Celia Ribeiro: bom senso na hora do selfie

A dificuldade para administrar o uso do celular em ocasiões sociais e restaurantes inspirou uma charge que reproduzi aqui na coluna em junho. A charge mostra um homem, preocupado com etiqueta, que pergunta à mulher onde deve colocar o celular na mesa. O assunto se estende à epidemia de selfies, fotos tiradas pela própria pessoa – sozinha, com amigos ou com uma celebridade. Quase sempre é para ser compartilhada nas redes sociais.

O afã com que os admiradores pediam autógrafos para seus ídolos tornou-se maior ainda para fazer selfies ao seu lado. O humorista Paulo Gustavo, em entrevista para Marilia Gabriela, disse que se submete de bom grado às selfies, que dele exigem menos tempo e trabalho do que dar um autógrafo, às vezes até num papelzinho.

Há ocasiões em que a selfie é inconveniente, como se viu no velório de Eduardo Campos, uma falta de respeito para registrar um “eu estive lá”. O ato solene de colação de grau também não é motivo para formandos fazerem selfie no palco, como lembra a consultora de moda e etiqueta Gloria Kalil. Em compensação, em uma viagem, a selfie permite ótimos registros em cenários naturais ou urbanos.

Começam as reações. Se o celular perturba especialmente àqueles que estão no palco e na plateia, alguns restaurantes do Rio e de São Paulo discutem agora a tendência de criar espaços especiais ou mesmo proibir o uso de celulares para selfies – segundo comentário do colunista Tutty Vasques no jornal Estado de S. Paulo.

Com tantos problemas no Brasil, acho difícil que isso aconteça. Após as próximas eleições, a gente pensa nisso.

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Business attire

Aexpressão “business attire” (em tradução literal, “traje de negócios”) está começando a aparecer em convites para eventos no Brasil. Trata-se do código de vestuário usado por empregados em um ambiente de trabalho. Pode variar do figurino mais tradicional e formal ao mais casual – conforme o ramo de negócios.

O dress code “business attire” pode ser escolhido para um evento após o expediente, com início às 19h ou 20h, como foi o da Sociedade de Cirurgia Plástica, realizado no Rio, no Lajedo Forest and Garden, na Barra da Tijuca. Se incluir premiações e um jantar – como no caso do evento citado – o traje é corporativo tradicional, incluindo blazer e gravata para os homens. Em locais ao ar livre, em pleno verão, os convidados podem ir sem gravata e com paletó, mas devem evitar as camisetas estampadas. O tênis social, sem o solado grosso para práticas esportivas, também cabe à ocasião.

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CORRIGINDO a frase que ficou confusa aqui na última edição: A convidada vip fica à direita do marido da anfitriã; esta terá à sua direita o marido da convidada mais importante”.
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Inoportuno para a ocasião

“Toda vez que uma amiga minha encontra um médico entre os convidados para jantar aqui em casa, se queixa a ele de seus achaques e não resiste de perguntar se acha recomendável seguir com um medicamento que lhe foi receitado até por outro profissional. Já lhe falei uma vez que não faça isso e nada adiantou.” ISOLINA

Os médicos, em geral, habituados a tal situação, sabem como se defender, dão uma breve resposta e mudam de assunto. Deve-se entender que em momentos de lazer entre amigos um profissional não atende a consultas. Quer se distrair. É a mesma coisa que pedir a um músico profissional que toque violão, sem ter sido combinado antes.

Presente que não consta na lista

“Sou convidada para muitas festas de casamento, mas há vezes que, mesmo com duas ou três listas de presentes, não encontro dentro do meu orçamento um objeto que realmente eu goste ou que, na minha experiência, sei não ser prático. Pode-se escolher um objeto que não esteja nas listas?” M. LUIZA

Sim. Em geral, as próprias gerentes de loja sugerem recomendadas pela noiva. Se houver intimidade com os noivos pode-se perguntar se determinado objeto seria útil para eles. Importante é dar a possibilidade de troca, como acontece com obras de arte adquiridas em uma galeria.

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