Cinco passos para dar limites às crianças sem precisar gritar

Foto: Universal Pictures, divulgação
Foto: Universal Pictures, divulgação

Que atire a primeira pedra quem nunca perdeu a paciência diante da birra dos filhos. Saber lidar com a mudança de comportamento na transição entre uma fase e outra exige uma postura flexível dos pais. Porém, nem sempre é fácil acompanhar as demandas de uma criança em desenvolvimento. Nos deparamos com a realidade de que somos apenas humanos e que eventualmente também chegamos ao nosso limite. Mas é possível, sim, dar limites sem precisar gritar com frequência. A consultora familiar Mariana Zanotto Alves listou cinco passos que irão ajudar os papais nesse processo.

1. Se informe sobre cada idade
Para educar é essencial que você compreenda as capacidades e limitações dos seus pequenos de acordo com a idade. Muitos de nós não compreendemos o que deve ser esperado da criança e o que exatamente eles compreendem sobre nossas interações. Por isso é muito importante que os pais busquem informações sobre o desenvolvimento para diminuir as falhas na comunicação.

2. Ante de tudo, respire
Antes de agir, antes de tomar qualquer atitude, RESPIRE. Somos treinados para a maternagem e paternagem reativa, o que causa grandes danos para o relacionamento em família. Algumas vezes, antes mesmo da criança cometer o ato, já estamos gritando para antecipar o “mau comportamento”. Você já imaginou se todos os seus relacionamentos fossem assim? É importantíssimo se dar o direito de parar para respirar por no mínimo três segundos antes de interagir.

3. Explique de forma resumida
É muito importante explicar as coisas para as crianças, porém observo pais que passam horas explicando, sem se posicionar, até que finalmente são levados ao limite e começam a gritar com a criança. É importante lembrar que os pequenos tem um prazo curto de atenção e que se durante sua explicação eles continuam o comportamento desafiador isso significa que você está falando demais. Seja objetivo, explique sua posição de forma clara e calma.

Por exemplo: “Você está jogando os brinquedos pois está bravo. Eu entendo! Mas por favor, eu preciso que você pare senão eles vão quebrar.” Se a criança não parar, “Bom, pelo jeito você está com dificuldades de ouvir o pedido do papai, então eu vou guardar os brinquedos para te ajudar a se acalmar e depois voltamos para esta atividade. Com licença, por favor. Obrigada.”

4. Vá para a ação além das palavras
Grande parte da razão dos nossos gritos é a falta de iniciativa da nossa parte. Crianças precisam de ações para compreender suas limitações. Se você está gritando demais esse é um sinal de que você precisa trabalhar com urgência as suas atitudes, pois o que está sendo dito não está sendo seguido de uma ação que transmite o significado das suas palavras. E isso é importante para os pequenos entenderem o que você quer dizer.

5. Crie um relacionamento de empatia e confiança
É impossível educar sem empatia e confiança. É essencial que estes sentimentos sejam nutridos durante todas as interações entre criança e os pais. Lembre-se que tanto você quanto seu pequeno estão dando o seu melhor naquele momento e que nada disso é proposital, pois eles estão apenas conhecendo o mundo ao seu redor e como se portar. Acredite que com ternura e dedicação eles sejam capazes de ter comportamentos positivos.

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