem e saudável. Por se tratar de um raio de radiofrequência, a atuação deste procedimento é na derme profunda.

— É um procedimento interessante que pode ser feito no inverno ou no verão, com baixíssimo desconforto e sem necessidade de período de recuperação. Porém, são necessárias de quatro a seis sessões para aparecer o resultado, com intervalos de 15 a 20 dias entre uma e outra. E não adianta fazer com 70 anos, pois é indicado para flacidez inicial — salienta Ana Scheibe.

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Sutura silhouette

Outra novidade que aterrissou há relativamente pouco tempo no Brasil (a Anvisa liberou o procedimento no final de 2013) e que, apesar de envolver pequenos cortes, é considerada minimamente invasiva. Conforme explica a dermatologista Ana Scheibe, a pele é cortada e suturada com fios de ácido polilático, provocando uma leve tração e induzindo a produção de colágeno. É um procedimento mais delicado e menos simples do que uma aplicação de botox, por exemplo. O efeito é o de um lifting leve, dando mais firmeza ao rosto, minimizando linhas, rugas leves e flacidez. É dolorido e requer a aplicação de pequenos pontos de anestesia.

Skin booster

Esta é para quem quer efeitos imediatos. Uma injeção de ácido hialurônico é aplicada diretamente no rosto, provocando uma hidratação profunda, aumentando a espessura da pele e amenizando pequenas linhas e rugas. É uma espécie de preenchimento que confere à pele um efeito instantâneo de viço e hidratação. O ácido é injetado com agulhas cuja espessura é a de um fio de cabelo. Como é bastante dolorido, o procedimento requer a aplicação de um anestésico tópico.

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Limpeza de pele

Procedimento que apenas retira a sujeira de dentro dos poros e remove resíduos de secreções sebáceas, poluição ou maquiagem – resíduos que, apesar de imperceptíveis a olho nu, acumulam-se com o tempo e podem causar danos, como acne. Por ser um procedimento puramente externo, ou seja, não abrasivo e que não retira camadas da pele, pode ser feito tanto no inverno quanto no verão. A frequência também pode ser maior, dependendo do tipo de pele.

Toxina butolínica

Com o passar dos anos, ocorre a frouxidão de fibra colágena elástica, que é o que mantém a pele firme e com aspecto jovem – e sem rugas. Quando aparecem os primeiros sinais de expressão que já não podem ser eliminados com tratamentos estéticos menos invasivos, é hora de apostar na aplicação de toxina butolínica. O segredo, segundo os profissionais, é agir antes que a pele já esteja marcada pela ruga.

— Não existe uma idade determinada, mas o ideal é iniciar as aplicações por volta dos 30 anos, quando as linhas começam a aparecer. Enquanto a ruga é só dinâmica, o procedimento é eficaz na prevenção e pode ser feito de forma suave, sem o risco de deixar a face estática. Faz somente o relaxamento parcial da musculatura e evita que as linhas virem rugas — aconselha Fabiana.

Extraída do ferrão das abelhas, a toxina não para de surpreender os pesquisadores. Recentemente, foi comprovado que, além de eficaz na prevenção das rugas, a substância também estimula a produção de colágeno nas camadas profundas da pele. Os efeitos duram de quatro a seis meses, e reaplicações são importantes para manter os resultados.

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Preenchimento ou volumização

O objetivo do procedimento é refazer os volumes perdidos devido à falta natural de gordura no rosto. O preenchimento devolve o volume perdido em decorrência do desgaste natural dos tecidos. Os locais em que a intervenção é mais comum são sulcos nasolabiais, olheiras, bochecha, boca e outras áreas com deficiência de volume. O preenchimento é feito, normalmente, com ácido hialurônico ou polilático – substâncias que já existem no organismo e, por isso, são facilmente toleradas pelo mesmo. A idade certa para começar a fazer também varia muito, conforme o ritmo de envelhecimento e perda de volume de cada pele. Mais duradouros do que a toxina butolínica, os resultados podem prolongar-se por de 10 a 24 meses.

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Cirurgias plásticas: o ideal para elas é o inverno

Quando os procedimentos estéticos e minimamente invasivos já não são suficientes, é hora de planejar uma intervenção cirúrgica. Para isso, o inverno é a estação ideal. De acordo com o cirurgião plástico Daniel Rufatto, os meses frios são os mais indicados para cirurgias devido a fatores como menor dilatação dos vasos e retenção de líquidos, redução de inchaço, melhor cicatrização e minimização da probabilidade de manchas na pele.

— Com a menor incidência de raios solares, as chances de problemas relacionados a cicatrização e manchas, por exemplo, diminuem. Por estes motivos, o frio também é um bom momento para as cirurgias faciais — aponta Rufatto.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, aumenta em 50% a procura por procedimentos cirúrgicos em julho. Confira os mais comuns para a região do rosto.

Rinoplastia

É a correção do nariz, cujo processo de recuperação é relativamente incômodo, pois, além dos hematomas e do inchaço na parte superior do rosto e perto dos olhos, também é necessário o uso de uma tala no nariz nos primeiros dias. A exposição solar deve ser evitada no pós-operatório.

Lifting facial

É a cirurgia plástica facial feita para corrigir rugas e flacidez e remover o excesso de pele. A recuperação requer a aplicação de compressas de água fria na área dos olhos para combater os edemas e episódios de dor. A exposição solar está proibida por pelo menos 30 dias.

Blefaroplastia (plástica palpebral)

É a plástica que levanta as pálpebras e elimina bolsas de gordura no entorno dos olhos. É considerada relativamente simples pelos médicos, mas, por ser realizada em uma área muito sensível, causa inchaço e equimoses bem evidentes nos primeiros cinco ou sete dias. Neste período, recomenda-se o uso de compressas geladas nos olhos e utilização de colírios e pomadas lubrificantes para proteção da córnea. A exposição solar está proibida.

 

* Fotos: Ricardo Lage, Especial

 

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