Célia Ribeiro: Choque de culturas

Shirley MacLaine e Maggie Smith refletem diferentes valores e gostos em "Downton Abbey"

Foto: reprodução

A série Downton Abbey, que chega à sua terceira temporada no canal GNT, tem possibilitado apreciar os costumes dos anos 20 do século passado, bem como a diferença da filosofia de vida entre norte-americanos e ingleses. Uma das cenas que ilustra bem esta particularidade é a do jantar, já com a soberba mesa montada no salão do palácio, irremediavelmente atrapalhado por um problema na cozinha.

Diante do stress geral dos donos da casa, a avó americana (Shirley MacLaine) sugeriu que se fizesse um piquenique pelos ambientes do palácio, cada um escolhendo o seu local preferido. Animando a noitada haveria hora de arte proporcionada pelos anfitriões e seus convidados. E assim foi feito, todos se divertindo com a improvisação, à moda do jeitinho brasileiro.

Tem chamado nossa atenção também o tratamento contido entre as pessoas e no cumprimento, a ausência do aperto de mão. Alastair Bruce, consultor histórico de Downton Abbey, disse ao jornalista Pedro Caiado, do jornal Estado de S. Paulo, que as pessoas pouco se tocavam naquela época, temendo o contágio de doenças, diante dos escassos recursos médicos sem antibióticos. Não era normal abraçar e dar o beijo social.

Até hoje não existe na Europa e nos EUA o beijinho-beijinho das brasileiras, que costumam dá-lo, mesmo não se conhecendo. Waleska Santos me contou que os importadores que visitam a Couromoda ficam impressionados com esta forma expansiva de cortesia. Até numa feira de negócios.

Mais sexy com pés rendados

 

Monica Lapa, quando esteve em Londres, viu numa vitrine da King’s Road sapatilhas rendadas, tipo meia, para serem colocadas com scarpins e sandálias (foto), um detalhe de conforto para os pés e complemento do sapato. As sapatilhas rendadas são usadas também como lingerie-noite. Monica as confecciona em três tamanhos (P, M e G) – e as mulheres as adquirem por ser forte símbolo de feminilidade. Tel: 8112-8631 ou e-mail: asmocasquecosturam@gmail.com

Hora do chá

 

Nos anos 1930, havia muitos chás residenciais em Porto Alegre, em que as mulheres colecionavam xícaras de porcelanas alemãs, francesas, tchecas e portuguesas, uma diferente da outra, acompanhadas pelo pratinho de sobremesa. Na Foernges da Rua da Praia, havia as mais bonitas. Esta lembrança surge com a realização do Chá da Xícara Pintada, promovido pela Associação Gaúcha de Pintura Artística, presidida por Juassara Freire. Será no dia 3 de setembro, terça-feira, a partir das 15h no Plaza São Rafael.

Marcelo Jacobi deve continuar

Há indivíduos de perfil agregador, que despertam unanimidade de opiniões quanto ao prestígio pessoal e profissional. Assim foi o consultor gastronômico Marcelo Jacobi, que deixa para a família, clientes e todos nós que com ele convivemos uma lembrança muito querida. Marcelo Jacobi é uma grife, e a empresa deve continuar. A viúva, Verana Barboza Jacobi, familiarizada com o trabalho de Marcelo, dará continuidade à empresa com a mesma equipe de profissionais por ele formada.

Jantar participativo

“Fui convidada para um aniversário num restaurante, com a despesa paga pelos convidados. Preciso levar presente?” MARIELA

Leve uma lembrancinha, de menor valor do que seria o presente se a festa fosse oferecida aos convidados.

Presenteando o diretor

“O diretor da empresa onde trabalho convidou a mim e ao meu marido para um churrasco em seu sítio. Não podemos chegar de mãos abanando. Como posso presentear o casal?” FABIOLA

Se o convite for só para um grupo pequeno, leve bombons, uma garrafa de vinho ou uma planta em vaso para o casal anfitrião. Tratando-se de festa da empresa e um grupo maior de companheiros, basta, no dia seguinte, enviar um e-mail elogiando o churrasco e agradecendo a oportunidade da confraternização.

Fumante inveterado

“Aqui em casa não se fuma. Dia desses, um cliente nosso veio jantar conosco. Tirou a carteira de cigarro do bolso e fumou na sala. Havia outras pessoas e fiquei constrangido de pedir que não fumasse. Agi certo?” PAULO

Em primeiro lugar, o cliente devia ter perguntado se podia fumar, faz parte da boa educação. Como havia outras pessoas, em consideração à elas também, você podia ter dito ao convidado fumante que não há, na casa, o hábito de fumar, e convidá-lo para um recanto próximo à uma janela. No inverno é mais complicado ainda.

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