Celia Ribeiro: a alegre tribo dos alemães

Ao observar pela tevê os jogadores alemães entrando em campo, no Maracanã, notei o corte de cabelo semelhante ao que pede o figurino dos executivos exceto por um deles, que usou máquina 1 a partir das orelhas até o pescoço. Os jogadores mostraram-se fiéis à disciplina germânica, mantendo seus laços afetivos, abraçados que foram por familiares no campo após o exaustivo jogo da vitória.

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Mantiveram-se controlados, inclusive durante o seu hino nacional. Mesmo à hora da vitória, na expansão de saltos e brincadeiras com os companheiros, não houve choro, mas a plena alegria, digna do poema de Schiller que inspirou um dos movimentos da Nona Sinfonia de Beethoven. O respeito pelos colegas da seleção argentina foi visível nos cumprimentos finais ao técnico Alejandro Sabella e seus jogadores.

Após a entrega da taça, os craques alemães dançaram e cantaram em volta do troféu – numa alusão à tribo de índios pataxós que os visitou na concentração na Bahia. Mas um deles – o meio-campo Özil – deu um escanteio na etiqueta ao tirar a camiseta, deixando a fita com a medalha pendente no peito nu. E assim posou para a foto.

Acredito que a derrota da Seleção Brasileira não será esquecida, mas haverá uma superação pelas mudanças que deverão ocorrer. Felipão tornou nossa Seleção vitoriosa em 2002, quando conquistou o pentacampeonato na Copa do Japão e da Coreia do Sul. Mas os tempos mudaram. Paternalismo não gera maturidade técnica nem emocional. Importante é o futebol brasileiro ter sido sempre inspiração para os times europeus com sua exuberância, como declarou David Beckham. Agora, é virar a página para superar a derrocada.

O sorriso diplomático

No encerramento da Copa, a presidente Dilma deveria estar realizada – mesmo com a histórica derrota da nossa Seleção para a Alemanha alguns dias antes. O que se viu, ao contrário, foi uma expressão casmurra, fechada. Sabe-se que a presidente foi vaiada de novo no Maracanã, desta vez ao lado da simpática primeira-ministra alemã Angela Merkel. Teria sido difícil sorrir e fingir não ouvir a vaia. Mas um sorriso do tipo Mona Lisa já bastaria, naquele momento de representação oficial, para atrair simpatia e interagir com o clima de euforia do estádio. Já a bela composição do Cristo iluminado em verde e amarelo e, depois, com as cores da Alemanha ofereceram uma bonita imagem de encerramento.

Errei, sim: a foto da coluna de domingo passado, alusiva à “alma do sapato”, não era da estrutura que acompanha a curva da planta do pé, mas sim de uma sandália.

Era assim…

O rouge para as faces já foi considerado artifício das mulheres vulgares. Só na França não se pensava assim. Em 1781, foram consumidos 2 milhões de potes de rouge, seguindo o exemplo da imperatriz Josefina, a primeira mulher de Napoleão Bonaparte, que aplicava rouge cremoso do canto dos olhos até os lábios. As francesas de alta estirpe consideravam o rosado nas faces um sinal de recato, igual ao rubor de uma jovem encabulada. Só que o uso do rouge era perigoso à saúde, devido ao uso do sulfeto de mercúrio esmagado e placas de chumbo em vinagre, como se lê em Josefina, biografia de autoria de Kate Williams.

Hoje é assim…

A palavra francesa rouge caiu de moda. Passou a ser blush, um pó facial compacto que contém carbonato de cálcio e óxido de zinco como parte de uma composição em que entram outros ingredientes, inclusive anilinas. O blush aplicado com pincel, rosado ou em tons de bege ao castanho, é usado na maquiagem como corretivo de feições e não causa danos à saúde.

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Ambiente frio e ventoso

“Fiquei pasma ao entrar no local de uma festa de casamento num clube, montada ao ar livre debaixo de uma figueira, numa noite fria e ventosa. E o clube possui um belo salão envidraçado junto àquele jardim, que era o ideal para a festa. Tal desconforto poderia ter sido evitado?” MELANIE

– Sim, com o avanço da meteorologia pode-se receber antecipadamente informações das condições climáticas em determinada data com razoável segurança. Uma amiga minha, ao preparar a formatura do filho, consultou Cleo Kuhn, da Rádio Gaúcha, uma semana antes da festa, que seria também no jardim: deveria alugar uma tenda? O meteorologista respondeu que choveria forte por volta da meia-noite: pois, à uma da madrugada, caiu o toró.
Bodas de rubi

“Vamos festejar 40 anos de casamento, em setembro, entre familiares e amigos mais íntimos em nossa casa, que é bem espaçosa. Como fazer uma reunião agradável sem gastar muito?” IRENE

– Uma festa para ser agradável começa com a harmonia entre os convidados, guardando um estilo em que cardápio e mesa se harmonizam. Poderia ser happy hour, sábado ou domingo, às 18h. Como são bodas de rubi, cabem detalhes em vermelho, inclusive no seu traje. Cardápio? Pães e pastas, cerveja, refrigerantes, salada e risoto de frango no bufê com toalha de mesa xadrez ou estampada. No final, sirva vinho branco suave para fazer os brindes, quando um dos convidados saudará o casal aniversariante.

 

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