Não é “morena”, não! Por que você não deve ter medo de chamar uma pessoa negra de negra

Marlon Laurencio/Urban Project
Marlon Laurencio/Urban Project

Uma maquiadora famosa no Brasil causou polêmica recentemente. Ela maquiou uma menina negra e, ao mostrar o trabalho em suas redes sociais, falou que – por conta do tom de pele da garota – chamá-la de morena era melhor, afinal ela não era “tão negra” assim.

BÉÉÉ (som de buzina)! Errado!

Provavelmente essa profissional não tenha conhecimento da causa ou não quis “ofender” a menina/modelo.

A dica maior é: não tenham medo de chamar uma pessoa negra de negra! Isso não ofende – ou não deveria ofender (é claro que a conotação influencia, mas não é nesse mérito que quero entrar).

Por muito tempo, a mulher negra foi deixada de lado e isso só fazia com que as mulheres renegassem a própria cor. Estamos em um momento em que a mulher negra começou a ser ouvida, começou a se tornar personagem em busca de um protagonismo e tem representações cada vez mais fortes. Aos poucos mais mulheres estão “enegrecendo” por inteiras e tendo orgulho da cor. Não tire esse prazer e essa força da gente.

Taís e Carol - Foto: Juliana Coutinho, divulgação

Taís e Carol – Foto: Juliana Coutinho, divulgação

Em terra de Elza Soares, Karol Conka, Taís Araújo, Mc Soffia, Miss Raíssa Santana, entre tantas outras maravilhosas, não devemos ter vergonha do que somos.

Toda essa questão atinge a nossa autoestima e é ela que faz com que tenhamos força para buscar nossos direitos diariamente.

Por favor, nos chamem de negras. Isso é empoderamento, é representatividade, é uma luta que estamos vencendo. Quanto mais adeptas a causa, mais espaços poderão ser ocupados.

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