Mulheres ocupam apenas 8% dos cargos de presidente de empresas, diz pesquisa

Foto: Pixabay, reprodução
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As mulheres estão tomando espaço e cada vez mais estão empoderadas no mercado de trabalho. Ainda assim, o estudo Panorama Mulher 2017 – a presença das mulheres na liderança das empresas mostrou que mulheres ocupam apenas 8% dos cargos de presidência em empresas. A pesquisa realizada pelo Insper em conjunto com a Talenses, consultoria de recrutamento executivo, reafirma o cenário de desigualdade de gênero dentro de companhias.

Foram 339 pessoas envolvidas na pesquisa, empresas com sede no Brasil, na América do Norte e na Europa. Os setores de atuação foram de serviços, indústria e comércio, entre outros. Nesse cenário, os dados mostraram que mulheres são 21% das pessoas em cargos de diretoria, representam apenas 17% dos profissionais em cargos de vice-presidência e são 9% nos conselhos destas empresas.

Nas empresas que existem cargos de vice-presidência, 52,5% delas não possui nenhuma mulher ocupando essa posição. Em 62% das companhias com conselhos de administração não há também mulheres conselheiras. O CEO da Talenses, consultoria de recrutamento executivo afirma que é fundamental uma evolução das políticas de avaliação de funcionários, isso para que os processos sejam cada vez mais justos entre os gêneros. “A diversidade no ambiente corporativo e uma maior participação das mulheres em cargos de liderança potencializa o que as pessoas e empresas possuem de melhor e resultam em um diferencial competitivo”, diz Valente.

Foto: Pexels, reprodução

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A pesquisa também apontou outro dado interessante: as empresas norte-americanas e europeias possuem mais mulheres como diretoras e vice-presidentes do que as brasileiras. Ao analisar somente o conselho, enquanto as norte-americanas têm, em média, 14% do conselho composto por mulheres, as brasileiras e europeias têm, respectivamente, 8% e 9%.

Este resultado é, em parte, surpreendente, pois as empresas europeias têm maiores chances de pertencerem a países que já impõe cotas mínimas de mulheres no conselho. Já as empresas norte-americanas trabalham com o conceito de incentivo para o aumento das mulheres na liderança por meio de metas individuais para a empresa”, explica Regina Madalozzo, co-coordenadora da pesquisa, coordenadora do Mestrado Pro­fissional em Economia do Insper e do Núcleo de Estudos de Gênero do Centro de Estudos em Negócios.

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