Celia Ribeiro: Crianças verdadeiras com muita graça

Foto Equipe Fábio Martins, reprodução
Foto Equipe Fábio Martins, reprodução

Uma imagem vale mais do que palavras, como a desta foto tirada durante um casamento chique em Porto Alegre. Mas fico imaginando uma historinha nela inspirada. Os três garotos passaram semanas sendo preparados para ser pajens, ensaiando até como entrar e sair da igreja no cortejo. Houve duas provas do traje e a mãe avisou que os meninos tinham de ficar de frente para os noivos no altar. Enquanto os dois irmãos maiores estavam mais interessados em algum detalhe curioso, a ponto de a mãe pousar a mão no ombro de um deles, o menor, Guilherme Gil Cornetta, se apoiava no pai, obediente à correta posição. Depois de receber mil beijos, não é que haveria mais uma foto?! “Agora chega! Chega!”, pensou o menino muito irritado.

Já as meninas adoram ouvir o final feliz dos contos de fada. Elas se identificam com a linda Cinderela, que é perseguida até o príncipe encantado a libertar. A historinha agora é verídica. Este ano, em Knoxville, Tennessee, Estado Unidos, uma menina de quatro anos, cuja mãe se casava vestida de noiva, acompanhou-a nas provas do vestido de noiva e do de dama de honra, avisando que também ela se casaria naquele dia.

Na cerimônia, quando os noivos no altar beijaram-se no final, a pequena passou o braço pelo pescoço do pajem ao seu lado e deu-lhe um beijo na boca, desviando as atenções para os noivos de verdade. Quando lhe perguntaram por que tinha feito isso, ela respondeu: “Eu avisei que também me casaria, todo mundo sabia”.

Foto Tiago Trindade, especial

Foto Tiago Trindade, especial

Há crianças que adoram sushi e são habituadas a manusear o hashi (as duas varetas). Antes da entrada do século 21, elas acompanhavam os pais aos restaurantes japoneses levando um “lanche feliz” (hambúrguer com batata frita), que comiam em vez de sushi. Hoje, não é mais assim: desde cedo elas pedem aos pais para ir a restaurantes especializados. Como o sushi deve ser comido um a um, sem mordê-lo, convém que sejam menores e com o par de hashi na proporção da criança, como faz o Saiko (abaixo). Esses talheres orientais fazem parte atualmente da educação das maneiras à mesa.

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FESTA SÓ PARA CRIANÇAS

Muitas mães queixam-se de que no aniversário infantil quase todas as mães tendem a participar da festinha, que acaba sendo dupla. Quando o aniversariante é ainda bebê, as mães são das relações da anfitriã e comparecem. Se a convidada tem mais de quatro anos, seu pai ou a mãe levam-na e entregam seu cartão de visita, anotando telefone celular para algum problema. No convite deve constar se haverá recreacionistas. É muito importante socializar as crianças desde cedo, e as festinhas infantis dão esta oportunidade para que elas saibam como portar-se.

RECEBENDO AMIGOS NO RESTAURANTE

Quando um casal é anfitrião e recebe amigos para jantar num restaurante, chega 15 minutos mais cedo para melhor avaliar o cardápio e propor escolhas. Se houver bar, fica de frente para a porta de entrada bebendo um drinque ou senta-se à ponta da própria mesa já aprovada. À chegada de cada um dos amigos, levanta-se para recebê-los e cumprimentá-los.

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