Celia Ribeiro: facilitando a vida nos supermercados

Se a gente pensar no tempo que se transita por um supermercado, empurrando o carrinho para comprar artigos perecíveis legumes, frutas, fiambres e flores a serem acrescentados ao rancho mensal, chega-se à conclusão que oscila entre quatro a oito horas mensais. Anda-se muito mais com o carrinho porque, quando já se conhece a localização dos produtos desejados, o supermercado troca tudo de lugar, estimulando que se descubra neste passeio coisas que não se pretendia comprar.

Recebi um e-mail do leitor Alberto Gravons sinalizando alguns itens a serem avaliados como pecados cometidos no dia a dia com os carrinhos de compras. Já começa pelo estacionamento do supermercado, em que muita gente para na diagonal, ocupando duas vagas. E mais: ao sair com o carrinho repleto de sacolas de compras, depois de descarregá-las no carro, deixam-no atrás ou na lateral do carro ao lado, impedindo a circulação de outros veículos e podendo causar prejuízo com batidas e arranhões na lataria.

Ao chegar ao caixa, há pessoas que vão colocando suas compras junto às do cliente à frente, provocando confusão entre os artigos quando a esteira rola e o carrinho vazio é empurrado para trás. Como prevenção deste problema, os supermercados deveriam ter pessoal treinado para tal. Se não, quem arca com a responsabilidade é sempre o próximo cliente na fila do caixa.

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Nossa ladainha de “mea culpa” acaba entre as prateleiras, quando se está fazendo a escolha sem notar que o carrinho está impedindo o trânsito no corredor. Ao voltar-se repentinamente para trás, a gente pode até machucar o pé numa das rodinhas. É isso aí, não se tem sossego: a vida urbana exige constante exame de consciência para vivermos melhor.

O precursor dos guias atuais de melhores restaurantes, como o Michelin e outros tantos espalhados pelo mundo, foi Grimond de la Reynière, nascido de uma rica família parisiense, em 1758, que residia num palácio em plena avenida dos Champs-Elysées. Devido à Revolução Francesa, Grimond deixou a cidade e viveu no sul da França por muitos anos. Quando voltou, achou Paris muito fraca sob o ponto de vista de restaurantes com boa mesa e, como incentivo, começou a fazer jornalismo gastronômico.

A editora Gustar, de São Paulo, lançou em 2002 uma coleção de pequenos livros, intitulada Manual dos Anfitriões, enfocando elementos de civilidade gastronômica. São textos originais de Grimond, datados de 1808, devidamente adaptados à linguagem atual e imbuídos de alguma ironia. É divertido ler, pois se acaba estabelecendo a comparação entre o que se fazia ontem e como se faz hoje: “Não faz parte dos deveres dos convivas rebaixar-se diante do anfitrião; nada é mais oposto à verdadeira cortesia do que a adulação servil”.

É mesmo uma chatice receber exacerbados elogios, quando a vontade de agradar é tão grande que se acaba desconfiando da falta de sinceridade na lisonja, surgindo o pensamento: “O que será que ele quer?”.

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Envelopinho com o convite

“Recebi no mesmo envelope de um convite de festa de aniversário um pequeno envelope vazio, que não sei para o que se destina. O convite é de cerimonia, tem R.S.V.P. Gostaria de solucionar minha dúvida antes de telefonar, confirmando a presença.” SANDRA

– Quando você telefonar faça a pergunta. Imagino que seja o pedido para substituir o presente por um cheque, colocado neste pequeno envelope. Há aniversariantes que solicitam que seja dada uma contribuição para uma entidade filantrópica e, neste caso, haverá sempre um cartãozinho esclarecendo o objetivo.

Sem anfitriã por perto

“Em função dos meus filhos, tenho comparecido a festinhas em que não sou recebida pela anfitriã na hora da chegada. Fico sem saber o que fazer, pois não tenho intimidade com a maioria das convidadas. Devo esperar pela dona da casa aparecer antes de entrar na sala?” LUIZA

– Fique uns instantes de pé na sala, cumprimente as convidadas e procure sentar-se junto a alguma conhecida, e a ela pergunte pela Fulana, a anfitriã. Quando ela pisar na sala, levante-se para cumprimentá-la. Isto é comum de ocorrer com anfitriãs, que sempre têm algo a fazer no atendimentos aos convidados.

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