Celia Ribeiro: estilista Juliana Pereira tem a moda no DNA

O início do projeto surgiu durante uma conversa informal entre a estilista Juliana Pereira e a empresária Viviana Hauck, sempre sensível a tudo que se refere a design. Viviana convidou Juliana para criar as estampas exclusivas da coleção de cerâmica, porcelana e vidro da loja Cafezinho, localizada no Shopping Iguatemi, em Porto Alegre. A designer se inspirou no romantismo das rendas para elaborar os modelos. Três bustos de manequins vestidos com trajes de renda pontuavam o espírito do ambiente. Juliana tem a moda em seu DNA.

No final do seu curso de Turismo na faculdade, ela decidiu ser uma profissional de moda e pediu à mãe, Neuzinha Pereira, prestigiada costureira em Porto Alegre, para fazer um estágio em seu ateliê. Queria desenhar seus modelos, saber cortar e costurá-los. Ela tinha então 22 anos e pouco tempo depois criou uma coleção e abriu com uma amiga uma boutique de modelos prontos para vestir. Quando viu as clientes fazendo encomendas sob medida, partiu para o voo solo.

O ateliê amplo de seus sonhos foi concretizado pelo marido André Kessler, no início deste ano, uma propriedade de três lofts, próxima ao Country Club, ao lado da sua residência. Eles já tinham a filha Olívia, 5 anos, e Hugo dava seus primeiros passos. André é administrador de empresa e troca as fraldas de Hugo, enquanto a mulher atende o ateliê. Pode-se imaginar uma tensão permanente, mas a família está feliz – e a filha Olívia, já participando de tudo.

 

Sob o signo da renda

A renda marcou presença também na ambientação do encontro. Entre os objetos produzidos por Viviana Hauck, com desenhos de moda de Juliana Pereira, há xícaras e canecas de louça branca.

No vestido de noiva da foto acima se pode avaliar o trabalho artesanal de Juliana Pereira, na mescla de corte despojado de tecido leve com aplicações de recortes de renda francesa rebordada com pérolas e discretos brilhos, e as nuanças de tonalidades, unindo o visual de antigo com o sofisticado. Para obter tal efeito, além dos apliques de renda, Juliana tinge os diferentes materiais, inclusive as pérolas do bordado, em chás de vários tons, como preto, verde e o rosado chá de morango.

O diálogo de Juliana Pereira com sua mãe Neuzinha é permanente – numa troca do olhar clínico sobre os trabalhos, cada uma com estilo próprio. O vestido de noiva exposto está inserido na história que vou contar. A mãe fez o traje de noiva do primeiro casamento de uma cliente. Vinte anos depois, quando a mesma noiva partiu para uma segunda união, quem criou e desenvolveu o vestido foi Juliana.

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“Se a anfitriã, sem copeiro( a), diz que não precisa de ajuda, só ela levanta- se da mesa e recolhe os pratos usados, enquanto o companheiro serve as bebidas, mantém a conversa e também ajuda sua mulher.  Mas também pode se valer do apoio de um familiar ou de uma amiga mais íntima.  Ninguém sabe, entre os convidados, o que se passa naquela cozinha.  Pode haver na mesa um cesto para recolher os talheres, sobre guardanapos de papel.  Os convidados não se levantam da mesa, enquanto a dona da casa não voltar da cozinha e convidá- los a passar para a sala, onde são servidos cafezinho e licores.”

Este conselho é de Isabel de Brito e Cunha, que trabalhou no departamento de Protocolo do Palácio das Necessidades, em Lisboa, autora do livro Saber Ser, Saber Estar, Saber Viver ( editora Bertrand) sobre comportamento social.

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Etiqueta de Bolso – Na quarta- feira, dia 12, terei sessão de autógrafos do livro lançado pela L& PM Pocket, às 19h, na Feira do Livro.

O guia de boas maneiras de A a Z tem forma de dicionário com verbetes, alguns com subtítulos e, ao final, chamada para outros verbetes relacionados ao tema.

Ficarei muito feliz com o abraço de leitores desta coluna.

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Elegância – É harmonizar o visual em conjunto; beleza é um dote natural para o qual a pessoa contribui quando sabe realçá- la.
A palavra se origina do verbo eligere, do latim “ selecionar”.

É vestir- -se de acordo com o tipo físico e a ocasião, mas ninguém é elegante se tiver má postura corporal e de boas maneiras.
Os valores estéticos e as atitudes estão interligados.

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:: Etiqueta na prática

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Festa privada na internet

“Dei um jantar privado para 12 pessoas e a reunião íntima acabou divulgada por alguns convidados com fotos e comentários, incluindo a decoração. Percebi que alguns deixavam de interagir com o grupo para usar o celular, mas não pensei que estivessem postando. Pode-se pedir para um evento não ser assim exposto?” FLÁVIA

Pode, sim. Só não sei se vai adiantar. Quanto a deixar de interagir com o grupo não quer dizer que estejam registrando no celular a festa, pois muita gente fica até conversando com outros amigos. Não avaliam que tal atitude faz pensar que eles não estão interessados no que acontece à sua volta. É falta de cortesia.

Convite pessoal não é extensivo

“Organizei uma festa de cem convidados para uma empresa. Fiquei admirada com alguns convidados que, ao confirmar presença, disseram que levariam o namorado ou até duas amigas. Houve até quem não pudesse comparecer, mas nomeou outra pessoa em seu lugar. Como dizer que não pode?” VERÔNICA

A circunstância permite o uso de franqueza. Trata-se de um evento empresarial em que cada convidado tem uma relação pessoal com a empresa ou um setor dela. Todo convite pessoal é intransferível. Só se estende a outra pessoa dirigido a acompanhante ou à família, quando inclui filhos ou familiares com o mesmo endereço.
Em vez de presente donativo social

“Fui a uma festa de aniversário em que o anfitrião queria de presente uma doação para uma instituição benemerente, incluindo no convite o número da conta bancária, sem menção de urna no local. O que se faz para o aniversariante saber o valor do presente?” JOÃO

Pode-se pedir o recibo do depósito e mandar dentro de um envelope dirigido ao aniversariante pelo correio, afinal quem recebe um presente deve saber o que é. Mas sempre o anfitrião recebe da instituição beneficiada os comprovantes desses depósitos na conta aberta para esta finalidade.

 

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