Celia Ribeiro: carpete ganha trilha de relva e outras tendências de décor na Casa Cor

Visitei a Casa Cor em sua noite inaugural, com o belo efeito de lareiras e archotes a álcool em seus interiores e no jardim, sinais da preocupação ecológica para o melhor convívio no meio ambiente. O percurso se inicia por grandes ambientes, muito cinza e branco, que inclui a Suíte da Jornalista, para o relax de luxo e conforto, clicando o celular.

“Liberte-se e dê asas a sua imaginação” é a filosofia que o arquiteto Rogério Pandolfo imprime em seu living, com teto de fundo negro para borboletas coloridas. A proposta lúdica são duas gravuras de asas de anjo, em dois painéis separados, para que a gente clique uma selfie da própria imagem alada no meio deles.

No living do arquiteto Alexandre Vieiro, o carpete cinza tem um trilho de relva aparente, graças à parceria da Interface de Nova York com o Greenpeace, que recolhe as redes no mar e as envia para a indústria obter a tonalidade de atraente efeito.

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Assim como a moda, a arquitetura de interiores se alimenta da estética de séculos passados. Os arquitetos Marcelo Minusculi e Melissa Martini, no ambiente Suíte Dois, apresentam cama de casal com a estrutura de um dossel estilizado em madeira negra, que, em outros tempos, servia de apoio para cortinas e mosquiteiros. A parede junto da cabeceira da cama é de mármore travertino iluminando o móvel.

Os espelhos são uma tônica nos ambientes da Casa Cor, para fins estéticos e como ilusão de ótica de ampliação de ambientes. Um exemplo é a moderna cozinha de Juliana Moura, com a mesa de refeições de tampo vermelho, quatro lugares montados sobre um jogo americano de espelho. Num primeiro olhar, pensa-se em oito lugares, devido ao espelho da parede onde a mesa se apoia.

A visita é concluída ao ar livre, em direção ao restaurante, passando pelo Jardim da Casa, em que Fernando Thum criou um gazebo com parede de sarrafos, plantas verdes nas prateleiras junto à lareira a álcool de estrutura marmórea.
Era assim…

Os homens já fumavam mil anos antes de Cristo. Quando os portugueses chegaram à Terra de Santa Cruz, encontraram os índios praticando rituais mágicos, em meio à fumaça decorrente do fumo. Em 1560, foi levada uma amostra ao Infante Dom Henrique de Portugal, que mandou algumas folhas de tabaco para a rainha Catarina de Medici. Mãe de três reis de França, a italiana era então a mulher mais poderosa da Europa, e o presente lhe foi enviado para curar suas enxaquecas.

Hoje é assim…

A moda do cigarro nasceu com o charleston, dançado pelas melindrosas de vestidos pelo joelho, agregando o cigarro a sua imagem sexy e brejeira. Coube às estrelas de Hollyood, nos anos 1930, difundi-lo a ponto de mulheres que não tinham o vício segurarem o cigarro com ensaiada elegância. A partir de 1951, pesquisas médicas associaram o fumo ao câncer, e hoje as fumantes saem discretamente do living para fumar no terraço ou diante de uma janela.

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Chapéu à mesa

“Estive com minha mulher em Miami e jantamos num restaurante com um casal. Nosso amigo estava de camisa esporte e chapéu de palha, o traje adequado para o verão. O que nos surpreendeu foi o fato de ele manter-se de chapéu durante o jantar no interior do restaurante. Os costumes mudaram tanto assim?” HERON

– Nesse caso, o homem deveria ter tirado o chapéu, porque havia mulheres à mesa, mas devido à descontração do ambiente ele não se deu conta, pois o chapéu fazia parte do seu relax. Se a mesa fosse ao ar livre, mesmo um cavalheiro manteria o chapéu como proteção. Há regiões nos Estados Unidos em que os homens ficam de chapéu à mesa. No Texas é assim, mas lá é a terra dos caubóis.

Apoio a doentes

“Tenho uma amiga que faz pouco recebeu o diagnóstico de uma grave doença e iniciou um prolongado tratamento. Gostaria muito de telefonar a ela, mas receio ser invasiva. Pensei até em mandar um cartão. O que posso fazer para apoiá-la nessa ocasião em que deve estar de baixo astral?” DILETA

– Depende muito do grau de intimidade, mas, quando não se sabe como a pessoa está enfrentando a doença, procura-se ter notícias através dos familiares mais chegados antes de tomar qualquer iniciativa. Telefonar todos os dias pode ser invasivo. Há doentes que adoram se distrair com visitas, outros são mais reservados. Pode-se mandar um cartão com uma planta, uma revista, um livro.

 

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