Celia Ribeiro: barba, cabelo, bigode e vinhos

O nome Bacchica soa estranho para o tipo de serviço. A palavra que Jorge Leandro de Moura, 36 anos, escolheu para batizar sua barbearia na Felipe Camarão remete a Baco, deus do vinho. Se você entra na Bacchica e ouve o barbeiro conversar com o cliente sentado diante do espelho, verá que ele gosta de música, frequenta concertos da Ospa e fala muito nas marcas de vinho por ele próprio selecionadas de vinícolas de Bento Gonçalves para vender na adega de sua barbearia.

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Para acompanhar a mulher, que veio a Porto Alegre para estudar, Jorge decidiu deixar a barbearia do tio, em Bento Gonçalves, e abrir seu negócio na Capital, numa zona residencial, morando perto do trabalho e sem necessitar de condução.

A barbearia é agradável e ele só atende com hora marcada. Apenas não faz tintura de cabelo.

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Jorge fala muito na Copa, que trouxe maior incentivo aos cortes mais tradicionais usados pela seleção alemã. Mas pondera que a característica dos jogadores brasileiros é um visual diferenciado, para chamar atenção. Neymar não se deixa influenciar, alisa o cabelo, descolore e faz tintura; David Luiz tem aquela cabeleira crespa.

A faixa etária dos clientes da Bacchica oscila de 25 a 90 anos. Um desses senhores é veterano da II Guerra Mundial; outro foi campeão pelo Renner Futebol Club em 1954. Ainda que eles não tomem vinho na barbearia, a boa prosa que ali se desenvolve é com o espírito de bons degustadores.

Bacchica: fone (51) 3085-5518, facebook.com/bacchica

 

 

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Na barbearia Bacchica, os clientes se distraem não só com a conversa, mas também com a leitura dinâmica dos livros que Jorge disponibiliza em uma minibiblioteca. Entre os títulos oferecidos, encontram-se A Plenitude da Vida, de Simone de Beauvoir, Vinho e Filosofia, de Allhoff, e A Book of Beards, adquirido via internet, com fotos de barbudos.

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Barba hoje nem sempre é cerrada, e os fios são aparados num estilo casual, como se tivesse sido deixada sem barbear por uma semana. O efeito é conseguido com máquina 1 ou 2. No cliente que gentilmente permitiu ser fotografado para esta coluna os fios foram aparados e usada a máquina 2.
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Como atrair interesse

“Fui convidada a fazer uma palestra de meia hora e gostaria de saber algum truque que me torne mais simpática e desperte interesse sobre o assunto em pauta. O horário é às 10h e não sei como me vestir. ” MYRTHES

– Olhar nos olhos das pessoas na plateia é muito importante. Olhar só para aqueles que manifestam interesse no que você está dizendo não é boa técnica. Percorra a plateia com seu olhar, tranquilamente. Olhe justamente para aqueles que parecem mais apáticos. Quanto ao traje, é profissional. Evite estamparia graúda, bijuterias que desviem a atenção do que você diz, saias muito curtinhas e decotes profundos. Ao falar, use a mesma técnica do teatro – não baixar a voz no final da frase -, pois isso corresponde a “deixar cair um argumento e a palavra final perder-se por falta de clareza”.

Diálogos pela internet

“Não sou muito adepto a conversas pela internet e só digito o necessário. Gostaria de saber algumas regras de etiqueta para e-mails e chats. ” MARCIANO

– A etiqueta nos contatos pela internet se chama netiquete, mas os princípios de cortesia são os mesmos. Quando você chega ou encontra uma pessoa a cumprimenta; quando sai se despede. Este é o princípio dos e-mails: a gente se dirige à pessoa, nem que seja só digitando seu nome ou um cumprimento: Olá. Ao final do e-mail se agradece alguma gentileza, usa-se “um abraço”, cordialmente, ou apenas até breve. No chat você se imagina numa sala, por isso deve despedir-se ao sair. Quando estiver zangado espere um pouco para escrever; se estiver disposto a usar palavras agressivas pense se teria coragem de fazê-lo frente a frente com essa pessoa.

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