O que as mulheres mais poderosas do Brasil têm em comum?

Reprodução/Forbes.com
Reprodução/Forbes.com

Na última semana, a revista Forbes divulgou a lista das 40 mulheres mais poderosas do Brasil. Estão ali presidentes, diretoras, jornalistas, líderes em várias áreas da sociedade. E o que elas têm em comum? São pioneiras, agentes de transformação social, engajadas e com vontade de aprender e até desaprender para se renovar. Algumas são herdeiras, outras começaram com uma mão na frente e outra atrás. A maioria, agora, ocupa cargos de liderança e posições de prestígio. Elas estão ali porque tem a mesma vontade de inspirar, de ter equilíbrio entre vida profissional e pessoal e porque querem abrir caminhos.

Abrir caminho não é tarefa fácil. Para muitas, ele foi longo e pedregoso como desafaba a nipo-brasileira, fundadora e CEO da Blue Tree Hotels, Chieko Aoki:

“Hoje, você vê mulheres diretoras, vice-presidentes, presidentes… Quando comecei, só tinha homens nesse meio. Eu estava sempre sozinha, comia com a cabeça abaixada”, lembra.

23594301_117992645643455_1490816769445593088_n

As mulheres têm hoje o maior nível de expressão da história, já não comem mais de cabeça abaixada, mesmo assim ainda ocupam poucos cargos de liderança. Ouso dizer que essas mulheres que hoje são eleitas as mais poderosas do Brasil chegaram ali pela ambição, justamente uma característica que precisa ser aprendida pela maioria de nós.

“A sociedade não espera que mulheres priorizem a carreira ou sejam ambiciosas e rotula as que fazem isso como megeras, entre outras coisas. Enquanto a maioria dos homens supõem que podem ter vidas profissionais bem-sucedidas, sobre as mulheres existe a pressão de ter que fazer uma escolha entre cuidar da família ou da carreira”, explica Sheryl Sandberg, a mulher mais poderosa do Facebook e autora do livro Faça Acontecer.

Uma pesquisa recente mostrou que mulheres ocupam apenas 8% dos cargos de presidência em empresas. A falta de ambição por liderança explica porque ainda existem mais homens em posições de poder, mas há também outro obstáculo que atrapalha muitas mulheres: a falta de confiança. Mesmo as mais competentes podem sentir a chamada síndrome do impostor, que é quando achamos que as habilidades que temos não são suficientes para o sucesso.

A própria Sheryl conta no livro que já passou por isso também:

“Essas distorções de percepção fazem com que a mulher fique insegura e se sabote. Uma mulher nunca deve abrir mão de oportunidades de carreira por se sentir desqualificada. É preciso tomar a iniciativa e agarrar oportunidades interessantes, mesmo que você se considere uma impostora”, ensina.

Para chegar onde quer é preciso dar o primeiro passo, enfrentar medos e se posicionar para avançar na carreira. Ter ambição a meu ver é essencial para figurar entre aquelas que de fato chegaram lá, como as 40 mulheres da Forbes, por exemplo. Você, sabe qual a sua ambição? A da Sheryl sempre esteve ligada a fazer a diferença e por isso guardou bem o primeiro feedback recebido numa avaliação no Facebook por Mark Zuckerber, que disse:

“Se você agrada a todos, não está fazendo progressos o suficiente”.

Leia mais:
:: 5 dicas para mulheres que buscam uma carreira de sucesso
:: Como os relacionamentos pessoais podem ditar o rumo da sua carreira

Leia mais
Vídeos recomendados
Comente

Hot no Donna