Pequenos detalhes com grandes resultados: conheça o “nudge”, um empurrãozinho para a escolha certa

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Você já ouvir falar em nudge? A palavra que em português pode ser traduzida como “empurrãozinho” guarda um conceito que pode nos mover em direção a outros comportamentos e até melhorar nossas escolhas. A ideia do nudge está inserida na economia comportamental, área que me encanta. Os estudos dela levam em conta a psicologia para entender como as pessoas tomam suas decisões – bem diferente do que a teoria clássica da economia considera quando parte do pressuposto de que os indivíduos tomam decisões racionais.

A parte boa de entender que somos previsivelmente irracionais é que alguns “empurrõezinhos” podem nos ajudar a fazer escolhas mais alinhadas ao que desejamos na carreira, nas finanças ou em outras áreas.

A ideia do nugde é defendida pelo pai da Economia Comportamental, Richard Thaler, em que mudanças sutis no contexto em que estamos inseridos podem mudar nossas escolhas. Um exemplo clássico de aplicação de nudge aconteceu em um teste envolvendo a demanda por alimentos. O consumo de maçãs aumentou em 60% quando a fruta foi servida fatiada, ou seja, um pequeno “empurrãozinho” fez as pessoas optarem pela fruta. Na área de finanças, um caso clássico envolve a adesão ou não a um plano de previdência privada. Quando é dada a opção de adesão ou reajuste automático, mais pessoas se mantêm inseridas no contrato, já que não precisam fazer nada para mudar a situação.

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Nossa racionalidade é limitada, conclui a Economia Comportamental. As pessoas estão dispostas a fazer sacrifícios como andar no trânsito por 10 minutos a mais para conseguir um desconto de R$ 10 em um produto que custa R$ 100, mas não estão dispostas ao mesmo sacrifico se a mercadoria custar R$ 1.000. Ou seja, mesmo parecendo que tomamos decisões racionais nem sempre é isso que acontece. O ganho econômico seria igual, mas os R$ 10 da primeira opção parecem mais vantajosos para a maioria de nós.

Os exemplos estão dados, mas como aplicá-los na prática? Sugiro criar “gatilhos” que mudem a situação minimamente para tentar te deixar mais próximo do seu objetivo.

Se a ideia é garantir a dieta na semana, cortar as frutas e deixá-las pronta para o consumo pode ser um nudge para alcançar a meta. Já se o foco for financeiro, o nudge ou  “empurrãzinho” pode ser a transferência automática de um percentual do salário todo mês para uma aplicação.

E aí, que tal experimentar?

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