10 coisas que só você pode fazer para tornar sua carreira melhor

Foto: reprodução, Pexels
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Caue Fonseca, especial

Seja qual for a empresa em que trabalhem, há atitudes da vida profissional da mulher que ninguém tomará por ela. A revista Donna conversou com especialistas na área para chegar a uma série de comportamentos-chave, dentro e fora do ambiente de trabalho, que as mulheres podem modificar ou ficar mais atentas para crescer nas suas carreiras.
A lista foi elaborada com base em entrevistas com Luciana Caletti, CEO da comunidade de carreiras Love Mondays, Simone Kramer, coach e vice-presidente de expansão da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS), e Juliana Oliveira Andrade, professora da Fundação Dom Cabral e organizadora do livro Mulheres Profissionais e Suas Carreiras Sem Censura (Editora Atlas, 2015).

1 -Ser a responsável pela sua carreira

O maior pecado de uma profissional é acreditar que a responsável pelo seu crescimento é o empregador. Que basta executar com perfeição suas tarefas que o reconhecimento cedo ou tarde virá. Dentro ou fora de uma empresa, cada profissional trilha um caminho próprio, de modo que é importante crescer, ocupar postos e assumir projetos com visibilidade. Se a carreira estacionar, vale uma conversa com os gestores e cogitar até mesmo a troca de emprego. O pior dos mundos é se ver desempregada após um longo período de estagnação, mesmo que o cargo a satisfizesse.

2 – Assumir mais riscos

Acostumada a analisar currículos de homens e mulheres, Luciana Caletti aponta que os homens se importam menos do que as mulheres, por exemplo, de se candidatar a uma vaga sem que preencham com precisão todos os pré-requisitos. Via de regra, homens se importam menos de correr riscos. Se trata de um comportamento a melhorar nas mulheres. Se candidatar a vagas melhores confiando na sua capacidade, propor cargos que ainda não existem no organograma da empresa, são o tipo de atitude que vem de uma profissional confiante e de autoestima forte.

3 – Ser mais agressiva ao negociar valores

Outra diferença apontada por Luciana Capeletti é que as mulheres tendem a querer provar o seu valor antes de pedir reconhecimento financeiro por ele. Elas também são mais propensas a aceitar propostas como a de renegociar salário depois de determinado período de experiência, ou quando a empresa estiver em um melhor momento financeiro. Vale lembrar que a tendência de toda empresa é pagar o mínimo pelo máximo de um profissional. Cabe à mulher, portanto, ser mais agressiva ao negociar o valor do seu trabalho. Mas para isso é preciso atenção ao próximo tópico.

4 – Mensurar seu valor e as suas qualidades

Professora de administração, Juliana Andrade costuma começar a sua primeira aula perguntando aos seus alunos quanto eles cobram por uma hora de trabalho. Dá pra contar nos dedos de uma mão quantos sabem mensurar o quanto devem ganhar dado à formação que têm. Também são raros os que têm na ponta da língua seus principais méritos. Para as mulheres, chegar a um valor em reais do quanto vale o seu suor é um passo fundamental para pleitear equiparação salarial aos colegas de empresa, não raro menos preparados e melhor remunerados.

5 – Convidar a empresa a investir em você

Uma vantagem das mulheres em relação aos colegas homens, aponta Luciana Capeletti, é que elas são mais pró-ativas em melhorar sua formação caso sintam a necessidade de entender de um assunto para executar melhor o trabalho. São raras, todavia, as mulheres que fazem a empresa ter conhecimento disso e mais: que convidam a empresa a bancar parte de um curso, por exemplo. Não são poucas as empresas que destinam verbas para a formação dos funcionários. De quebra, quem faz isso demonstra ser uma profissional em aprimoramento.

6 – Retomar espaço depois de uma licença

Infelizmente, aponta Juliana Andrade, as áreas de recursos humanos das empresas ainda atuam pouco de forma estratégica. Isso significa que são pouco competentes em reter talentos da empresa quando surgem dificuldades de conciliar vida pessoal e profissional. Uma das situações em que isso mais aparece é na volta de uma licença maternidade, quando a profissional não se sente mais reinserida na equipe. Vale um esforço extra nessa fase de retomada, portanto, em conversar com os gestores e colegas para compartilhar planos e ajustar ponteiros.

7 – Compartilhar responsabilidades com o parceiro

Algumas mulheres de fato procuram seus/suas chefes para conversar sobre como será a sua rotina de trabalho depois da chegada de um bebê. Agora, quantos homens procuram os seus chefes para conversar sobre o mesmo assunto? Nessa e em outras situações, carreiras e vida pessoal de um casal podem e devem ser discutidas a dois. Um pode auxiliar a pagar o curso de outro, ou assumir sozinho uma conta mais salgada enquanto a vida financeira do cônjuge não for dos melhores. Assim, nenhum se sente sobrecarregado, seja no âmbito profissional ou pessoal.

8 – Apontar situação de desigualdade na empresa

Raras vezes a desigualdade de gênero dentro de uma empresa acontece de forma explícita e deliberada. Em geral é a forma como as coisas sempre foram feitas e nunca foram mudadas. Aponte, portanto, situações que a incomodam. Vale questionar desde questões-chave _ como a equiparação dos salários entre homens e mulheres em funções análogas, ou a ausência de mulheres em alguns projetos e equipes _ até miudezas do dia a dia, como ausência de um espaço para amamentação ou de um banheiro feminino na sala de reuniões, por exemplo.

9 – Detectar e não disseminar preconceitos

Simone Kramer, da ABRH, dá um exemplo recente: um cliente pediu somente candidatos homens para uma vaga de merchandising. Ela questionou o porquê, e ouviu que o trabalho envolvia caminhar no barro da Expointer e pendurar cartazes nas cercas das feira agropecuária. Tanto era bobagem, que ela ignorou a orientação e o próprio empregador optou por uma candidata mulher. Cabe a uma mulher abrir o caminho para a outra quando perceber esse tipo de barreira sem cabimento nas suas vidas profissionais, em vez de fazer vistas grossas.

10 – Não se sujeitar à objetificação e tampouco tirar proveito dela

Quem nunca percebeu uma empresa que usa como recepcionista a funcionária mais bonita? Se há a esperança de um dia mudar isso, não apoie e nem se sujeite a esse tipo de estratégia. Vale também não tirar proveito de situações de objetificação. Forçar a simpatia com um colega homem pode leva-lo a executar o seu pedido mais rapidamente em um primeiro momento, mas abre uma porta perigosa para, ali na frente, esse mesmo colega te julgar. Nada de errado em ser bela, simpática e competente no trabalho, desde que nada disso se misture.

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