Toxina botulínica chegou ao Brasil há mais de 20 anos

Além da estética, a substância é utilizada em tratamentos relacionados aos movimentos

A toxina é considerada um divisor de águas nos tratamentos estéticos
A toxina é considerada um divisor de águas nos tratamentos estéticos Foto: Stock Photos

Quem ouve falar em Botox logo associa a substancia aos milagrosos (ou exagerados) tratamentos de beleza que dão uma esticada e jovialidade à pele. O que poucos sabem é que o produto – marca registrada da toxina botulínica A de uma empresa de medicamentos – chegou ao Brasil há pouco mais de 20 anos para ser utilizado no tratamento de doenças como a distonia e em lesões medulares.

Além de disfarçar as rugas, a toxina botulínica é utilizada no tratamento de várias patologias relacionadas aos movimentos e a musculatura. Das nove indicações terapêuticas do produto no país, apenas uma é estética. No mundo, são mais de 22 usos relacionados à saúde. Na lista entram desde a aplicação para quem tem problemas nos músculos da bexiga, prevenção de enxaquecas até na recuperação de pessoas que tiveram AVC e paralisia cerebral.

Na realidade, o Botox não trata as causas das doenças, e sim atenua os sintomas e sequelas resultantes de patologias neurológicas. Segundo a Dra. Matilde M. Sposito, coordenadora do Grupo de Bloqueios Neuroquímicos do Instituto Lucy Montoro em São Paulo, o medicamento se destaca pelo impacto positivo no organismo.

– Podemos afirmar que a toxina botulínica A foi um divisor de águas para o tratamento de pacientes portadores de distúrbios do movimento e do tônus. Soma-se a isso as inúmeras possibilidades de novas indicações terapêuticas para pacientes de diversas patologias, sempre com baixo índice de efeitos colaterais, altas taxas de sucesso e benefícios incontestáveis – explica.

A toxina foi utilizada pela primeira vez para fins terapêuticos entre os anos de 1950 e 1960 pelo oftalmologista americano Alan Scott, que buscava terapias alternativas para o estrabismo. Foi em 1989 que o nome Botox foi registrado pela empresa Allegran e o medicamento chegou no Brasil nos anos 1990 para tratamentos de problemas neurológicos.

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