De mãe para mãe: dicas para quem quer empreender depois de ter filhos

Sabrina Wenckstern com a filha Isabela. Foto: arquivo pessoal
Sabrina Wenckstern com a filha Isabela. Foto: arquivo pessoal

Por Camila Maccari, especial

Então, você vira mãe e quer ficar mais tempo com os filhos – e sem abrir mão de ter uma renda. Para muitas, a alternativa é empreender, mas, na prática, não é tão simples quanto parece. Para ajudar as mulheres nessa empreitada, conversamos com duas especialistas no assunto: Sabrina Wenckstern, coach e integrante do portal Maternativas, e Melodia Moreno, criadora da Academia de Mães Empreendedoras, curso online voltado para mães – e futuras – que querem aprender sobre empreendedorismo digital.

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Elas próprias se tornaram empreendedoras depois de ter filhos. Dois dias antes de terminar a licença maternidade da filha, Isabela, hoje com dois anos e cinco meses, Sabrina pediu demissão da empresa de treinamento corporativo em que trabalhava para abrir sua própria consultoria:

– A diferença é que estou perto, consigo fazer os meus horários. Consigo estar com ela para dar café da manhã, dar almoço. Se ela precisar de mim durante o dia, eu posso atendê-la e não perco o seu desenvolvimento.

A maternidade também pode ser uma boa oportunidade para buscar um trabalho que traga mais satisfação. Melodia fundou seu próprio negócio quando a filha, Luiza, estava com seis meses:

– Percebi que, apesar de ser superpresente, não estava feliz. Trabalhar, nesse caso, fez com que eu olhasse um pouco mais para mim e investisse em uma atividade que me desse prazer.

A rotina de mãe empreendedora, contudo, não é um conto de fadas. Mas tanto Sabrina Wenckstern quanto Melodia Moreno afirmam que manter uma vida profissional enquanto acompanham o desenvolvimento das filhas vale a pena. Se você quer dar esse passo, confira dicas das coaches:

Melodia Moreno com a filha Luiza. Foto: arquivo pessoal

Melodia Moreno com a filha Luiza. Foto: arquivo pessoal

Saiba o que você quer
Não pense apenas na lucratividade do negócio, mas sim no quanto você se identifica com ele. Sabrina conta que o primeiro empreendimento dela foi um e-commerce de roupas infantis que durou apenas três meses.

– Percebi o que queria realmente fazer e voltei para a mesma área em que eu trabalhava na empresa, mas com um posicionamento diferente.

Para Melodia, a motivação é essencial:

– Pense em um trabalho que você faria de graça, é isto que pode te realizar tanto pessoal quanto profissionalmente.

Faça o planejamento financeiro
Faça as contas e veja se o orçamento doméstico consegue se equilibrar sem o seu salário fixo. Sabrina afirma que, às vezes, deixar de pagar a escolinha para a criança, junto com alguns outros cortes de gastos, já faz valer a pena largar o emprego. Mas é preciso estar ciente das demandas financeiras da família para não ser pega de surpresa e ter que desistir no meio do caminho.

– No início, você dificilmente vai ganhar tanto quanto no antigo emprego. Principalmente se estiver começando um negócio com um filho pequeno que demanda muita atenção _ alerta Sabrina.

Prepare-se para dividir seu tempo
Empreender tomará muito do seu tempo. Então, não fantasie com uma nova vida em que estará 100% presente para a criança: você precisará de ajuda, sim.

– Converse com seu companheiro ou companheira e combinem horários. Quando a pessoa chegar do trabalho, por exemplo, pode ficar responsável pela criança por algumas horas, assim você consegue um tempo para se dedicar exclusivamente ao novo negócio afirma Sabrina.

Melodia garante que, mesmo que o tempo que você tenha para o novo empreendimento seja pouco, isso não é motivo para desanimar.

– Focar durante duas ou três horas por dia pode trazer mais resultados do que um dia inteiro meio dispersa. O processo exige que você aprenda a gerir melhor seu tempo.

Conte com uma rede de apoio
Se essa for sua primeira experiência no mundo do empreendorismo, talvez você não domine todas as áreas que envolvem a criação de uma empresa ou marca. Pode entender da parte financeira, mas não ter muita noção de marketing, por exemplo. Sabrina sugere encontrar redes de apoio para mães empreendedoras e conhecer outras experiências.

– A troca é muito rica porque você pode aprender com outras pessoas que já estiveram no seu lugar. Além disso, é um espaço de acolhimento durante o processo – afirma Sabrina.
SAIBA MAIS

Academia de mães empreendedoras
academiademaesempreendedoras.com
www.facebook.com/academiademaesempreendedorasoficial

Maternativas
maternativa.com.br
www.facebook.com/maternativabr

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