Celia Ribeiro: Dia das Mães

O tempo passa e a gente se surpreende, repetindo muitas atitudes da mãe

Foto: xx

A identificação natural de uma filha com a mãe começa na infância através dos brinquedos, quando a menina calça um sapato de salto alto e enfia-se num vestido de festa, andando diante do espelho e repetindo com as bonecas gestos e atitudes maternas no seu dia a dia. Ela quer ser como a mãe.

Diante de uma mulher de forte personalidade, bem dotada fisicamente e muito admirada, torna-se mais difícil que essa menina reconheça em si própria a possibilidade de ter a mesma chance. Mas também pode ser estímulo. De acordo com seus dons naturais, a filha tem, naquele modelo que parece inatingível, um desafio futuro repetido com metas diferentes.

Mesmo que as travessas de comida sejam trazidas da cozinha para a mesa por outra pessoa, há muita mãe que faz questão de servir cada um, permanecendo de pé para devolver o prato servido. Essa é a tendência natural de quem cozinha. Muitas vezes, a mãe nem pensa como é importante para a família que ela se sente à mesa, partilhando da refeição.

A mesa é hora de relax, hora de colocar os assuntos em dia, tentar divertir-se e confraternizar, ainda que, frequentemente, para quem cozinha, a prova dos alimentos resulte num consumo visual, que inclui, através do olfato, o aroma dos temperos. E lá se vai o apetite.

O tempo passa e a gente se surpreende, repetindo muitas atitudes da mãe – mesmo aquelas que nos chocavam na infância – e a citar às netas historias que ela nos contava como dicas positivas e negativas para bem levar a vida adiante.

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Ar condicionado desconfortável

“Há cinemas em Porto Alegre com baixas temperaturas na sala climatizada, mesmo no alto verão. O mesmo acontece em algumas empresas. O espectador e o funcionário têm o direito de reclamar?” JOAQUIM

Em cinemas e teatros é difícil reclamar, pois em geral não fica funcionário na sala. As pessoas próximas à saída podem levantar e reclamar ao porteiro. É por isso que a maioria das mulheres comparece ao cinema com echarpes na bolsa. Já quando a sala tem fama de ser quente, leva-se leque. Mas cuidado com o barulhinho que faz. Nas empresas, é assunto para entrar nas reuniões e ser conduzido até a administração.

Diferenças de tratamento

“Sou vendedora em uma elegante loja, onde as clientes são de diferentes faixas etárias, e nunca sei se trato das mais velhas por ‘senhora’ ou ‘tu’. Depois que uma vovó pediu que não a tratasse por senhora, pois se sentia mais velha ainda, fiquei indecisa.” MARIALVA

Você agiu corretamente. É preferível receber um pedido assim, como o daquela senhora, do que avançar o sinal e ser considerada por uma pessoa idosa confiada demais. Num relacionamento profissional deve haver objetividade. À medida que essas relações se tornam mais frequentes, uma maior intimidade surge ao natural. As idosas de hoje não são iguais àquelas das primeiras décadas do século 20, quando os filhos tratavam pais e mães por senhor e senhora.

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