Celia Ribeiro: Ao lado de um grande homem, uma grande mulher

Sei que a leitura desta coluna é mais feminina, mas muitos homens a leem e enviam e-mails. Uma das perguntas deles é se devem dizer minha mulher ou minha esposa ao mencionar a companheira. A resposta é minha mulher. O juiz e o sacerdote nos ritos jurídico e religioso do casamento fazem a pergunta ao noivo: Fulano de Tal, aceita Fulana de Tal como sua mulher?. E para ela: Fulana de Tal, aceita Fulano de Tal como seu marido?. Mas, ao nos referirmos à mulher de um conhecido, diremos sua esposa. Já a mulher se refere sempre a meu marido e não ao esposo.

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Não é preciso ser feminista para detestar o antigo provérbio: “Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher”. Inconscientemente, ainda são mulheres machistas que dizem isso ao elogiar outra mulher. Correto e atual: “Ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher”. O imperador Júlio César (100 a.C – 44 a.C) fazia questão de incluir sua mulher, Calpurnia, nos banquetes, porque ela conseguia quebrar as barreiras políticas entre certos convidados especiais, a ponto de, informalmente, exercer funções diplomáticas. Calpurnia era muito jovem e uma exceção, pois em geral as mulheres eram pouco informadas e só enfeitavam as reuniões com suas togas drapeadas, tocando cítara e flauta.

Sobre mulheres e maridos, uma dica: ao sobrescritar o envelope de um convite mais cerimonioso usa-se o nome por extenso do homem primeiro seguido do nome por extenso dela. Se o convite for em função da mulher, seu nome vai acima. Este detalhe ocorre muito em convites empresariais, quando são elas as funcionárias.

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Tatuagens em forma de joias e bijuterias, com durabilidade de três a seis dias, são mais leves do que os enfeites reais reproduzidos. Basta o uso de álcool, óleo de bebê ou acetona para removê-las da pele. As tatuagens podem ser aplicadas ainda em copos de vidro e peças de porcelana, personalizando os recipientes usados em uma reunião. Quem tem filho pequeno sabe que os colares são uma fonte de atração para a criança de colo, e isto não ocorre evidentemente com as tatuagens. Para a temporada de praia de bonito efeito, há o hair tattoo, que imita passadores nos cabelos (foto abaixo): basta penteá-los e desaparecem. Confira no site www.bodyartbrasil.com.br.

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Etiqueta na prática 

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Economia de espaço nas ceias

Nada é definitivo na ceia natalina e nos almoços de final de ano. Se você tem na sala um balcão com gavetas e, na parte superior, prateleiras de livros, desmonte a arrumação do móvel. Aproveite o espaço das gavetas e, dentro delas, entreabertas, coloque os guardanapos com os talheres (garfo e faca) e amarre com fita vermelha, deixando-os um pouco à vista. Sobre o balcão, disponha pães ou torradas em cestinhos com guardanapo de proteção, e as pastas em tigelas, com faquinha para untar.

Depois de retirados os aperitivos, sirva o peru em fatias numa travessa com uma boa salada. As bebidas ficam em uma mesinha auxiliar. Se houver mesa de jantar na sala, encoste-a na parede e abra espaço. E a sobremesa? Pode ser um sorvete de baunilha com panetone e molho de chocolate.

E aqui repito a pergunta de um dos e-mails recebidos: “Pode-se usar material descartável em festas de final de ano?”. Se os convidados forem íntimos, sim, mas depende do local. Para maior conforto de todos, os pratos descartáveis são apresentados sobre um prato de porcelana. O que não pode é oferecer talheres descartáveis – devem ser de metal.

 

 

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