Saiba o que as unhas nos dizem sobre a nossa saúde

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Stefanie Cirne, especial

Quem não se sente mais bonita desfilando por aí com as unhas bem feitas? Embora sejam mais valorizadas pela função estética, elas também são nossas aliadas na hora de alertar para o que não vai bem no funcionamento do corpo. Unhas manchadas, quebradiças ou descamando podem indicar desde hábitos pouco indicados, como o uso excessivo de esmaltes, até problemas de saúde como anemia e diabetes.

Conversamos com as dermatologistas Juliana Fonte e Renata Heck e com a nutricionista funcional Juliana Bueno para entender o que as alterações nas unhas querem nos dizer – e trazer dicas essenciais para mantê-las sempre em dia. Confira:

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O que causa os problemas?

As unhas são anexos da pele formados principalmente por queratina, um tipo de proteína. Quando o organismo está em equilíbrio, elas permanecem fortes, transparentes e lisas. Se este não é o seu caso, fique atenta para os seguintes problemas:

Carências nutricionais
A nutricionista funcional Juliana Bueno explica que as unhas, a pele e o cabelo são os primeiros tecidos a enfraquecer quando o organismo não recebe ou não absorve todos os nutrientes que necessita. Se o seu cardápio é pobre em frutas, verduras e sementes oleaginosas (como nozes e amêndoas), você pode ter unhas frágeis, com manchas brancas e marcas na vertical, que às vezes acabam rachando. Ondulações horizontais indicam que o intestino não está trabalhando direito.

– Também existe um tipo de unha que é muito fina e cresce côncava, como se fosse uma colher. Esse problema da unha se chama coiloníquia, e ele mostra uma clara deficiência de ferro – diz Juliana.
A falta de ferro se relaciona à anemia e também torna as unhas quebradiças.

Questões hormonais e genéticas
Se durante a gravidez o reajuste hormonal faz as unhas crescerem mais rápido, na menopausa é o contrário: a diminuição dos níveis de estrogênio faz com que elas ressequem e descamem mais facilmente. A dermatologista Renata Heck lembra que algumas pessoas nunca terão unhas muito compridas por conta de fatores genéticos:

– Elas produzem lâminas ungueais (a parte transparente da unha) mais finas, que quebram ao crescerem sem que isto indique qualquer problema de saúde – afirma.

Umidade e agentes químicos
Passar muito tempo com as mãos e os pés molhados é um prato cheio para micoses e infecções bacterianas, que mancham as unhas e podem causar dor. Mulheres que manuseiam produtos de limpeza com frequência também podem ter as unhas fracas e ressecadas.

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Manicure incorreta
Cortar as unhas dos pés pelos cantos facilita que elas se curvem para baixo e encravem. O uso contínuo de esmaltes, com poucos dias de “respiro” para as unhas, pode deixá-las quebradiças, opacas e com pequenas manchas brancas. A dermatologista Juliana Fonte observa que empurrar a cutícula com muita força pode machucar a matriz da unha, e atenta para os riscos da falta de hidratação:

– Muitas pessoas arrancam a cutícula com os dentes ou com alicate, e mesmo no dia a dia, ela vai ressecando e levantando algumas pontinhas. Isso favorece infecções nessa área.

Doenças sistêmicas
É possível que as alterações nas unhas sejam sintomas de problemas mais sérios. O diabetes, por exemplo, torna as unhas amareladas, e problemas circulatórios interferem no crescimento delas. Doenças pulmonares, hepáticas e da tireoide também se manifestam nas unhas _ mas antes de correr para o consultório, veja como elas reagem a cuidados básicos e se a alteração é localizada.

– Dificilmente um problema que não seja uma doença de unha aparecerá em uma unha só – alerta a dermatologista Juliana Fonte.

Foto: Pexels

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Como evitá-los?

Cuidados simples e algumas mudanças na rotina podem ser suficientes para fortalecer as unhas e mantê-las saudáveis:

Arrume as unhas com cuidado
O ideal é empurrar suavemente as cutículas, cortar as unhas retas e não lixá-las na face.

– Retirando as camadas superficiais das unhas, elas tendem a ficar mais finas e fracas – explica Renata.

Renata recomenda que a cutícula não seja removida, porque funciona como uma barreira contra infecções. Por outro lado, Juliana diz que às vezes, pressionar demais a unha ao empurrar a cutícula pode ser mais prejudicial do que removê-la em parte. O uso de bases fortalecedoras é liberado e incentivado pelas dermatologistas, assim como o de hidratantes à base de queratina, ureia, glicerina e silicone.

Não emende um esmalte no outro
Quando remover o esmalte, espere pelo menos dois ou três dias até a próxima aplicação e mantenha as mãos bem hidratadas. O intervalo ajuda as unhas a “respirarem” e evita marcas brancas na superfície.

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Observe a composição dos produtos
Embora a acetona seja conhecida por ressecar as unhas, já existem opções menos agressivas de removedores de esmalte no mercado.

– Hoje em dia, os fabricantes colocam componentes hidratantes no removedor, como vitamina E, óleo de amêndoas e lanolina – conta a dermatologista Juliana Fonte.

Dê preferência também aos esmaltes suaves, para livrar as unhas da oleosidade.

Mantenha as mãos e os pés secos
Como a umidade favorece o desenvolvimento de fungos e bactérias, quem lida com água constantemente, sua em excesso ou costuma usar sapatos fechados deve redobrar a atenção. Seque bem as mãos e evite passar muitas horas sem ventilar os pés. Se você costuma mexer com produtos de limpeza, use luvas para preservar as unhas.

Tenha uma alimentação balanceada
Além das proteínas, o zinco, as vitaminas do complexo B e a vitamina C são essenciais para a formação da queratina. Consumir ovos, carnes, arroz integral, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha), frutas cítricas e sementes oleaginosas, como nozes e amêndoas, dá uma força e tanto para a saúde das unhas.

– O enxofre também contribui para que o corpo consiga utilizar melhor essas proteínas e dar mais resistência às unhas. Ele está no brócolis, na couve-flor, no repolho e no rabanete – diz Juliana Bueno.

Considere o uso de suplementos orgânicos
O colágeno, substância que dá formato e elasticidade à pele, também é importante para a formação das unhas – mas muito mais difícil de adquirir pela alimentação. Em alguns casos, o uso de suplementos pode ajudar o organismo a compensar deficiências dessa proteína. Os produtos podem ser adquiridos em farmácias e casas de produtos naturais. Informe-se!

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