Celia Ribeiro: bistrô Tempero Santo, um restaurante despretensioso com classe

O clima ainda é de montagem no bistrô Tempero Santo, aberto para almoços na Rua Passo da Pátria, 406, próximo à Praça da Encol, com o trio de proprietários surpreso pela boa repercussão. O ambiente é simples e agradável, com painéis de azulejos antigos e fora de linha da coleção particular de Ricardo Bernardes da Costa, um dos proprietários. É alegre, com o destaque de uma das paredes pintada de temperos, junto às mesas com lugares para 72 clientes, por enquanto.

É marcante a presença de Fernanda A. da Costa, filha de Ieda Maria Vargas Athanazio, que desde cedo aprendeu sobre a boa mesa com a mãe, hábil assadora, sempre preocupada em compor cardápios e fazer reuniões em casa. Também o convívio com o marido, Ricardo, que gosta de cozinhar, estimulou Fernanda a sonhar com um bistrô “despretensioso com classe”, que atraiu Renato Abs, amigo do casal, para que o trio concretizasse o projeto.

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Durante os dois últimos anos, Fernanda trabalhou com o chef Alex Dias, filho de mãe mineira e pai baiano, formado em São Paulo, no Senac de Águas de São Pedro, produzindo refeições para festas. Sua comida é saudável e atrai pelo frescor aparente, pois Alex prioriza grelhados e evita frituras. Fernanda lhe dizia ter “mãos santas” pelo sabor da sua comida, e daí saiu o nome de Tempero Santo para o bistrô.

O designer Ivan Andrade tem contribuído para a ambientação do Tempero Santo, caracterizando-o por sua simplicidade e aconchego diferenciado pelo uso de materiais que resultam numa atmosfera lúdica. O salão de festas, em fase de conclusão, é de uma rusticidade mesclada com o toque de luxo de um lustre de cristal. Entre os enfeites há objetos domésticos e quadrinhos presenteados por amigos, mais uma razão para os clientes se identificarem e se sentirem em casa.

00a2f18fFernanda Vargas da Costa e o chef Alex Dias

Save the date também é divulgação

O pedido de reserva de data para convidados de um evento, como tantos outros termos da etiqueta internacional, é o “save the date”, mais charmoso do que “reserva de data”. Deve ser feito no mínimo três meses antes de um evento importante, ainda mais se exigir viagem do convidado. Quando há muita formalidade, especialmente em festas de casamento ou reuniões de caráter profissional, são enviados cartões impressos. O mais usual hoje é pedir reserva de data por e-mail, avisando que posteriormente será enviado o convite. Existe até “save the date” em ímã para geladeira, como lembrete bem informal de um acontecimento comercial. O convidado confirma presença após receber o convite.

:: Etiqueta na prática
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Presentes não entregues 

“Ouvi falar que tem havido falta de entrega de presentes de casamento, comprados no site de lojas. Como um convidado deve fazer para se tranquilizar do recebimento?” GUIOMAR

– Sabe-se que os cartões de agradecimento de presentes são enviados no mínimo duas semanas após o casamento, sendo correto mencionar o que foi enviado. Para se tranquilizar, a primeira providência é certificar-se na própria loja da entrega. Outra medida – mais delicada – é, na semana após o casamento, perguntar a uma pessoa bastante próxima à noiva se o pacote foi recebido, especificando o objeto contido.

Convidados alérgicos

“Estamos organizando nossa festa de casamento e não sabemos se há entre os convidados quem não coma carne, seja alérgico a camarão ou celíaco, que não ingere alimentos com glúten. Como se contorna tal problema?” MARTIM E ANA

– Ao compor o cardápio para um serviço empratado, os pratos individuais levados à mesa já servidos, o comensal deve ter opção para comer apenas a guarnição. Exemplo? Camarões guarnecidos com risoto de legumes. Com bufê, não há problema. Cada convidado cria seu próprio cardápio diante de várias opções entre peixe e carnes, arroz, batata, quiches etc. Anfitriões, cientes de que na família há quem não coma carne vermelha, incluem na preparação do menu uma segunda opção. A minoria de convidados é avisada, solicitando ao garçom o prato já preparado a sua disposição.

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